{"id":128853,"date":"2019-10-30T09:22:35","date_gmt":"2019-10-30T13:22:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=128853"},"modified":"2019-10-30T09:22:35","modified_gmt":"2019-10-30T13:22:35","slug":"em-meio-ao-desastre-do-rio-taquari-nasce-o-payaguas-do-xarayes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=128853","title":{"rendered":"Em meio ao desastre do Rio Taquari, \u2018nasce\u2019 o Payagu\u00e1s do Xaray\u00e9s"},"content":{"rendered":"<p>Falar no desastre do Rio Taquari \u00e9 tocar um assunto que muitos dizem conhecer. Afinal, j\u00e1 s\u00e3o quase 40 anos de not\u00edcias sobre como o assoreamento fez trechos do curso d\u2019\u00e1gua, um dos mais piscosos de Mato Grosso do Sul, simplesmente desaparecer. O fen\u00f4meno, por\u00e9m, \u00e9 mais din\u00e2mico e bem menos simplista, e conta com aspectos nem sempre devidamente abordados: entre eles, o fato de ocorrer ali um processo geol\u00f3gico que pode, sim, ter sido acelerado pelo homem; e a luta da natureza para \u201cdar seu jeito\u201d, sobreviver e se readaptar, alterando 1,3 milh\u00e3o de hectares do ecossistema e quase criando um \u201cnovo bioma\u201d (termo visto com cautela por especialistas).<\/p>\n<div class=\"bloco_texto_span\">\n<p>Estudiosos sobre o Pantanal veem os fen\u00f4menos surgirem no Taquari \u00e0 medida que avan\u00e7am rumo ao oeste, em dire\u00e7\u00e3o ao Rio Paraguai. Areia arrastada do outro extremo, o planalto, em um raio de centenas de quil\u00f4metros que abra\u00e7a munic\u00edpios como Alcin\u00f3polis, Camapu\u00e3, Chapad\u00e3o do Sul e Alto Taquari (MT), entre muitos outros, deu novos contornos ao rio, fez a calha sumir junto com a \u00e1gua, que se n\u00e3o em filetes, foi empo\u00e7ada, se espalhou ou, como em 20 de setembro deste ano, simplesmente desapareceu.<\/p>\n<p><figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a title=\"Banco de areia no Taquari, resultado do dep\u00f3sito de sedimentos. (Foto: Instituo Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" href=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5298693\/wm-1024x768-6f564a0b13cda96ebdb0924d9bd8584d.jpg\" rel=\"lightbox[galeria]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Banco de areia no Taquari, resultado do dep\u00f3sito de sedimentos. (Foto: Instituo Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5298693\/300x225-6f564a0b13cda96ebdb0924d9bd8584d.jpg\" alt=\"Banco de areia no Taquari, resultado do dep\u00f3sito de sedimentos. (Foto: Instituo Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Banco de areia no Taquari, resultado do dep\u00f3sito de sedimentos. (Foto: Instituo Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>As imagens, repassadas ao Campo Grande News pelo Instituto Agwa, impressionam. Locais onde antes havia portos fluviais h\u00e1 d\u00e9cadas e que, poucos meses atr\u00e1s, era poss\u00edvel atravessar com a \u00e1gua no joelho, neste ano viraram estradas de terras ou quintais onde fam\u00edlias secavam a roupa nas cercas. Apenas a vegeta\u00e7\u00e3o sobrevivente no entorno e algumas constru\u00e7\u00f5es d\u00e3o a entender que, ali, passou um rio.<\/p>\n<p>S\u00f3 que o choque vem com outra constata\u00e7\u00e3o: o Taquari n\u00e3o \u201cmorreu\u201d. Na verdade, quem usar este termo para definir o que ocorreu com o rio, ter\u00e1 de dizer tamb\u00e9m que ele \u201cressuscitou\u201d. E mais de uma vez. Estudos conduzidos por pesquisadores da UFMS (<a href=\"http:\/\/www.campograndenews.com.br\/ufms\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Univer<\/a>sidade Federal de Mato Grosso do Sul) e Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria) apontam que, em milh\u00f5es de anos, o rio mudou seu curso v\u00e1rias vezes \u2013bra\u00e7os, c\u00f3rregos e outros leitos secos ali existentes \u201cforam o Taquari\u201d no passado.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"imagem\">\n<div class=\"zoom\"><\/div>\n<p><figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a title=\"Porto Santo Ant\u00f4nio, em 20 de outubro, com rio totalmente seco. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" href=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5298693\/wm-1024x768-ff64b58ce72d1753b2654d8c07b77f77.jpg\" rel=\"lightbox[galeria]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Porto Santo Ant\u00f4nio, em 20 de outubro, com rio totalmente seco. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5298693\/300x225-ff64b58ce72d1753b2654d8c07b77f77.jpg\" alt=\"Porto Santo Ant\u00f4nio, em 20 de outubro, com rio totalmente seco. