{"id":150144,"date":"2020-07-24T09:37:56","date_gmt":"2020-07-24T13:37:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=150144"},"modified":"2020-07-24T09:37:56","modified_gmt":"2020-07-24T13:37:56","slug":"bid-teste-em-larga-escala-e-fundamental-para-retomada-de-atividades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=150144","title":{"rendered":"BID: teste em larga escala \u00e9 fundamental para retomada de atividades"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>Com o objetivo de orientar a retomada das atividades nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina ap\u00f3s o t\u00e9rmino da etapa de confinamento, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgou\u00a0hoje\u00a0(24) no Brasil um documento que lista medidas tomadas para evitar novas ondas de covid-19 por pa\u00edses que j\u00e1 superaram o pico de cont\u00e1gio. O uso de testes em grande escala \u00e9 considerado ponto fundamental para o controle da pandemia e a identifica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de poss\u00edveis novas ondas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1312204&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1312204&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o <em>Do confinamento \u00e0 reabertura: considera\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas para a retomada das atividades na Am\u00e9rica Latina e no Caribe no Contexto da COVID-19\u00a0<\/em>demonstra que a transi\u00e7\u00e3o com seguran\u00e7a para a pr\u00f3xima etapa exige uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es. Apesar de cada pa\u00eds implementar diferentes estrat\u00e9gias na flexibiliza\u00e7\u00e3o do isolamento, existem pontos em comum entre aqueles que j\u00e1 avan\u00e7aram na reabertura da economia, observados, por exemplo, na \u00c1sia e na Europa.<\/p>\n<p>Entre as condi\u00e7\u00f5es observadas nos pa\u00edses desenvolvidos que iniciaram a reabertura, est\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o sustentada, durante dias seguidos, de casos confirmados de covid-19; leitos de UTI dispon\u00edveis; m\u00e1scaras, higienizadores, respiradores e outros recursos em quantidade suficiente; e capacidade de testes em massa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos testes em larga escala, o BID destacou o monitoramento de contatos como medida de sucesso no combate \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Em caso de cont\u00e1gios, considera-se importante dispor de uma base de dados que localize, avise e isole quem esteve no mesmo ambiente da pessoa doente. A Coreia do Sul, pa\u00eds citado na publica\u00e7\u00e3o, cruzou essas informa\u00e7\u00f5es por meio de aplicativos no celular.<\/p>\n<p>\u201cO contexto \u00e9 in\u00e9dito, mas algumas experi\u00eancias j\u00e1 est\u00e3o postas. Enquanto as autoridades lutam para enfrentar a pandemia, \u00e9 preciso que algu\u00e9m esteja olhando para o que vem dando certo e o que pode ser melhorado, e temos orgulho de desempenhar esse papel\u201d, disse Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.<\/p>\n<p>Segundo a institui\u00e7\u00e3o, a reabertura exige controle minucioso dos dados epidemiol\u00f3gicos e agilidade para voltar a restringir a circula\u00e7\u00e3o em determinadas \u00e1reas ou setores econ\u00f4micos, se necess\u00e1rio. Com a reabertura de algumas atividades, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 para que haja refor\u00e7o nas medidas de higiene, prote\u00e7\u00e3o e espa\u00e7amento entre as pessoas.<\/p>\n<p>A restri\u00e7\u00e3o de viagens e quarentenas para viajantes integra a lista de orienta\u00e7\u00f5es. De acordo com o BID, Singapura viu uma\u00a0segunda\u00a0onda de cont\u00e1gios devido \u00e0 chegada de trabalhadores do exterior, o que demonstrou a import\u00e2ncia de restringir deslocamentos n\u00e3o s\u00f3 internacionais, mas entre regi\u00f5es com diferentes est\u00e1gios epidemiol\u00f3gicos, ou ainda a necessidade de impor isolamento para aqueles que chegam de viagem.