{"id":174202,"date":"2021-05-06T09:11:42","date_gmt":"2021-05-06T13:11:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=174202"},"modified":"2021-05-06T10:24:31","modified_gmt":"2021-05-06T14:24:31","slug":"seca-atrasa-milho-afeta-ganho-de-produtor-e-encarece-carne-ovos-e-leite","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=174202","title":{"rendered":"Seca atrasa milho, afeta ganho de produtor e encarece carne, ovos e leite"},"content":{"rendered":"<p>O clima seco est\u00e1 interferindo no desenvolvimento das lavouras, principalmente na safra de inverno, que \u00e9 quando os agricultores plantam e colhem a maior parte do milho produzido no ano. O resultado poder\u00e1 ser sentido, j\u00e1 nas pr\u00f3ximas semanas, na conta do supermercado. Isso porque, com menos milho dispon\u00edvel no mercado, os pre\u00e7os sobem e, consequentemente, tamb\u00e9m sobem os custos para produzir frangos, ovos, carne e leite (e tudo o que deriva desses ingredientes).<\/p>\n<p>A agricultura segue um calend\u00e1rio que precisa ser cumprido \u00e0 risca: no final do ano, inicia-se a safra de ver\u00e3o, com o plantio de soja e milho. Com as chuvas do per\u00edodo, as lavouras crescem r\u00e1pido para serem colhidas entre meados de fevereiro e abril para, ent\u00e3o, plantar a safra de inverno. S\u00f3 que, no ano passado, a chuva n\u00e3o veio, os plantios de ver\u00e3o atrasaram, assim como a colheita, empurrando a safra de inverno (tamb\u00e9m chamada de safrinha ou segunda safra) para frente.<\/p>\n<p>Resultado: houve queda na produtividade das lavouras de milho do ver\u00e3o, a janela de cultivo para o milho do inverno encurtou, o clima continuou seco, as pragas atacaram as lavouras e os pre\u00e7os est\u00e3o em alta.<\/p>\n<p>Por um lado, pode ser bom para o agricultor &#8211; se ele n\u00e3o perder todo o milho plantado e amargar um baita preju\u00edzo, vai vender a commodity por pre\u00e7os mais valorizados no mercado internacional. Por outro, \u00e9 ruim para o consumidor, que vai sentir no bolso mais uma alta no pre\u00e7o dos alimentos.<\/p>\n<p><strong>Sobe e desce do milho<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/milho-grao-G1MS.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-119658 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/milho-grao-G1MS.jpg\" alt=\"\" width=\"597\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/milho-grao-G1MS.jpg 1000w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/milho-grao-G1MS-300x167.jpg 300w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/milho-grao-G1MS-768x428.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As expectativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a produ\u00e7\u00e3o de milho em 2021 come\u00e7aram em alta. Em mar\u00e7o, a empresa projetou que o pa\u00eds produziria 105 milh\u00f5es de toneladas do cereal, 2,9% a mais do que no ano passado. Deste volume, 25 milh\u00f5es de toneladas de milho seriam produzidos na safra ver\u00e3o, e 80 milh\u00f5es de toneladas, na segunda safra (cultivados em 14,68 milh\u00f5es de hectares, \u00e1rea 6,7% maior que a de 2020). A\u00ed, veio a estiagem&#8230;<\/p>\n<p>Os problemas no campo come\u00e7aram no in\u00edcio da safra de ver\u00e3o, em setembro de 2020, com o fen\u00f4meno La Ni\u00f1a. Com os atrasos (o agricultor esperou muito por chuvas), agora \u00e9 a safrinha, que come\u00e7ou a ser semeada mais tarde, que sofre. A seca persiste e j\u00e1 se estimam corte de 10 milh\u00f5es de toneladas na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em nota, a Conab afirmou &#8220;que, enquanto a safrinha de milho n\u00e3o come\u00e7ar a ser colhida, vai faltar milho no Brasil no primeiro semestre&#8221;. A empresa apontou que, s\u00f3 no mercado dom\u00e9stico, o consumo do cereal \u00e9 de 36 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Com as 23,91 milh\u00f5es de toneladas da safra de ver\u00e3o dispon\u00edveis, a diferen\u00e7a entre a demanda e a oferta agora \u00e9 de 12 