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Porto Santo Ant\u00f4nio, em 20 de outubro, com rio totalmente seco. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n<div class=\"bloco_texto_span\">\n<p><strong>Alagado \u2013<\/strong> Se o rio secou de um lado, do outro fez surgir o que passou a ser chamado de \u201cPayagu\u00e1s do Xaray\u00e9s\u201d: um delta alagado de 1,3 milh\u00e3o de hectares transparentes, com vegeta\u00e7\u00e3o e fauna que se modificaram \u2013com a substitui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies dominantes por outras mais adaptadas \u00e0 nova condi\u00e7\u00e3o do solo\u2013 e criaram paisagens que se assemelham a atrativos como Bonito. E que agora uma corrente de produtores, ambientalistas e pesquisadores defende analisar sob a \u00f3tica do aproveitamento econ\u00f4mico. Sai a pecu\u00e1ria, sin\u00f4nimo de riqueza e das grandes fazendas no passado, para que atividades como o turismo sustent\u00e1vel.<\/p>\n<div id=\"P_DM_INTEXT07049019214886525\" class=\"ppIntext\" data-premium=\"\" data-adunit=\"DM_INTEXT\" data-sizes-mobile=\"[[336,280],[300,250]] \" data-sizes-desktop=\"[[336,280],[300,250]]\" data-type=\"intext\" data-fetch=\"true\" data-google-query-id=\"CNyL_6uIxOUCFcNgwQodmocGZg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/10573328\/DM_INTEXT_0__container__\">\u201cTemos de iniciar o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o, at\u00e9 para ajudar na preserva\u00e7\u00e3o. Da forma como est\u00e1, apenas com as pessoas sem oportunidades, vai continuar a explora\u00e7\u00e3o sem limites da pesca e outras atividades\u201d, afirma o advogado Nelson Ara\u00fajo Filho, um dos entusiastas da necessidade de se dar foco \u00e0s mudan\u00e7as no meio ambiente naquela regi\u00e3o a fim de combater o \u201cdesastre\u201d que, mais do que ambiental, teve um impacto econ\u00f4mico radical.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<p><figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a title=\"\u00c1rea escura no mapa mostra delta onde \u00e1gua do Taquari se espalhou. (Imagem: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" href=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5298693\/wm-1024x768-f4b64c5a6b1b88676f40bf227696b0eb.jpg\" rel=\"lightbox[galeria]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\u00c1rea escura no mapa mostra delta onde \u00e1gua do Taquari se espalhou. (Imagem: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5298693\/300x225-f4b64c5a6b1b88676f40bf227696b0eb.jpg\" alt=\"\u00c1rea escura no mapa mostra delta onde \u00e1gua do Taquari se espalhou. (Imagem: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">\u00c1rea escura no mapa mostra delta onde \u00e1gua do Taquari se espalhou. (Imagem: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\u201cO \u2018desastre\u2019 vem por conta de que quem cunhou esse termo foram os prejudicados. Para a pessoa que teve sua fazenda inundada e perdeu sua produ\u00e7\u00e3o, e para algumas regi\u00f5es na qual a mata de \u00e1rvores grandes secou completamente, o que houve foi um desastre\u201d, afirmou o pesquisador Carlos Padovani, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria) Pantanal, mestre em Biologia e doutor em Ecologia aplicada e um dos principais estudiosos sobre as mudan\u00e7as sofridas pela regi\u00e3o do Rio Taquari.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso ter um pouco de empatia para perceber as consequ\u00eancias na vida das pessoas. Foi dr\u00e1stico: envolveu pecuaristas, ribeirinhos, moradores da regi\u00e3o, que tem assentamentos antigos\u201d, prosseguiu o estudioso, ao lembrar que, hoje, muitas dessas comunidades dependem de aux\u00edlio do poder p\u00fablico para viverem \u2013fora os que foram obrigados a abandonar a regi\u00e3o e se mudar para a periferia de Corumb\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"imagem\"><figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a title=\"Arrombado Caronal no encontro com o Taquari; \u00e1rea onde rio muda de dire\u00e7\u00e3o. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" href=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5298693\/wm-1024x768-3dfcf4e0410d79024134efe23c8c1284.jpg\" rel=\"lightbox[galeria]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arrombado Caronal no encontro com o Taquari; \u00e1rea onde rio muda de dire\u00e7\u00e3o. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5298693\/300x225-3dfcf4e0410d79024134efe23c8c1284.jpg\" alt=\"Arrombado Caronal no encontro com o Taquari; \u00e1rea onde rio muda de dire\u00e7\u00e3o. