{"id":18964,"date":"2016-01-19T07:55:26","date_gmt":"2016-01-19T10:55:26","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=18964"},"modified":"2016-01-19T07:55:26","modified_gmt":"2016-01-19T10:55:26","slug":"excesso-de-chuvas-no-brasil-chama-atencao-e-soja-volta-do-feriado-em-alta-na-cbot-nesta-3a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=18964","title":{"rendered":"Excesso de chuvas no Brasil chama aten\u00e7\u00e3o e soja volta do feriado em alta na CBOT nesta 3\u00aa"},"content":{"rendered":"<div class=\"content sem-video sem-materia\">\n<div class=\"materia\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O mercado internacional da soja opera em campo positivo na sess\u00e3o desta ter\u00e7a-feira (19) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa iniciam hoje a semana, ap\u00f3s o feriado de Martin Luther King comemorado nesta segunda-feira (18) nos EUA, com altas entre 5,50 e 7 pontos, levando o contrato julho\/16 aos US$ 8,90 por bushel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, as cota\u00e7\u00f5es registram suas m\u00e1ximas desde o \u00faltimo dia 23 de dezembro, segundo informa a Reuters internacional na manh\u00e3 de hoje. E al\u00e9m das especula\u00e7\u00f5es em cima do mercado financeiro global &#8211; principalmente em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos n\u00fameros da China &#8211; as chuvas que chegam ao Brasil tamb\u00e9m passam a ganhar mais espa\u00e7o no radar dos traders.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se antes as preocupa\u00e7\u00f5es eram com as perdas causadas pela seca, o foco agora se volta para o excesso de umidade j\u00e1 comprometendo o desenvolvimento dos trabalhos de colheita em uma s\u00e9rie de estados produtores. Al\u00e9m disso, as precipita\u00e7\u00f5es j\u00e1 t\u00eam favorecido o aparecimento de doen\u00e7as t\u00edpicas desse condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas como essa, como o caso da ferrugem asi\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Previs\u00e3o do Tempo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para esta semana mais chuvas s\u00e3o previstas para o Centro-Norte do pa\u00eds. Nas regi\u00f5es Sudeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, os acumulados, em determinados pontos, podem passar de 100 mm nos per\u00edodo de 19 a 23 de janeiro. No Mato Grosso do Sul e regi\u00e3o Sul, por outro lado, o tempo deve ser de sol e calor. Por\u00e9m, essas condi\u00e7\u00f5es no estado ga\u00facho preocupam, uma vez que muitas \u00e1reas de soja est\u00e3o na fase de flora\u00e7\u00e3o e enchimento de gr\u00e3os, precisando de \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nesta semana um sistema meteorol\u00f3gico chamado de &#8220;Zona de Converg\u00eancia do Atl\u00e2ntico Sul (ZCAS)&#8221; ser\u00e1 respons\u00e1vel por chuva frequente e volumosa em grande parte do pa\u00eds. Este sistema caracteriza-se por uma extensa faixa de nebulosidade que se estende desde o Atl\u00e2ntico at\u00e9 o sul da Regi\u00e3o Norte, passando sobre parte do Sudeste e do Centro-Oeste. \u00a0Grandes \u00e1reas de instabilidade tamb\u00e9m v\u00e3o atuar no interior do Nordeste e v\u00e3o provocar chuvas intensas&#8221;, informou a Climatempo em seu boletim semanal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cdn.noticiasagricolas.com.br\/dbimagens\/95ccff8987ea74ec0f030f7abb239c2f.jpg\" alt=\"Figura 2 - CT\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Soja: Descolados da CBOT, pre\u00e7os superam paridade de exporta\u00e7\u00e3o em pra\u00e7as do interior do Brasil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pre\u00e7os da soja registram um bom momento neste in\u00edcio de ano no Brasil. As exporta\u00e7\u00f5es de 2015 foram bastante positivas, bem como o consumo interno, o que fez com que 2016 come\u00e7asse com baixos estoques, uma demanda ainda forte e uma taxa de c\u00e2mbio favor\u00e1vel. Nos principais portos de exporta\u00e7\u00e3o, as cota\u00e7\u00f5es do produto dispon\u00edvel superam h\u00e1 alguns dias os R$ 80,00 e, nesta segunda-feira (18), chegou, ao longo do dia, a registrar uma refer\u00eancia de R$ 86,00 por saca, com alta