{"id":20842,"date":"2016-02-19T08:31:30","date_gmt":"2016-02-19T11:31:30","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=20842"},"modified":"2016-02-19T08:48:24","modified_gmt":"2016-02-19T11:48:24","slug":"o-horario-de-verao-acaba-no-dia-21-de-fevereiro-de-2016-a-0h-meia-noite-de-sabado-para-domingo-os-moradores-de-10-estados-alem-do-distrito-federal-terao-que-atrasar-os-relogios-em-uma-hora-hora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=20842","title":{"rendered":"MS deve lan\u00e7ar em mar\u00e7o programa para recuperar \u00e1reas degradadas"},"content":{"rendered":"<p>O governo de Mato Grosso do Sul, via secretaria de Produ\u00e7\u00e3o e Agricultura Familiar (Sepaf), deve lan\u00e7ar no in\u00edcio de mar\u00e7o um grande programa para recuperar \u00e1reas degradadas. Segundo estimativa da pasta, o estado possui atualmente cerca de 8 milh\u00f5es de hectares com algum est\u00e1gio de degrada\u00e7\u00e3o, o que representa uma \u00e1rea bem maior do que a ocupada atualmente pela produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, cana-de-a\u00e7\u00facar e florestas plantadas somadas.<\/p>\n<p>De acordo com a Sepaf, o grande objetivo do programa de recupera\u00e7\u00e3o do potencial produtivo \u00e9 utilizar novas tecnologias e sistemas de produ\u00e7\u00e3o para que essas \u00e1reas que j\u00e1 foram antropizadas, ou seja, cujas caracter\u00edsticas naturais foram alteradas por conta da atividade humana, e que est\u00e3o sendo subutilizadas possam ser destinadas \u00e0 pecu\u00e1ria, mas de um modo mais tecnificado, a sistemas integrados com a agricultura (lavoura-pecu\u00e1ria &#8211; ILP) e a silvicultura (lavoura-pecu\u00e1ria-floresta-ILPF), ou at\u00e9 mesmo a outras atividades, como a produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar e a de florestas plantadas.<\/p>\n<div class=\"saibamais componente_materia\">O programa prev\u00ea a recupera\u00e7\u00e3o de 2 milh\u00f5es de hectares em um prazo de cinco anos, o que deve provocar, com melhoria do potencial dessas \u00e1reas, um impacto no Valor Bruto de Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria (VBP) do estado de aproximadamente R$ 12 bilh\u00f5es, segundo estimativa da Sepaf. Al\u00e9m do benef\u00edcio econ\u00f4mico, a iniciativa vai gerar ainda dividendos ambientais, com a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases que provocam o efeito estufa.<\/div>\n<p>A iniciativa ser\u00e1 voltada do assentado ao grande produtor rural e prev\u00ea o cadastramento dos interessados e assist\u00eancia t\u00e9cnica, para que um profissional seja respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o do projeto de recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas e acompanhe o passo a passo de sua execu\u00e7\u00e3o. Para isso, os produtores que aderirem v\u00e3o contar com incentivos fiscais e linhas de cr\u00e9dito, como a do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).<\/p>\n<p><strong>Bons exemplos<\/strong><br \/>\nEm Mato Grosso do Sul, tem crescido o uso dos sistemas integrados de produ\u00e7\u00e3o como alternativa para aproveitar melhor o potencial das propriedades, al\u00e9m de prevenir e recuperar a degrada\u00e7\u00e3o do solo. Foi em busca destes resultados que o produtor Rodrigo Alvares, de Sidrol\u00e2ndia, a 73 quil\u00f4metros de Campo Grande, decidiu investir na integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro ganho que eu tive foi uma melhora sens\u00edvel na minha renda, e o segundo ganho foi o desenvolvimento integrado entre a agricultura e a pecu\u00e1ria. O que a agricultura deixa para a pecu\u00e1ria \u00e9 um valor inestim\u00e1vel, de alimenta\u00e7\u00e3o, de condi\u00e7\u00f5es de poder criar melhor o gado\u201d, destacou o produtor.<\/p>\n<p>A cada ano mais produtores se interessam pela integra\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que explica o gerente da cooperativa Camda em Campo Grande, Alexandre Crabe. \u201cNosso cooperado tem buscado cada vez mais diversificar a sua produ\u00e7\u00e3o, tanto que j\u00e1 se tornou praticamente um terceiro ciclo de produ\u00e7\u00e3o nas propriedades. Vem primeiro a soja, depois o milho e na sequ\u00eancia a pecu\u00e1ria. Tamb\u00e9m tem se intensificado muito as parcerias entre agricultores e pecuaristas\u201d, explica.