{"id":167563,"date":"2021-02-24T08:24:35","date_gmt":"2021-02-24T12:24:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=167563"},"modified":"2021-02-24T08:24:35","modified_gmt":"2021-02-24T12:24:35","slug":"em-condicoes-favoraveis-vacina-da-pfizer-tem-validade-de-60-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=167563","title":{"rendered":"Em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, vacina da Pfizer tem validade de 60 dias"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-item alt-font\">\n<div class=\"post-item-wrap\">\n<p>A vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmac\u00eautica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alem\u00e3 BioNtech tem validade de 60 dias se armazenada a uma temperatura de -60\u00b0C e protegida da luz. Mantida entre entre 2\u00b0C e 8\u00b0C, ela dura apenas 5 dias. J\u00e1 na temperatura ambiente, fora de refrigeradores, deve ser usada em at\u00e9 duas horas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1402134&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1402134&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Os dados constam no relat\u00f3rio da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), que anunciou mais cedo a concess\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2021-02\/anvisa-concede-registro-definitivo-para-vacina-da-pfizer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">registro definitivo<\/a>\u00a0do imunizante. As conclus\u00f5es da an\u00e1lise, que durou 17 dias, foram apresentadas na tarde de\u00a0hoje\u00a0(23). Chamada de Comirnaty, a vacina \u00e9 a primeira a obter o registro definitivo no Brasil em meio \u00e0 pandemia de covid-19, embora ainda n\u00e3o esteja dispon\u00edvel no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo Maria Fernanda Reis, gerente de avalia\u00e7\u00e3o de recursos biol\u00f3gicos da Anvisa, os prazos de validade foram definidos para as vacinas usadas nos estudos cl\u00ednicos. Ainda haver\u00e1 necessidade de continuar o monitoramento para confirmar se eles valem tamb\u00e9m para as doses produzidas em escala comercial. &#8220;Precisamos assegurar que cada lote da vacina tenha qualidade compar\u00e1vel ao do produto utilizado nos estudos que garantiram de fato a seguran\u00e7a e a efic\u00e1cia&#8221;, diz Maria Fernanda. A Anvisa tamb\u00e9m afirma que cadeia de transporte entre os locais de fabrica\u00e7\u00e3o e o Brasil ainda carece de qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os resultados de efic\u00e1cia e seguran\u00e7a nos estudos realizados foram considerados robustos. H\u00e1, no entanto, uma observa\u00e7\u00e3o: o imunizante se mostrou capaz de impedir a manifesta\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 certeza se ele tamb\u00e9m previne transmiss\u00e3o de uma pessoa para outra. O regime de aplica\u00e7\u00e3o da Comirnaty aprovado pela Anvisa \u00e9 de duas doses com um intervalo de 21 dias entre si para indiv\u00edduos com 16 anos ou mais.<\/p>\n<p>A vacina da Pfizer\/BioNtech usa o RNA mensageiro, uma tecnologia inovadora: trata-se do encapsulamento em uma nanopart\u00edcula de material gen\u00e9tico do coronav\u00edrus causador da covid-19. \u00c9 um m\u00e9todo diferente de outros mais tradicionais, que usam o v\u00edrus inativo ou um vetor viral. Os testes cl\u00ednicos com a Comirnaty no Brasil envolveram 2,9 mil volunt\u00e1rios. No mundo todo, foram 44 mil participantes em 150 centros de seis pa\u00edses, incluindo \u00c1frica do Sul, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Turquia. Os resultados dos estudos da fase 3, divulgados pela Pfizer em novembro, apontaram\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/internacional\/noticia\/2020-11\/pfizer-conclui-testes-de-vacina-para-covid-19-com-95-de-eficacia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">efic\u00e1cia de 95%.