de 0,94% em rela\u00e7\u00e3o ao fechamento da \u00faltima sexta-feira (15). J\u00e1 o mercado a futuro tinha como refer\u00eancia os mesmos R$ 82,50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em alguns casos, os valores praticados no interior do pa\u00eds chegam at\u00e9 mesmo a ser mais competitivos do que patamares da exporta\u00e7\u00e3o. &#8220;Para o produto pronto, os pre\u00e7os no interior est\u00e3o acima da paridade. J\u00e1 para a disponibiliza\u00e7\u00e3o na pr\u00f3xima semana, por exemplo, os pre\u00e7os caem entre R$ 1,00 e R$ 2,00&#8221;, explica Camilo Motter, analista de mercado e economista da Granoeste Corretora de Cereais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta segunda, o mercado brasileiro trabalhou sem a refer\u00eancia da Bolsa de Chicago, que n\u00e3o operou em decorr\u00eancia do feriado de Martin Luther King nos EUA, deixando o mercado ainda mais travado. Ainda assim, por\u00e9m, os valores continuaram mostrando alguma sustenta\u00e7\u00e3o. Afinal, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel constatar o descolamento do mercado nacional do internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Temos um estoque de passagem no Brasil, em 31 de dezembro do ano passado, de apenas 127 mil toneladas de soja. Com uma produ\u00e7\u00e3o de 97 milh\u00f5es, um consumo dom\u00e9stico de 40,4 milh\u00f5es, 3 milh\u00f5es para semente e exporta\u00e7\u00f5es de 54 milh\u00f5es, ter\u00edamos um estoque negativo, em torno de 400 mil toneladas&#8221;, explica Marcos Ara\u00fajo, analista da Agrinvest Commodities.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, as vendas antecipadas da soja da safra 2015\/16 foram bastante elevadas, o que traz ainda mais preocupa\u00e7\u00e3o e, por parte dos produtores, cautela. As perdas registradas nesta temporada ainda est\u00e3o sendo contabilizadas, a produtividade \u00e9 incerta e faz que os produtores busquem n\u00e3o se comprometer com novos neg\u00f3cios. O quadro, portanto, que j\u00e1 come\u00e7a a sentir ainda um atraso na colheita agora por conta do excesso de chuvas, j\u00e1 come\u00e7a a gerar uma disputa tanto pela pouqu\u00edssima oferta da safra 2014\/15, quanto pela atrasada soja da 2015\/16.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao lado dessa ajustada rela\u00e7\u00e3o oferta x demanda e do d\u00f3lar ainda acima dos R$ 4,00 servindo como boa refer\u00eancia para as cota\u00e7\u00f5es, os pr\u00eamios positivos, e com tend\u00eancia de se fortalecerem ainda mais, completam o forte trip\u00e9 de forma\u00e7\u00e3o das cota\u00e7\u00f5es da soja brasileira neste momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu acredito em um fortalecimento dos basis (pr\u00eamios), que j\u00e1 vem acontecendo. Hoje, os valores para as posi\u00e7\u00f5es abril e maio t\u00eam de 20 a 25 cents de d\u00f3lar acima dos valores de Chicago. E a partir do segundo semestre, isso deve acontecer mais intensamente&#8221;, explica o analista da Agrinvest.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo dados divulgados pela Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior, tamb\u00e9m nesta segunda, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de soja nos primeiros 10 dias \u00fateis de janeiro j\u00e1 somam 137,1 mil toneladas. O volume registrado no mesmo per\u00edodo de 2015 foi de 85,3 mil toneladas. Em receita, o total gerado nestas duas primeiras semanas \u00e9 de R$ 50,3 milh\u00f5es, contra R$ 35,1 milh\u00f5es o mesmo intervalo do ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comercializa\u00e7\u00e3o e Pre\u00e7os no Interior<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um levantamento feito pela consultoria Safras &amp; Mercado aponta que, at\u00e9 o \u00faltimo dia 8 de janeiro, o \u00edndice de comercializa\u00e7\u00e3o da safra 2015\/16 de soja do Brasil estava em 49%. E at\u00e9 o momento, o \u00edndice n\u00e3o apresenta grandes altera\u00e7\u00f5es, uma vez que o mercado segue travado em praticamente todas as regi\u00f5es produtoras.