{"id":206346,"date":"2022-05-16T07:51:02","date_gmt":"2022-05-16T11:51:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=206346"},"modified":"2022-05-16T07:51:02","modified_gmt":"2022-05-16T11:51:02","slug":"agricultura-helicoverpa-resiste-a-biotecnologias-bioinseticida-e-alternativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=206346","title":{"rendered":"Agricultura > Helicoverpa resiste a biotecnologias: Bioinseticida \u00e9 alternativa"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o cada vez mais frequentes os alertas, em diversas regi\u00f5es brasileiras, de ataques da lagarta Helicoverpa a milho e algod\u00e3o com biotecnologias de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o \u2013 que deveriam controlar essas lagartas.<\/p>\n<p>\u201cNotamos que logo ap\u00f3s a emiss\u00e3o do estilo-estigma ou \u2018cabelo\u2019 das espigas de milho, tem surgido uma elevada quantidade de ovos de Helicoverpa. A lagarta vai para o interior das espigas, ap\u00f3s a eclos\u00e3o dos ovos, e causa danos e preju\u00edzos\u201d, resume Luis Kasuya, engenheiro agr\u00f4nomo e pesquisador com mais de 30 anos de experi\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele est\u00e1 \u00e0 frente da consultoria Kasuya Intelig\u00eancia Agron\u00f4mica, sediada na cidade baiana de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, presente nos principais polos agr\u00edcolas do Pa\u00eds, que tem como diretor t\u00e9cnico o agr\u00f4nomo e pesquisador Rog\u00e9rio Inoue.<\/p>\n<p>\u201cAlertamos a todos os produtores para que intensifiquem o monitoramento de lavouras, sobretudo no per\u00edodo que antecede ao \u2018pendoamento\u2019 do milho. \u00c9 necess\u00e1rio observar a presen\u00e7a de mariposas e de ovos no estilo-estigma ou \u2018cabelo\u2019\u201d, refor\u00e7a Kasuya. De acordo com o pesquisador, a maior ou menor propor\u00e7\u00e3o de ovos, lagartas e tamb\u00e9m o tamanho destas (\u00ednstar), devem ancorar decis\u00f5es por controle qu\u00edmico, biol\u00f3gico ou manejo integrado.<\/p>\n<p>Pesquisador e professor da Universidade do Estado da Bahia, o engenheiro agr\u00f4nomo e entomologista Marco Tamai, atuante na regi\u00e3o de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, destaca que nos \u00faltimos dois anos passou a observar, com preocupa\u00e7\u00e3o, a ataques intensos da lagarta Helicoverpa zea \u00e0s lavouras de milho locais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEla retornou com bastante for\u00e7a e avan\u00e7a sobre h\u00edbridos de milho provenientes de diferentes biotecnologias\u201d, descreve Tamai.<\/p>\n<p>\u201cHoje o produtor se v\u00ea diante de um problema que parecia superado. As lagartas do g\u00eanero Helicoverpa zea e armigera vinham perdendo import\u00e2ncia na compara\u00e7\u00e3o \u00e0 Spodoptera frugiperda no milho e no algod\u00e3o\u201d, exemplifica ele.<\/p>\n<p>\u201cOs ataques no milho se d\u00e3o na chamada \u2018boneca\u2019. Com a planta alta no pendoamento, o agricultor enfrenta dificuldades para controlar \u00e0 Helicoverpa zea\u201d, refor\u00e7a Tamai. J\u00e1 no algod\u00e3o, observa ele, a lagarta ataca principalmente na fase de enchimento das ma\u00e7\u00e3s.<\/p>\n<p><strong>Bioinseticida \u00e9 alternativa<\/strong><\/p>\n<p>Para Kasuya e Tamai, al\u00e9m do monitoramento de lavouras como uma recomenda\u00e7\u00e3o-chave, o controle de popula\u00e7\u00f5es da praga deve ser feito com foco nas mariposas, antes de as lagartas entrarem nas espigas de milho.<\/p>\n<p>Tamai chama a aten\u00e7\u00e3o para a presen\u00e7a da Helicoverpa nas biotecnologias de algod\u00e3o de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Ele hoje participa de estudos em torno da praga junto \u00e0 companhia AgBiTech, l\u00edder no desenvolvimento de bioinseticidas \u00e0 base de baculov\u00edrus para gr\u00e3os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA combina\u00e7\u00e3o de v\u00edrus e atrativos alimentares de mariposas \u00e9 uma boa estrat\u00e9gia de controle diante de infesta\u00e7\u00f5es de Helicoverpa armigera e Helicoverpa zea\u201d, afirma Tamai.<\/p>\n<p>\u201cAinda n\u00e3o temos comprova\u00e7\u00e3o, mas o temor \u00e9 o de que a Helicoverpa tenha desenvolvido resist\u00eancia \u00e0s biotecnologias de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o\u201d, adverte Luis Kasuya. \u201cPor isso \u00e9 importante manter nas lavouras as boas pr\u00e1ticas, como o ref\u00fagio estruturado e a aplica\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas mais amig\u00e1veis a inimigos naturais da praga.\u201d<\/p>\n<p>Gerente t\u00e9cnico da AgBiTech Brasil, o engenheiro agr\u00f4nomo Marcelo Lima tamb\u00e9m entende que essa poss\u00edvel \u2018volta\u2019 da Helicoverpa inspira preocupa\u00e7\u00e3o, ainda que o cen\u00e1rio seja diferente daquele de 2013 e 2014, quando a Helicoverpa armigera trouxe preju\u00edzos em s\u00e9rie na soja e no algod\u00e3o, em diversas regi\u00f5es do Brasil. \u201cHoje contamos com ferramentas de manejo reconhecidamente eficazes, incluindo inseticidas qu\u00edmicos, biol\u00f3gicos e atrativos para mariposas\u201d, conclui Lima.<\/p>\n<p><small>Por: <strong class=\"fn\"><a class=\"text-uppercase\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Agrolink<\/a><\/strong> &#8211;<i>Leonardo Gottems<\/i> <\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o cada vez mais frequentes os alertas, em diversas regi\u00f5es brasileiras, de ataques da lagarta Helicoverpa a milho e algod\u00e3o com biotecnologias de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o \u2013 que deveriam controlar essas lagartas. \u201cNotamos que logo ap\u00f3s a emiss\u00e3o do estilo-estigma ou \u2018cabelo\u2019 das espigas de milho, tem surgido uma elevada quantidade de ovos de Helicoverpa. 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