{"id":159894,"date":"2020-11-25T10:35:31","date_gmt":"2020-11-25T14:35:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=159894"},"modified":"2020-11-25T10:35:31","modified_gmt":"2020-11-25T14:35:31","slug":"carne-bovina-aumenta-mais-de-50-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=159894","title":{"rendered":"Carne bovina aumenta mais de 50% em um ano"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-noticia\">\n<p>Com menos animais dispon\u00edveis para abate e aumento das exporta\u00e7\u00f5es, a carne bovina subiu mais de 50% no intervalo de um ano.<\/p>\n<p>Pesquisa da reportagem do site Correio do Estado\u00a0aponta que o quilo dos cortes bovinos varia de R$ 19,50 a R$ 87,98. A tend\u00eancia \u00e9 de que os pre\u00e7os continuem altos pelos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>A reportagem aferiu pre\u00e7os nesta ter\u00e7a-feira (24) em supermercados, casas de carnes e a\u00e7ougues de Campo Grande MS, que \u00e9 esta parecido com os pre\u00e7os de Chapad\u00e3o do Sul e regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O quilo mais barato foi o da costela, que varia entre R$ 19,50 em uma casa de carnes e R$ 23,98 em outra. J\u00e1 o corte mais caro \u00e9 a picanha, que \u00e9 comercializada entre R$ 49,90 e R$ 87,98. Ainda entre os mais caros, o fil\u00e9-mignon varia de R$ 46,90 a R$ 82,98.<\/p>\n<p>Conforme dados do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/\">Dieese<\/a>), o pre\u00e7o da carne bovina subiu 52,21% em um ano em Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>Em outubro de 2019, a m\u00e9dia de pre\u00e7os de cortes bovinos como patinho, cox\u00e3o duro e cox\u00e3o mole era de R$ 20,36. No m\u00eas passado, os mesmos cortes custavam R$ 30,99 em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Para a supervisora t\u00e9cnica do Dieese em MS, Andreia Ferreira, a tend\u00eancia \u00e9 de que os pre\u00e7os continuem em alta.<\/p>\n<p>\u201cTem pouco gado para abate, o d\u00f3lar continua alto e as demandas do mercado externo continuam elevadas, al\u00e9m do pre\u00e7o da ra\u00e7\u00e3o dos animais, que subiu. Infelizmente, n\u00e3o temos perspectiva de baixar t\u00e3o cedo os pre\u00e7os\u201d, considera.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio em Mato Grosso do Sul nos dez meses de 2020 representaram 96,33% das opera\u00e7\u00f5es do Estado e totalizaram US$ 4,8 bilh\u00f5es em receita, alta de 12,8% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019.<\/p>\n<p>O complexo soja e os produtos florestais foram respons\u00e1veis por 40,11% e 29,74% do faturamento com as exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio. O terceiro segmento que se destacou foi o das carnes, com 18,05%.<\/p>\n<p>\u201cPara o grande produtor, \u00e9 neg\u00f3cio exportar porque ele consegue manter retorno mesmo com menor quantidade de animais, o pequeno produtor j\u00e1 sofre porque ele s\u00f3 atende mercado interno\u201d, destacou Andreia.<\/p>\n<h2><strong>Ponta final<\/strong><\/h2>\n<p>Empres\u00e1rios e consumidores se queixam da mesma situa\u00e7\u00e3o: ser a ponta final da cadeia. O empres\u00e1rio precisa comprar para revender ao cliente e com isso tamb\u00e9m perde sua margem de lucro.<\/p>\n<p>De acordo o propriet\u00e1rio da Casa de Carnes Oriente, Ronald Kanashiro, a falta de ofertas de animais somada ao aumento das exporta\u00e7\u00f5es acabaram afetando diretamente o valor final repassado ao consumidor.<\/p>\n<p>\u201cPor conta da escassez do produto, os pre\u00e7os sobem. E tamb\u00e9m com a busca do mercado externo ao nosso produto, automaticamente por ser um produto mais disputado, ele come\u00e7a a ser mais valorizado\u201d, diz.<\/p>\n<p>Kanashiro ainda explica que o comerciante \u00e9 sempre questionado pelos consumidores sobre os pre\u00e7os, mas, assim como o consumidor, o empres\u00e1rio tamb\u00e9m fica na ponta da cadeia.<\/p>\n<p>\u201cEssa alta impacta em muitos questionamentos. Muitas vezes os consumidores migram o consumo para outras prote\u00ednas, que tamb\u00e9m subiram, e reduzem o consumo da carne [bovina]. Essa \u00e9 a maior alta que tivemos nos \u00faltimos 15 anos. Mas n\u00e3o s\u00f3 na carne, toda a cesta b\u00e1sica subiu, o arroz aumentou 100%, a carne n\u00e3o chegou a isso, mas j\u00e1 n\u00e3o era um produto barato\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Entre os pre\u00e7os repassados ao consumidor a varia\u00e7\u00e3o \u00e9 grande entre os locais visitados. O quilo de m\u00fasculo foi de R$ 26,80 a R$ 34,98 nesta ter\u00e7a-feira;\u00a0no ano passado, o quilo do corte ia de R$19,80 a R$22,20. O patinho ficou entre R$ 32,89 e R$ 40,98 este ano e em novembro de 2019 os pre\u00e7os iam de R$ 27,90 a R$ 31,98.