{"id":155151,"date":"2020-09-23T07:41:52","date_gmt":"2020-09-23T11:41:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=155151"},"modified":"2020-09-23T07:41:52","modified_gmt":"2020-09-23T11:41:52","slug":"covid-19-cresce-em-municipios-de-pequeno-porte-do-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=155151","title":{"rendered":"Covid-19 cresce em munic\u00edpios de pequeno porte do MS"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><em><strong>Chapad\u00e3o do Sul, Rochedo e Gl\u00f3ria de Dourado<\/strong>s tiveram crescimento no n\u00edvel de alerta de 2 para 3. 15 munic\u00edpios do estado tiveram redu\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de alerta. Pesquisadores alertam que ainda n\u00e3o h\u00e1 motivos para comemorar e que \u00e9 preciso ampliar os cuidados para combater o novo coronav\u00edrus<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cA pandemia n\u00e3o acabou em Mato Grosso do Sul. Os gestores p\u00fablicos precisam intensificar os cuidados\u201d. Foi dessa maneira que Adeir Archanjo da Mota, pesquisador em Geografia da Sa\u00fade na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) definiu a situa\u00e7\u00e3o da pandemia no estado ao ponderar os n\u00fameros da doen\u00e7a e a flutua\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de alerta da Covid-19 na compara\u00e7\u00e3o entre as 36\u00aa e 38\u00aa semanas epidemiol\u00f3gicas. Segundo a metodologia elaborada pelo pesquisador, pautada por uma medida resumo &#8211; o \u00edndice de morbimortalidade &#8211; a pandemia recuou em 15 munic\u00edpios do estado, mas avan\u00e7ou em outros nove munic\u00edpios de pequeno porte populacional, com menos de 25 mil habitantes. \u201cN\u00e3o h\u00e1 o que se comemorar.\u00a0 Nos munic\u00edpios menores, houve um aumento significativo no n\u00famero de casos da doen\u00e7a. Estamos perdendo vida, Campo Grande, Corumb\u00e1, Cassil\u00e2ndia e Dourados tiveram as maiores frequ\u00eancias de \u00f3bitos e est\u00e3o mantendo n\u00edveis de alertas alt\u00edssimos. Isso \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o, embora a pandemia tenha apresentado um t\u00edmido recuo em outros munic\u00edpios do estado\u201d, esclareceu Archanjo da Mota.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7o da doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>A metodologia elaborada por Archanjo da Mota converte o \u00edndice de morbimortalidade (iMM) em n\u00edveis de alerta, que variam de 1 a 5. De acordo com a an\u00e1lise dos dados divulgados pela Secretaria de Estado de Sa\u00fade do MS, na macrorregi\u00e3o de sa\u00fade (MRS) Campo Grande, Chapad\u00e3o do Sul saiu do n\u00edvel de alerta 2 para 4, Rochedo do n\u00edvel 2 para 3, Rio Negro e Caracol subiram seus n\u00edveis de alerta de 1 para 2 conforme pode ser observado <a href=\"https:\/\/docs.google.com\/spreadsheets\/d\/1qHLB9AaOTBitRLCKNENI4GP0lCn0YlWYc00uLp11fg8\/edit?usp=sharing\">aqui<\/a>. Na MRS de Dourados, Gl\u00f3ria de Dourados subiu de 2 para 3 e Ang\u00e9lica de 1 para 2. Na MRS de Tr\u00eas Lagoas, \u00c1gua Clara, Selv\u00edria e Bataguassu subiu de 1 para 2. \u201c\u00c9 importante destacar que quando falamos de aumento no n\u00edvel de alerta j\u00e1 estamos considerando uma situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia sanit\u00e1ria. N\u00edvel de alerta \u00e9 um sinal amarelo, indicando que a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica \u00e9 grave\u201d, explicou a professora da Universidade Federal do Oeste da Bahia, pesquisadora na \u00e1rea de