{"id":152522,"date":"2020-08-19T10:19:32","date_gmt":"2020-08-19T14:19:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=152522"},"modified":"2020-08-19T10:22:12","modified_gmt":"2020-08-19T14:22:12","slug":"com-aplasia-medular-geovana-precisa-achar-pai-para-transplante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=152522","title":{"rendered":"Com aplasia medular, Geovana precisa achar pai para transplante"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 assim que come\u00e7a o v\u00eddeo da simp\u00e1tica garotinha de 12 anos, que em minutos resume a narrativa de metade de sua vida. Aos 6, Geovana passou a procurar as causas de manchas pelo corpo, e somente tr\u00eas anos atr\u00e1s que o diagn\u00f3stico foi fechado: de aplasia da medula \u00f3ssea e diceratose cong\u00eanita. De l\u00e1 para c\u00e1, as interna\u00e7\u00f5es s\u00e3o constantes e agora a busca \u00e9 por um doador compat\u00edvel, que pode ser o pai biol\u00f3gico, de quem a fam\u00edlia s\u00f3 sabe o nome: Giovane e que seria do Estado de Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde ontem as redes sociais t\u00eam repercutido o apelo de Geovana, que teve o Instagram &#8220;Dias de G\u00ea&#8221;, montado pela professora que a acompanha, Maysa de S\u00e1. No perfil, o v\u00eddeo conta que Geovana passou a apresentar uma doen\u00e7a aos 6 anos, quando come\u00e7aram a sair manchas caf\u00e9 com leite pela pele. &#8220;Minha m\u00e3e me levou no m\u00e9dico de pele e ele passou uma pomadinha para ver se aquelas machinhas sa\u00edam, mas n\u00e3o adiantou&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O segundo sintoma foram as unhas, que come\u00e7aram a atrofiar, e ent\u00e3o Geovana foi levada a outro m\u00e9dico, que tamb\u00e9m, segundo a garota, passou uma pomada para ver se tudo voltava ao normal, o que n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<figure id=\"attachment_152523\" aria-describedby=\"caption-attachment-152523\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/geovana-dias.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-152523 size-full\" src=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/geovana-dias.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"537\" srcset=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/geovana-dias.jpg 720w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/geovana-dias-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/geovana-dias-86x64.jpg 86w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-152523\" class=\"wp-caption-text\">Geovana em uma das interna\u00e7\u00f5es no hospital em Tr\u00eas Lagoas. (Foto: Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Passou um tempo e minhas plaquetas baixaram muito, me levaram no Hospital Auxiliadora, de Mato Grosso do Sul, Tr\u00eas Lagoas, e os m\u00e9dicos falaram que era dengue. Tomei as plaquetas, mas n\u00e3o adiantou. Me levaram para Campo Grande, onde fiquei dois anos, mas n\u00e3o teve resultado&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de uma ajuda vinda pelo Facebook, a fam\u00edlia de Geovana conseguiu lev\u00e1-la para Rio Preto, onde ficou internada por 30 dias at\u00e9, enfim, receber o diagn\u00f3stico: aplasia da medula \u00f3ssea e diceratose cong\u00eanita.<\/p>\n<p>&#8220;E de Rio Preto encaminharam para Ribeir\u00e3o Preto, no Estado de S\u00e3o Paulo, porque l\u00e1 em Rio Preto n\u00e3o podia fazer transplante em crian\u00e7a com a minha idade. Fui para Ribeir\u00e3o, eles me colocaram na fila de espera de transplante de medula e para curar essa doen\u00e7a, precisava de um doador. Minha m\u00e3e e irm\u00e3 fizeram exame para ver se eram compat\u00edveis comigo, mas nenhuma foi poss\u00edvel de doar. Ent\u00e3o o m\u00e9dico falou que 100% compat\u00edvel era o meu pai biol\u00f3gico&#8221;.<\/p>\n<p>Ainda no v\u00eddeo, a menina conta que n\u00e3o sabe nada sobre ele, al\u00e9m do nome ser Giovane e ele ser do Maranh\u00e3o, e a\u00ed vem o apelo. &#8220;Se voc\u00ea puder, compartilhe esse v\u00eddeo, o \u00fanico meio de salvar minha vida \u00e9 encontrando ele e fazendo o transplante de medula \u00f3ssea&#8221;.<\/p>\n<p>Geovana \u00e9 nascida e criada em Tr\u00eas Lagoas, onde mora com a m\u00e3e, a irm\u00e3 e o padrasto, que considera pai. O sonho da menina, al\u00e9m de conseguir o transplante \u00e9 o de conhecer a youtuber Lisa Barcelos, de quem a menininha \u00e9 f\u00e3. Na escola municipal onde estuda em Tr\u00eas Lagoas, chegaram a fazer uma campanha para que ela conhecesse a \u00eddola, mas n\u00e3o tiveram sucesso, tamb\u00e9m em raz\u00e3o da pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;Desde quando ela come\u00e7ou a frequentar as redes sociais e eu dei um telefone pra ela, ela se tornou f\u00e3 da Lisa Barcelos, ela diz que um dos sonhos dela seria conhecer ela&#8221;, conta a m\u00e3e de Geovana, dona Neide, de 35 anos.