{"id":20351,"date":"2016-02-11T08:37:10","date_gmt":"2016-02-11T11:37:10","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=20351"},"modified":"2016-02-11T08:37:10","modified_gmt":"2016-02-11T11:37:10","slug":"ministerio-da-saude-confirma-terceira-morte-pelo-virus-da-zika","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=20351","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio da Sa\u00fade confirma terceira morte pelo v\u00edrus da zika"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade confirmou a terceira morte pelo v\u00edrus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, no Brasil.<\/p>\n<p>O paciente era uma jovem de 20 anos, do munic\u00edpio de Serrinha, no Rio Grande do Norte. Ela ficou internada em Natal durante 11 dias com problemas respirat\u00f3rios. A morte foi em abril do ano passado, mas o resultado dos exames saiu apenas agora.<\/p>\n<p>No final de novembro, o Instituto Evandro Chagas confirmou o primeiro caso de morte pelo v\u00edrus da zika no Brasil. A v\u00edtima foi um homem que morava no estado do Maranh\u00e3o. Segundo os especialistas, o paciente tinha l\u00fapus, uma doen\u00e7a que afeta o sistema imunol\u00f3gico, e por isso n\u00e3o resistiu \u00e0 zika.<\/p>\n<p>O segundo caso de morte ligada ao v\u00edrus da zika foi o de uma menida de 16 anos, do munic\u00edpio de Benevides, no Par\u00e1. O comunicado foi feito pelo minist\u00e9rio no dia 28 de novembro.<\/p>\n<p>Ela morreu no final de outubro. Os dados mostram que os sintomas come\u00e7aram em 29 de setembro, e que a coleta de sangue foi feita sete dias depois, quando o caso foi notificado, em 6 de outubro. Ela apresentou dor de cabe\u00e7a, n\u00e1useas e pet\u00e9quias (pontos vermelhos na pele e mucosas). &#8220;O teste foi positivo para o v\u00edrus, confirmado e repetido&#8221;, disse o minist\u00e9rio na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 transmitida pela picada dos mosquitos da fam\u00edlia \u201caedes\u201d, a mesma que transmite dengue e a febre chikungunya. A preven\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar lixo acumulado e n\u00e3o deixar \u00e1gua parada como criadouro de mosquitos.<\/p>\n<p><strong>Casos de microcefalia<\/strong><br \/>\nO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tamb\u00e9m confirmou no final do ano passado a rela\u00e7\u00e3o entre o v\u00edrus da zika e o surto de microcefalia na regi\u00e3o Nordeste. Na \u00e9poca, o Instituto Evandro Chagas, na capital paraense, encaminhou o resultado de exames realizados em uma beb\u00ea, nascida no Cear\u00e1, com microcefalia e outras malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presen\u00e7a do v\u00edrus Zika.<\/p>\n<p>A partir desse achado do beb\u00ea que veio \u00e0 \u00f3bito, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade passou a considerar confirmada a rela\u00e7\u00e3o entre o v\u00edrus e a ocorr\u00eancia de microcefalia. Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o in\u00e9dita na pesquisa cient\u00edfica mundial. As investiga\u00e7\u00f5es sobre o tema devem continuar para esclarecer quest\u00f5es como a transmiss\u00e3o desse agente, a sua atua\u00e7\u00e3o no organismo humano, a infec\u00e7\u00e3o do feto e per\u00edodo de maior vulnerabilidade para a gestante. Em an\u00e1lise inicial, o risco est\u00e1 associado aos primeiros tr\u00eas meses de gravidez.<\/p>\n<p><strong>Veja perguntas e respostas sobre o v\u00edrus da zika:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Como ocorre a transmiss\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAssim como os v\u00edrus da dengue e do chikungunya, o v\u00edrus da zika tamb\u00e9m \u00e9 transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os sintomas?<\/strong><br \/>\nOs principais sintomas da doen\u00e7a provocada pelo v\u00edrus da zika s\u00e3o febre intermitente, erup\u00e7\u00f5es na pele, coceira e dor muscular. A evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a costuma ser benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um per\u00edodo de 3 at\u00e9 7 dias. O quadro de zika \u00e9 muito menos agressivo que o da dengue, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 o tratamento?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 vacina nem tratamento espec\u00edfico para a doen\u00e7a. Segundo informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de \u00e1cido acetilsalic\u00edlico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o v\u00edrus da zika e a microcefalia?<\/strong><br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o entre zika e microcefalia foi confirmada pela primeira vez no mundo no fim de novembro pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade brasileiro. A investiga\u00e7\u00e3o ocorreu depois da constata\u00e7\u00e3o de um n\u00famero muito elevado de casos em regi\u00f5es que tamb\u00e9m tinham sido acometidas por casos de zika.<\/p>\n<p>A evid\u00eancia crucial para determinar essa liga\u00e7\u00e3o foi um teste feito no Instituto Evandro Chagas, \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade no Par\u00e1, que detectou a presen\u00e7a do v\u00edrus da zika em amostras de sangue coletadas de um beb\u00ea que nasceu com microcefalia no Cear\u00e1 e acabou morrendo.