Comunica\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade e Pol\u00edticas P\u00fablicas, Fernanda Vasques Ferreira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aumento da mortalidade<\/strong><\/p>\n<p>Dezessete. Esse \u00e9 o n\u00famero de pessoas mortas pelo novo coronav\u00edrus no munic\u00edpio de Corumb\u00e1, ao saltar de 107 para 124 \u00f3bitos em apenas 14 dias. O munic\u00edpio registrou aumento na taxa de mortalidade de 15,26 por cem mil habitantes no per\u00edodo analisado e registra a maior taxa de mortalidade na 38\u00aa semana epidemiol\u00f3gica, ao registrar 111,28 por cem mil. A an\u00e1lise explicita, ainda, que esses munic\u00edpios est\u00e3o com a taxa de mortalidade muito superior \u00e0 m\u00e9dia nacional, que \u00e9 de 64,9 por cem mil habitantes. \u201cNovos estudos precisam ser realizados para compreender por que a mortalidade cresceu, expressivamente, em Corumb\u00e1 e Lad\u00e1rio\u201d, alertou Archanjo da Mota. Al\u00e9m desses, sete munic\u00edpios tamb\u00e9m est\u00e3o acima com a taxa de mortalidade acima da m\u00e9dia nacional: Aquidauana, Vicentina, Guia Lopes da Laguna, Cassil\u00e2ndia, Anast\u00e1cio, Dois Irm\u00e3os do Buriti e Aparecida do Taboado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Recuo t\u00edmido<\/strong><\/p>\n<p>Embora n\u00e3o seja motivo de comemora\u00e7\u00e3o, os pesquisadores apontaram que houve um t\u00edmido recuo da pandemia em 15 munic\u00edpios de MS. Na MRS de Campo Grande, os munic\u00edpios de Aquidauana, Nova Alvorada do Sul e S\u00e3o Gabriel do Oeste diminu\u00edram o n\u00edvel de alerta 3 para 2; Jaraguari, Corguinho, Dois Irm\u00e3os do Buriti e Terenos do n\u00edvel de alerta 2 para 1. Na MRS de Dourados, os munic\u00edpios de Nova Andradina, Ivinhema e F\u00e1tima do Sul tiveram queda nos n\u00edveis de alerta, de 3 para 2. J\u00e1 Juti, Itaquira\u00ed e Sete Quedas, do n\u00edvel 2 para o n\u00edvel de alerta 1. Aparecida do Taboado e Parana\u00edba que comp\u00f5em a MRS de Tr\u00eas Lagoas apresentaram queda para os n\u00edveis 3 e 2, respectivamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>De acordo com a professora da UFOB, Fernanda Vasques Ferreira, \u00e9 preciso oferecer um letramento sobre a doen\u00e7a para a popula\u00e7\u00e3o. \u201cNo Brasil, fizemos tudo ao avesso. As a\u00e7\u00f5es foram descoordenadas e muitos gestores p\u00fablicos n\u00e3o se envolveram diretamente com a situa\u00e7\u00e3o. Quando um l\u00edder pol\u00edtico reflete sua preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o das vidas das pessoas nos seus discursos e nas suas atitudes, ele tamb\u00e9m ajuda a popula\u00e7\u00e3o a dar um significado para a crise sanit\u00e1ria que estamos vivenciando. Nem todos os l\u00edderes fizeram isso. O resultado \u00e9 o que estamos vendo: quando controla a pandemia em um lugar, ela avan\u00e7a em outros e assim sucessivamente. A popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 cansada de ouvir falar da pandemia. Os cidad\u00e3os precisam ser \u2018educados\u2019 para a preven\u00e7\u00e3o em sa\u00fade\u201d, evidencia a pesquisador.<\/p>\n<p>Release elaborado por Fernanda Vasques Ferreira em 22.09.2020<\/p>\n<p>Autorizada reprodu\u00e7\u00e3o parcial ou integral desse material.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chapad\u00e3o do Sul, Rochedo e Gl\u00f3ria de Dourados tiveram crescimento no n\u00edvel de alerta de 2 para 3. 15 munic\u00edpios do estado tiveram redu\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de alerta. 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