{"id":172014,"date":"2021-04-12T08:22:28","date_gmt":"2021-04-12T12:22:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=172014"},"modified":"2021-04-12T08:22:28","modified_gmt":"2021-04-12T12:22:28","slug":"em-18-anos-ms-aumenta-em-quase-60-a-area-ocupada-pela-agricultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=172014","title":{"rendered":"Em 18 anos, MS aumenta em quase 60% a \u00e1rea ocupada pela agricultura"},"content":{"rendered":"<div class=\"artigo_texto\" data-artigo=\"a:494618\">\n<p>Estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) sobre a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola colocam Mato Grosso do Sul como o 5\u00ba mais importante celeiro do Brasil, que neste ano deve gerar uma safra de mais de 22 milh\u00f5es de toneladas. Resultado de um trabalho cada vez mais tecnol\u00f3gico, \u00e9 fato, mas que tamb\u00e9m demanda um espa\u00e7o consider\u00e1vel para gerar centenas de milh\u00f5es de reais em soja, milho e algod\u00e3o \u2013que respondem por mais de 99% da safra.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, entre 2000 e 2018, as \u00e1reas agricult\u00e1veis de Mato Grosso do Sul aumentaram quase 60%, conforme apontado no Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra do Brasil, tamb\u00e9m do IBGE. A \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o deste estudo traz dados entre 2016 e 2018, quando a \u00e1rea agr\u00edcola do Estado avan\u00e7ou 4,92%: de 43.330 km\u00b2, chegou a 45.462 km\u00b2.<\/p>\n<p>O espa\u00e7o dedicado \u00e0 agricultura representa 12,7% de todo o territ\u00f3rio de Mato Grosso do Sul, superando a \u00e1rea somada de 33 munic\u00edpios de m\u00e9dios a pequenos \u2013entre eles Bataguassu, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Mundo Novo\u2013 ou, ainda, aproxima-se do somat\u00f3rio das \u00e1reas de Campo Grande (8.082 km\u00b2), Tr\u00eas Lagoas (10.217 km\u00b2), Dourados (4.062 km\u00b2), Porto Murtinho (17.505 km\u00b2, o segundo maior do Estado) e Coxim (6.392 km\u00b2).<\/p>\n<p>Em 2000, as \u00e1reas agr\u00edcolas identificadas pelo IBGE ocupavam 28.633 km\u00b2, ou seja, em um intervalo de 18 anos, o crescimento das terras utilizadas para a produ\u00e7\u00e3o de cereais, oleaginosas, leguminosas e outras culturas cresceu 58,77%. S\u00e3o 16.829 km\u00b2 a mais de terras, no mesmo per\u00edodo em que a \u00e1reas de pastagem com manejo e de vegeta\u00e7\u00e3o florestal ou campestre encolheram.<\/p>\n<p>Nos mesmos 18 anos, a \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o campestre perdeu 12.447 km\u00b2, saindo de 102.300 km\u00b2 para 89.853 km\u00b2 (mais de 12% de retra\u00e7\u00e3o). As florestas perderam 1.816 km\u00b2 (46.454 km\u00b2 para 44.638 km\u00b2); e as pastagens com manejo, 6.443 km\u00b2 (4,12%, caindo de 156.632 para 149.909 km\u00b2).<\/p>\n<h3>Entidade afirma que, desde 2009, foram recuperados 35 mil km\u00b2 de terras<\/h3>\n<p>Entre 2016 e 2018, o IBGE colocou a faixa entre Campo Grande e Cassil\u00e2ndia como destaque entre aquelas nas quais houve maior evolu\u00e7\u00e3o de terras agr\u00edcolas. Via assessoria, a Famasul (Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de Mato Grosso do Sul) explicou que essa regi\u00e3o viu a expans\u00e3o das \u00e1reas de gr\u00e3os (soja e milho) e de florestas plantadas.<\/p>\n<p>J\u00e1 sobre a evolu\u00e7\u00e3o das terras agricult\u00e1veis, a entidade que congrega os produtores rurais sul-mato-grossenses v\u00ea, principalmente, um esfor\u00e7o para ocupa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de pastagens, em maioria degradadas, com a agricultura. O projeto Siga-MS, parceria entre a Famasul e, Aprosoja-MS (Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja do Estado) e Governo do Estado, identificou de 2009 a 2020 a convers\u00e3o de 3,5 milh\u00f5es de hectares (ou 35 mil km\u00b2) de pastagem \u2013a maioria com algum n\u00edvel de degrada\u00e7\u00e3o\u2013 em \u00e1reas de gr\u00e3os e eucalipto.