<\/p>\n<p>Como a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito recente, ainda n\u00e3o se sabe como o v\u00edrus atua no organismo humano, quais mecanismos levam \u00e0 microcefalia e qual o per\u00edodo de maior vulnerabilidade para a gestante. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, as investiga\u00e7\u00f5es sobre o tema devem continuar para esclarecer essas quest\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as recomenda\u00e7\u00f5es para mulheres gr\u00e1vidas?<\/strong><br \/>\nO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade orienta algumas medidas para mulheres gr\u00e1vidas ou com possibilidade de engravidar tendo em vista a ocorr\u00eancia de casos de microcefalia relacionados ao v\u00edrus da zika.<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o contra picadas de insetos: evitar hor\u00e1rios e lugares com presen\u00e7a de mosquitos, usar roupas que protejam a maior parte do corpo, usar repelentes e permanecer em locais com barreiras para entrada de insetos como telas de prote\u00e7\u00e3o ou mosquiteiros.<\/p>\n<p>\u00c9 importante informar o m\u00e9dico sobre qualquer altera\u00e7\u00e3o em seu estado de sa\u00fade, principalmente no per\u00edodo at\u00e9 o quarto m\u00eas de gesta\u00e7\u00e3o. Um bom acompanhamento pr\u00e9-natal \u00e9 essencial e tamb\u00e9m pode ajudar a diminuir o risco de microcefalia.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico da zika?<\/strong><br \/>\nAinda n\u00e3o h\u00e1 um teste padr\u00e3o para diagnosticar a doen\u00e7a. \u201cComo o zika \u00e9 novo, n\u00e3o temos uma padroniza\u00e7\u00e3o nos testes. Para se ter certeza do diagn\u00f3stico, \u00e9 preciso usar a t\u00e9cnica de PCR, que \u00e9 complexa e n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no mercado\u201d, diz Rodrigo Stabeli, vice-presidente de Pesquisa e Laborat\u00f3rios de Refer\u00eancia da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz).<\/p>\n<p>No Brasil, somente tr\u00eas unidades da Fiocruz, al\u00e9m do Instituto Evandro Chagas, \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, t\u00eam a capacidade de fazer esse exame. \u201cEsses laborat\u00f3rios t\u00eam a miss\u00e3o de desenvolver um m\u00e9todo melhor de diagn\u00f3stico para suprir esse problema epidemiol\u00f3gico\u201d, diz Stabeli.<\/p>\n<p>Enquanto n\u00e3o existe um teste padr\u00e3o, o diagn\u00f3stico nas regi\u00f5es em que j\u00e1 se constatou a presen\u00e7a do v\u00edrus vem sendo feito por crit\u00e9rios cl\u00ednicos.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as medidas de preven\u00e7\u00e3o conhecidas?<\/strong><br \/>\nComo o v\u00edrus da zika \u00e9 transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue e o chikungunya, a preven\u00e7\u00e3o segue as mesmas regras aplicadas a essas doen\u00e7as. Evitar a \u00e1gua parada, que os mosquitos usam para se reproduzir, \u00e9 a principal medida.<\/p>\n<p>Em casa, \u00e9 preciso eliminar a \u00e1gua parada em vasos, garrafas, pneus e outros objetos que possam acumular l\u00edquido. Colocar telas de prote\u00e7\u00e3o nas janelas e instalar mosquiteiros na cama tamb\u00e9m s\u00e3o medidas preventivas. Vale tamb\u00e9m usar repelentes e escolher roupas que diminuam a exposi\u00e7\u00e3o da pele. Em caso da detec\u00e7\u00e3o de focos de mosquito que o morador n\u00e3o possa eliminar, \u00e9 importante acionar a Secretaria Municipal de Sa\u00fade do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Por enquanto, n\u00e3o existe vacina capaz de prevenir a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da zika.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre dengue, chikungunya e zika?<\/strong><br \/>\nOs v\u00edrus da dengue, chikungunya e zika s\u00e3o transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Zika e dengue s\u00e3o do g\u00eanero Flavivirus, j\u00e1 o chikunguna \u00e9 do g\u00eanero Alphavirus.<\/p>\n<p>As doen\u00e7as t\u00eam gravidades diferentes. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do v\u00edrus, \u00e9 caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doen\u00e7a \u00e9 caracterizada por hemorragias e pode levar \u00e0 morte.<\/p>\n<p>O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articula\u00e7\u00f5es. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e at\u00e9 anos. Complica\u00e7\u00f5es s\u00e9rias e morte s\u00e3o muito raras.<\/p>\n<p>J\u00e1 a febre pelo v\u00edrus da zika leva a sintomas que se limitam a no m\u00e1ximo 7 dias. Apesar de os sintomas serem mais leves do que os de dengue e chikungunya, a rela\u00e7\u00e3o do v\u00edrus com a microcefalia e a poss\u00edvel liga\u00e7\u00e3o com a s\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 tem trazido preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade confirmou a terceira morte pelo v\u00edrus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, no Brasil. O paciente era uma jovem de 20 anos, do munic\u00edpio de Serrinha, no Rio Grande do Norte. Ela ficou internada em Natal durante 11 dias com problemas respirat\u00f3rios. 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