{"id":202252,"date":"2022-03-28T10:36:39","date_gmt":"2022-03-28T14:36:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=202252"},"modified":"2022-03-28T10:38:36","modified_gmt":"2022-03-28T14:38:36","slug":"custo-de-producao-do-milho-sobe-150-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=202252","title":{"rendered":"Custo de produ\u00e7\u00e3o do milho sobe 150% em MS"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><strong><em>Fertilizantes continuam impulsionando as despesas do produtor<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O custo de produ\u00e7\u00e3o da safra 2022 de milho no Mato Grosso do Sul, apresentou nova alta em mar\u00e7o, alcan\u00e7ando a marca de R$ 8.220,80 de investimento, para cada hectare plantado pelo agricultor sul-mato-grossense. De acordo com a an\u00e1lise do departamento de economia da Aprosoja\/MS &#8211; Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul, houve uma alta de aproximadamente 150%, comparado com o pre\u00e7o da safra passada 20\/21.<\/p>\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o dos custos fica clara quando acompanhamos a compara\u00e7\u00e3o com os custos anteriores. Em setembro de 2021, o pre\u00e7o estava acima de R$ 6 mil por hectare, valor 92,74% maior, considerando a safra 20\/21, onde t\u00ednhamos o custo a R$ 3,5 mil por hectare. S\u00f3 nos \u00faltimos 6 meses, entre setembro de 2021 e mar\u00e7o de 2022, a alta foi de 28,80%.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.sigecom.com.br\/agroa\/Recurso\/Imagem\/Upload\/10462928032022_editor_76d468e4de1b4035826be2b02b9636e31_0.jpg\" alt=\"\" data-imagetype=\"External\" \/><\/p>\n<p>O c\u00e1lculo considerou uma produtividade m\u00e9dia de 78,13 sacas por hectare, com um pre\u00e7o m\u00e9dio de R$ 83,53 por saca, obtido pela coleta semanal de pre\u00e7o em cooperativas, cerealistas e tradings.<\/p>\n<p>\u201cMais um estudo importante da Aprosoja\/MS, que nos d\u00e1 a oportunidade de mostrar de forma clara e impactante, a real situa\u00e7\u00e3o do produtor rural. Os dados s\u00e3o impressionantes e corroboram com o que j\u00e1 alertamos nos \u00faltimos tempos. Enquanto muitos falam que temos lucros alt\u00edssimos, a verdade \u00e9 s\u00f3 uma, o produtor hoje trabalha no limite, muitas vezes com risco de preju\u00edzo, como apresenta esse estudo. Com esse levantamento queremos contribuir com os produtores, pesquisadores e demais interessados, acreditamos que essa partilha rica de informa\u00e7\u00f5es nos possibilitar\u00e1 ter uma agricultura mais forte\u201d, ressalta o presidente da Aprosoja\/MS, Andr\u00e9 Dobashi.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os dos insumos continuam impulsionando as despesas do produtor. O fertilizante, respons\u00e1vel pela maior parte da despesa de custeio da lavoura, j\u00e1 exibe alta de 39,44%. Para a economista da Aprosoja\/MS, Renata Farias, o atual contexto dos insumos ainda \u00e9 pautado pelas incertezas no mercado internacional, motivado pelo aumento consider\u00e1vel dos pre\u00e7os, diante de uma infla\u00e7\u00e3o elevada e a guerra da R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, haja vista que a antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica fornece grande parte dos fertilizantes ao Brasil.<\/p>\n<p>\u201cA cada an\u00e1lise dos custos de produ\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os, constatamos que est\u00e1 havendo, ano ap\u00f3s ano, um significativo aumento dos mesmos, resultado que acaba impactando a todos. Vale ressaltar que cada propriedade apresenta particularidades quanto aos fatores terra, trabalho e capital, podendo haver diferen\u00e7a quanto ao custo de produ\u00e7\u00e3o aqui estimado. \u00c9 importante cada produtor confrontar-se com os pr\u00f3prios custos elaborados, tendo este estudo como base\u201d, explicou a economista.<\/p>\n<p>Os custos s\u00e3o avaliados pela soma de todas as despesas direta e indiretas, associadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da cultura de milho no caso deste estudo. \u201cO que podemos afirmar \u00e9 que a margem do produtor pode ficar ainda mais apertada. Para quem comprou insumos ainda em setembro de 2021, h\u00e1 um pequeno lucro de 1,72 sacas por hectare, enquanto para quem deixou para comprar em 2022, o risco de preju\u00edzo \u00e9 certo, de pelo menos 20,3 sacas por hectare\u201d, concluiu Renata Farias.<\/p>\n<p><strong>Safra de Milho<\/strong><\/p>\n<p>A atual safra em Mato Grosso do Sul atingiu at\u00e9 o momento, 82,3% de \u00e1rea plantada de milho 2\u00aa safra, 7,30% superior em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo no ciclo passado. A \u00e1rea estimada para esta safra \u00e9 de 1,992 milh\u00e3o de hectares, considerando uma retra\u00e7\u00e3o de 12,6% em rela\u00e7\u00e3o a \u00e1rea da 2\u00aa safra de 2020\/2021. A produtividade estimada \u00e9 de 78,13 sc\/ha, gerando uma expectativa de produ\u00e7\u00e3o de 9,34 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fertilizantes continuam impulsionando as despesas do produtor O custo de produ\u00e7\u00e3o da safra 2022 de milho no Mato Grosso do Sul, apresentou nova alta em mar\u00e7o, alcan\u00e7ando a marca de R$ 8.220,80 de investimento, para cada hectare plantado pelo agricultor sul-mato-grossense. 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