<\/p>\n<p>Em Mato Grosso do Sul, o sistema de integra\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser difundido h\u00e1 pouco mais de 20 anos. Nesse per\u00edodo, ganhou espa\u00e7o e avan\u00e7ou sobre \u00e1reas consideradas antes improdutivas, segundo o pesquisador Dirceu Brock.<\/p>\n<p>Na fazenda Chaparral, em Campo Grande, por exemplo, produzir soja h\u00e1 alguns anos era uma miss\u00e3o desafiadora. Mas a propriedade que tinha voca\u00e7\u00e3o para a pecu\u00e1ria decidiu apostar no cultivo de gr\u00e3os. A ideia inicial era recuperar \u00e1reas degradadas. O investimento deu t\u00e3o certo que a soja j\u00e1 ocupa pouco mais de 380 hectares, com produtividade m\u00e9dia de 65 sacas por hectare. Mesmo com a ced\u00eancia de \u00e1rea para a agricultura, o n\u00famero de animais continuou o mesmo, s\u00e3o 700 cabe\u00e7as em 350 hectares de pastagens rotacionadas.<\/p>\n<p>A rota\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das principais estrat\u00e9gias para aumentar a viabilidade econ\u00f4mica da fazenda. Al\u00e9m de dar lucro, a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os vai amortizar os custos com a reforma das pastagens. O gado vai para outra invernada, onde o pasto cresce vistoso depois a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os. O gerente, Gustavo Stuchi, diz que a iniciativa melhorou a receita e reposicionou a fazenda no mercado.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\">\n<figure style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fazenda Chaparral investiu na integra\u00e7\u00e3o agricultura-pecu\u00e1ria-floresta para explorar todo seu potencial produtivo e se tornou modelo em MS (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Morena)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Q52-nhwssTPeP9tNEcs4gvpKgRA=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/02\/18\/fazenda_chaparral-integracao.jpg\" alt=\"Fazenda Chaparral investiu na integra\u00e7\u00e3o agricultura-pecu\u00e1ria-floresta para explorar todo seu potencial produtivo e se tornou modelo em MS (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Morena)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Fazenda Chaparral investiu na integra\u00e7\u00e3o agricultura-pecu\u00e1ria-floresta para explorar todo seu potencial produtivo e se tornou modelo em MS (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Morena)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cNo primeiro momento, quanto voltamos com as pastagens nas \u00e1reas que haviam sido ocupadas pela soja, observamos um aumento de potencial produtivo absurdo. E com isso, conseguimos reduzir bastante, para menos da metade as \u00e1reas de pastagem na fazenda. Ent\u00e3o, n\u00f3s conseguimos introduzir a agricultura em uma \u00e1rea, reduzir as \u00e1reas de pastagem e manter o mesmo n\u00famero de animais, o que representa um benef\u00edcio muito grande\u201d, analisa.<\/p>\n<p>A madeira tamb\u00e9m ganhou espa\u00e7o nas \u00e1reas onde o gado e a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os n\u00e3o iriam bem. Atualmente a propriedade investe em tecnologia e pesquisas para melhorar ainda mais os resultados. Um dos exemplos \u00e9 o experimento com variedades de soja, em que eles testam qual ser\u00e1 a mais indicada para a regi\u00e3o, aumentando desse modo, os \u00edndices de produtividade no campo.<\/p>\n<p>O modelo de gest\u00e3o se tornou exemplo para outros produtores que visitam \u00e1reas demonstrativas para conhecer as t\u00e9cnicas. Glaucio Thiago foi um deles. O produtor tem 3.200 hectares na regi\u00e3o de Campo Grande e tamb\u00e9m aposta na integra\u00e7\u00e3o para aumentar a produtividade em sua fazenda.<\/p>\n<p>Para cumprir o compromisso de reduzir a emiss\u00e3o de gases que causam o efeito estufa, o Brasil criou o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que \u00e9 voltado para os produtores rurais. At\u00e9 2020, o pa\u00eds deve liberar quase R$ 200 bilh\u00f5es para financiar empreendimentos rurais que buscam produzir de forma sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>G1 MS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo de Mato Grosso do Sul, via secretaria de Produ\u00e7\u00e3o e Agricultura Familiar (Sepaf), deve lan\u00e7ar no in\u00edcio de mar\u00e7o um grande programa para recuperar \u00e1reas degradadas. 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