{"id":111416,"date":"2019-04-02T08:28:45","date_gmt":"2019-04-02T12:28:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=111416"},"modified":"2019-04-02T08:28:45","modified_gmt":"2019-04-02T12:28:45","slug":"rodovias-federais-ajudam-a-melhorar-nota-de-ms-no-quesito-transporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=111416","title":{"rendered":"Rodovias federais ajudam a melhorar nota de MS no quesito transporte"},"content":{"rendered":"<div class=\"bloco_texto_span\">\n<p>Mais da metade das rodovias que cortam Mato Grosso do Sul apresentam condi\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o entre \u201c\u00f3timo\u201d e \u201cbom\u201d no seu estado geral ou em quesitos como conserva\u00e7\u00e3o do pavimento e sinaliza\u00e7\u00e3o, com as melhores notas atribu\u00eddas \u00e0s estradas federais \u2013puxando o conceito geral do Estado. \u00c9 o que aponta a Pesquisa CNT de Rodovias 2018, divulgada nesta segunda-feira (1\u00ba) e que analisou 4,4 mil quil\u00f4metros lineares da pista \u2013mais da metade dos 8,4 mil existentes.<\/p>\n<p>Das 24 rodovias que tiveram trechos analisados, 11 s\u00e3o federais, 10 s\u00e3o estaduais e tr\u00eas s\u00e3o transit\u00f3rias (rodovias estaduais com superposi\u00e7\u00e3o de uma federal, mas que est\u00e3o sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do primeiro ente federativo). Primeiro item notado por praticamente todo o condutor, o pavimento nas estradas sul-mato-grossense foi avaliado como \u201c\u00f3timo\u201d em 51,2% dos trechos analisados (2.257 km) e \u201cbom\u201d em 4,1% (182 km). O conceito \u201cregular\u201d foi atribu\u00eddo a 38,8% (1.711), enquanto 4,3% (190 km) foram considerados ruins e 1,6% (70 km) foi visto como p\u00e9ssimo.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros do pavimento colocam o Estado em situa\u00e7\u00e3o melhor que a m\u00e9dia do Centro-Oeste, onde 38,6% do pavimento foi avaliado como \u201c\u00f3timo\u201d e 4,5% como \u201cbom\u201d.<\/p>\n<p>Dentro dos 4,410 km avaliados, 1.224 (27,8%) tiveram a superf\u00edcie considerada \u201cperfeita\u201d e 2.676 (60,6%) foi visto como \u201cdesgastado\u201d. Em 10% (440 km) houve trincas e remendos na malha, e em 70 km (1,6%) afundamentos, ondula\u00e7\u00f5es e buracos. Em 74% do total tamb\u00e9m foi identificada pintura da faixa central vis\u00edvel, percentual que chega a 75,2% quanto a faixas laterais.<\/p>\n<p>A sinaliza\u00e7\u00e3o vertical tamb\u00e9m teve boas notas no estudo da CNT. Placas de limite de velocidade foram encontradas em 87,9% dos trechos vistoriados, e as de indica\u00e7\u00e3o (dist\u00e2ncias, acessos e pontos de interesse) em 94,6%. Quanto a visibilidade, 89% n\u00e3o tinham mato cobrindo placas (mas em 6,2% dos casos, em trechos que perfizeram 273 km, o matagal as tapavam completamente).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"imagem\">\n<figure style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Estudo fez avalia\u00e7\u00e3o geral da condi\u00e7\u00e3o das estradas estaduais. (Foto: CNT\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5280970\/640x524-cd5329b3eaf3230690b3bb2860e6817c.jpg\" alt=\"Estudo fez avalia\u00e7\u00e3o geral da condi\u00e7\u00e3o das estradas estaduais. (Foto: CNT\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"640\" height=\"524\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Estudo fez avalia\u00e7\u00e3o geral da condi\u00e7\u00e3o das estradas estaduais. (Foto: CNT\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"bloco_texto_span\">\n<p><strong>Federais \u2013<\/strong> A malha federal \u00e9 aquela com as melhores qualifica\u00e7\u00f5es, sendo a BR-359, que conecta munic\u00edpios do norte do Estado (como Alcin\u00f3polis e Chapad\u00e3o do Sul) a Goi\u00e1s. Ela se destaca porque o pavimento, durante a an\u00e1lise, foi considerado \u201c\u00f3timo\u201d, enquanto o estado geral e a sinaliza\u00e7\u00e3o foram qualificados como \u201cbons\u201d. J\u00e1 a geometria da via \u2013que abrange elementos como o tipo de pista (simples ou dupla), exist\u00eancia de faixa adicional de subida, pontes viadutos, curvas perigosas e acostamentos\u2013 foi qualificada como regular.<\/p>\n<p>A geometria aparece como o calcanhar de Aquiles do sistema vi\u00e1rio estadual: todas as rodovias em Mato Grosso do Sul receberam conceito \u201cregular\u201d, \u201cruim\u201d ou \u201cp\u00e9ssimo\u201d nesse quesito.<\/p>\n<p>\u00danica rodovia concedida \u00e0 iniciativa privada no Estado, a BR-163 teve todos os seus 854 km que cortam Mato Grosso do Sul de norte a sul analisados. Estado geral, pavimento e sinaliza\u00e7\u00e3o foram considerados bons, enquanto a geometria teve conceito regular. A duplica\u00e7\u00e3o da estrada federal, que caminha a passos lentos, tem sido alvo de cr\u00edticas e movimenta\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios e da classe pol\u00edtica.<\/p>\n<p>A mesma avalia\u00e7\u00e3o dada \u00e0 163 foi conferida \u00e0s BRs 262 (de Tr\u00eas Lagoas a Corumb\u00e1) e 158 (Tr\u00eas Lagoas a Cassil\u00e2ndia). J\u00e1 a BR-419, pavimentada de Aquidauana a Jardim, teve a geometria qualificada como ruim e os demais quesitos considerados bons.<\/p>\n<p>A pior nota entre as estradas federais do Estado foi concedida \u00e0 BR-487, que liga a BR-163, na regi\u00e3o de Navira\u00ed, a Porto Camargo (PR), passando pelo Parque Nacional da Ilha Grande.