{"id":126439,"date":"2019-09-28T08:37:35","date_gmt":"2019-09-28T12:37:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=126439"},"modified":"2019-09-28T08:37:35","modified_gmt":"2019-09-28T12:37:35","slug":"facebook-comeca-teste-de-nao-mostrar-likes-de-publicacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=126439","title":{"rendered":"Facebook come\u00e7a teste de n\u00e3o mostrar likes de publica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O Facebook come\u00e7ou a realizar um teste envolvendo uma de suas principais ferramentas: a marca\u00e7\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o chamada like (gostar, no termo em ingl\u00eas) em publica\u00e7\u00f5es. A experi\u00eancia come\u00e7ou na Austr\u00e1lia e poder\u00e1 ser estendida a outras na\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1, ainda, previs\u00e3o de quando poder\u00e1 ser implantada no Brasil.<\/p>\n<p>O like \u00e9 um dos principais recursos de engajamento com uma mensagem difundida na rede social, permitindo que os usu\u00e1rios demonstrem uma avalia\u00e7\u00e3o positiva sobre determinado conte\u00fado. Em 2016, a empresa passou a disponibilizar outras rea\u00e7\u00f5es por meio de s\u00edmbolos gr\u00e1ficos, como express\u00f5es de amor, tristeza, raiva e surpresa.<\/p>\n<p>\u00c0 Ag\u00eancia Brasil, a assessoria da companhia afirmou que a altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 ampla na plataforma e ser\u00e1 avaliada de forma a verificar os impactos que trar\u00e1 nas experi\u00eancias e engajamentos dos usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cEstamos fazendo um teste limitado em que as contagens de curtidas e rea\u00e7\u00f5es, al\u00e9m do n\u00famero de visualiza\u00e7\u00f5es de v\u00eddeos se tornam privados no Facebook e apenas vis\u00edveis para o autor do post. A partir disso, vamos reunir feedbacks para entender se essa mudan\u00e7a ir\u00e1 melhorar a experi\u00eancia das pessoas\u201d, declarou a empresa por meio de nota.<\/p>\n<p>Potenciais preju\u00edzos<br \/>\nEstudos indicaram poss\u00edveis impactos do uso de redes sociais no bem-estar de pessoas, especialmente jovens. Pesquisa da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, estabeleceu uma rela\u00e7\u00e3o entre o uso do Facebook e comportamentos de v\u00edcio. A l\u00f3gica de oferta de \u201crecompensas\u201d por esses sites e aplicativos dificulta a tomada de decis\u00f5es e estimula atitudes de retorno cont\u00ednuo ao uso do sistema, assim como no caso de outras desordens ou de consumo de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas.<\/p>\n<p>J\u00e1 outra investiga\u00e7\u00e3o acad\u00eamica realizada por pesquisadores das universidades de Stanford e de Nova York identificou efeitos positivos em pessoas que deixaram de navegar na rede social, como aumento de bem-estar e redu\u00e7\u00e3o da polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. De outro lado, dirigentes da empresa, entre eles o CEO (diretor executivo) Mark Zuckerberg, em diversas ocasi\u00f5es sugeriram o intento de buscar experi\u00eancias mais positivas na rede social.<\/p>\n<p>Outras inten\u00e7\u00f5es<br \/>\nO coordenador do grupo de pesquisa Estudos Cr\u00edticos em Informa\u00e7\u00e3o, Tecnologia e Organiza\u00e7\u00e3o Social do Instituto Brasileiro de Informa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia (Ibict), Arthur Bezerra, ponderou que, embora o Facebook manifeste preocupa\u00e7\u00e3o com a experi\u00eancia e com a sa\u00fade dos seus usu\u00e1rios em medidas como esta, a mudan\u00e7a pode ter outras motiva\u00e7\u00f5es mais voltadas ao modelo de neg\u00f3cios da companhia.<\/p>\n<p>\u201cDevemos lembrar que empresas como o Facebook obt\u00eam seu lucro pela publicidade direcionada alimentada pelos dados do usu\u00e1rio ao agir na plataforma, precisando prender o usu\u00e1rio o m\u00e1ximo de tempo no seu interior. \u00c9 poss\u00edvel aventar que, mais do que uma decis\u00e3o voltada para os comportamentos, ocorre uma tentativa de n\u00e3o perder o seu principal ativo, o usu\u00e1rio, interagindo. Isso porque postagens com poucas curtidas e baixa intera\u00e7\u00e3o podem ser desestimulantes para indiv\u00edduo continuar na plataforma\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Instagram<br \/>\nEm julho, a empresa implementou teste semelhante no Brasil em outra rede social de sua propriedade, o Instagram. A mudan\u00e7a j\u00e1 havia sido testada em outros pa\u00edses e chegou aos usu\u00e1rios brasileiros.<\/p>\n<p>O teste fez parte de diversas iniciativas anunciadas pela plataforma para combater pr\u00e1ticas nocivas na internet, como discurso de \u00f3dio, ou bullying na web. Tais a\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma resposta a cr\u00edticas recebidas pela plataforma de que sua arquitetura e l\u00f3gica de funcionamento favoreceriam um ambiente prejudicial ao bem-estar de seus integrantes.<\/p>\n<p>Um estudo da Sociedade Real para a Sa\u00fade P\u00fablica, realizado em 2017, apontou o Instagram como a pior rede social para o bem-estar e a sa\u00fade mental de adolescentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Facebook come\u00e7ou a realizar um teste envolvendo uma de suas principais ferramentas: a marca\u00e7\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o chamada like (gostar, no termo em ingl\u00eas) em publica\u00e7\u00f5es. A experi\u00eancia come\u00e7ou na Austr\u00e1lia e poder\u00e1 ser estendida a outras na\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1, ainda, previs\u00e3o de quando poder\u00e1 ser implantada no Brasil. 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