{"id":180681,"date":"2021-07-19T08:32:28","date_gmt":"2021-07-19T12:32:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=180681"},"modified":"2021-07-19T08:32:28","modified_gmt":"2021-07-19T12:32:28","slug":"agencia-brasil-explica-as-vacinas-contra-covid-19-usadas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=180681","title":{"rendered":"Ag\u00eancia Brasil explica as vacinas contra covid-19 usadas no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Seis meses depois da primeira dose de vacina contra covid-19 aplicada no pa\u00eds, em 17 de janeiro, os benef\u00edcios da vacina\u00e7\u00e3o no combate \u00e0 pandemia s\u00e3o claros em hospitais do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), e, pela primeira vez desde dezembro de 2020, nenhum estado brasileiro est\u00e1 com mais de 90% dos leitos de unidade de terapia intensiva ocupados. A prote\u00e7\u00e3o conferida pelas vacinas j\u00e1 tinha sido observada quando o percentual de idosos em rela\u00e7\u00e3o ao total de internados caiu ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o dessa faixa et\u00e1ria, e o cen\u00e1rio atual confirma novamente que as vacinas produzem n\u00edveis elevados de prote\u00e7\u00e3o contra casos graves da doen\u00e7a, que j\u00e1 matou mais de 500 mil pessoas no pa\u00eds.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1415660&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1415660&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Os mais de 82 milh\u00f5es de brasileiros que receberam ao menos uma dose tiveram seus sistemas imunol\u00f3gicos estimulados por tr\u00eas diferentes tecnologias &#8211; duas delas in\u00e9ditas em campanhas de vacina\u00e7\u00e3o no pa\u00eds e no mundo at\u00e9 a pandemia. A <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong> explica as diferen\u00e7as entre CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen, e por que todas s\u00e3o consideradas seguras e eficazes para se proteger da covid-19.<\/p>\n<h2>Todas protegem contra casos graves<\/h2>\n<p>Apesar dos mal compreendidos percentuais de efic\u00e1cia de cada uma dessas vacinas, a diretora da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm), M\u00f4nica Levi, explica que as quatro foram submetidas a rigorosos protocolos de testagem, com resultados checados por ag\u00eancias reguladoras de credibilidade reconhecida, como a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). O processo de desenvolvimento de uma vacina inclui testes em laborat\u00f3rio e tr\u00eas etapas de testes em humanos, envolvendo milhares de volunt\u00e1rios, e os resultados s\u00e3o analisados pela comunidade cient\u00edfica e por \u00f3rg\u00e3os reguladores de diferentes pa\u00edses.<\/p>\n<p>Diante disso, a m\u00e9dica ressalta que recusar uma vacina espec\u00edfica ou atrasar a aplica\u00e7\u00e3o para esperar outra vacina s\u00e3o decis\u00f5es que n\u00e3o fazem sentido e amea\u00e7am a sa\u00fade individual e coletiva.<\/p>\n<p>\u201cQualquer um de n\u00f3s pode ter uma forma grave e pode ir a \u00f3bito. N\u00e3o d\u00e1 para negar uma vacina que vai te proteger principalmente desses desfechos. Todas as vacinas utilizadas no pa\u00eds est\u00e3o mostrando efetividade para formas graves e para mortes, o que, nesse momento, \u00e9 o que a gente mais se preocupa. Esse \u00e9 o objetivo principal, e todas est\u00e3o cumprindo o seu papel\u201d, afirma a diretora da SBIm. \u201cA escolha de recusar e adoecer n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sua. Voc\u00ea vai fazer outros adoecerem tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<h2>Vacina eficaz<\/h2>\n<p>M\u00f4nica Levi desmistifica a taxa de efic\u00e1cia da CoronaVac, cuja interpreta\u00e7\u00e3o errada tem levado pessoas a preferirem outras vacinas e at\u00e9 a recusarem a vacina\u00e7\u00e3o. Segundo estudos de fase 3 realizados pelo Butantan, a vacina tem efic\u00e1cia de 50,38% contra infec\u00e7\u00f5es do SARS-CoV-2. O percentual pode parecer baixo frente a imunizantes que tiveram mais de 90% de efic\u00e1cia na fase tr\u00eas, mas os mesmos estudos conduzidos pelo instituto paulista tamb\u00e9m mostraram que a vacina protegeu 100% dos volunt\u00e1rios contra casos graves e teve uma efic\u00e1cia de 78% contra casos leves de covid-19. A prote\u00e7\u00e3o da vacina &#8220;no mundo real&#8221;, chamada de efetividade, foi confirmada pelo estudo realizado em Serrana, em que a aplica\u00e7\u00e3o em massa da CoronaVac fez os casos sintom\u00e1ticos de covid-19 ca\u00edrem 80%, as interna\u00e7\u00f5es, 86%, e as mortes, 95%.