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"imagem\">\n<figure style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Ranking mostra conceitos atribu\u00eddos \u00e0s 24 rodovias analisadas. (Foto: CNT\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5280970\/640x699-69ebf4047af3ff704dfd0f458394194b.jpg\" alt=\"Ranking mostra conceitos atribu\u00eddos \u00e0s 24 rodovias analisadas. (Foto: CNT\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"640\" height=\"699\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ranking mostra conceitos atribu\u00eddos \u00e0s 24 rodovias analisadas. (Foto: CNT\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"bloco_texto_span\">\n<p><strong>Estaduais \u2013<\/strong> Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estradas estaduais, a situa\u00e7\u00e3o foi considerada menos favor\u00e1vel. As de melhor coloca\u00e7\u00e3o, conforme o levantamento, s\u00e3o as MSs 134 (que se converte na BR-376, entre Nova Andradina e Santa Rita do Pardo), MS-217 (BR-359, no norte) e a MS-395 (Bataguassu a Brasil\u00e2ndia). As tr\u00eas ganharam conceito regular em rela\u00e7\u00e3o ao estado geral, pavimento e sinaliza\u00e7\u00e3o, com a geometria vista como ruim.<\/p>\n<p>Por outro lado, a MS-377, analisada ao longo de 127 quil\u00f4metros entre \u00c1gua Clara e Inoc\u00eancia, teve os piores conceitos entre as rodovias analisadas: foi considerada p\u00e9ssima em rela\u00e7\u00e3o ao estado geral, sinaliza\u00e7\u00e3o e geometria, e regular quanto ao pavimento.<\/p>\n<p><strong>Nacional \u2013<\/strong> A Pesquisa CNT de Rodovias 2018 analisou mais de 107 mil quil\u00f4metros de rodovias em todo o Brasil. A entidade, que congrega o setor de transporte rodovi\u00e1rio, lembra que mais de 60% das cargas e 90% dos deslocamentos de pessoas no pa\u00eds ocorrem em rodovias, o que exige investimentos pesados no setor.<\/p>\n<p>A entidade aponta que, do universo estudado, 1,3 mil km (78,5%) n\u00e3o tem pavimento. Nos 213,4 mil quil\u00f4metros pavimentados, 65,6 mil est\u00e3o sob jurisdi\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, sendo que apenas 6,4 mil est\u00e3o duplicados e 1,3 mil em duplica\u00e7\u00e3o (2,1%). Dados do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial colocam o Brasil na 112\u00aa posi\u00e7\u00e3o mundial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade das rodovias (sul-americano melhor posicionado, o Chile \u00e9 o 24\u00ba no ranking).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"imagem\">\n<div class=\"zoom\"><\/div>\n<p><figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a title=\"BR-436, na regi\u00e3o de Aparecida do Taboado. (Foto: CNT\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" href=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5280970\/wm-1024x768-f6f432a2e895cecc9b14e9d6fd7b37d7.jpg\" rel=\"lightbox[galeria]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"BR-436, na regi\u00e3o de Aparecida do Taboado. (Foto: CNT\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5280970\/300x225-f6f432a2e895cecc9b14e9d6fd7b37d7.jpg\" alt=\"BR-436, na regi\u00e3o de Aparecida do Taboado. (Foto: CNT\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">BR-436, na regi\u00e3o de Aparecida do Taboado. (Foto: CNT\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n<div class=\"bloco_texto_span\">\n<p><strong>Privado x P\u00fablico \u2013<\/strong> A CNT tamb\u00e9m realizou contraposi\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a trechos concedidos \u00e0 iniciativa privada e que continuam sob gerenciamento p\u00fablico no pa\u00eds. Em estado geral, os 19,5 mil km de malha nas m\u00e3os de concession\u00e1rias analisados tiveram melhores notas quanto ao estado geral (42,5% de \u00f3timo, 39,4% de bom e 16,6% de regular) que os 87,5 mil km p\u00fablicos (4,6% de \u00f3timo, 29,6% de bom e 39,4% de regular, havendo ainda 18,4% de ruim e 8% de p\u00e9ssimo, contra 1,4% e 0,1% dos concedidos, respectivamente).<\/p>\n<p>O pavimento tamb\u00e9m teve melhor conceito \u00f3timo em rela\u00e7\u00e3o aos trechos concedidos (74,2% contra 35% das vias p\u00fablicas, que tiveram 41,2% de avalia\u00e7\u00e3o regular ante 18,9% dos privatizados) e \u00e0 geometria (19,8% contra 2,1%).<\/p>\n<p>*Campo Grande News &#8211; Humberto Marques<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais da metade das rodovias que cortam Mato Grosso do Sul apresentam condi\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o entre \u201c\u00f3timo\u201d e \u201cbom\u201d no seu estado geral ou em quesitos como conserva\u00e7\u00e3o do pavimento e sinaliza\u00e7\u00e3o, com as melhores notas atribu\u00eddas \u00e0s estradas federais \u2013puxando o conceito geral do Estado. \u00c9 o que aponta a Pesquisa CNT de Rodovias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":111417,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"class_list":["post-111416","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/111416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=111416"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/111416\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":111418,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/111416\/revisions\/111418"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/111417"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=111416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=111416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=111416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}