{"id":145967,"date":"2020-06-09T09:47:13","date_gmt":"2020-06-09T13:47:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=145967"},"modified":"2020-06-09T09:47:13","modified_gmt":"2020-06-09T13:47:13","slug":"oms-lista-133-estudos-de-vacinas-contra-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=145967","title":{"rendered":"OMS lista 133 estudos de vacinas contra a Covid-19"},"content":{"rendered":"<p>Nas \u00faltimas semanas, o mundo viu a busca por uma vacina contra o SARS-CoV-2, v\u00edrus causador da Covid-19, acelerar-se em tempo recorde. Relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), publicado no \u00faltimo dia 2 de junho, re\u00fane 133 pesquisas de imunizantes contra o novo coronav\u00edrus. Os Estados Unidos lideram a lista, com 42 projetos, seguidos por 19 da China \u2014 que re\u00fane cinco das dez iniciativas j\u00e1 em testes cl\u00ednicos, em seres humanos.<\/p>\n<p>Se geralmente as vacinas levam uma d\u00e9cada para serem desenvolvidas, a pandemia de um v\u00edrus altamente contagioso, que em cinco meses matou mais de 400 mil pessoas no mundo, tem mobilizado altos investimentos e equipes, que chegam a falar em uma f\u00f3rmula ainda para este ano \u2014 apesar de mesmo os mais otimistas considerarem quase imposs\u00edvel haver uma vacina segura e eficaz antes de 2021, sobretudo diante da necessidade de bilh\u00f5es de doses. Mesmo com o momento emergencial, h\u00e1 um rigor m\u00ednimo necess\u00e1rio para garantir a seguran\u00e7a e comprovar a efic\u00e1cia da vacina para um amplo grupo de pessoas, que precisam produzir suficientes anticorpos neutralizantes do v\u00edrus de forma prolongada.<\/p>\n<p>Apesar de EUA e China terem mais projetos, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, \u00e9 a mais avan\u00e7ada, na fase tr\u00eas de testes cl\u00ednicos (depois dela ainda s\u00e3o necess\u00e1rios testes em larga escala para a aprova\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria), com 10.260 volunt\u00e1rios. Como o Brasil ainda vive o auge da pandemia, ser\u00e3o testadas no pa\u00eds duas mil pessoas que estejam mais expostas ao v\u00edrus, como profissionais de sa\u00fade, no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo. No Rio, os testes ser\u00e3o conduzidos pelo Instituto D\u2019Or de Pesquisa e Ensino e pela Rede D\u2019Or, que cobrir\u00e1 custos da primeira parte de estudos; j\u00e1 o Centro de Refer\u00eancia para Imunobiol\u00f3gicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) coordenar\u00e1 os testes na cidade, com financiamento da Funda\u00e7\u00e3o Lemann.<\/p>\n<p>O projeto de Oxford tem parceria com a farmac\u00eautica AstraZeneca. Outras pesquisas promissoras s\u00e3o as da Sanofi\/GSK, Johnson &amp; Johnson, Moderna, Sinovac, CanSino Biologics 1 e BioNTech\/Pfizer (<em>leia mais sobre as outras iniciativas abaixo<\/em>).<\/p>\n<p>Parcerias com empresas s\u00e3o chave para garantir a fabrica\u00e7\u00e3o de vacinas em larga escala, por isso a Morgan Stanley incluiu entre os projetos mais promissores alguns que ainda n\u00e3o est\u00e3o em testes cl\u00ednicos, mas t\u00eam alto potencial de produ\u00e7\u00e3o. No entanto, teme-se que os interesses comerciais prevale\u00e7am e pa\u00edses menos desenvolvidos fiquem atr\u00e1s na distribui\u00e7\u00e3o vacinal \u2014 como o Brasil, j\u00e1 exclu\u00eddo de alian\u00e7a internacional coordenada pela OMS para incentivar a produ\u00e7\u00e3o de uma vacina. Em meio \u00e0 disputa por patentes, a China anunciou que, se qualquer um de seus projetos for bem-sucedido, transformar\u00e1 a tecnologia para a produ\u00e7\u00e3o da vacina em bem p\u00fablico global.<\/p>\n<h2 align=\"justify\">Projetos promissores pelo mundo<\/h2>\n<p><strong>Sanofi\/GSK<\/strong><\/p>\n<p>As duas empresas se uniram para desenvolver uma vacina que prev\u00ea testes em seres humanos no segundo semestre deste ano, podendo originar uma vacina no segundo semestre de 2021. A Sanofi entra com a tecnologia de DNA recombinante, que cria uma correspond\u00eancia gen\u00e9tica com as prote\u00ednas encontradas na superf\u00edcie do coronav\u00edrus. J\u00e1 a GSK contribui com um adjuvante, subst\u00e2ncia adicionada a algumas vacinas para melhorar a resposta imune \u2014 ele pode diminuir a quantidade de prote\u00edna necess\u00e1ria por dose, permitindo que a vacina seja produzida em larga escala, o que \u00e9 fundamental numa pandemia. A combina\u00e7\u00e3o de um ant\u00edgeno \u00e0 base de prote\u00ednas e um adjuvante \u00e9 utilizada em v\u00e1rias vacinas dispon\u00edveis atualmente.