{"id":216071,"date":"2022-08-29T15:12:55","date_gmt":"2022-08-29T19:12:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=216071"},"modified":"2022-08-29T15:12:55","modified_gmt":"2022-08-29T19:12:55","slug":"pandemia-jogou-familias-na-pobreza-extrema-e-situacao-e-critica-em-9-cidades-de-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=216071","title":{"rendered":"Pandemia &#8216;jogou&#8217; fam\u00edlias na pobreza extrema e situa\u00e7\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica em 9 cidades de MS"},"content":{"rendered":"<p>Entre 2020 e 2022, a popula\u00e7\u00e3o sul-mato-grossense sofreu os impactos econ\u00f4micos da pandemia de Covid-19, levando muitas fam\u00edlias \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Mas, em nove munic\u00edpios do Estado, a quantidade de fam\u00edlias em extrema pobreza aumentou mais de 100% nos dois \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o mais grave vem da fronteira com o Paraguai. Porto Murtinho aumentou em 745% o n\u00famero de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza. Em 2020, apenas 90 fam\u00edlias viviam em extrema pobreza, segundo dados do <a href=\"https:\/\/cadunico.dataprev.gov.br\/#\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cad\u00danico<\/a>, mas esse n\u00famero chegou a 761 fam\u00edlias em abril de 2022.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o estimada para o munic\u00edpio \u00e9 de 17.460 pessoas, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica). Os dados do Minist\u00e9rio da Cidadania mostram que, do total de habitantes, 42,3% s\u00e3o considerados de baixa renda atualmente. A economia da cidade gira em torno basicamente da agropecu\u00e1ria, por\u00e9m, o projeto da Rota Bioce\u00e2nica tem voltado os holofotes para o munic\u00edpio, que deve receber investimentos milion\u00e1rios para se tornar rota do Brasil para os portos do Chile.<\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<h2>Nem agroneg\u00f3cio salvou fam\u00edlias da extrema pobreza ap\u00f3s a pandemia<\/h2>\n<p>Outras cinco cidades, que aparecem com n\u00fameros cr\u00edticos para o aumento da extrema pobreza, t\u00eam economia baseada no agroneg\u00f3cio, sendo grandes produtores agr\u00edcolas. Exemplo disso \u00e9 Maracaju, que em dois anos viu o n\u00famero de fam\u00edlias em extrema pobreza crescer 117,1%, chegando a 532 fam\u00edlias nessas condi\u00e7\u00f5es em abril de 2022.<\/p>\n<p>No munic\u00edpio, que \u00e9 o principal produtor de <a class=\"st_tag internal_tag \" title=\"not\u00edcias sobre soja\" href=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/tag\/soja\/\" rel=\"tag\">soja<\/a> de Mato Grosso do Sul, com 932 mil toneladas na safra 2021\/22, o percentual de fam\u00edlias em pobreza e extrema pobreza soma 61,9% da popula\u00e7\u00e3o. A cidade tamb\u00e9m \u00e9 considerada a mais rica do Estado, segundo o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento.<\/p>\n<p>Outros cinco munic\u00edpios que t\u00eam economia pautada no agroneg\u00f3cio est\u00e3o nessa lista de aumento superior a 100% no n\u00famero de fam\u00edlias em extrema pobreza &#8211; Bandeirantes (104,9%), Itapor\u00e3 (123,9%), Navira\u00ed (114,5%), Santa Rita do Pardo (131,8%) e Terenos (117,7%).<\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><picture><source srcset=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-13.23.54.jpeg.webp 800w, https:\/\/midiamax.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-13.23.54-300x200.jpeg.webp 300w, https:\/\/midiamax.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-13.23.54-768x512.jpeg.webp 768w\" type=\"image\/webp\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1198027\" title=\"Pandemia 'jogou' fam\u00edlias na pobreza extrema e situa\u00e7\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica em 9 cidades de MS 2\" src=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-13.23.54.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" srcset=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-13.23.54.jpeg 800w, https:\/\/midiamax.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-13.23.54-300x200.jpeg 300w, https:\/\/midiamax.