{"id":155284,"date":"2020-09-24T15:05:10","date_gmt":"2020-09-24T19:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=155284"},"modified":"2020-09-24T15:05:10","modified_gmt":"2020-09-24T19:05:10","slug":"ms-e-o-terceiro-estado-que-menos-perdeu-renda-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=155284","title":{"rendered":"MS \u00e9 o terceiro estado que menos perdeu renda no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-noticia\">\n<p>Mato Grosso do Sul registrou o terceiro menor porcentual de pessoas que tiveram queda dos seus rendimentos em agosto.<\/p>\n<p>De acordo com a <a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-sala-de-imprensa\/2013-agencia-de-noticias\/releases\/28936-pnad-covid19-21-6-das-pessoas-que-realizaram-testes-para-coronavirus-ate-agosto-testaram-positivo\">Pnad Covid-19<\/a>, um recorte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad Cont\u00ednua), 254 mil pessoas relataram queda em suas rendas. O porcentual \u00e9 de 21,4%, ficando atr\u00e1s de Santa Catarina e Tocantins.<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00fameros condizem com o percentual de pessoas que receberam rendimentos efetivos menores que os habitualmente recebidos. Essa porcentagem ficou em 21,4% em agosto, caindo 0,6 p.p. em rela\u00e7\u00e3o a julho [22%]. No comparativo, MS \u00e9 o estado com o terceiro menor n\u00famero nesta porcentagem, atr\u00e1s apenas de SC, com 20,5%, e TO, com 20,9%\u201d, explicou o supervisor de informa\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)<\/a>, Fernando Gallina.<\/p>\n<p>A pesquisa divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (23) aponta ainda que a renda m\u00e9dia do sul-mato-grossense tamb\u00e9m cresceu de R$ 2.206 em julho para R$ 2.260 em agosto, um aumento de 2,5%.<\/p>\n<p>De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecom\u00e9rcio (IPF-MS), Daniela Dias, v\u00e1rios fatores auxiliaram para que a renda m\u00e9dia aumentasse.<\/p>\n<p>\u201cEfetivamente tivemos uma melhora de cen\u00e1rio quanto aos rendimentos. Sem d\u00favida nenhuma, os aux\u00edlios do governo ajudaram, fizeram com que as pessoas pudessem comprar bens priorit\u00e1rios para a subsist\u00eancia. Outro aspecto muito importante \u00e9 que muitas profiss\u00f5es t\u00eam surgido e outras est\u00e3o mais demandadas, como as na \u00e1rea de tecnologia e marketing. Tudo isso pode ter contribu\u00eddo com o aumento dessa renda\u201d, explicou Daniela.<\/p>\n<p>J\u00e1 o rendimento m\u00e9dio per capita dos brasileiros ficou em R$ 1.302 em agosto, conforme o IBGE.<\/p>\n<p>A renda m\u00e9dia per capita dos domic\u00edlios onde algu\u00e9m recebe o aux\u00edlio emergencial ficou em R$ 816, enquanto a renda per capita dos domic\u00edlios onde ningu\u00e9m recebe aux\u00edlio ficou em R$ 1.802.<\/p>\n<p>No Estado, os n\u00fameros seguem o mesmo padr\u00e3o. Os domic\u00edlios em que algu\u00e9m recebe algum tipo de aux\u00edlio t\u00eam renda per capita m\u00e9dia de R$ 858, enquanto aqueles em que ningu\u00e9m recebe t\u00eam renda de R$ 1.882.<\/p>\n<p>\u201cO valor m\u00e9dio do aux\u00edlio [emergencial] por domic\u00edlio no Estado ficou em R$ 858. H\u00e1 que se considerar que \u00e9 um impacto importante dessa renda extra\u201d, considerou Gallina.<\/p>\n<p><span class=\"text-big\"><strong>Estado tem a quarta menor taxa de desemprego<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A pesquisa do IBGE traz ainda um recorte sobre o desemprego. Mato Grosso do Sul registrou a quarta menor taxa de desocupa\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds, 10,1%.<\/p>\n<p>O menor \u00edndice de desocupados foi registrado em Santa Catarina (8,2%), e a Bahia tem a maior porcentagem de desempregados, 18%.