{"id":11844,"date":"2015-10-02T08:20:58","date_gmt":"2015-10-02T12:20:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=11844"},"modified":"2015-10-02T08:20:58","modified_gmt":"2015-10-02T12:20:58","slug":"prazo-para-mudancas-termina-eleicao-2016-nao-deve-ter-doacao-empresarial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=11844","title":{"rendered":"Prazo para mudan\u00e7as termina; elei\u00e7\u00e3o 2016 n\u00e3o deve ter doa\u00e7\u00e3o empresarial"},"content":{"rendered":"<div id=\"materia-letra\" class=\"materia-conteudo entry-content\">\n<p>O prazo para aprovar mudan\u00e7as ao processo eleitoral v\u00e1lidas para as elei\u00e7\u00f5es do ano que vem termina nesta sexta-feira (2), exatamente um ano antes da disputa para prefeito e vereador.<\/p>\n<p>Como o Congresso n\u00e3o aprovou a tempo a proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o que autoriza expressamente o financiamento empresarial aos partidos, as campanhas para as elei\u00e7\u00f5es de 2016 devem ocorrer sem doa\u00e7\u00e3o de empresas \u2013 s\u00f3 devem ser permitidas doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas e o uso dos recursos do Fundo Partid\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 8 votos a 3, que \u00e9 inconstitucional o repasse de dinheiro de empresas para campanhas e partidos. Ap\u00f3s o julgamento, o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, disse que a decis\u00e3o tem efeito imediato e j\u00e1 valer\u00e1 para as elei\u00e7\u00f5es de 2016. A pr\u00f3pria ata do julgamento fixou que a validade \u00e9 imediata, sem necessidade de aguardar a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"saibamais componente_materia\">Na tentativa de garantir o financiamento empresarial, o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), liderou um movimento para tentar acelerar a vota\u00e7\u00e3o da PEC da reforma pol\u00edtica, que autoriza as doa\u00e7\u00f5es. A proposta foi aprovada pelos deputados, mas n\u00e3o chegou a ser apreciada pelos senadores at\u00e9 esta sexta.<\/div>\n<p>Para ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo, deve prevalecer, portanto, a proibi\u00e7\u00e3o do financiamento, conforme determinado no julgamento do STF. Assim, s\u00f3 seria permitida a doa\u00e7\u00e3o de pessoas f\u00edsicas aos partidos e campanhas, bem como dinheiro do Fundo Partid\u00e1rio, que \u00e9 formado por recursos do Or\u00e7amento, multas e penalidades por infra\u00e7\u00f5es eleitorais.<\/p>\n<p>Segundo os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, h\u00e1 entendimentos no Supremo de que uma proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o que mexa com o sistema eleitoral precisa respeitar o princ\u00edpio da anualidade para valer nas elei\u00e7\u00f5es subsequentes. Por isso, se a PEC que autoriza as doa\u00e7\u00f5es for aprovada em definitivo pelo Congresso, ela n\u00e3o dever\u00e1 ter efeito nas campanhas do ano que vem.<\/p>\n<p>Os ministros citaram que, em 2006, o Supremo decidiu a emenda constitucional que colocou fim \u00e0 verticaliza\u00e7\u00e3o nas coliga\u00e7\u00f5es, acabando com a necessidade de que alian\u00e7as partid\u00e1rias para presidente se repetissem nos estados, n\u00e3o poderia ser aplicada naquele ano porque foi promulgada menos de um ano antes da elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO Supremo Tribunal Federal entendeu que era preciso respeitar a anualidade, porque influi no processo eleitoral. O financiamento de campanha \u00e9 uma etapa antecedente, mas componente do processo eleitoral. Por isso, fizemos quest\u00e3o de julgar no Supremo antes de 2 de outubro, respeitando a anualidade antes das elei\u00e7\u00f5es de 2016. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o que pode ser suscitada&#8221;, disse o ministro Luiz Fux.<\/p>\n<p>Gilmar Mendes defende que o STF seja mais claro quanto \u00e0 modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o de declarar inconstitucional o financiamento de campanha. Segundo ele, em tese, as elei\u00e7\u00f5es realizadas at\u00e9 agora podem ter a legitimidade questionada, se o tribunal n\u00e3o especificar quando come\u00e7a a valer a decis\u00e3o. Ele disse, por\u00e9m, que a proibi\u00e7\u00e3o do financiamento dever\u00e1 valer\u00e1 para 2016, ainda que a PEC da Reforma Pol\u00edtica seja aprovada neste ano.