<\/p>\n<p>O quilo da ponta de peito era comercializado entre R$ 20,90 e R$ 24,40 h\u00e1 um ano. Agora, custa entre R$ 29,80 e R$ 39,98. O contrafil\u00e9 \u00e9 comercializado entre R$ 38,80 e R$ 42,98 (no ano passado, variava de R$ 29,80 a R$ 35,90). E o cox\u00e3o duro estava cotado entre R$ 25,90 e R$ 31,99 em 2019 e neste ano custa entre R$ 31,98 e R$ 39,98.<\/p>\n<p>O aposentado Ramiro Gimenes diz que at\u00e9 mesmo cortes mais baratos est\u00e3o muito caros.<\/p>\n<p>\u201cA costela e a agulha, que eram cortes mais baratos, hoje est\u00e3o acima de R$ 20. A alcatra passa de R$ 40, a gente n\u00e3o pode mais comer carne boa hoje em dia, est\u00e1 dif\u00edcil\u201d, lamenta.<\/p>\n<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/variacao-carne.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-159895\" src=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/variacao-carne.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/variacao-carne.jpg 660w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/variacao-carne-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div class=\"texto-noticia\">\n<h3><strong>Valoriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Em\u00a0novembro do ano passado, a cota\u00e7\u00e3o da arroba do gado tamb\u00e9m havia subido, assim como os pre\u00e7os dos cortes bovinos.<\/p>\n<p>Mesmo assim, no comparativo entre os dois anos, a valoriza\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o da arroba foi de mais de 40%.<\/p>\n<p>Conforme o boletim t\u00e9cnico da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de MS (<a href=\"https:\/\/portal.sistemafamasul.com.br\/\">Famasul<\/a>), a arroba do boi gordo valorizou 45% no intervalo de um ano; em novembro de 2019 a arroba era comercializada a R$ 186,96, enquanto neste ano est\u00e1 cotada a R$ 271,25, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>A arroba da vaca aumentou 48%; no ano passado, o pre\u00e7o m\u00e9dio da arroba em novembro era de R$ 174,44 e em 2020 foi a R$ 259,17.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o boletim houve uma leve retra\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o ao dia 13 de novembro, quando a arroba do boi foi a R$ 281,17 e da vaca a R$ 265,17.<\/p>\n<p>\u201cA interrup\u00e7\u00e3o do comportamento de alta \u00e9 reflexo de um recuo na demanda por parte das ind\u00fastrias, por\u00e9m, a oferta de animais se mant\u00e9m restrita, o que poder\u00e1 ser um limitador para a press\u00e3o de baixa. No comparativo com 2019, os pre\u00e7os est\u00e3o mais valorizados\u201d, informa a nota t\u00e9cnica.<\/p>\n<h4>Futuro<\/h4>\n<p>Conforme a Famasul, a oferta de animais no mercado deve voltar \u00e0 estabilidade em meados de fevereiro do ano que vem.<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia do aumento nos custos para cria\u00e7\u00e3o e engorda, o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (<a href=\"https:\/\/srcg.com.br\/\"><strong>SRCG<\/strong><\/a>), Alessandro Coelho, disse em entrevista ao Correio do Estado no m\u00eas passado que os pre\u00e7os podem cair, mas n\u00e3o voltar\u00e3o ao mesmo patamar do come\u00e7o de 2020.<\/p>\n<p>\u201cCom o retorno das chuvas, a gente espera que regularize esse rebanho e na hora que entrar esse gado de pasto por volta de fevereiro j\u00e1 comece a estabilizar. E o pre\u00e7o n\u00e3o tende a continuar subindo, mas n\u00e3o volta ao patamar do in\u00edcio deste ano. Tendo em vista que n\u00e3o h\u00e1 hoje como fazer um acabamento de qualidade com o pre\u00e7o da soja e do milho, que tamb\u00e9m n\u00e3o tende a cair na pr\u00f3xima safra. Isso reflete na cadeia do leite, das aves, dos su\u00ednos\u201d, explica Coelho.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Correio do Estado &#8211; S\u00fazan Benites, Thais Libni<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com menos animais dispon\u00edveis para abate e aumento das exporta\u00e7\u00f5es, a carne bovina subiu mais de 50% no intervalo de um ano. Pesquisa da reportagem do site Correio do Estado\u00a0aponta que o quilo dos cortes bovinos varia de R$ 19,50 a R$ 87,98. A tend\u00eancia \u00e9 de que os pre\u00e7os continuem altos pelos pr\u00f3ximos meses. 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