milh\u00f5es de toneladas. Para resolver a situa\u00e7\u00e3o, o governo vai usar 10 milh\u00f5es de toneladas dos estoques e importar mais 1 milh\u00e3o de toneladas de milho do Paraguai, Argentina, Estados Unidos ou Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>50 dias sem chuvas<\/strong><\/p>\n<p>Felippe Reis, da Geosys Brasil, empresa que monitora o clima nas principais regi\u00f5es agr\u00edcolas do pa\u00eds, alerta para uma situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica em regi\u00f5es como o Paran\u00e1 e Mato Grosso do Sul, onde n\u00e3o chove h\u00e1 mais de 50 dias. &#8220;O ac\u00famulo de chuvas no solo \u00e9 o mais baixo dos \u00faltimos 30 anos&#8221;, afirmou. A expectativa \u00e9 que chova nos pr\u00f3ximos dias. As previs\u00f5es, por\u00e9m, s\u00f3 indicam chuvas regulares a partir do dia 10 de maio.<\/p>\n<p>O consultor Paulo Molinari, da Ag\u00eancia Safras, explica que, agora na safrinha, os n\u00fameros da produ\u00e7\u00e3o de milho foram todos revisados para baixo devido \u00e0 seca nas regi\u00f5es produtoras. &#8220;Foram registradas perdas significativas nas lavouras do Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s e Mato Grosso&#8221;, disse ele. A produtividade m\u00e9dia da safrinha nessas regi\u00f5es deve ficar em 4.915 quilos por hectare, abaixo dos 5.537 quilos por hectare colhidos na safrinha passada.<\/p>\n<figure style=\"width: 364px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" loaded\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/ed\/2021\/05\/05\/presidente-da-associacao-brasileira-dos-produtores-de-milho-abramilho-e-produtor-rural-cesario-ramalho-3-1620229828678_v2_600x800.jpg.webp\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"485\" data-src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/ed\/2021\/05\/05\/presidente-da-associacao-brasileira-dos-produtores-de-milho-abramilho-e-produtor-rural-cesario-ramalho-3-1620229828678_v2_600x800.jpg.webp\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;600x800&quot;}\" data-crazyload=\"loaded\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), e produtor rural, Ces\u00e1rio Ramalho<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em regi\u00f5es como Norte e Nordeste, a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 menos complicada. Por l\u00e1, o volume de milho estimado, em torno de 10,4 milh\u00f5es de toneladas, deve se manter, e a produtividade deve ser at\u00e9 maior este ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Mato Grosso, importante \u00e1rea produtiva que deve colher 30,4 milh\u00f5es de toneladas de milho na safrinha, choveu mais que nas outras regi\u00f5es, mas de forma irregular. O Instituto Matogrossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea) informou que aguarda mais chuvas nas pr\u00f3ximas duas semanas para salvar as lavouras que foram plantadas com atraso.<\/p>\n<p>Se as secas continuarem, o preju\u00edzo para os agricultores ser\u00e1 muito impactante, talvez o maior dos \u00faltimos anos. &#8220;Tem produtores que v\u00e3o perder mais de metade da lavoura de milho&#8221;, lamenta o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), e produtor rural, Ces\u00e1rio Ramalho. &#8220;Pelo menos nos pr\u00f3ximos dois ou tr\u00eas anos, enfrentaremos dificuldades para equilibrar a oferta e a demanda do mercado&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o Imea, os agricultores que plantaram o milho no per\u00edodo ideal est\u00e3o em uma situa\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel, j\u00e1 que v\u00e3o conseguir comercializar o cereal com vantagem. Na Bolsa de Chicago, o milho atingiu US$ 7\/bushel (medida do gr\u00e3o), maior pre\u00e7o desde 2013.<\/p>\n<p><strong>Existe menos milho no mundo<\/strong><\/p>\n<p>O presidente da Abramilho, explicou que, por mais que existam tecnologias agregadas no milho, como as variedades mais resistentes \u00e0 seca, o clima ainda \u00e9 um fator predominante na cultura e tem sido um problema recorrente em todos os pa\u00edses produtores como Estados Unidos, China e Argentina, os maiores produtores, respectivamente.