<\/p>\n<p>&#8220;Tem que ser examinado. Mas j\u00e1 tivemos um caso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 PEC da Desverticaliza\u00e7\u00e3o em que se disse que era necess\u00e1rio observar [a anualidade]. Esse \u00e9 um precedente. O tribunal entendeu que mesmo PEC n\u00e3o afastaria o princ\u00edpio da anualidade&#8221;, destacou o ministro. Atualmente, o financiamento de campanha no Brasil \u00e9 p\u00fablico e privado.<\/p>\n<p>Pol\u00edticos e partidos recebem dinheiro do Fundo Partid\u00e1rio (formado por recursos do Or\u00e7amento, multas, penalidades e doa\u00e7\u00f5es) e de pessoas f\u00edsicas (at\u00e9 o limite de 10% do rendimento) ou de empresas (limitadas a 2% do faturamento bruto do ano anterior ao da elei\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<div id=\"entenda_o_caso_267\" class=\"entenda-o-caso componente_materia\"><strong>Cunha diverge<\/strong><br \/>\nDefensor das doa\u00e7\u00f5es empresariais, o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diverge da posi\u00e7\u00e3o do Supremo. Para ele, existem argumentos jur\u00eddicos que validam a possibilidade de o financiamento de campanha ser mantido no ano que vem, apesar de a PEC n\u00e3o ter sido aprovada no prazo. De acordo com o peemedebista, a decis\u00e3o do STF de vetar as doa\u00e7\u00f5es gerou um &#8220;v\u00e1cuo&#8221;, j\u00e1 que n\u00e3o houve regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<p>Neste caso, segundo Cunha, caberia ao Senado decidir sobre o assunto, o que poderia ocorrer com a vota\u00e7\u00e3o da PEC da Reforma Pol\u00edtica, que autoriza na Constitui\u00e7\u00e3o a doa\u00e7\u00e3o de empresas.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 um entendimento de natureza constitucional, o artigo 52, par\u00e1grafo 10 da Constitui\u00e7\u00e3o, que o Senado \u00e9 que teria que regulamentar a vac\u00e2ncia legislativa que existe. Se o Senado utilizar esse instrumento, a vota\u00e7\u00e3o da PEC [que autoriza doa\u00e7\u00f5es] resolver\u00e1, mesmo que seja fora [do prazo de um ano]&#8221;, argumentou.<\/p>\n<p>O peemedebista alegou ainda que a decis\u00e3o do Supremo n\u00e3o foi efetivada, j\u00e1 que ainda n\u00e3o houve publica\u00e7\u00e3o de ac\u00f3rd\u00e3o e ainda poder\u00e1 haver os chamados &#8220;embargos de declara\u00e7\u00e3o&#8221;, recursos destinados a esclarecer d\u00favidas sobre o julgamento e voto dos ministros.<\/p>\n<p>&#8220;Como o Supremo n\u00e3o publicou o ac\u00f3rd\u00e3o, n\u00e3o tem validade. Vai passar do per\u00edodo de um ano antes das elei\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, tem muita discuss\u00e3o jur\u00eddica. Ainda cabe embargos de declara\u00e7\u00e3o.&#8221; Esse argumento, por\u00e9m, pode ser derrubado, j\u00e1 que a ata do julgamento do STF deixou claro que a validade da decis\u00e3o n\u00e3o depende do tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n<p>Quando houve o julgamento das doa\u00e7\u00f5es de campanha pelo Supremo, o presidente do tribunal, Ricardo Lewandowski, tamb\u00e9m afirmou que a decis\u00e3o teria efeito a partir daquele dia e que as elei\u00e7\u00f5es de 2016 j\u00e1 teriam de ocorrer sem financiamento empresarial.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podem mais doar para partidos pol\u00edticos nem para candidatos. O julgamento do Supremo baseou-se em princ\u00edpios constitucionais, no princ\u00edpio da igualdade de armas, isonomia, democracia, princ\u00edpio republicano, baseou-se na normalidade das elei\u00e7\u00f5es. Ou seja, qualquer lei que venha possivelmente ser aprovada futuramente que colida com esses princ\u00edpios aos quais o Supremo se reportou, evidentemente ter\u00e1 o mesmo destino\u201d, afirmou.<\/p>\n<\/div>\n<p>Fonte: G1 e Tv Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O prazo para aprovar mudan\u00e7as ao processo eleitoral v\u00e1lidas para as elei\u00e7\u00f5es do ano que vem termina nesta sexta-feira (2), exatamente um ano antes da disputa para prefeito e vereador. 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