{"id":172904,"date":"2021-04-22T07:59:07","date_gmt":"2021-04-22T11:59:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=172904"},"modified":"2021-04-22T07:59:07","modified_gmt":"2021-04-22T11:59:07","slug":"descoberta-nova-especie-de-nematoide-de-galhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=172904","title":{"rendered":"Descoberta nova esp\u00e9cie de nematoide de galhas"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><strong><span class=\"agk-cont-destaque3 noticia-linha-apoio bottommargin\">Parasita com grande potencial de dano foi encontrada em lavouras mineiras<\/span><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Pesquisadores da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o (Abapa), Embrapa Algod\u00e3o e Funda\u00e7\u00e3o Bahia est\u00e3o observando uma nova esp\u00e9cie de nematoide das galhas no Brasil. Descoberto por volta 2012, na Carolina do Norte (EUA), no ano passado, o parasita foi encontrado tamb\u00e9m em lavouras de Minas Gerais.<\/p>\n<div id=\"agk_14000_pos_4_conteudo_desktop\" data-google-query-id=\"CJuCzrzlkfACFWMwuQYdLmsPdQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/316485075\/agk_14000_pos_4_conteudo_desktop_0__container__\"><iframe id=\"google_ads_iframe_\/316485075\/agk_14000_pos_4_conteudo_desktop_0\" title=\"3rd party ad content\" name=\"google_ads_iframe_\/316485075\/agk_14000_pos_4_conteudo_desktop_0\" width=\"728\" height=\"90\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" data-google-container-id=\"a\" data-load-complete=\"true\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agora a nova esp\u00e9cie \u00e9 observada de perto. Normalmente o nematoide das galhas tem grande potencial de dano para a cultura do algod\u00e3o, mesmo n\u00e3o sendo o de ocorr\u00eancia mais frequente. Os t\u00e9cnicos do Programa Fitossanit\u00e1rio pretendem descobrir se o verme tamb\u00e9m est\u00e1 presente em lavouras da Bahia. \u201cN\u00e3o que eles tenham migrado para aqui atrav\u00e9s de algum vetor. A grande descoberta que \u00e9 que eles j\u00e1 existiam, n\u00e3o se sabe h\u00e1 quanto tempo, mas eram desconhecidos\u201d, conta o fitopatologista Fabiano Perina, pesquisador da Embrapa lotado em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es.<\/p>\n<p>O achado mineiro aconteceu porque, em muitas fazendas, nas quais se usava a variedade resistente ao nematoide das galhas, a IMA 5801 B2RF, o problema continuava a aparecer. Agora, os pesquisadores est\u00e3o verificando as \u00e1reas que usam esta variedade, para ver como elas est\u00e3o se desenvolvendo. Se n\u00e3o estiverem dando conta do recado, pode ser um sinal de que outras popula\u00e7\u00f5es dessa \u2013 supostamente nova \u2013 esp\u00e9cie de nematoide est\u00e3o presentes por l\u00e1. A tecnologia se tornou, portanto, uma \u201csentinela\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As galhas causadas pelos nematoides s\u00e3o deformidades que lembram tumores nas ra\u00edzes das plantas, e comprometem o desenvolvimento delas. \u201cDeduziu-se, ent\u00e3o, que n\u00e3o era a IMA5801 que j\u00e1 n\u00e3o tinha efic\u00e1cia, mas um outro tipo de parasita, daquele mesmo g\u00eanero, que escapava ileso \u00e0 tecnologia\u201d, conta Perina. Veja na foto:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/Upload\/noticias\/1d004065ed974628a40c850c494ff6cc.jpg\" \/><\/p>\n<p>De acordo com Ant\u00f4nio Carlos Ara\u00fajo, coordenador do Programa Fitossanit\u00e1rio da Abapa, dos 18 integrantes da equipe do Programa Fito, formada por agr\u00f4nomos e t\u00e9cnicos agr\u00edcolas, 16 est\u00e3o dedicados \u00e0 pesquisa nematol\u00f3gica