<\/p>\n<p>Atualmente, residem no Estado 2,7 milh\u00f5es de pessoas. Segundo o levantamento, na popula\u00e7\u00e3o residente, 1,3 milh\u00e3o constitui a for\u00e7a trabalhadora do Estado, dos quais 1,2 milh\u00e3o est\u00e3o ocupados e 134 mil desocupados.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho ficou estimada em 820 mil pessoas com 14 anos ou mais.<\/p>\n<p>\u201cA taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de Mato Grosso do Sul sempre esteve entre as menores do Pa\u00eds. Se compararmos a Pnad Cont\u00ednua do primeiro trimestre de 2020, <a href=\"https:\/\/correiodoestado.com.br\/economia\/desemprego-trimestre-pnad-ibge-desocupacao\/372129\">no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia, a taxa era de 7,6%<\/a>, e agora esse \u00edndice est\u00e1 em 10%. A gente pode dizer que o Estado sente os efeitos da pandemia, mas, comparado aos outros estados da federa\u00e7\u00e3o, ainda est\u00e1 entre as menores taxas, \u00e9 a quarta menor do Brasil\u201d, contextualizou a supervisora de informa\u00e7\u00e3o do IBGE, Elenice Cano.<\/p>\n<p>O n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, o porcentual de pessoas ocupadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas em idade de trabalhar, passou de 55,3% em julho para 55,7%, em agosto.<\/p>\n<p>O percentual \u00e9 o terceiro maior do pa\u00eds entre os entes federados.<\/p>\n<p>Para a economista, os dados refletem o perfil econ\u00f4mico do Estado.<\/p>\n<p>\u201cOs dados do IBGE apontam que tivemos um processo de desacelera\u00e7\u00e3o do desemprego desde o in\u00edcio da pandemia. O desemprego est\u00e1 acontecendo, mas em menor propor\u00e7\u00e3o. Em Mato Grosso do Sul isso est\u00e1 relacionado muito ao perfil do Estado, o agroneg\u00f3cio tem ajudado no desempenho. Tivemos fomento para os outros segmentos, e tudo isso pode contribuir com esse menor n\u00famero de desempregados\u201d, concluiu Daniela.<\/p>\n<p>No Brasil, a popula\u00e7\u00e3o desocupada, que era de 10,1 milh\u00f5es no come\u00e7o da pesquisa, passou para 12,3 milh\u00f5es em julho e agora est\u00e1 em 12,9 milh\u00f5es de pessoas (aumento de 5,5% na margem e de 27,6% desde o in\u00edcio da pesquisa).<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Sul foi a \u00fanica a apresentar queda da popula\u00e7\u00e3o desocupada (-2,3%). Nordeste (14,3%) e Norte (10,3%) apresentaram as maiores varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span class=\"text-big\"><strong>Informalidade cresce<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Ainda conforme a pesquisa, tamb\u00e9m aumentou o n\u00famero de trabalhadores informais no Estado. Em agosto, foram registradas 392 mil pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o, aumento de 3,1% em rela\u00e7\u00e3o a julho (380 mil).<\/p>\n<p>O porcentual de pessoas ocupadas como trabalhadores informais em rela\u00e7\u00e3o ao total de pessoas ocupadas ficou em 32,6% em MS. Isso representou a s\u00e9tima menor porcentagem entre os estados. No Brasil, o percentual \u00e9 de 33,9%.<\/p>\n<p>Mato Grosso do Sul tem cerca de 88 mil pessoas ocupadas e n\u00e3o afastadas que trabalham de forma remota. Isso corresponde a 7,8% da popula\u00e7\u00e3o empregada, mesmo porcentual de julho. No Brasil, s\u00e3o cerca de 11,1%<a href=\"https:\/\/correiodoestado.com.br\/economia\/mais-de-5-milhoes-de-pessoas-voltaram-ao-trabalho-presencial-de-maio-para-julho\/374497\"> trabalhando remotamente.<\/a><\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Correio do Estado &#8211; S\u00fazan Benites<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mato Grosso do Sul registrou o terceiro menor porcentual de pessoas que tiveram queda dos seus rendimentos em agosto. De acordo com a Pnad Covid-19, um recorte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad Cont\u00ednua), 254 mil pessoas relataram queda em suas rendas. 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