<\/p>\n<p>\u201cEsse crescimento se deve aos investimentos privados e p\u00fablicos em aumento de produ\u00e7\u00e3o e produtividade, por meio tamb\u00e9m de pesquisa, impulsionados pela forte demanda interna e externa por alimentos e celulose\u201d, pontuou a Famasul, via assessoria.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 possibilidade de a agricultura avan\u00e7ar para florestas, a entidade rebate o \u201clugar comum\u201d de se culpar a atividade rural por tal fen\u00f4meno. Ao contr\u00e1rio: a Famasul defende que Mato Grosso do Sul \u00e9 refer\u00eancia em produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.midiamax.com.br\/media\/uploads\/area-tacuru_desmatamento.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>\u00c1rea desmatada em Tacuru; Famasul destaca exist\u00eancia de 40% de \u00e1reas preservadas &#8211; Foto: PMA\/Arquivo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cMato Grosso do Sul ainda possui mais de 40 % da sua \u00e1rea em vegeta\u00e7\u00e3o nativa (florestal e campestre), e o crescimento das \u00e1reas agr\u00edcolas e de floresta plantada tem sido sobre \u00e1reas de pastagens com algum n\u00edvel de degrada\u00e7\u00e3o. Somos um Estado refer\u00eancia em produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, tendo sido o ber\u00e7o e canal de dissemina\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas conservacionistas, como a Integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria-floresta, carne, carbono neutro, plantio direto, novilho precoce, carne pantaneira sustent\u00e1vel, dentre outras\u201d, complementou a entidade.<\/p>\n<h3>Risco de ser perder mais 20 mil km\u00b2 de matas at\u00e9 2070<\/h3>\n<p>Apesar das alega\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas plantadas n\u00e3o agredirem as matas nativas, h\u00e1 indicativos que v\u00e3o para o lado oposto. Doutora em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o e bi\u00f3loga do Instituto do Homem Pantaneiro, Ang\u00e9lica Guerra alerta que um estudo sob condu\u00e7\u00e3o da entidade aponta que, at\u00e9 2070, Mato Grosso do Sul poder\u00e1 perder mais 20 mil km\u00b2 de vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>\u201cMas ainda n\u00e3o avaliamos as consequ\u00eancias desta perda sobre a biodiversidade e servi\u00e7os ecossist\u00eamicos\u201d, advertiu ela. Ang\u00e9lica destaca, contudo, haver avalia\u00e7\u00f5es de que a perda de vegeta\u00e7\u00e3o no Pantanal e arredores pode resultar em eros\u00e3o do solo, produ\u00e7\u00e3o de sedimentos e atingir a disponibilidade h\u00eddrica.<\/p>\n<p>Um meio de evitar esse pior cen\u00e1rio s\u00e3o os incentivos a institui\u00e7\u00e3o de APPs (\u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente) e reservas legais \u201cna manuten\u00e7\u00e3o desses servi\u00e7os\u201d. Outra oportunidade seria a produ\u00e7\u00e3o de baixo carbono \u2013de menor impacto para a atmosfera\u2013, uma iniciativa ainda pouco desenvolvida no Estado.<\/p>\n<p>\u201cProduzir gado com baixa emiss\u00e3o de carbono e implementa\u00e7\u00e3o de sistemas integrados de lavoura, pecu\u00e1ria e floresta, os chamados ILPF, s\u00e3o oportunidades de conciliar os usos do solo, com intensifica\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade\u201d, destacou ela. \u201cPara o Pantanal, vemos que a produ\u00e7\u00e3o tradicional de gado em pastagens nativas \u00e9 um grande diferencial, e isso atrelado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o com baixo carbono \u00e9 uma grande oportunidade\u201d.<\/p>\n<p>Por <a href=\"https:\/\/www.midiamax.com.br\/cotidiano\/economia\/2021\/em-18-anos-ms-aumenta-em-quase-60-area-ocupada-pela-agricultura#\">Humberto Marques <\/a>&#8211; midiamax<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) sobre a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola colocam Mato Grosso do Sul como o 5\u00ba mais importante celeiro do Brasil, que neste ano deve gerar uma safra de mais de 22 milh\u00f5es de toneladas. 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