<\/p>\n<p><strong>Oxford\/AstraZeneca<\/strong><\/p>\n<p>Desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, a vacina usa uma vers\u00e3o modificada de um adenov\u00edrus de chimpanz\u00e9, incapaz de infectar humanos, para levar \u00e0s nossas c\u00e9lulas material gen\u00e9tico que codifica a prote\u00edna spike, respons\u00e1vel pela multiplica\u00e7\u00e3o do SARS-CoV-2. O sistema imune reage como se estivesse sendo invadido pelo coronav\u00edrus, produzindo anticorpos. Os testes ter\u00e3o 10.260 volunt\u00e1rios na segunda fase \u2014 que testar\u00e1 pessoas acima de 55 anos e crian\u00e7as entre 5 e 12 anos \u2014 e na terceira, que incluir\u00e1 dois mil volunt\u00e1rios no Brasil: mil no Rio de Janeiro, com coordena\u00e7\u00e3o do Instituto D\u2019Or de Pesquisa e Ensino e da Rede D\u2019Or, que entrar\u00e1 com financiamento; e mil em S\u00e3o Paulo, com estudos liderados pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e financiamento da Funda\u00e7\u00e3o Lemann. A farmac\u00eautica AstraZeneca se associou \u00e0 pesquisa e j\u00e1 assinou com Reino Unido e EUA para produzir a vacina em escala industrial.<\/p>\n<p><strong>E mais:<\/strong><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/saude\/e-preciso-manter-rotina-de-vacinacao-mesmo-durante-pandemia-afirma-diretora-de-imunizacao-da-oms-24469862\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00c9 preciso manter a rotina de vacina\u00e7\u00e3o mesmo durante a pandemia, afirma diretora de imuniza\u00e7\u00e3o da OMS<\/a><\/p>\n<p><strong>Johnson &amp; Johnson<\/strong><\/p>\n<p>Assim como a vacina de Oxford, a empresa usa um adenov\u00edrus para \u201cenganar\u201d o sistema imune, que produz anticorpos como se estivesse sendo infectado pelo Sars-CoV-2. Os testes pr\u00e9-cl\u00ednicos foram realizados com macacos resos, tamb\u00e9m usados nos projetos de Oxford e Sinovac. Os testes cl\u00ednicos s\u00f3 come\u00e7am em setembro, mas o projeto entrou numa lista da Morgan Stanley pelo potencial de distribui\u00e7\u00e3o: a empresa prev\u00ea a produ\u00e7\u00e3o de 600 a 900 milh\u00f5es de doses da vacina no primeiro trimestre do ano que vem e um bilh\u00e3o at\u00e9 o fim de 2021.<\/p>\n<p><strong>Moderna\/National Institutes of Health (NIH)<\/strong><\/p>\n<p>A tecnologia usa a sequ\u00eancia gen\u00e9tica de uma mol\u00e9cula de RNA para codificar a prote\u00edna do v\u00edrus, sendo inserida em nossas c\u00e9lulas. Estas, por sua vez, reproduzem a prote\u00edna do v\u00edrus, estimulando o sistema imune. Apesar de ser uma t\u00e9cnica vers\u00e1til, por n\u00e3o manipular o v\u00edrus, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma vacina no mundo produzida dessa forma. Ainda que a empresa tenha publicizado grandes resultados, eles se referiam \u00e0 imuniza\u00e7\u00e3o de apenas oito pessoas. A empresa foi autorizada a pular etapas pela Food and Drug Administration (FDA), ag\u00eancia reguladora dos EUA. Em acordo com a farmac\u00eautica Lonza, a Moderna diz que poder\u00e1 produzir um bilh\u00e3o de doses da vacina em meados de 2021.<\/p>\n<p><strong>Sinovac Biotech<\/strong><\/p>\n<p>A farmac\u00eautica come\u00e7ou o projeto j\u00e1 em janeiro, em parceria com institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas da China, e publicou na \u201cScience\u201d os resultados dos estudos pr\u00e9-cl\u00ednicos, com efic\u00e1cia em macacos resos, passando para os testes em humanos. A empresa espera produzir 100 milh\u00f5es de doses anuais. A pesquisa usa a t\u00e9cnica do v\u00edrus inativado, a mesma de outros tr\u00eas projetos na China que tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e3o em fase de testes cl\u00ednicos.<\/p>\n<p><strong>CanSino Biologics 1\/Instituto de Biotecnologia de Pequim<\/strong><\/p>\n<p>Batizada de Ad5-nCoV, a vacina usa um adenov\u00edrus com o objetivo de fornecer ant\u00edgenos que estimulam a resposta imune do organismo. A Ad5-nCoV foi testada em 500 pacientes at\u00e9 o fim de abril e est\u00e1 na segunda fase de testes cl\u00ednicos desde maio. Segundo o relat\u00f3rio, \u00e9 esperado que a terceira fase inclua outros pa\u00edses al\u00e9m da China. A companhia pretende produzir 100 milh\u00f5es de doses em 2021.<\/p>\n<p><strong>BioNTech\/Pfizer<\/strong><\/p>\n<p>Desde 2018, a alem\u00e3 BioNTech e a americana Pfizer t\u00eam uma parceria para a produ\u00e7\u00e3o de vacinas contra a influenza. Agora elas se juntam em pesquisa contra a Covid-19, que usa a tecnologia do RNA mensageiro em tr\u00eas formatos diferentes, combinada a dois ant\u00edgenos. Os testes cl\u00ednicos s\u00e3o nos EUA, na Alemanha e na China, onde h\u00e1 uma parceria com Fosun Pharma. A capacidade de produ\u00e7\u00e3o estimada de centenas de milh\u00f5es de doses em 2021. Outra empresa alem\u00e3 que desenvolve vacina com RNA \u00e9 a CureVac.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas \u00faltimas semanas, o mundo viu a busca por uma vacina contra o SARS-CoV-2, v\u00edrus causador da Covid-19, acelerar-se em tempo recorde. Relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), publicado no \u00faltimo dia 2 de junho, re\u00fane 133 pesquisas de imunizantes contra o novo coronav\u00edrus. 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