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"168\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Arrombado Caronal no encontro com o Taquari; \u00e1rea onde rio muda de dire\u00e7\u00e3o. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n<div class=\"divisor\"><\/div>\n<div class=\"bloco_texto_span\">\n<p><strong>Interpreta\u00e7\u00f5es \u2013<\/strong> A \u00e1rea do Payagu\u00e1s do Xaray\u00e9s \u00e9 tomada por bra\u00e7os de pequenos rios que desembocam em um gigantesco lago, deixando a vegeta\u00e7\u00e3o submersa. \u201cAli, uma nova vida est\u00e1 nascendo, um novo e desconhecido bioma que precisa ser estudado para se saber se aquela trag\u00e9dia que expulsou fam\u00edlias, inundou fazendas e causou a morte de um rio importante de Mato Grosso do Sul acabou dando lugar a um in\u00e9dito, maravilhoso e inexplorado ambiente\u201d, destacou o Instituto Agwa, em nota.<\/p>\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o sobre o novo \u201cbioma\u201d n\u00e3o \u00e9 consenso entre especialistas. Padovani, por exemplo, considera que o Payagu\u00e1s do Xaray\u00e9s possa ser visto \u201ctalvez como uma nova regi\u00e3o do Pantanal, que j\u00e1 foi descrita por mim e outros colegas, como parte do espalhamento do Taquari\u201d, contestando o conceito. J\u00e1 o coordenador do curso de Engenharia Ambiental Fl\u00e1vio Ver\u00edssimo, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) enxerga ali transforma\u00e7\u00f5es \u201cna quais tem vida pulsando ali, com peixes e vegeta\u00e7\u00e3o que se adequaram a essa nova inunda\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, segundo o Agwa, esbarra em proibi\u00e7\u00f5es judiciais por provoca\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, contr\u00e1rio ao desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o, seja tur\u00edstica ou de estudos e pesquisas. \u201cEnquanto isso n\u00e3o se flexibiliza, o Rio Taquari morre ainda mais e a \u2018novidade\u2019 que surgiu dessa trag\u00e9dia se esconde\u201d, sustenta a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Propriet\u00e1rio de terras na \u201centrada\u201d do Caronal, o produtor rural Orlei Saravi Trindade lembra que, a princ\u00edpio, toda a regi\u00e3o foi contra o fechamento dos arrombados. \u201cTodo mundo fala do desastre do rio, mas ele tamb\u00e9m destruiu o Pantanal do Paiagu\u00e1s, criou um delta com milhares de hectares que ficaram embaixo d\u2019\u00e1gua. O que morreu de animais e o Estado deixou de produzir, ningu\u00e9m ficou sabendo\u201d, lamentou, ao comparar a situa\u00e7\u00e3o com a trag\u00e9dia de Brumadinho (MG), \u201cmas como aqui \u00e9 pouco povoado, ningu\u00e9m divulgou\u201d.<\/p>\n<p>Trindade afirma que, economicamente, a regi\u00e3o parou. Um exemplo \u00e9 a pesca, que se tornou impratic\u00e1vel na regi\u00e3o de \u00e1guas rasas. Ele refor\u00e7a que a\u00e7\u00f5es como as anunciadas nos \u00faltimos anos, que previam a destina\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de reais para revitalizar o rio, ficaram nas promessas. \u201cH\u00e1 40 anos se discute a mesma coisa e h\u00e1 40 anos n\u00e3o se faz nada. De um lado virou um deserto, um Saara onde os animais est\u00e3o morrendo de sede e as pessoas furam cacimbas para tomar \u00e1gua enferrujada, podre. E de outro \u00e9 um Pantanal que n\u00e3o serve de nada\u201d, reclamou o produtor, que arremata. \u201cN\u00e3o existe conservacionismo sem economia, porque as pessoas acabam com tudo. Precisa levar algum sustento para l\u00e1\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"imagem\">\n<figure style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Entidade e produtores defendem explora\u00e7\u00e3o comercial da regi\u00e3o. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/cdn1.campograndenews.com.br\/uploads\/tmp\/images\/5298693\/640x480-209d578523bc20ac31263d560eaeded0.jpg\" alt=\"Entidade e produtores defendem explora\u00e7\u00e3o comercial da regi\u00e3o. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Entidade e produtores defendem explora\u00e7\u00e3o comercial da regi\u00e3o. (Foto: Instituto Agwa\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Campo Grande News &#8211; Humberto Marques<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falar no desastre do Rio Taquari \u00e9 tocar um assunto que muitos dizem conhecer. Afinal, j\u00e1 s\u00e3o quase 40 anos de not\u00edcias sobre como o assoreamento fez trechos do curso d\u2019\u00e1gua, um dos mais piscosos de Mato Grosso do Sul, simplesmente desaparecer. 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