<\/p>\n<p>No Hemisf\u00e9rio Norte, o problema \u00e9 o excesso de chuvas e a neve, enquanto no Sul, a seca. &#8220;Temos menos milho no mundo, e o Brasil \u00e9 o \u00fanico grande produtor que tem a possibilidade de plantar duas safras&#8221;, lembrou. &#8220;\u00c9 uma riqueza brasileira, mas infelizmente, para o consumidor final, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma vantagem. Os pre\u00e7os dos alimentos v\u00e3o subir&#8221;.<\/p>\n<p>Ramalho lembra tamb\u00e9m que o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos brasileiros. &#8220;N\u00e3o \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o boa para nenhum consumidor porque, ao mesmo tempo em que a oferta cai, o consumo aumenta em todo o planeta, n\u00e3o h\u00e1 como formar estoques.&#8221;<\/p>\n<p>A oferta de milho diminuiu em todos os pa\u00edses produtores enquanto a demanda s\u00f3 aumentou no planeta todo, principalmente no per\u00edodo de isolamento social imposto pela pandemia, diz Ramalho. &#8220;Na pandemia, o consumo de carnes aumentou em todo o mundo, sobretudo na China, e, para produzir prote\u00ednas, n\u00f3s precisamos de milho&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: o milho \u00e9 o principal ingrediente das ra\u00e7\u00f5es formuladas para as cria\u00e7\u00f5es na pecu\u00e1ria. Frangos de corte e de ovos, su\u00ednos, peixes, bois e vacas leiteiras dependem do milho para engordar e produzir. A ra\u00e7\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 70% do custo de cria\u00e7\u00e3o na pecu\u00e1ria. &#8220;O [pre\u00e7o do] milho sobe, o custo de produ\u00e7\u00e3o de carnes sobe e todos os produtos que v\u00e3o para o consumidor final tamb\u00e9m.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Socorro do governo<\/strong><\/p>\n<p>Para minimizar o preju\u00edzo e estimular o plantio de milho na pr\u00f3xima safra, na semana passada o governo aprovou, pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), ofertas de mais cr\u00e9dito e mecanismos de apoio \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o de milho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"loaded alignleft\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/21\/2021\/05\/05\/ariovaldo-zani-vice-presidente-do-sindicato-nacional-da-industria-de-alimentacao-animal-sindiracoes-1620230266310_v2_600x600.jpg.webp\" width=\"362\" height=\"362\" data-src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/21\/2021\/05\/05\/ariovaldo-zani-vice-presidente-do-sindicato-nacional-da-industria-de-alimentacao-animal-sindiracoes-1620230266310_v2_600x600.jpg.webp\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;600x600&quot;}\" data-crazyload=\"loaded\" \/>&#8220;As medidas s\u00e3o uma resposta \u00e0 forte demanda mundial por alimentos e \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, que impulsionaram as exporta\u00e7\u00f5es de gr\u00e3os e reduziram a disponibilidade local de insumos para ra\u00e7\u00e3o animal&#8221;, declarou o diretor de Cr\u00e9dito e Informa\u00e7\u00e3o da Secretaria de Pol\u00edtica Agr\u00edcola do Minist\u00e9rio da Agricultura, Wilson Vaz de Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>O CMN aumentou o limite de financiamento para a produ\u00e7\u00e3o de milho, a partir do dia 1\u00ba de julho, de R$ 3 milh\u00f5es para R$ 4 milh\u00f5es por produtor. A partir da mesma data, os m\u00e9dios agricultores ter\u00e3o acesso ao custeio para o plantio, no limite de R$ 1,75 milh\u00e3o. Antes, o teto era de R$ 1,5 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra medida permite, excepcionalmente, usar o Financiamento para Garantia de Pre\u00e7os ao Produtor (FGPP) para a aquisi\u00e7\u00e3o de milho, limitado a R$ 65 milh\u00f5es por benefici\u00e1rio, admitindo o pre\u00e7o de mercado como refer\u00eancia ao inv\u00e9s do pre\u00e7o m\u00ednimo. &#8220;Todas essas medidas, por\u00e9m, ser\u00e3o vistas a partir da pr\u00f3xima safra&#8221;, lembra Ramalho.