<\/p>\n<p>A diretora da SBIm explica que o percentual que resulta dos estudos cl\u00ednicos de fase 3 n\u00e3o pode ser usado para classificar as vacinas, porque o n\u00famero tamb\u00e9m sofre impacto do desenho desses estudos, como os crit\u00e9rios para a testagem dos volunt\u00e1rios e o perfil da popula\u00e7\u00e3o analisada. Como os testes cl\u00ednicos da vacina no Brasil tiveram como principal p\u00fablico os profissionais de sa\u00fade da linha de frente na pandemia, ela explica que \u00e9 natural que o percentual de efic\u00e1cia calculado tenha sido menor que o de outros imunizantes, j\u00e1 que seus volunt\u00e1rios estavam mais expostos.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">\n<figure style=\"width: 601px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"REUTERS\/Thomas Peter\/Direitos Reservados\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/tVHPl2PqnLP8docoyt7CbDOEv7I=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2020-10-06t123727z_1_lynxmpeg9516a_rtroptp_4_saude-coronavirus-chinaoms-vacinas.jpg?itok=g7Bsex7h\" alt=\"Caixas com vacinas experimentais contra Covid-19 da Sinovac em Pequim. coronavac\" width=\"601\" height=\"401\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Caixas com vacinas experimentais contra Covid-19 da Sinovac em Pequim. coronavac &#8211; REUTERS\/Thomas Peter\/Direitos Reservados<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cSe voc\u00ea pega um grupo de 100 pessoas que todos os dias est\u00e3o em contato com a covid-19, e um grupo de 100 pessoas que est\u00e3o mantendo distanciamento em casa, obviamente o grupo que est\u00e1 mais exposto vai ter \u00edndices maiores de infec\u00e7\u00e3o, independentemente de que vacina for\u201d, afirma a pesquisadora, que exemplifica que testes em diferentes pa\u00edses chegaram a percentuais diferentes para as mesma vacinas porque, al\u00e9m disso, h\u00e1 diferen\u00e7as de contexto epidemiol\u00f3gico, faixas et\u00e1rias pesquisadas e comportamento da popula\u00e7\u00e3o estudada.<\/p>\n<table class=\"dcf-table dcf-table-responsive dcf-table-bordered dcf-table-striped dcf-w-100%\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><em>Leia tamb\u00e9m:<\/em><br \/>\n<strong><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2021-07\/vacina-magnetizada-microchips-na-injecao-veja-os-fatos-sobre-vacinas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00bb Vacina magnetizada? Microchips na inje\u00e7\u00e3o? Veja os fatos sobre vacinas<\/a><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u201c\u00c9 um erro comparar [taxas de efic\u00e1cia]. Os desenhos dos estudos, as popula\u00e7\u00f5es estudadas e os riscos de infec\u00e7\u00e3o eram muito diferentes. Se voc\u00ea colocasse a Pfizer, a AstraZeneca e a Janssen com a mesma popula\u00e7\u00e3o em que foi estudada a CoronaVac aqui no Brasil, os resultados delas n\u00e3o seriam os mesmos [que os publicados ap\u00f3s a fase 3]\u201d, pondera ela, que esclarece que esses percentuais s\u00e3o, sim, importantes, porque s\u00e3o necess\u00e1rios para a avalia\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os regulat\u00f3rios, que exigem um m\u00ednimo de 50% de efic\u00e1cia. Apesar disso, o mais importante \u00e9 a efetividade da vacina no mundo real, verificada na vacina\u00e7\u00e3o em massa e em experimentos como o da CoronaVac em Serrana e da AstraZeneca em Botucatu e Paquet\u00e1.