{"id":165671,"date":"2021-02-03T14:00:34","date_gmt":"2021-02-03T18:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=165671"},"modified":"2021-02-03T14:36:40","modified_gmt":"2021-02-03T18:36:40","slug":"com-falta-de-gado-para-abate-estado-tenta-importar-animais-do-paraguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=165671","title":{"rendered":"Com falta de gado para abate, Estado tenta importar animais do Paraguai"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-noticia\">\n<p>A falta de disponibilidade de gado para abate em Mato Grosso do Sul j\u00e1 pode ser sentida com a paralisa\u00e7\u00e3o de algumas plantas frigor\u00edficas.<\/p>\n<p>De acordo com representantes do setor, essa foi a principal motiva\u00e7\u00e3o para que pedissem autoriza\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) para importar animais do Paraguai.<\/p>\n<p>O pedido foi enviado pelo Sindicato das Ind\u00fastrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (Sicadems) nesta semana.<\/p>\n<p>Segundo o vice-presidente do sindicato, R\u00e9gis Lu\u00eds Comarella, alguns frigor\u00edficos est\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o paralisada por falta de mat\u00e9ria-prima.<\/p>\n<p>\u201cFoi solicitado, por meio do Sicadems, que a gente possa abater [animais importados] em raz\u00e3o da ociosidade das plantas. E tamb\u00e9m o boi do Paraguai est\u00e1 com o pre\u00e7o bem abaixo do nosso aqui. O pecuarista est\u00e1 relutando e quer [comercializar] a arroba a R$ 300.<\/p>\n<p>O frigor\u00edfico Boibras de S\u00e3o Gabriel do Oeste n\u00e3o abateu ontem [na segunda-feira], o Frizelo n\u00e3o abateu dois dias, em Juti, e outros [tamb\u00e9m n\u00e3o abateram]\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com os dados da Scot Consultoria, a arroba do boi \u00e9 comercializada a US$ 45,75 no Paraguai, cerca de R$ 244,76.<\/p>\n<p>Em Mato Grosso do Sul, atualmente a arroba \u00e9 cotada a R$ 280,50, conforme a consultoria.<\/p>\n<p>Dados da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de MS (Famasul) apontam que a arroba do boi gordo saiu do pre\u00e7o m\u00e9dio de R$ 170,56 em janeiro de 2020 para R$ 269,80 em janeiro deste ano \u2013 alta de 58%.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Produ\u00e7\u00e3o e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, a solicita\u00e7\u00e3o n\u00e3o visa o pre\u00e7o, mas, sim, a manuten\u00e7\u00e3o do funcionamento das ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>\u201cTodos os frigor\u00edficos est\u00e3o com escala abaixo, com ociosidade muito grande, alguns at\u00e9 paralisando suas atividades em fun\u00e7\u00e3o da baixa disponibilidade de bois. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a quest\u00e3o do pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Houve esse pedido ao Minist\u00e9rio, com c\u00f3pia para a Secretaria para conhecimento. Eles gostariam de estabelecer uma cota para trazer gado do Paraguai para que possam abater no Estado. \u00c9 um pedido do setor para que ele mantenha a escala\u201d, explica Verruck.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/correiodoestado.com.br\/noticia\/midia\/213621\/1612312310335-660x440.jpg\" alt=\"https:\/\/correiodoestado.com.br\/noticia\/midia\/213621\/1612312310335-660x440.jpg\" \/><\/p>\n<h3>SANIDADE<\/h3>\n<p>Verruck ressalta que as condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias do Paraguai garantem que n\u00e3o seja um problema trazer os animais para o Estado.<\/p>\n<p>\u201cEsse animal que vem para abate, ele vem em um caminh\u00e3o diretamente para o frigor\u00edfico. E n\u00e3o tem problema, porque o Paraguai tem o mesmo status de MS, livre de febre aftosa com vacina\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o esses animais j\u00e1 v\u00eam vacinados\u201d, detalha.