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/WhatsApp-Image-2022-07-22-at-13.23.54-768x512.jpeg 768w\" alt=\"Pobreza\" width=\"800\" height=\"533\" data-eio=\"p\" \/><\/picture><figcaption><em>Fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de pobreza aumentaram em todas as cidades do Estado. (Foto: Marcos Erm\u00ednio \/ Midiamax)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2>Pausa do turismo atingiu muitas fam\u00edlias<\/h2>\n<p>Em Bonito, principal destino tur\u00edstico de Mato Grosso do Sul, o aumento no percentual de fam\u00edlias em extrema pobreza \u00e9 alarmante. Em 2020, o munic\u00edpio tinha 372 fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza, mas o n\u00famero saltou para 1.120 em 2022, o que representa aumento de 201,1% em dois anos.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio foi altamente impactado pela pandemia da Covid-19 e passou praticamente quatro meses sem receber turistas. Em 2020, o munic\u00edpio terminou o ano com a extin\u00e7\u00e3o de 124 vagas de empregos formais, conforme dados do Minist\u00e9rio do Trabalho. Por\u00e9m, o setor de turismo \u00e9 basicamente formado por empresas prestadoras de servi\u00e7os e empresas tempor\u00e1rios, ent\u00e3o, na pr\u00e1tica, o efeito pode ter sido pior.<\/p>\n<p>O 9\u00ba munic\u00edpio sul-mato-grossense onde a quantidade de fam\u00edlias em extrema pobreza aumentou mais de 100% tamb\u00e9m foi afetado pelo impacto da pandemia no turismo. Em Aquidauana, o aumento percentual foi de 112,3%, chegando ao total de quase 3 mil fam\u00edlias nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div><\/div>\n<h2>Mais pobres s\u00e3o os principais afetados pelo aumento dos pre\u00e7os<\/h2>\n<p>Os principais impactos econ\u00f4micos deixados pela pandemia de Covid-19 foram o desemprego e a <a class=\"st_tag internal_tag \" title=\"not\u00edcias sobre Infla\u00e7\u00e3o\" href=\"https:\/\/midiamax.uol.com.br\/tag\/inflacao\/\" rel=\"tag\">infla\u00e7\u00e3o<\/a>, que afetou principalmente as fam\u00edlias de baixa renda. Pesquisador da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Wesley Osvaldo Pradella Rodrigues \u00e9 doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional e explica que a infla\u00e7\u00e3o impacta diretamente no pre\u00e7o de itens b\u00e1sicos &#8211; como alimentos, bebidas e habita\u00e7\u00e3o &#8211; que comp\u00f5em grande parte do or\u00e7amento das fam\u00edlias mais pobres.<\/p>\n<p>\u201cO grande problema \u00e9 que quanto mais a renda fica comprometida com itens b\u00e1sicos, menor o poder de compra das fam\u00edlias. Na pr\u00e1tica, significa que essas fam\u00edlias precisam trabalhar apenas para sobreviver. Infla\u00e7\u00e3o \u00e9 um imposto para pobres, porque quando sobe ela onera diretamente essas fam\u00edlias de renda mais baixa e n\u00e3o as de classe m\u00e9dia e alta\u201d, explica Wesley.<\/p>\n<p>Apesar de Mato Grosso do Sul se destacar nacionalmente na produ\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, o progresso da cadeia n\u00e3o chega at\u00e9 a popula\u00e7\u00e3o mais pobre. \u201cA desigualdade reduz quando se oferece emprego e alternativas de renda e o agroneg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 um setor que contribua para isso. O agroneg\u00f3cio \u00e9 uma atividade concentradora de riqueza e n\u00e3o um agente redutor da desigualdade. O setor caminha para ser cada vez mais automatizado, contratando cada vez menos e m\u00e3o de obra mais b\u00e1sica\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Midiamax &#8211; Priscilla Peres<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2020 e 2022, a popula\u00e7\u00e3o sul-mato-grossense sofreu os impactos econ\u00f4micos da pandemia de Covid-19, levando muitas fam\u00edlias \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Mas, em nove munic\u00edpios do Estado, a quantidade de fam\u00edlias em extrema pobreza aumentou mais de 100% nos dois \u00faltimos anos. A situa\u00e7\u00e3o mais grave vem da fronteira com o Paraguai. 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