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da efetividade contra casos graves, outra semelhan\u00e7a entre as vacinas usadas no pa\u00eds e no mundo de modo geral \u00e9 o alvo dos imunizantes: a prote\u00edna S, que forma os espinhos usados pelo coronav\u00edrus na hora de se ligar \u00e0s c\u00e9lulas humanas. Ainda que com mecanismos diferentes, Pfizer, Janssen e Oxford\/AstraZeneca estimulam nossas c\u00e9lulas a conhecerem essa prote\u00edna e a se prepararem para neutraliz\u00e1-la, enquanto a CoronaVac apresenta ao nosso organismo todo o v\u00edrus, j\u00e1 inativado por rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, fazendo com que nossas defesas reconhe\u00e7am a prote\u00edna S e outras estruturas.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">\n<figure style=\"width: 754px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Arte - Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/5tF4zVi7LGH-9ZgNPz5B14rLKHk=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/info_tipos_vacinas02.png?itok=ZraSOh3y\" alt=\"Infogr\u00e1fico mostra os diferentes tipos de vacinas oferecidas no Brasil.\" width=\"754\" height=\"1535\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Infogr\u00e1fico mostra os diferentes tipos de vacinas oferecidas no Brasil. &#8211; Arte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>\nCoronaVac<\/h2>\n<p>A primeira vacina contra o SARS-CoV-2 aplicada no Brasil\u00a0fora dos testes cl\u00ednicos\u00a0foi a CoronaVac. A vacina foi desenvolvida pelo laborat\u00f3rio chin\u00eas Sinovac, que foi parceiro do Instituto Butantan nos testes e na produ\u00e7\u00e3o da vacina.<\/p>\n<p>Como foi a primeira a ser entregue em grande quantidade, somando mais de 36 milh\u00f5es das 44 milh\u00f5es (82%) de doses recebidas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade at\u00e9 o fim de mar\u00e7o, a vacina do Butantan atendeu aos primeiros da fila das prioridades e protegeu grupos de maior risco no segundo pico da pandemia, quando a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes superou 3 mil v\u00edtimas di\u00e1rias.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cSalvou muitas vidas, e a gente viu baixar a idade m\u00e9dia das interna\u00e7\u00f5es em UTIs e mortes para os 40 e 50 anos, porque um percentual muito grande dos idosos j\u00e1 estavam vacinados\u201d<\/em>, lembra M\u00f4nica Levi.<\/p><\/blockquote>\n<p>Desde ent\u00e3o, mais de 44 milh\u00f5es de doses da CoronaVac foram aplicadas no pa\u00eds, o que equivale a cerca de 40% de todas as aplica\u00e7\u00f5es realizadas. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade continua a receber e a distribuir a vacina, j\u00e1 que contratou 100 milh\u00f5es de doses junto ao Instituto Butantan.<\/p>\n<p>O imunizante \u00e9 o \u00fanico dos utilizados at\u00e9 o momento no pa\u00eds que se baseia em uma tecnologia que j\u00e1 era usada no Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es. Trata-se de uma vacina de v\u00edrus inativado, que cont\u00e9m o microorganismo &#8220;morto&#8221;, para que nossas defesas consigam conhec\u00ea-lo e se preparar para uma infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A CoronaVac requer duas doses, que devem ser aplicadas em um intervalo de duas a quatro semanas, segundo a bula, que foi aprovada com autoriza\u00e7\u00e3o de uso emergencial pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">\n<figure style=\"width: 754px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"REUTERS\/Henry Nicholls\/Direitos Reservados\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/8FalLNBdcAc-aj4oN6nYb51Tf_s=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2021-06-18t130455z_463290715_rc213o9s60tg_rtrmadp_3_health-coronavirus-eu-astrazeneca.jpg?itok=__HjXAgp\" alt=\"AstraZeneca\" width=\"754\" height=\"503\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">AstraZeneca &#8211; REUTERS\/Henry Nicholls\/Direitos Reservados<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>\nOxford\/AstraZeneca<\/h2>\n<p>Ainda em janeiro, o Brasil tamb\u00e9m aplicou a primeira dose da vacina Oxford\/AstraZeneca contra covid-19. As primeiras doses usadas no pa\u00eds vieram do Instituto Serum, na \u00cdndia, mas, a partir de mar\u00e7o, chegaram aos postos de vacina\u00e7\u00e3o as doses produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiol\u00f3gicos da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos\/Fiocruz).