\u00a0E o estado mais adiantado \u00e9 Goi\u00e1s, com 62%, seguido por Mato Grosso, com 56%, Minas Gerais com 49%, Mato Grosso do Sul com 44%, Paran\u00e1 com 43% e Rio Grande do Sul com 43%, entre os principais produtores, como mostra a ilustra\u00e7\u00e3o abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/cdn.noticiasagricolas.com.br\/dbimagens\/thumbs\/1200x800\/30be8feff2e76a6899647ac65b1523f7.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\"><img decoding=\"async\" class=\"open-lightbox\" src=\"http:\/\/cdn.noticiasagricolas.com.br\/dbimagens\/thumbs\/700x10000\/30be8feff2e76a6899647ac65b1523f7.jpg\" alt=\"Mapa - \u00cdndice de comercializa\u00e7\u00e3o da safra de soja 2015\/16\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, ainda nesta segunda-feira, o oeste do Paran\u00e1 registrou alguns pequenos neg\u00f3cios, com os valores entre R$ 77,00 e R$ 78,00 por saca. &#8220;Apenas uma ou outra empresa que realmente precisa do produto imediato est\u00e1 no mercado&#8221;, diz Motter.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no Rio Grande do Sul, na regi\u00e3o de Carazinho, os pre\u00e7os para a soja depositada nas cerealistas chegam a R$ 77,00, segundo relata o vice-presidente do Sindicato Rural do munic\u00edpio, Paulo Vargas. J\u00e1 a soja dispon\u00edvel registrava valores na casa dos R$ 82,50 por saca. &#8220;H\u00e1 pouca soja na m\u00e3o do produtor. Novas vendas agora est\u00e3o paradas&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o chove h\u00e1 mais de uma semana na regi\u00e3o e as lavouras est\u00e3o na fase onde a presen\u00e7a da \u00e1gua \u00e9 mais importante, que \u00e9 a de flora\u00e7\u00e3o e enchimento de gr\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Mato Grosso, na regi\u00e3o de Sorriso, os pre\u00e7os tamb\u00e9m s\u00e3o favor\u00e1veis e atrativos, mas os produtores seguem retra\u00eddos. A soja dispon\u00edvel chegou a bater nos R$ 70,00, como explica o presidente do Sindicato Rural local, La\u00e9rcio Pedro Lenz, e para o produto da nova safra a m\u00e9dia de pre\u00e7os tem sido de R$ 55,00 a R$ 58,00 por saca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O munic\u00edpio, que \u00e9 o maior produtor de soja do Brasil, j\u00e1 negociou cerca de 55% a 60% de sua safra antecipadamente, com a proje\u00e7\u00e3o de um rendimento de algo entre 56 e 58 sacas por hectare. No entanto, caso essa produtividade caia, o \u00edndice de comercializa\u00e7\u00e3o sobe para os 70%. &#8220;O produtor evita se arriscar mais nesse momento&#8221;, diz Lenz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A preocupa\u00e7\u00e3o maior do produtor brasileiro neste momento ainda \u00e9 o clima. H\u00e1 uma mudan\u00e7a significativa no padr\u00e3o clim\u00e1tico neste in\u00edcio de 2016, por\u00e9m, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 benef\u00edcios que v\u00eam sendo registrados.\u00a0&#8220;At\u00e9 meados de dezembro, eram o calor e a baixa umidade que preocupavam produtores do Cerrado brasileiro; agora, s\u00e3o as chuvas intensas que deixam agentes em alerta. Segundo pesquisadores do Cepea, em Mato Grosso e no Paran\u00e1, v\u00e1rias regi\u00f5es est\u00e3o iniciando a colheita e o excesso de chuvas pode atrasar os trabalhos, al\u00e9m de prejudicar a qualidade do gr\u00e3o. J\u00e1 nas pra\u00e7as em que as lavouras ainda est\u00e3o em fase de desenvolvimento, as chuvas s\u00e3o ben\u00e9ficas e podem, inclusive, favorecer recupera\u00e7\u00e3o da produtividade&#8221;, informou o Cepea, em nota, nesta segunda-feira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"autor\" style=\"text-align: justify;\">Por: <a class=\"author\" href=\"https:\/\/plus.google.com\/104854541050342292722?rel=author\" target=\"_blank\" rel=\"author\">Carla Mendes<\/a><\/div>\n<div class=\"fonte\" style=\"text-align: justify;\">Fonte: Not\u00edcias Agr\u00edcolas<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado internacional da soja opera em campo positivo na sess\u00e3o desta ter\u00e7a-feira (19) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa iniciam hoje a semana, ap\u00f3s o feriado de Martin Luther King comemorado nesta segunda-feira (18) nos EUA, com altas entre 5,50 e 7 pontos, levando o contrato julho\/16 aos US$ 8,90 por bushel. 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