{"id":142354,"date":"2020-04-28T08:33:35","date_gmt":"2020-04-28T12:33:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=142354"},"modified":"2020-04-28T08:33:35","modified_gmt":"2020-04-28T12:33:35","slug":"falta-de-chuvas-pode-prejudicar-safrinha-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=142354","title":{"rendered":"Falta de chuvas pode prejudicar safrinha em MS"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-noticia\">\n<p>As perspectivas para a safra 2019\/2020 de milho em Mato Grosso do Sul n\u00e3o s\u00e3o as mais positivas, principalmente considerando a instabilidade do clima. Com o plantio j\u00e1 conclu\u00eddo, as preocupa\u00e7\u00f5es do setor produtivo se voltam para a falta de chuvas no per\u00edodo de desenvolvimento das lavouras.<\/p>\n<p>De acordo com o Boletim Casa Rural elaborado pela Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de Mato Grosso do Sul (Famasul), na terceira semana do m\u00eas de abril, o principal problema das lavouras \u00e9 a irregularidade das chuvas em todas as regi\u00f5es do Estado. Conforme o sistema de Monitoramento Agro Meteorol\u00f3gico (Agritempo), at\u00e9 o dia 22 de abril, algumas \u00e1reas atingiram 17 dias de estiagem.<\/p>\n<p>\u201cAinda estamos na metade da safra de milho. Muito pode acontecer com rela\u00e7\u00e3o ao clima e isso influencia diretamente nas prospec\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e produtividade para a 2\u00aa safra de milho em MS\u201d, informou o gerente t\u00e9cnico da Famasul, Jos\u00e9 de P\u00e1dua.<\/p>\n<p>A \u00e1rea plantada \u00e9 estimada em 1,944 milh\u00e3o de hectares, redu\u00e7\u00e3o de 9,02% em compara\u00e7\u00e3o com os dados da safra 2018\/2019, quando a \u00e1rea de cobertura atingiu 2,173 milh\u00f5es de hectares. Sobre a produtividade das \u00e1reas, o setor produtivo ainda n\u00e3o tem uma proje\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 estimativa de redu\u00e7\u00e3o na \u00e1rea plantada, como j\u00e1 informado em nossos boletins agr\u00edcolas, e as equipes do Siga, executado pela\u00a0Famasul, Aprosoja e Governo de MS, seguem monitorando as lavouras, bem como as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas previstas para cada regi\u00e3o do Estado\u201d, informou P\u00e1dua.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), Andr\u00e9 Dobashi, adiantou ao Correio do Estado que com a perda da melhor janela de plantio, at\u00e9 10 de mar\u00e7o, a Embrapa j\u00e1 havia emitido um alerta \u00a0indicando a possibilidade de geada. \u201cPrincipalmente na regi\u00e3o mais ao sul do Estado, no fim de junho de 2020. Por isso a tomada de decis\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada foi acertada\u201d,considerou \u00a0Dobashi,reiterando a preocupa\u00e7\u00e3o com o clima.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o do tempo estendida indica que nos pr\u00f3ximos 15 dias, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de chuva para o Estado.<\/p>\n<p><strong>MERCADO<\/strong><\/p>\n<p>A saca do milho sofreu desvaloriza\u00e7\u00e3o de 4,75% entre 13 e 20 de abril em Mato Grosso do Sul. O cereal encerrou o per\u00edodo negociado a R$ 41,75 por saca. As pra\u00e7as de Caarap\u00f3 e Dourados registraram a maior desvaloriza\u00e7\u00e3o no per\u00edodo sendo cotadas a R$ 41,00. O pre\u00e7o m\u00e9dio do m\u00eas de abril ficou em R$ 45,10\/sc, no comparativo com abril do ano passado, houve avan\u00e7o nominal de 62,10%, quando o cereal havia sido cotado, em m\u00e9dia, a R$ 27,82.<\/p>\n<p>As cota\u00e7\u00f5es t\u00eam refletido o cen\u00e1rio internacional do cereal, diante da desvaloriza\u00e7\u00e3o da gasolina, a demanda pelo cereal no mercado externo retraiu. O gerente-t\u00e9cnico da Famasul, explicou que a desvaloriza\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o no mercado internacional j\u00e1 era esperada. Desde o in\u00edcio da pandemia, houve diminui\u00e7\u00e3o na demanda pelo milho, principalmente com a redu\u00e7\u00e3o do consumo da gasolina, que tem etanol em sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEssa movimenta\u00e7\u00e3o mundial pode n\u00e3o ter grandes reflexos em MS. Por aqui, como os estoques do milho est\u00e3o menores e a produ\u00e7\u00e3o da 2\u00aa safra pode ser inferior a anos anteriores, a tend\u00eancia \u00e9 de que os pre\u00e7os se mantenham firmes. Al\u00e9m de a oferta do cereal ser menor, grande parte de sua produ\u00e7\u00e3o permanece no Pa\u00eds, sendo absorvida pela ind\u00fastria de prote\u00ednas de bovinos, aves e su\u00ednos\u201d, disse P\u00e1dua.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*S\u00fazan Benites &#8211; Correio do Estado &#8211; Foto Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As perspectivas para a safra 2019\/2020 de milho em Mato Grosso do Sul n\u00e3o s\u00e3o as mais positivas, principalmente considerando a instabilidade do clima. Com o plantio j\u00e1 conclu\u00eddo, as preocupa\u00e7\u00f5es do setor produtivo se voltam para a falta de chuvas no per\u00edodo de desenvolvimento das lavouras. 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