<\/p>\n<p>Para efeitos imediatos, a C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex), \u00f3rg\u00e3o ligado ao Minist\u00e9rio da Economia, anunciou mais uma a suspens\u00e3o da al\u00edquota do imposto de importa\u00e7\u00e3o do milho at\u00e9 o fim do ano, como ocorreu com o arroz em 2020. A medida vale tamb\u00e9m para soja, \u00f3leo e farelo de soja, ingredientes que comp\u00f5em as ra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Vale lembrar que est\u00e1 faltando milho no mercado e a suspens\u00e3o do imposto vem para tentar esfriar os pre\u00e7os&#8221;, destacou Ariovaldo Zani, vice-presidente do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Alimenta\u00e7\u00e3o Animal (Sindira\u00e7\u00f5es). A estrat\u00e9gia, segundo ele, pode at\u00e9 prejudicar o setor. &#8220;Quem tem milho acaba segurando o produto para esperar novas altas de pre\u00e7os e isso atrapalha a capacidade de compra do produtor, que est\u00e1 pagando para produzir.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Ovos mais caros<\/strong><\/p>\n<figure style=\"width: 599px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" loaded\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/f2\/2021\/05\/05\/presidente-da-associacao-brasileira-de-proteina-animal-abpa-ricardo-santin-1620230529748_v2_956x500.jpg.webp\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"313\" data-src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/f2\/2021\/05\/05\/presidente-da-associacao-brasileira-de-proteina-animal-abpa-ricardo-santin-1620230529748_v2_956x500.jpg.webp\" data-crop=\"{&quot;xs&quot;:&quot;615x300&quot;,&quot;sm&quot;:&quot;956x500&quot;}\" data-crazyload=\"loaded\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Ariovaldo Zani, vice-presidente do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Alimenta\u00e7\u00e3o Animal (Sindira\u00e7\u00f5es)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A escassez no mercado \u00e9 grande, e nem pa\u00edses do Mercosul como Paraguai e Argentina est\u00e3o conseguindo suprir a demanda por milho. A ind\u00fastria de ra\u00e7\u00f5es anunciou que est\u00e1 tendo dificuldades para comprar o cereal e negociam com os Estados Unidos e a Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>No carrinho do supermercado do brasileiro, o ovo veio ganhando espa\u00e7o nos \u00faltimos anos. &#8220;H\u00e1 20 anos, cada brasileiro comia 94 unidades de ovo por ano. Dez anos atr\u00e1s, o n\u00famero saltou para 148 ovos por ano e hoje, s\u00e3o 251 unidades por ano&#8221;, disse o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA), Ricardo Santin.<\/p>\n<p>A expectativa, \u00e9 que neste ano, o consumo alcance 265 unidades por brasileiro. &#8220;Houve uma quebra dos tabus que envolviam o consumo de ovo e a ci\u00eancia mostrou que \u00e9 um alimento saud\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n<p>O setor aponta que aumentaram os custos de produ\u00e7\u00e3o. Em maio de 2020, a saca de milho era comprada pelos produtores de ovos por R$ 46, e hoje em dia, gira em torno de R$ 98 (uma alta de 113%).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os insumos, como embalagens descart\u00e1veis, tiveram alta de 20% nos \u00faltimos meses e, portanto, n\u00e3o vai ter jeito: o ovo tamb\u00e9m vai ficar mais caro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/reportagens-especiais\/agronegocio-seca-atrasa-safra-do-milho-e-encarece-carne-ovos-e-outros-produtos\/index.htm\">V<span class=\"author\">iviane Taguchi<\/span> <span class=\"locale\">Colabora\u00e7\u00e3o para o UOL, de S\u00e3o Paulo<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O clima seco est\u00e1 interferindo no desenvolvimento das lavouras, principalmente na safra de inverno, que \u00e9 quando os agricultores plantam e colhem a maior parte do milho produzido no ano. 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