{"id":21160,"date":"2016-02-23T08:16:59","date_gmt":"2016-02-23T12:16:59","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=21160"},"modified":"2016-02-23T08:16:59","modified_gmt":"2016-02-23T12:16:59","slug":"estudo-mostra-viabilidade-do-milho-na-safrinha-de-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=21160","title":{"rendered":"Estudo mostra viabilidade do milho na safrinha de 2016"},"content":{"rendered":"<p>O pre\u00e7o do milho, hoje, est\u00e1 excelente. Inclusive subiu mais R$ 1 da semana retrasada para a semana passada. Estava cotado na faixa dos R$ 34 a saca, quase um recorde. Daqui at\u00e9 a colheita da safrinha, por\u00e9m, (o milho est\u00e1 sendo semeado atualmente no Estado) esse pre\u00e7o certamente n\u00e3o ir\u00e1 se manter. Na verdade, poder\u00e1 cair dentro de mais algumas semanas, t\u00e3o logo o produto cultivado no Rio Grande do Sul, principalmente, mas tamb\u00e9m o do Paran\u00e1, chegue ao mercado. Nos estados do sul o milho \u00e9 plantado e colhido antes do que em Mato Grosso do Sul e no Centro-Oeste como um todo.<\/p>\n<p>E em quanto vai estar cotado o milho safrinha quando a colheita terminar e o produtor da regi\u00e3o tiver que vender?<\/p>\n<p>Dif\u00edcil de dizer hoje, por\u00e9m, de acordo com pesquisadores da Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste, de Dourados, as cota\u00e7\u00f5es do milho, irrigado ou de sequeiro, ter\u00e3o que estar acima de R$ 23,07 a saca ou R$ 24,75, dependendo de cada um dos sistemas estudados. Isso representaria uma diferen\u00e7a superior a R$ 10 por saca das cota\u00e7\u00f5es atuais.<\/p>\n<p>Quando for vender o que colher de milho, o produtor sabe que o pre\u00e7o poder\u00e1 estar acima ou abaixo do utilizado no estudo. Sendo assim, a renda l\u00edquida e o ponto de nivelamento podem variar em fun\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es dos pre\u00e7os praticados no momento da comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com as conclus\u00f5es a que chegaram os pesquisadores, as an\u00e1lises de viabilidade realizadas podem auxiliar os produtores na compara\u00e7\u00e3o com os resultados por ele alcan\u00e7ados em suas lavouras.<\/p>\n<p>Feita a compara\u00e7\u00e3o, o produtor de milho safrinha poder\u00e1 optar por minimizar os custos de produ\u00e7\u00e3o ou por maximizar a produtividade de sua lavoura. \u201cO primeiro passo para que isto aconte\u00e7a \u00e9 o planejamento da atividade, utilizando tecnologias compat\u00edveis com o potencial de suas propriedades; devem tamb\u00e9m elaborar os custos de produ\u00e7\u00e3o e acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do produto no mercado. Saber dimensionar a atividade \u00e9 tarefa essencial para o sucesso\u201d, argumentam os autores do estudo.<\/p>\n<p><strong>FORMA\u00c7\u00c3O DOS CUSTOS\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Foram levadas em considera\u00e7\u00e3o no estudo as quantidades de insumos usados, as opera\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas realizadas, as atividades de gest\u00e3o da propriedade, as produtividades esperadas; os ganhos estimados e a efici\u00eancia produtiva a ser atingida, tanto em lavouras de milho de sequeiro quanto lavouras irrigadas.<\/p>\n<p>E na an\u00e1lise de viabilidade econ\u00f4mica dos sistemas estudados foram considerados os pre\u00e7os dos fatores e dos produtos vigentes no m\u00eas de outubro de 2015.<\/p>\n<p>Calcular os custos de produ\u00e7\u00e3o nas atividades agr\u00edcolas \u00e9 \u00a0 praticamente uma obriga\u00e7\u00e3o para o produtor. Para ter sucesso em sua empreitada ele precisa estar ciente do que vai gastar e das possibilidades de ganho com a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o sul de Mato Grosso do Sul, o cultivo do milho \u00e9 tradicionalmente praticado na safrinha de outono-inverno sob condi\u00e7\u00f5es de sequeiro, sendo semeado em sucess\u00e3o \u00e0 soja cultivada no ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Nesse sistema produtivo, as frustra\u00e7\u00f5es de safras em decorr\u00eancia da falta de chuvas s\u00e3o frequentes e, em consequ\u00eancia disso, nos \u00faltimos anos tem aumentado