{"id":167364,"date":"2021-02-22T10:24:09","date_gmt":"2021-02-22T14:24:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=167364"},"modified":"2021-02-22T10:24:09","modified_gmt":"2021-02-22T14:24:09","slug":"adaptar-coronavac-e-oxford-a-variante-leva-2-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=167364","title":{"rendered":"Adaptar Coronavac e Oxford \u00e0 variante leva 2 meses"},"content":{"rendered":"<p>Caso as vacinas Coronavac e Oxford tenham sua efic\u00e1cia reduzida contra as novas variantes do coronav\u00edrus em circula\u00e7\u00e3o, o processo de adapta\u00e7\u00e3o dos imunizantes a essas cepas dever\u00e1 durar cerca de dois meses, segundo relataram ao Estad\u00e3o cientistas envolvidos nas pesquisas.<\/p>\n<p>Tanto a Universidade de Oxford \u2013 em parceria com pesquisadores brasileiros \u2013 quanto o Instituto Butantan e a Sinovac, respons\u00e1veis por desenvolver e produzir a Coronavac, j\u00e1 est\u00e3o realizando testes para verificar se as linhagens emergentes afetam o desempenho dos dois imunizantes, os \u00fanicos j\u00e1 aprovados para uso no Brasil.<\/p>\n<p>Os estudos s\u00e3o feitos em duas frentes principais. Na primeira, \u00e9 realizado o sequenciamento gen\u00e9tico do v\u00edrus presente em amostras de pacientes infectados e que foram vacinados. O objetivo \u00e9 checar se h\u00e1 mais casos da doen\u00e7a entre infectados pelas novas variantes.<\/p>\n<p>Na segunda frente, s\u00e3o feitos testes que colocam o soro de pacientes imunizados em contato com as novas cepas para ver se os anticorpos no soro s\u00e3o capazes de neutralizar o pat\u00f3geno.<\/p>\n<p>A maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a cepa P.1, originada no Amazonas. Estudos indicam que ela j\u00e1 predomina em Manaus e est\u00e1 em ao menos dez Estados. As variantes brit\u00e2nica (B.1.1.7) e sul-africana (B.1.351)tamb\u00e9m s\u00e3o classificadas como preocupantes pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) por conterem muta\u00e7\u00f5es que as tornam potencialmente mais transmiss\u00edveis e capazes de escapar dos anticorpos.<\/p>\n<p>Segundo Sue Ann Costa Clemens, coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford no Brasil, amostras da cepa P.1 coletadas de pacientes de Manaus foram enviadas h\u00e1 duas semanas para Oxford para testes. Ela diz que os resultados devem sair em breve e destaca que a institui\u00e7\u00e3o estima 10 semanas para adaptar a vacina para as novas cepas, se preciso. \u201c\u00c9 o tempo que precisa para cultivar o novo v\u00edrus e fazer as altera\u00e7\u00f5es. Depois disso, teria in\u00edcio a produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Prazo similar \u00e9 estimado pela Sinovac. Em entrevista ao jornal estatal chin\u00eas Global Times no fim de janeiro, o pesquisador Shao Yiming, assessor m\u00e9dico chefe para pesquisa e desenvolvimento de vacinas contra a covid do pa\u00eds asi\u00e1tico, afirmou que a fabricante chinesa seria capaz de fazer o \u201credesenho\u201d da vacina em dois meses. \u00c9 o tempo necess\u00e1rio para o cultivo do chamado banco de semente do v\u00edrus usado no imunizante A informa\u00e7\u00e3o foi confirmada pelo Estad\u00e3o com cientistas brasileiros envolvidos nos estudos.<\/p>\n<p>Uma vez adaptada, a vacina n\u00e3o precisar\u00e1 passar por ensaios cl\u00ednicos novamente, somente por testes de imunogenicidade. Eles confirmar\u00e3o in vitro se o imunizante \u00e9 capaz de provocar resposta imune.<\/p>\n<p>O Butantan fez parceria com cientistas da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) para acelerar os testes de efic\u00e1cia contra a cepa P 1. Pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical (IMT) v\u00e3o fazer o sequenciamento gen\u00e9tico de amostras de participantes do estudo cl\u00ednico da Coronavac no Brasil infectadas pelo v\u00edrus. \u201cS\u00e3o 500 amostras vindas de v\u00e1rios locais. O objetivo \u00e9 verificar as variantes mais frequentes entre os volunt\u00e1rios\u201d, diz Ester Sabino, professora do IMT envolvida na for\u00e7a-tarefa.<\/p>\n<p>Em outra frente, pesquisadores do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas da USP far\u00e3o os testes em laborat\u00f3rio com o soro de vacinados para checar se os anticorpos formados s\u00e3o capazes de deter as cepas. O coordenador do grupo, Edison Durigon, disse ao Estad\u00e3o que espera ter respostas em duas semanas. A Sinovac, por sua vez, realiza testes de efic\u00e1cia contra as variantes brit\u00e2nica e sul-africana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Ag\u00eancia Estado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caso as vacinas Coronavac e Oxford tenham sua efic\u00e1cia reduzida contra as novas variantes do coronav\u00edrus em circula\u00e7\u00e3o, o processo de adapta\u00e7\u00e3o dos imunizantes a essas cepas dever\u00e1 durar cerca de dois meses, segundo relataram ao Estad\u00e3o cientistas envolvidos nas pesquisas. 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