<\/p>\n<h2>Economia<\/h2>\n<p>Segundo o documento, os confinamentos est\u00e3o afetando\u00a0drasticamente a renda dos trabalhadores. Pesquisa do BID, realizada em 17 pa\u00edses da regi\u00e3o, mostrou que muitos latino-americanos perderam emprego ou outros meios de subsist\u00eancia, sendo que a situa\u00e7\u00e3o mais grave foi observada nas fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>Entre aqueles que antes da crise tinham renda abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo, 59% disseram que algum integrante da fam\u00edlia perdeu o emprego durante a pandemia e 43% daqueles que tinham um neg\u00f3cio relataram que tiveram de\u00a0fechar. Aqueles que recebiam renda de mais de seis sal\u00e1rios m\u00ednimos tiveram\u00a0perda de emprego em 15% das fam\u00edlias e fechamento de empresas em 21%.<\/p>\n<p>O BID avalia que esticar a quarentena tem custos econ\u00f4micos de impacto, mas que reabrir sem meios para enfrentar a doen\u00e7a pode custar vidas. Apesar de\u00a0ter\u00a0menos idosos &#8211; um dos grupos de risco da doen\u00e7a -, a regi\u00e3o latino-americana tem maior preval\u00eancia de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como diabetes, que tamb\u00e9m s\u00e3o agravantes para quadros de covid-19.<\/p>\n<p>Conforme a publica\u00e7\u00e3o, no Brasil mais de 10% da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam\u00a0diabetes, n\u00famero pr\u00f3ximo \u00e0 m\u00e9dia da Am\u00e9rica Latina e Caribe, contra 6%, em m\u00e9dia. da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) \u2013 grupo de pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a regi\u00e3o tem menos testes diagn\u00f3sticos do que os pa\u00edses desenvolvidos e h\u00e1 mais gente morando em cada casa, ou seja, uma pessoa que sai para trabalhar pode contaminar mais gente no seu retorno. Segundo apontou o BID, s\u00e3o 3,4 pessoas por domic\u00edlio no Brasil, abaixo da m\u00e9dia de 4,1 na Am\u00e9rica Latina, mas acima dos 2,5 observados na OCDE.<\/p>\n<h2>Capacidade hospitalar<\/h2>\n<p>O levantamento\u00a0alerta para o fato de que os pa\u00edses latino-americanos t\u00eam menor capacidade hospitalar &#8211; incluindo leitos de terapia intensiva (UTI) e respiradores -, o que aumenta o risco de colapso do sistema de sa\u00fade caso haja aumento na propor\u00e7\u00e3o de doentes graves. Em m\u00e9dia, na Am\u00e9rica Latina e no Caribe h\u00e1 somente dois leitos para cada mil habitantes, inferior \u00e0 m\u00e9dia dos pa\u00edses da OCDE, que t\u00eam cerca de cinco leitos por mil habitantes.<\/p>\n<p>Para relaxar as medidas de confinamento, a solu\u00e7\u00e3o passa por expandir a capacidade hospitalar e de UTIs e controlar o n\u00famero de casos da doen\u00e7a. Segundo an\u00e1lise do BID, quando h\u00e1 satura\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade, a mortalidade entre os doentes graves por covid-19 aumenta rapidamente pela insufici\u00eancia de recursos. Isso limita ainda a capacidade de tratar de forma adequada as pessoas afetadas por outras doen\u00e7as, o que pode resultar em mortes adicionais por causas que poderiam ser prevenidas.<\/p>\n<p>\u201cNa realidade, a justificativa para as medidas de confinamento est\u00e1 relacionada n\u00e3o tanto com a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos (que pode ser muito dif\u00edcil), mas com sua distribui\u00e7\u00e3o\u00a0ao longo do tempo, para evitar o colapso da capacidade do sistema hospitalar de\u00a0atender adequadamente os infectados graves\u201d, diz o documento do BID.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de orientar a retomada das atividades nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina ap\u00f3s o t\u00e9rmino da etapa de confinamento, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) divulgou\u00a0hoje\u00a0(24) no Brasil um documento que lista medidas tomadas para evitar novas ondas de covid-19 por pa\u00edses que j\u00e1 superaram o pico de cont\u00e1gio. 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