o interesse dos produtores pelo uso da irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No sentido de auxiliar o produtor, o estudo feito pelos pesquisadores Alceu Richetti, Daniltou Flumignan e Alexsandro dos Santos Almeida avaliou economicamente a viabilidade da cultura do milho safrinha a ser cultivado no ano de 2016, em condi\u00e7\u00f5es de sequeiro e irrigado, na regi\u00e3o sul de Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>Nos custos de oportunidade inclu\u00edram-se a remunera\u00e7\u00e3o do fator terra (representada pelo valor do arrendamento) e a remunera\u00e7\u00e3o do capital de custeio de investimento (juros de 6% ao ano, por um \u00a0per\u00edodo de 5 meses).<\/p>\n<p><strong>INDICADORES DE EFICI\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<p>O custo total m\u00e9dio por saca \u00e9 obtido dividindo-se o custo total pela produtividade estimada de 5.100 kg por hectare nas condi\u00e7\u00f5es de sequeiro e 7.200 kg por hectare na condi\u00e7\u00e3o de irriga\u00e7\u00e3o. De acordo com as estimativas, nas condi\u00e7\u00f5es de sequeiro, o custo total m\u00e9dio \u00e9 de R$ 23,07 por saca de milho h\u00edbrido simples convencional em cultivo solteiro. De R$ 23,43 por saca no milho h\u00edbrido simples convencional consorciado com B. ruziziensis. De R$ 23,37 por saca no milho safrida h\u00edbrido Bt consorciado \u00a0com B ruziziensis. E de R$ 24,75 por saca no milho h\u00edbrido Bt+RR em cultivo solteiro. No milho irrigado, o custo total m\u00e9dio \u00e9 de R$ 23,31 por saca. Da mesma forma, o custo total por tenelada de gr\u00e3o produzid varia de R$ 384,56 a R$ 412,45 nos sistemas sequeiro e R$ 388,53 no sistema irrigado.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo realizado pela Embrapa Agropecu\u00e1ria Oeste, considerando-se a produtividade m\u00e9dia esperada de \u00a05.100 kg por hectare, independente do sistema de produ\u00e7\u00e3o praticado em condi\u00e7\u00f5es de sequeiro, e de 7.200 kg por hectare no sistema irrigado, e o pre\u00e7o m\u00e9dio do milho estimado \u00a0para a safra 2016, de R$ 23,78 por saca de 60 kg, a receita bruta obtida \u00e9 de R$ 2.021,30 por hectare nos sistemas de sequeiro, e de R$ 2.853,60 no irrigado. A renda l\u00edquida obtida, por hectare, ap\u00f3s a remunera\u00e7\u00e3o de todos os fatores, ser\u00e1 negativa apenas no milho Bt+RR em cultivo solteiro, variando entre R$ -82,22 e R$ 60,06 nos sistemas de sequeiro e de R$ 56,18 no sistema irrigado. Esses resultados indicam que a produ\u00e7\u00e3o de milho sarinha na safra 2016, mantendo-se os atuais n\u00edveis de pre\u00e7os (R$ 23,78 por saca de 60 kg), ser\u00e1 economicamente favor\u00e1vel nos sistemas com milho safrinha convencional solteiro, convencional consorciado, Bt consorciado e Bt irrigado.<\/p>\n<p>A taxa de retorno para o empreendedor, que consiste na rela\u00e7\u00e3o renda l\u00edquida e custo total, apresenta-se negativa apenas para o milho Bt+RR e positiva nas demais modalidades de custo apresentadas, variando de -3,91% a 3,06% nos sistemas de sequeiro e de 2,01% no sistema irrigado. Isso significa que, para cada R$ 1,00 gasto com a cultura do milho safrinha de 2016, o produtor ter\u00e1 retorno financeiro, variando entre R$ 0,04 e R$ 0,03 nos sistemas sequeiro e de R$ 0,02 no sistema irrigado.<\/p>\n<p>Mantendo-se os n\u00edveis de pre\u00e7os de quando o estudo foi realizado (outubro 2015), a produ\u00e7\u00e3o do milho safrinha convencional em cultivo solteiro, do convencional consorciado e do Bt consorciado e do Bt irrigado, para a safra 2016, ser\u00e1 eficiente, enquanto a do milho Bt+RR ser\u00e1 ineficiente. Essa rela\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 alterada de acordo com as flutua\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o do mercado do milho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Correio do Estado &#8211; Maur\u00edcio Hugo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pre\u00e7o do milho, hoje, est\u00e1 excelente. Inclusive subiu mais R$ 1 da semana retrasada para a semana passada. Estava cotado na faixa dos R$ 34 a saca, quase um recorde. 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