{"id":132656,"date":"2019-12-17T16:14:01","date_gmt":"2019-12-17T19:14:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=132656"},"modified":"2019-12-17T16:15:25","modified_gmt":"2019-12-17T19:15:25","slug":"frigorificos-querem-abater-50-mil-bovinos-do-paraguai-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=132656","title":{"rendered":"Frigor\u00edficos querem abater 50 mil bovinos do Paraguai em MS"},"content":{"rendered":"<p>A alta no pre\u00e7o da carne bovina foi puxada pelo aumento da exporta\u00e7\u00e3o do produto para pa\u00edses asi\u00e1ticos e, principalmente, pela falta de oferta de bovinos no mercado interno, muito por conta da estiagem nos \u00faltimos meses. Para manter o pre\u00e7o e aumentar a oferta em Mato Grosso do Sul, o Estado aguarda autoriza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) para comprar 50 mil animais do Paraguai.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Produ\u00e7\u00e3o e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, a gest\u00e3o estadual j\u00e1 fez o pedido para suprir a demanda. \u201cExiste hoje um pedido de 50 mil animais para serem comprados do Paraguai e serem abatidos aqui. A compra ainda n\u00e3o ocorreu porque depende do Minist\u00e9rio da Agricultura autorizar. Mas a carne n\u00e3o volta no patamar anterior, \u00e9 um ciclo; l\u00e1 na frente pode ter, mas, por enquanto, acho que ainda teremos uma press\u00e3o de pre\u00e7o e o consumidor vai continuar pagando um pre\u00e7o alto pela carne bovina\u201d, afirmou Verruck durante coletiva ontem.<\/p>\n<p>Verruck afirmou que a demanda interna n\u00e3o aumentou. O movimento de alta foi causado pela lei de mercado (oferta e procura). \u201cEssa quest\u00e3o do aumento s\u00fabito \u00e9, literalmente, um conceito de oferta e demanda. H\u00e1 anos n\u00e3o aumentamos sal\u00e1rio ou renda, ent\u00e3o entende-se que a demanda de carne bovina est\u00e1 igual estava h\u00e1 um ano. Ent\u00e3o s\u00f3 pode ter surgido aumento em fun\u00e7\u00e3o de uma demanda externa \u2013 n\u00e3o interna \u2013 e, ao mesmo tempo, do per\u00edodo de uma produ\u00e7\u00e3o que n\u00e3o conseguiu atender a essa demanda externa. O que que aconteceu com a exporta\u00e7\u00e3o pra China? O valor pago por uma tonelada de carne para exporta\u00e7\u00e3o para a China fez com que, na composi\u00e7\u00e3o do boi, esse frigor\u00edfico pudesse passar mais. Internamente, n\u00f3s n\u00e3o temos nenhuma evolu\u00e7\u00e3o de demanda\u201d, informou.<\/p>\n<p>Durante a inaugura\u00e7\u00e3o do complexo industrial de processamento e refino de soja da Coamo, em Dourados, no dia 25 de novembro, a ministra Tereza Cristina havia declarado a possibilidade de importa\u00e7\u00e3o de carne em caso de desabastecimento. \u201cVoc\u00ea tem que lembrar quanto tempo a arroba do boi ficou parada. O produtor rural aguentou muitos anos isso. Esse \u00e9 um momento de equil\u00edbrio dessa cadeia produtiva; a cadeia vive um momento de euforia, mas j\u00e1 esse mercado vai se equilibrar. Os pre\u00e7os n\u00e3o ser\u00e3o os praticados h\u00e1 dois meses, mas acho que essa euforia n\u00e3o continua. \u00c9 um momento de ajuste da carne brasileira. Eu acho que n\u00e3o se pode dizer vai faltar [carne]. E outra coisa: o Brasil \u00e9 exportador, mas tamb\u00e9m pode importar a carne se precisar, para dar equil\u00edbrio ao mercado\u201d, afirmou a ministra.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Matadouros, Frigor\u00edficos e Distribuidores de Carne (Assocarnes-MS), S\u00e9rgio Capuci, havia adiantado ao Correio do Estado que n\u00e3o acreditava que fosse faltar carne no mercado interno sul-mato-grossense, mas que, caso faltasse, provavelmente a importa\u00e7\u00e3o seria realizada do Paraguai.<\/p>\n<p><strong>CONSUMIDOR FINAL<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com a redu\u00e7\u00e3o no valor da arroba do boi, que no fim de novembro ultrapassou R$ 207, o pre\u00e7o da carne ainda n\u00e3o cedeu nos a\u00e7ougues de Campo Grande. H\u00e1 uma semana, a reportagem do Correio do Estado percorreu os supermercados e a\u00e7ougues da cidade e constatou que os cortes bovinos continuavam em alta, com o quilo de m\u00fasculo a R$ 19,90 e a picanha custando R$ 71.<\/p>\n<p>Conforme dados da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo \u00e9 cotada a R$ 183 nesta segunda-feira (16), enquanto no dia 29 de novembro o valor praticado em Mato Grosso do Sul era de R$ 207 a arroba, queda de 11,59% em pouco mais de 15 dias. \u201cJ\u00e1 houve uma mudan\u00e7a no cen\u00e1rio. N\u00e3o est\u00e1 vendendo carne e, automaticamente, os frigor\u00edficos come\u00e7am a baixar o pre\u00e7o do boi. Ent\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o comprando com pre\u00e7o menor do que antes. Para reduzir o pre\u00e7o para o consumidor final, depende dos a\u00e7ougues\u201d, explicou S\u00e9rgio Capuci.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio Jaime Verruck, o pre\u00e7o da carne de aves j\u00e1 subiu tamb\u00e9m. Antes, o quilo estava R$ 4,55; nesse fim de semana, j\u00e1 havia subido para R$ 6,55. \u201cEu fa\u00e7o uma aposta que vamos encontrar peru, chester e aves natalinas a um pre\u00e7o de frango, porque foi comprado l\u00e1 em outubro. Ent\u00e3o o que foi produzido vai ser disponibilizado. Outra quest\u00e3o \u00e9 a pr\u00f3pria carne su\u00edna: s\u00f3 alguns estados exportam. N\u00e3o posso pegar o su\u00edno aqui de Mato Grosso do Sul e exportar, porque eu n\u00e3o sou credenciado\u201d, finalizou Verruck.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Correio do Estado S\u00fazan Benites e Ricardo Campos Jr.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A alta no pre\u00e7o da carne bovina foi puxada pelo aumento da exporta\u00e7\u00e3o do produto para pa\u00edses asi\u00e1ticos e, principalmente, pela falta de oferta de bovinos no mercado interno, muito por conta da estiagem nos \u00faltimos meses. 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