<\/p>\n<p>Outro sonho da menina \u00e9 o de ganhar um &#8220;ring light&#8221;, daqueles acess\u00f3rios para gravar v\u00eddeos com ilumina\u00e7\u00e3o. &#8220;Ela tamb\u00e9m ama maquiagem e gravar coisas para um pequeno canal que criou no Youtube. Acredito que por ter limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, a Geovana acaba se realizando em atividades que pode fazer com autonomia sem cansar, como essas envolvendo redes sociais&#8221;, explica a professora.<\/p>\n<p>A mestre de Geovana, Maysa, \u00e9 professora dela desde o ano passado, quando a menina foi sua aluna no 3\u00ba do ensino fundamental. &#8220;Em virtude das limita\u00e7\u00f5es da doen\u00e7a e constantes interna\u00e7\u00f5es, acabei me aproximando mais para encontrar maneiras diferentes de manter ela a par dos estudos. Assim fomos estreitando rela\u00e7\u00f5es. A m\u00e3e dela passou a ter muita considera\u00e7\u00e3o por mim e eu, admira\u00e7\u00e3o pela m\u00e3e. Assim mantivemos o contato at\u00e9 hoje, mesmo ela n\u00e3o sendo mais da minha sala este ano&#8221;, explica a professora.<\/p>\n<p>A ideia foi dela de abrir o Instagram, depois que a menina passou muito mal, ficou internada novamente e a fam\u00edlia percebeu a urg\u00eancia do transplante. Sobre a repercuss\u00e3o, tanto m\u00e3e quanto professora est\u00e3o espantadas. &#8220;Ela mesmo n\u00e3o tem vaga ideia. Na verdade nem eu tenho total no\u00e7\u00e3o da dimens\u00e3o, fiz para tentar, porque quero muito que ela ven\u00e7a essa batalha, mas n\u00e3o imaginei que fosse assim como est\u00e1 sendo&#8221;, diz Maysa.<\/p>\n<p>&#8220;Eu estou feliz e ao mesmo tempo bastante assustada pela visualiza\u00e7\u00e3o que teve o v\u00eddeo dela&#8221;, diz dona Neide. &#8220;Mas ela \u00e9 uma menina muito inteligente, meiga, cativante, n\u00e3o \u00e9 porque \u00e9 minha filha, n\u00e3o sou s\u00f3 eu que falo, como quem se aproxima dela tamb\u00e9m. E o que estiver ao meu alcance, eu vou tentar realizar&#8221;, resume a m\u00e3e.<\/p>\n<p>Pelo Instagram, a fam\u00edlia conseguiu apoio jur\u00eddico j\u00e1 para localizar o pai biol\u00f3gico. Em um v\u00eddeo, a advogada Vict\u00f3ria Helena Monteiro Carraro, do escrit\u00f3rio Carraro e Barros Advogados, de Tr\u00eas Lagoas mesmo, pede para que informa\u00e7\u00f5es sobre o poss\u00edvel paradeiro do pai biol\u00f3gico sejam enviadas pelo e-mail diasdege@outlook.com ou ainda repassadas para o celular: 679 8469 4929. A advogada deixa claro que o foco \u00e9 localizar e obter o material gen\u00e9tico do pai para o transplante de medula \u00f3ssea, n\u00e3o entrando no m\u00e9rito da paternidade em si. E que se quem assiste ainda n\u00e3o \u00e9 cadastrado como doador de medula \u00f3ssea, que procure o \u00f3rg\u00e3o competente de sua cidade para cadastrar. &#8220;Voc\u00eas podem salvar a vida da Geovana ou de outra pessoa&#8221;.<\/p>\n<p>Cadastro de medula \u00f3ssea &#8211; O Hemosul est\u00e1 em plena Semana Estadual de Incentivo a Doa\u00e7\u00e3o de Sangue e Medula \u00d3ssea. A a\u00e7\u00e3o inclu\u00edda no calend\u00e1rio oficial de eventos do Estado por meio da Lei 5.391 em setembro de 2019 tem objetivo de conscientizar para a import\u00e2ncia do ato de doar sangue e sensibilizar novos volunt\u00e1rios, de forma a criar um h\u00e1bito de cultura solid\u00e1ria de doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por conta da pandemia, \u00e9 recomendado agendar o atendimento para evitar aglomera\u00e7\u00e3o. Os telefones para agendamento na Capital s\u00e3o os fixos (67) 3312-1516, (67) 3312-1529 e (67) 99298-6316. Endere\u00e7os e contatos para agendamento nas unidades do interior est\u00e3o dispon\u00edveis aqui.<\/p>\n<p>Na Capital, o Hemosul fica na Avenida Fernando Corr\u00eaa da Costa, 1304 em Campo Grande. O atendimento de segunda \u00e0 sexta-feira \u00e9 das 7h \u00e0s 17h, e aos s\u00e1bados de 7h \u00e0s 12h. A cada 1\u00b0 s\u00e1bado do m\u00eas o atendimento \u00e9 das 7h \u00e0s 17h.<\/p>\n<p>O perfil de Geovana no Instagram \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/diasdege\/\">@diasdege<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por Paula Maciulevicius Brasil &#8211;\u00a0 CAMPO GRANDE NEWS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 assim que come\u00e7a o v\u00eddeo da simp\u00e1tica garotinha de 12 anos, que em minutos resume a narrativa de metade de sua vida. Aos 6, Geovana passou a procurar as causas de manchas pelo corpo, e somente tr\u00eas anos atr\u00e1s que o diagn\u00f3stico foi fechado: de aplasia da medula \u00f3ssea e diceratose cong\u00eanita. 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