{"id":214619,"date":"2022-08-15T09:06:08","date_gmt":"2022-08-15T13:06:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=214619"},"modified":"2022-08-15T09:06:08","modified_gmt":"2022-08-15T13:06:08","slug":"sustentavel-producao-de-algodao-brasileiro-deve-crescer-ate-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=214619","title":{"rendered":"Sustent\u00e1vel, produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o brasileiro deve crescer at\u00e9 19%"},"content":{"rendered":"<div class=\"elementor-element elementor-element-33095f69 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content\" data-id=\"33095f69\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"theme-post-content.default\">\n<div class=\"elementor-widget-container\">\n<p>Do vaiv\u00e9m das colheitadeiras sobre imensos tapetes brancos procede uma not\u00edcia animadora para o Brasil e o mundo. A produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o do Pa\u00eds deve fechar o ano entre 13% e 19% maior do que a anterior e rumar ao ritmo pr\u00e9-pandemia. A crise sanit\u00e1ria, que derrubou a demanda da ind\u00fastria t\u00eaxtil global, interrompeu o avan\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o nacional, que havia dobrado em apenas cinco anos.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia de crescimento da produ\u00e7\u00e3o neste ano deve consolidar o Brasil como quarto maior produtor e segundo maior exportador. Na safra plantada em 2019 foram produzidas 3 milh\u00f5es de toneladas. Em 2017, 1,5 milh\u00e3o. Para 2022, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 estimada entre 2,6 e 2,8 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>A qualidade do algod\u00e3o brasileiro tamb\u00e9m atrai o mercado estrangeiro. O principal mercado \u00e9 a \u00c1sia, onde se consolidaram as maiores ind\u00fastrias de roupas. Cerca de 84% da produ\u00e7\u00e3o nacional leva o selo de &#8220;algod\u00e3o sustent\u00e1vel&#8221;, s\u00f3 conferido aos que t\u00eam uma esp\u00e9cie de &#8220;ESG rural&#8221;. \u00c9 preciso cumprir 178 requisitos de qualidade &#8211; sociais, econ\u00f4micos e ambientais. Entre eles, as leis trabalhistas, o C\u00f3digo Florestal e a\u00e7\u00f5es em benef\u00edcio da sa\u00fade e da seguran\u00e7a dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Apesar do crescimento na produ\u00e7\u00e3o esperado para este ano, a produtividade n\u00e3o foi a melhor. Mais de 90% das fazendas usam uma t\u00e9cnica que depende da \u00e1gua da chuva, e ela n\u00e3o veio nas \u00e9pocas e nas quantidades esperadas. A m\u00e9dia de quilos de algod\u00e3o por hectare para este ano \u00e9 mais baixa do que a de 2021, quando a \u00e1rea plantada foi menor do que a atual.<\/p>\n<p>Para 2023, o plano da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Produtores de Algod\u00e3o (Abrapa) \u00e9 alcan\u00e7ar 1,7 milh\u00e3o de hectares, superando a \u00e1rea da safra recorde de 2019. &#8220;A gente encolheu com a pandemia. Era uma decis\u00e3o muito dif\u00edcil. V\u00ednhamos da maior safra da hist\u00f3ria. O algod\u00e3o estava vendido, mas parado no p\u00e1tio.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m vinha buscar. E t\u00ednhamos de definir o plantio da pr\u00f3xima safra&#8221;, diz J\u00falio C\u00e9zar Busato, presidente da Abrapa, que pouco antes de a covid-19 se tornar emerg\u00eancia mundial inaugurou um escrit\u00f3rio em Cingapura para ficar pr\u00f3xima dos industriais asi\u00e1ticos.<\/p>\n<p>O crescimento da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o nos \u00faltimos anos pode ser atribu\u00eddo a tr\u00eas raz\u00f5es principais. Embora o cultivo seja mais dif\u00edcil e oneroso, \u00e9 mais lucrativo do que a <a class=\"st_tag internal_tag \" title=\"not\u00edcias sobre soja\" href=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/tag\/soja\/\" rel=\"tag\">soja<\/a>. Do plantio at\u00e9 o pagamento pelo produto vendido, os produtores esperam cerca de um ano. Demora, mas, segundo eles, a renda compensa. O lucro obtido em um hectare de algod\u00e3o equivale ao de quatro hectares de soja.<\/p>\n<p>Outro motivo da alta \u00e9 a demanda. Com a redu\u00e7\u00e3o do home office e a retomada das atividades sociais e profissionais pelo mundo, a ind\u00fastria t\u00eaxtil vai recuperar o f\u00f4lego e continuar em alta. H\u00e1, ainda, uma raz\u00e3o pr\u00e1tica. O algod\u00e3o precisa de uma quantidade elevada de defensivos agr\u00edcolas, o que deixa a terra mais preparada para receber a cultura seguinte.<\/p>\n<p>Cerca de 65% do algod\u00e3o no Brasil \u00e9 plantado como segunda safra, entre os cultivos de soja e milho. \u00c9 por isso que as maiores colheitas ocorrem em regi\u00f5es de predom\u00ednio dessas culturas, como Mato Grosso, Goi\u00e1s e Bahia. O algod\u00e3o \u00e9 um ramo caro e pouco convidativo para fazendeiros com menos estrutura financeira e experi\u00eancia. Os insumos necess\u00e1rios ficaram mais onerosos e elevaram o custo da produ\u00e7\u00e3o. Itens indispens\u00e1veis, como cloreto de pot\u00e1ssio e f\u00f3sforo, est\u00e3o de tr\u00eas a quatro vezes mais caros.<\/p>\n<p>Segundo a Confedera\u00e7\u00e3o da <a class=\"st_tag internal_tag \" title=\"not\u00edcias sobre Agricultura\" href=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/tag\/agricultura\/\" rel=\"tag\">Agricultura<\/a> e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), os custos na Bahia se aproximam dos R$ 18 mil por hectare, contra R$ 15 mil na compara\u00e7\u00e3o com o segundo semestre do ano passado. S\u00f3 o gasto m\u00e9dio com fertilizantes saltou de R$ 3 mil para R$ 5,4 mil.<\/p>\n<h2>EXPECTATIVA<\/h2>\n<p>A uma hora de Bras\u00edlia, em Cristalina (GO), surgem as primeiras lavouras de algod\u00e3o ladeando a estrada. O agricultor Carlos Alberto Moresco, dono da GM Algodoeira, no munic\u00edpio goiano, conta que reduziu bastante a \u00e1rea plantada por causa da queda de demanda na pandemia. Mesmo assim, est\u00e1 satisfeito com a produtividade favorecida pelo fato de a sua fazenda estar localizada em uma \u00e1rea que sofreu menos com a falta de chuva.<\/p>\n<p>&#8220;Encolhi o algod\u00e3o e subi a soja&#8221;, diz. &#8220;Sempre plantei em torno de 2 mil hectares. Ano passado, foram 840. Este ano, 960. A minha produtividade est\u00e1 muito boa. Vai se assemelhar ou surpreender a do ano passado. A seca que teve em Mato Grosso e na Bahia n\u00e3o afetou tanto a nossa regi\u00e3o. Nossa regi\u00e3o ainda vai ter uma produ\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Ag\u00eancia Estado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do vaiv\u00e9m das colheitadeiras sobre imensos tapetes brancos procede uma not\u00edcia animadora para o Brasil e o mundo. A produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o do Pa\u00eds deve fechar o ano entre 13% e 19% maior do que a anterior e rumar ao ritmo pr\u00e9-pandemia. 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