{"id":182540,"date":"2021-08-11T09:22:28","date_gmt":"2021-08-11T13:22:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=182540"},"modified":"2021-08-11T09:22:28","modified_gmt":"2021-08-11T13:22:28","slug":"ms-insumos-e-maquinas-agricolas-puxam-custo-de-producao-da-soja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=182540","title":{"rendered":"MS: insumos e m\u00e1quinas agr\u00edcolas puxam custo de produ\u00e7\u00e3o da soja"},"content":{"rendered":"<p>Um levantamento feito pelo analista Alceu Richetti, da Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste (Dourados \/ MS) aponta os custos de produ\u00e7\u00e3o de soja no estado do Mato Grosso do Sul e a viabilidade econ\u00f4mica da cultura para a safra 2021\/2022.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que as estimativas de custos de produ\u00e7\u00e3o sirvam de balizamento para os produtores confrontarem com os de suas propriedades. Para o c\u00e1lculo o estado foi dividido em duas regi\u00f5es: a norte, representada pelos munic\u00edpios de Chapad\u00e3o do Sul, Costa Rica, S\u00e3o Gabriel do Oeste e Sonora; e a centro-sul, representada pelos munic\u00edpios de Amambai, Navira\u00ed, Dourados, Ponta Por\u00e3, Maracaju, Rio Brilhante e Sidrol\u00e2ndia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No centro-sul, o sistema de produ\u00e7\u00e3o predominante \u00e9 baseado na sucess\u00e3o soja\/milho safrinha. Entretanto, em alguns munic\u00edpios h\u00e1 o cultivo de cereais de inverno e de gram\u00edneas forrageiras, como as braqui\u00e1rias. Nessa regi\u00e3o, considerou-se uma propriedade t\u00edpica, com \u00e1rea m\u00e9dia de lavoura destinada ao cultivo da soja, correspondendo a 600 hectares. Da mesma forma que na regi\u00e3o centro-sul, na regi\u00e3o norte predomina o sistema soja\/milho safrinha e nas \u00e1reas em que n\u00e3o h\u00e1 a presen\u00e7a do milho safrinha cultiva-se sorgo, milheto, crotal\u00e1rias, nabo forrageiro e braqui\u00e1rias. Nessa regi\u00e3o, considerouse uma propriedade t\u00edpica, com \u00e1rea m\u00e9dia de lavoura destinada ao cultivo da soja, correspondendo a 800 hectares.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o centro-sul do estado, os insumos utilizados na safra 2021\/2022 correspondem, em m\u00e9dia, a 53,31% do custo total. Dentre os insumos, Richetti informa que os fertilizantes, as sementes e os inseticidas s\u00e3o os principais componentes que proporcionam percentual elevado, que somados seus percentuais atingem, em m\u00e9dia, 39,91% do custo total.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o norte de Mato Grosso do Sul, os insumos utilizados na cultura da soja atingiram, em m\u00e9dia, 55,05% do custo de produ\u00e7\u00e3o. Dentre os insumos, os fertilizantes, as sementes e os fungicidas somam, em m\u00e9dia, 43,69% do custo total. Comparando-se o custo dos insumos estimado para a safra 2021\/2022 com os da safra passada, percebe-se um aumento m\u00e9dio de 35,82%. O aumento maior observado foi com os fertilizantes.<\/p>\n<p>Foram consideradas tr\u00eas cultivares: soja RR, soja IPRO e soja convencional (n\u00e3o-transg\u00eanica). \u201cOs custos apresentados s\u00e3o calculados com base em pre\u00e7os m\u00e9dios, com o objetivo de fornecer um custo aproximado, tanto para as opera\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas quanto para os insumos agropecu\u00e1rios\u201d, diz Richetti.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No centro-sul, a produtividade estimada da soja foi de 3.600 kg\/ha (60 sc), tanto para a soja RR quanto para a IPRO e para a convencional. Na regi\u00e3o norte, a produtividade estimada foi de 4.200 kg\/ha , tanto para a soja RR quanto para a IPRO. Em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento da semente, adotou-se o modelo de tratamento industrial, o qual cont\u00e9m inseticida, fungicida e os micronutrientes cobalto e molibd\u00eanio.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador \u201cos custos de produ\u00e7\u00e3o da safra 2021\/2022 est\u00e3o elevados, devido ao aumento dos pre\u00e7os dos insumos e das m\u00e1quinas agr\u00edcolas. Assim, o pleno conhecimento dos custos contribui para melhorar a tomada de decis\u00e3o, bem como para verificar a rentabilidade do neg\u00f3cio da soja na pr\u00f3xima safra\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na safra 2020\/21, foram cultivados em Mato Grosso do Sul 3.5 milh\u00f5es de hectares com soja, assim distribu\u00eddos: 15,7% na regi\u00e3o norte, 21,7% na regi\u00e3o centro e 62,6% na regi\u00e3o sul. O total da produ\u00e7\u00e3o no Estado foi de 11,4 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>\u201cDeve-se considerar que cada propriedade apresenta particularidades quanto \u00e0 topografia, fertilidade dos solos, tipos de m\u00e1quinas, \u00e1rea plantada, n\u00edvel tecnol\u00f3gico e, at\u00e9 mesmo, aspectos administrativos, que a torna diferenciada quanto \u00e0 estrutura dos custos de produ\u00e7\u00e3o\u201d, finaliza o levantamento.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise completa pode ser acessada <a href=\"https:\/\/ainfo.cnptia.embrapa.br\/digital\/bitstream\/item\/224888\/1\/COT-262-2021.pdf\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um levantamento feito pelo analista Alceu Richetti, da Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste (Dourados \/ MS) aponta os custos de produ\u00e7\u00e3o de soja no estado do Mato Grosso do Sul e a viabilidade econ\u00f4mica da cultura para a safra 2021\/2022. 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