<\/a><\/p>\n<h2>Ressalvas<\/h2>\n<p>O relat\u00f3rio da Anvisa aponta que h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es limitadas relacionadas ao uso da vacina em mulheres gr\u00e1vidas, indiv\u00edduos imunocomprometidos e pacientes com doen\u00e7as autoimunes. Tamb\u00e9m recomenda n\u00e3o fazer uso concomitante com outras vacinas devido \u00e0 aus\u00eancia de estudos. Apesar da falta desses dados, a Anvisa concluiu que n\u00e3o se vislumbra risco \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. A Pfizer dever\u00e1 continuar realizando monitoramento e enviar novos dados, j\u00e1 com prazos pr\u00e9-fixados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, efeitos adversos graves devem ser informados em at\u00e9 72 horas. A Anvisa n\u00e3o identificou, nos estudos realizados at\u00e9 o momento, nenhuma situa\u00e7\u00e3o que levantasse alguma preocupa\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a. Rea\u00e7\u00f5es adversas foram consideradas leves e moderadas, de curta dura\u00e7\u00e3o, como fadiga, cefaleia, calafrios e dor muscular e nas articula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O Brasil ainda n\u00e3o tem contrato para compra dessa vacina. Negocia\u00e7\u00f5es se desenrolam desde o ano passado, mas um acordo n\u00e3o se concretizou. O governo federal alega que a farmac\u00eautica faz exig\u00eancias inaceit\u00e1veis. Conforme o contrato proposto, ela n\u00e3o se responsabiliza por eventuais rea\u00e7\u00f5es adversas e\u00a0qualquer lit\u00edgio somente poderia ser resolvido nos tribunais dos Estados Unidos. A Pfizer afirma que essas condi\u00e7\u00f5es foram aceitas pelos pa\u00edses onde sua vacina j\u00e1 est\u00e1 em uso.<\/p>\n<p>Segundo Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos e produtos biol\u00f3gicos da Anvisa, o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o se envolve nas negocia\u00e7\u00f5es e se limita a avaliar os dados, decidindo de forma t\u00e9cnica se o uso da vacina deve ou n\u00e3o ser autorizado. &#8220;N\u00e3o cabe \u00e0 Anvisa discutir termos para a disponibiliza\u00e7\u00e3o ou para a comercializa\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n<h2>Uso emergencial<\/h2>\n<p>Atualmente, a vacina\u00e7\u00e3o no pa\u00eds contra a covid-19 vem sendo realizada com duas vacinas. Uma deles \u00e9 a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laborat\u00f3rio farmac\u00eautico chin\u00eas Sinovac. A outra foi desenvolvida em parceria pela Universidade de Oxford e pela farmac\u00eautica inglesa AstraZeneca. Um acordo selado com a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) permitir\u00e1 que esse imunizante tamb\u00e9m comece em breve a ser produzido no Brasil. As duas, no entanto, possuem por enquanto o aval da Anvisa apenas para uso emergencial. O registro definitivo ainda n\u00e3o foi obtido por nenhuma delas.<\/p>\n<p>A Pfizer j\u00e1 havia anunciado em dezembro do ano passado que n\u00e3o faria pedido para uso emergencial da sua vacina no Brasil. A farmac\u00eautica decidiu que, t\u00e3o logo conclu\u00edsse os estudos exigidos e preenchesse todos os requisitos, seguiria o processo de submiss\u00e3o diretamente para um registro definitivo, o que libera o imunizante para uso em vacina\u00e7\u00e3o em massa e para distribui\u00e7\u00e3o tanto na rede p\u00fablica quanto na rede privada.<\/p>\n<p>De outro lado, a permiss\u00e3o para uso emergencial \u00e9 concedida apenas no \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), delimitando o p\u00fablico alvo e fixando prazo. Entre os grupos priorit\u00e1rios que est\u00e3o sendo vacinados est\u00e3o profissionais de sa\u00fade e idosos. A Anvisa j\u00e1 tem em m\u00e3os o pedido para registro definitivo da vacina da Oxford\/AstraZeneca. Ele foi recebido, inclusive, antes do que foi apresentado pela Pfizer. Gustavo Mendes afirma que n\u00e3o h\u00e1 prioriza\u00e7\u00e3o e s\u00e3o processos que correm em paralelo.<\/p>\n<p>&#8220;No caso do pedido da AstraZeneca, j\u00e1 era esperado que levaria um tempo maior de an\u00e1lise, at\u00e9 por parte da empresa. Fizemos uma reuni\u00e3o com eles na semana passada e existem ainda algumas informa\u00e7\u00f5es a serem complementadas para que possamos prosseguir com a an\u00e1lise. Para que possamos tomar uma decis\u00e3o sobre o registro definitivo dessa vacina, precisamos de dados dela sendo fabricada aqui no Brasil pela Fiocruz. O pedido de registro pressup\u00f5e essa produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. E como isso ainda n\u00e3o come\u00e7ou, n\u00e3o temos ainda dados relativos aos lotes fabricados aqui&#8221;, disse.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"post-item alt-font\">\n<p class=\"alt-font font-italic my-2 small text-info\">Agencia Brasil &#8211; Edi\u00e7\u00e3o: Claudia Felczak<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmac\u00eautica norte-americana Pfizer em parceria com a empresa de biotecnologia alem\u00e3 BioNtech tem validade de 60 dias se armazenada a uma temperatura de -60\u00b0C e protegida da luz. Mantida entre entre 2\u00b0C e 8\u00b0C, ela dura apenas 5 dias. 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