{"id":200838,"date":"2022-03-14T08:05:05","date_gmt":"2022-03-14T12:05:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=200838"},"modified":"2022-03-14T08:05:05","modified_gmt":"2022-03-14T12:05:05","slug":"igreja-evangelica-com-pastora-trans-quer-acolher-publico-lgbtqia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=200838","title":{"rendered":"Igreja evang\u00e9lica com pastora trans quer acolher p\u00fablico LGBTQIA+"},"content":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 uma igreja normal, tem louvor, oferta, ministra\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o. O \u00fanico diferencial \u00e9 aceitar todo mundo\u201d. Liderando a Igreja Evang\u00e9lica Inclusiva Sou Casa, a pastora Luana Dhara Arruda Ferreira resume que o espa\u00e7o, inaugurado neste fim de semana, veio para acolher e levar a Palavra ao p\u00fablico LGBTQIA+ na Capital.<\/p>\n<p>Localizada na Rua Maracaju, a igreja recebeu cerca de 30 pessoas durante a noite de s\u00e1bado (12) para seu primeiro culto oficial e, com a pastora transexual \u00e0 frente, foi inaugurada. Assim como Luana apontou, a decora\u00e7\u00e3o da igreja e seus ritos se assemelham aos de uma igreja convencional, tendo como diferen\u00e7a essencial o acolhimento daqueles que costumam ser rejeitados pela tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contrastando com as tr\u00eas paredes brancas, a \u00e1rea do altar foi pintada de preto e recebeu uma cruz iluminada ao centro. J\u00e1 em cima do espa\u00e7o, um p\u00falpito de madeira foi alocado para receber a pastora ao lado do grupo de louvor.<br \/>\nPlacas decorativas em uma das paredes da Igreja. (Foto: Aletheya Alves)<br \/>\nPlacas decorativas em uma das paredes da Igreja. (Foto: Aletheya Alves)<\/p>\n<p>Do come\u00e7o ao fim, can\u00e7\u00f5es preencheram o tempo do culto em conjunto com as prega\u00e7\u00f5es. Nos momentos de fala, as argumenta\u00e7\u00f5es seguiram a linha de agradecimento, confian\u00e7a e obedi\u00eancia a Deus, com alguns coment\u00e1rios entrela\u00e7ados sobre como o p\u00fablico que estava ali n\u00e3o era rejeitado por Ele, mas amado como todas as outras pessoas.<\/p>\n<p>At\u00e9 chegar \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o, Luana conta que muita coisa aconteceu para que a institui\u00e7\u00e3o da igreja fosse efetivada. Antes de chegar a Campo Grande, outras sedes do espa\u00e7o foram inauguradas em Tr\u00eas Lagoas e Dourados, por isso a pastora foi convidada pela bispa para tamb\u00e9m se tornar uma lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Foram seis meses orando at\u00e9 que no dia 23 de junho do ano passado n\u00f3s come\u00e7amos uma c\u00e9lula. Trabalhamos, convidamos pessoas e agora inauguramos a igreja oficialmente, diz.<\/p>\n<p>Em 2019, Luana contou ao Lado B sobre sua hist\u00f3ria at\u00e9 enxergar a pr\u00f3pria sexualidade. Na \u00e9poca, ela detalhou que mesmo durante tempos dif\u00edceis, nunca havia deixado de crer na religi\u00e3o e que seu sonho era um dia se tornar pastora.<\/p>\n<p>Pensando sobre as pr\u00f3prias dificuldades vividas em ambientes religiosos, ela diz que a diversidade sexual n\u00e3o costuma ser acolhida e, por isso, o principal objetivo da igreja \u00e9 criar um ambiente seguro. \u201cA gente quer amar as pessoas como elas s\u00e3o e isso \u00e9 o mais importante. No futuro queremos abrir a igreja em outros bairros, mas existe uma luta para conseguirmos estabelecer a igreja. Querendo ou n\u00e3o h\u00e1 uma resist\u00eancia para essa aproxima\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Sem se esconder<\/p>\n<p>Integrante da igreja, o arquiteto Julio Cesar Bar\u00e3o, de 56 anos, explica que j\u00e1 frequentou outras igrejas inclusivas fora da Capital, mas na cidade essa \u00e9 a primeira que declara abertamente suas bandeiras. \u201c\u00c9 importante porque voc\u00ea vai cultuar num lugar em que voc\u00ea est\u00e1 sendo acolhido e de uma forma que Deus te v\u00ea do jeito que voc\u00ea \u00e9. Voc\u00ea n\u00e3o precisa se esconder, pode ser honesto\u201d, conta.<\/p>\n<p>Julio defende que muitas das acusa\u00e7\u00f5es feitas por igrejas tradicionais surgem a partir de tradu\u00e7\u00f5es feitas na B\u00edblia no decorrer da hist\u00f3ria e que este \u00e9 um ponto necess\u00e1rio de ser discutido. \u201cAt\u00e9 porque se o que dizem ser errado, voc\u00ea ter um relacionamento com outra pessoa do mesmo sexo, se fosse t\u00e3o grave assim, Deus n\u00e3o faria tantas maravilhas na minha vida como tem feito\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m argumentando sobre a import\u00e2ncia de existir igrejas que n\u00e3o escondam a diversidade, o pastor Lincio J\u00fanior Assun\u00e7\u00e3o Nogueira, de 36 anos, conta que ele mesmo sofreu por anos. \u201cEu lutei com essa quest\u00e3o do que se coloca como liberta\u00e7\u00e3o. Eu chorava, era depressivo, jejuava por semanas e eu via que n\u00e3o era uma escolha minha ainda que a igreja trouxesse isso muito \u00e0 tona\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para Lincio, a institui\u00e7\u00e3o da igreja tamb\u00e9m em Campo Grande significa que, assim como aconteceu com ele, as pessoas consigam se manter em contato com a religi\u00e3o sem se sentirem recusados.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre os cultos podem ser obtidas no perfil @igrejasoucasa.campogrande no Instagram &#8211;<\/p>\n<p>CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS &#8211; Por Aletheya Alv<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u00c9 uma igreja normal, tem louvor, oferta, ministra\u00e7\u00e3o e ora\u00e7\u00e3o. O \u00fanico diferencial \u00e9 aceitar todo mundo\u201d. Liderando a Igreja Evang\u00e9lica Inclusiva Sou Casa, a pastora Luana Dhara Arruda Ferreira resume que o espa\u00e7o, inaugurado neste fim de semana, veio para acolher e levar a Palavra ao p\u00fablico LGBTQIA+ na Capital. 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