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m chamada de vacina de Oxford, Covishield e vacina covid-19 (recombinante), a Oxford\/AstraZeneca foi uma das primeiras vacinas de vetor viral a serem usadas em campanhas de vacina\u00e7\u00e3o no mundo, junto da Janssen e da Sputnik V. O nome vetor viral significa que outro v\u00edrus \u00e9 usado para transportar as informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas do SARS-CoV-2, que far\u00e3o nossas defesas reagirem. No caso dessa vacina, o vetor usado \u00e9 um adenov\u00edrus de chimpanz\u00e9 que n\u00e3o \u00e9 capaz de se replicar e foi modificado em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Com mais de 52 milh\u00f5es de doses aplicadas, a Oxford\/AstraZeneca era a vacina mais usada no pa\u00eds, segundo dados consultados em 15 de julho no <a href=\"https:\/\/qsprod.saude.gov.br\/extensions\/DEMAS_C19Vacina\/DEMAS_C19Vacina.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">vacin\u00f4metro do LocalizaSUS<\/a>. Isso equivale a 46% das doses aplicadas. O Brasil contratou 100,4 milh\u00f5es de doses dessa vacina por meio de um acordo de encomenda tecnol\u00f3gica assinado no ano passado com a farmac\u00eautica europeia, montante que deve terminar de ser produzido em Bio-Manguinhos em agosto, a partir de ingrediente farmac\u00eautico ativo (IFA) importado do laborat\u00f3rio chin\u00eas WuXi Biologics.<\/p>\n<p>Segundo a Fiocruz, o pa\u00eds acrescentou \u00e0 encomenda mais 70 milh\u00f5es de doses que devem ser produzidas ainda este ano com mais lotes de IFA importado. Al\u00e9m disso, cerca de 50 milh\u00f5es de doses dessa vacina devem ser inteiramente fabricadas no pa\u00eds at\u00e9 o fim de 2021. Por fim, mais 14 milh\u00f5es de doses dessa vacina devem chegar ao Brasil por meio do cons\u00f3rcio internacional Covax Facility, ao qual o governo encomendou vacinas para cerca de 10% da popula\u00e7\u00e3o. Desse modo, a vacina de Oxford responde por mais de um ter\u00e7o das\u00a0 mais de 660 milh\u00f5es de doses previstas pelo Plano Nacional de Operacionaliza\u00e7\u00e3o da Vacina\u00e7\u00e3o contra Covid-19 para 2021.<\/p>\n<p>A Oxford\/AstraZeneca tamb\u00e9m foi testada em volunt\u00e1rios brasileiros no ano passado e recebeu registro definitivo da Anvisa neste ano. O esquema vacinal proposto prev\u00ea duas doses, aplicadas com intervalos de quatro a 12 semanas. Entre janeiro e junho, a vacina foi administrada com 12 semanas de intervalo, mas, a partir de julho, alguns estados e munic\u00edpios decidiram encurtar esse per\u00edodo para oito semanas, diante da chegada da variante Delta do SARS-CoV-2 ao Brasil.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">\n<figure style=\"width: 754px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Reuters\/Denis Balibouse\/ Direitos Reservados\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/-lRZdNlfUE6nDbeM0PSXRQql9mo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2021-04-29t225656z_1895808899_rc2y5n9zrig8_rtrmadp_3_health-coronavirus-pfizer.jpg?itok=RWQNKF8D\" alt=\"FILE PHOTO: Vials of the Pfizer-BioNTech vaccine against COVID-19\" width=\"754\" height=\"503\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Frascos da vacina ComiRNAty, da Pfizer\/BioNTech, que usam a tecnologia de RNA mensageiro\u00a0&#8211; Reuters\/Denis Balibouse\/ Direitos Reservados<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>\nPfizer\/BioNTech<\/h2>\n<p>A terceira vacina contra covid-19 aplicada nos brasileiros foi a da Pfizer\/Biontech, que come\u00e7ou a ser usada no pa\u00eds em maio, mas tamb\u00e9m foi testada em brasileiros no ano passado. A plataforma tecnol\u00f3gica por tr\u00e1s dessa vacina \u00e9 considerada inovadora, j\u00e1 que as doses cont\u00eam apenas part\u00edculas de RNA mensageiro do coronav\u00edrus produzidas sinteticamente. Esse \u00e1cido nucleico sint\u00e9tico leva informa\u00e7\u00f5es que permitem que nossas c\u00e9lulas repliquem a prote\u00edna S e a reconhe\u00e7am para preparar as defesas do organismo.