neste momento. S\u00e3o eles que fazem a coleta de amostras de solo, que seguem para serem analisadas na Funda\u00e7\u00e3o Bahia. \u201cCom isso, se pode fazer o diagn\u00f3stico durante a safra, um trabalho que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o dos agricultores, que, proativamente, abrem suas fazendas para a pesquisa cient\u00edfica. Hoje, existe uma preocupa\u00e7\u00e3o especial em descobrir evid\u00eancias deste novo nematoide de galhas aqui no cerrado baiano\u201d, afirma Ant\u00f4nio Carlos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os nematoides medem de 0,3 a tr\u00eas mil\u00edmetros. S\u00e3o vermes que atacam as ra\u00edzes das plantas e causam grande preju\u00edzo \u00e0 produtividade, em lavouras como algod\u00e3o, soja e milho. Tr\u00eas esp\u00e9cies nativas do cerrado atacam especialmente o algod\u00e3o. Por ordem de ocorr\u00eancia, a <em>Pratylenchus brachyurus<\/em>, tamb\u00e9m conhecida como o nematoide das les\u00f5es, com 85% de ocorr\u00eancia no Oeste da Bahia, a <em>Meloidogyne incognita<\/em>, chamada de nematoide das galhas, com 37%, e a esp\u00e9cie Reniformis (<em>Rotylenchulus reniformis<\/em>), que tem este nome porque, quando na fase adulta, tem a forma de um rim, ocupa o terceiro lugar no p\u00f3dio de incid\u00eancia nas \u00e1reas produtivas, com 14%.<\/p>\n<p>Uma vez que a infesta\u00e7\u00e3o ocorre, zerar sua ocorr\u00eancia \u00e9 praticamente imposs\u00edvel. \u201cO que podemos fazer \u00e9 investir numa conviv\u00eancia controlada com a doen\u00e7a, como faz um paciente com problemas de press\u00e3o sangu\u00ednea ou diabetes. Ele tem de monitorar sempre e adotar medidas para manter os \u00edndices sob controle\u201d, compara Perina.<\/p>\n<p>Essas medidas, segundo o fitopatologista, s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos qu\u00edmicos, biol\u00f3gicos, gen\u00e9ticos e culturais. Os qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos s\u00e3o feitos atrav\u00e9s de nematicidas, sejam princ\u00edpios ativos moleculares, aplicados no tratamento industrial de sementes ou diretamente no solo, ou, no caso biol\u00f3gicos, fungos e bact\u00e9rias. Os m\u00e9todos gen\u00e9ticos se referem ao uso de plantas resistentes, e os culturais s\u00e3o os relativos \u00e0s pr\u00e1ticas agron\u00f4micas. \u201cQuanto mais simplificada \u00e9 a matriz produtiva, pior. \u00c9 preciso haver diversidade no sistema. Por isso, a rota\u00e7\u00e3o de culturas \u00e9 essencial sobretudo quando alterna plantas de cobertura, como determinados tipos de crotal\u00e1rias ou brachi\u00e1rias, que s\u00e3o m\u00e1s hospedeiras ou antagonistas aos nematoides\u201d, explica Fabiano Perina.<\/p>\n<p>H\u00e1, pelo menos, tr\u00eas esp\u00e9cies de nematoides que s\u00e3o nativas e frequentes no cerrado, e pelo menos uma ataca a soja. \u201cVieram para c\u00e1 de carona em m\u00e1quinas agr\u00edcolas oriundas de outros estados. As m\u00e1quinas s\u00e3o ve\u00edculos de contamina\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m entre as fazendas, ou mesmo entre os diferentes talh\u00f5es de uma mesma propriedade rural. Por isso, \u00e9 muito importante fazer a sua limpeza antes do uso. Uma medida simples e eficaz\u201d, conclui Perina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parasita com grande potencial de dano foi encontrada em lavouras mineiras Pesquisadores da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o (Abapa), Embrapa Algod\u00e3o e Funda\u00e7\u00e3o Bahia est\u00e3o observando uma nova esp\u00e9cie de nematoide das galhas no Brasil. 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