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura disse, em nota enviada ao Correio do Estado, que a importa\u00e7\u00e3o de gado do Paraguai para o Brasil ainda n\u00e3o est\u00e1 autorizada.<\/p>\n<p>\u201cO tema vem sendo tratado entre os Minist\u00e9rios da Agricultura do Brasil e do Paraguai. N\u00e3o h\u00e1 tamb\u00e9m autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para uma empresa.<\/p>\n<p>Caso os entendimentos entre os Minist\u00e9rios da Agricultura do Brasil e do Paraguai venham a viabilizar a autoriza\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o, esta valer\u00e1 para qualquer empresa que cumpra os requisitos sanit\u00e1rios estabelecidos\u201d, conclui a nota.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do Mapa aponta que as ind\u00fastrias inscritas no Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal (SIF) abateram 3,1 milh\u00f5es de bovinos em Mato Grosso do Sul no ano passado.<\/p>\n<p>O total foi 12,73% inferior ao registrado no mesmo per\u00edodo de 2019.<\/p>\n<h3>ECONOMIA<\/h3>\n<p>Para o secret\u00e1rio, a regulariza\u00e7\u00e3o da oferta de animais \u00e9 importante para manter a economia do Estado.<\/p>\n<p>&#8220;Sob o ponto de vista econ\u00f4mico seria importante, porque mant\u00e9m os empregos nos frigor\u00edficos e a taxa de abate, favorecendo a quest\u00e3o da economia\u201d, considera Verruck.<\/p>\n<p>O economista Michel Constantino explica que o Paraguai j\u00e1 exporta para o Brasil em torno de US$ 20 milh\u00f5es em carne fresca, refrigerada ou congelada (dados de 2019).<\/p>\n<p>O efeito econ\u00f4mico com a maior oferta de gado deve ser a diminui\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os aos consumidores.<\/p>\n<p>\u201cA demanda est\u00e1 alta no mercado interno por carne e derivados, e os frigor\u00edficos de MS est\u00e3o com capacidade de produ\u00e7\u00e3o ociosa. A maior oferta de gado deve trazer a ativa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o local pelos frigor\u00edficos parados.<\/p>\n<p>Pode aumentar o n\u00famero de funcion\u00e1rios admitidos, e uma maior oferta de gado vai diminuir os pre\u00e7os para o consumidor final de Mato Grosso do Sul\u201d, analisa.<\/p>\n<h4>CONSUMIDOR<\/h4>\n<p>Conforme adiantado pelo <strong>Correio do Estado<\/strong>, <a href=\"https:\/\/correiodoestado.com.br\/economia\/com-pouca-oferta-de-gado-preco-da-carne-nao-baixa\/382004\"><strong>o pre\u00e7o da carne ao consumidor final<\/strong><\/a> est\u00e1 mais caro.<\/p>\n<p>Segundo o Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), de janeiro a dezembro, os cortes bovinos aumentaram 31,69%, saindo de R$ 26, em m\u00e9dia, para R$ 34,24.<\/p>\n<p>Para a supervisora t\u00e9cnica do Dieese-MS, Andreia Ferreira, os pre\u00e7os ao consumidor final devem demorar a cair. \u201cA oferta vem em queda h\u00e1 um bom tempo, e n\u00e3o \u00e9 algo que recupera f\u00e1cil. N\u00e3o acredito que o pre\u00e7o da carne baixe nos pr\u00f3ximos seis meses\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A pesquisa da reportagem aponta que em Campo Grande o corte mais barato \u00e9 a costela, que varia de R$ 17,99 a R$ 27,98. Enquanto o mais caro \u00e9 a picanha, que vai de R$ 49,90 a R$ 87,98.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Correio do Estado, Beatriz Magalh\u00e3es, S\u00fazan Benites<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de disponibilidade de gado para abate em Mato Grosso do Sul j\u00e1 pode ser sentida com a paralisa\u00e7\u00e3o de algumas plantas frigor\u00edficas. De acordo com representantes do setor, essa foi a principal motiva\u00e7\u00e3o para que pedissem autoriza\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) para importar animais do Paraguai. 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