<\/p>\n<p>O governo brasileiro contratou junto \u00e0 Pfizer a importa\u00e7\u00e3o de 200 milh\u00f5es de doses, sendo 100 milh\u00f5es at\u00e9 setembro e mais 100 milh\u00f5es no \u00faltimo trimestre do ano. Al\u00e9m disso, 842 mil doses chegaram ao Brasil via Covax Facility.\u00a0 At\u00e9 15 de julho, 11 milh\u00f5es de doses dessa vacina haviam sido aplicadas, o que corresponde a cerca de 10% do total de vacinas contra covid-19 administradas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A vacina da Pfizer tamb\u00e9m requer a aplica\u00e7\u00e3o de duas doses, cujo intervalo sugerido pelo fabricante \u00e9 de 21 dias. Apesar disso, pa\u00edses como o Brasil, o Reino Unido e o Canad\u00e1 decidiram estender esse prazo, com base em pesquisas que apontam que a vacina j\u00e1 produz imunidade na primeira dose. Mesmo assim, a segunda dose continua a ser necess\u00e1ria para que a vacina atinja a prote\u00e7\u00e3o ideal, e, no caso do Brasil, o prazo para receb\u00ea-la \u00e9 12 semanas depois da primeira.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\">\n<figure style=\"width: 754px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Reuters\/Eric Seals\/Direitos reservados\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/EdIrpMRu1phDQ9TzPCY04XFEzfc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2021-03-05t165031z_967749065_mt1usatoday15675318_rtrmadp_3_a-shipment-of-the-johnson-and-johnson-janssen-covid-19.jpg?itok=YOwp79tH\" alt=\"A shipment of the Johnson and Johnson Janssen Covid-19 vaccine arrived at the Oakland County Health Division North Oakland\" width=\"754\" height=\"539\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Lote de vacinas da Janssen, o \u00fanico imunizante dispon\u00edvel no Brasil que tem recomenda\u00e7\u00e3o de dose \u00fanica\u00a0&#8211; Reuters\/Eric Seals\/Direitos reservados<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>\nJanssen<\/h2>\n<p>Assim como a Oxford\/AstraZeneca, a vacina da Janssen foi testada no Brasil e em outros pa\u00edses e apresenta a tecnologia de vetor viral, com base em um adenov\u00edrus de humanos, em vez do v\u00edrus de chimpanz\u00e9s. A principal diferen\u00e7a dessa vacina em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais \u00e9 o seu esquema vacinal, que prev\u00ea uma dose \u00fanica, em vez de duas doses. Al\u00e9m disso, a Janssen n\u00e3o \u00e9 produzida no Brasil e chega ao pa\u00eds j\u00e1 pronta para aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O imunizante come\u00e7ou a ser usado no PNI em junho, sob autoriza\u00e7\u00e3o de uso emergencial concedida pela Anvisa.<\/p>\n<p>Mais de 3,6 milh\u00f5es de doses foram aplicadas at\u00e9 15 de julho, segundo o LocalizaSUS, o que faz da vacina a menos usada no pa\u00eds at\u00e9 agora, respondendo por 3% das doses aplicadas. O Brasil recebeu no m\u00eas passado de 3 milh\u00f5es de doses que foram doadas pelo governo dos Estados Unidos, e, at\u00e9 o fim do ano, devem chegar 38 milh\u00f5es de doses compradas pelo governo brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>* Por Vin\u00edcius Lisboa &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis meses depois da primeira dose de vacina contra covid-19 aplicada no pa\u00eds, em 17 de janeiro, os benef\u00edcios da vacina\u00e7\u00e3o no combate \u00e0 pandemia s\u00e3o claros em hospitais do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), e, pela primeira vez desde dezembro de 2020, nenhum estado brasileiro est\u00e1 com mais de 90% dos leitos de unidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":179906,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-180681","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/180681","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=180681"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/180681\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":180682,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/180681\/revisions\/180682"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/179906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=180681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=180681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=180681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}