{"id":21679,"date":"2016-02-29T13:40:07","date_gmt":"2016-02-29T17:40:07","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=21679"},"modified":"2016-02-29T13:47:00","modified_gmt":"2016-02-29T17:47:00","slug":"35-novas-pragas-foram-detectadas-no-brasil-nos-ultimos-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=21679","title":{"rendered":"35 novas pragas foram detectadas no Brasil nos \u00faltimos 10 anos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPelo menos 35 novas pragas foram detectadas nas nossas lavouras nos \u00faltimos 10 anos e recentemente tr\u00eas novas pragas agr\u00edcolas foram detectadas no Pa\u00eds\u201d. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de Claudio Spadotto, membro do Conselho Cient\u00edfico para Agricultura Sustent\u00e1vel (CCAS) e gerente-geral da Embrapa Gest\u00e3o Territorial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma dela \u00e9 a Helicoverpa punctigera, t\u00e3o agressiva quanto a H. armigera. Identificada no Cear\u00e1 em 2015, a H. punctigera pode levar a perdas enormes nas culturas de algod\u00e3o, milho e soja. Outra \u00e9 a mosca-da-haste da soja (Melanagromyza sp.), identificada no Rio Grande do Sul em julho do ano passado. \u00c9 uma praga importante na Austr\u00e1lia, onde causa perdas de at\u00e9 30% na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, e j\u00e1 est\u00e1 amplamente disseminada pela \u00c1sia. Essa mosca tamb\u00e9m est\u00e1 presente no Paraguai e Argentina. Outra praga identificada em 2015, no Mato Grosso, \u00e9 a planta invasora Amaranthus palmeri, bem conhecida nas lavouras de algod\u00e3o e soja nos Estados Unidos. Sabe-se que a falta de controle pode levar a perdas de 80-90% nas culturas infestadas\u201d, alista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, \u201cnovas pragas com potencial de causar grandes danos \u00e0 agricultura brasileira est\u00e3o na imin\u00eancia de chegar ao Pa\u00eds e o Minist\u00e9rio da Agricultura tem adotado medidas para refor\u00e7ar o controle para prevenir a entrada e o estabelecimento de pragas quarenten\u00e1rias. A\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle em portos, aeroportos e postos de fronteira na inspe\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas que caracterizem risco comp\u00f5em os Planos de Conting\u00eancia, com procedimentos operacionais para aplicar medidas preventivas e emergenciais para erradica\u00e7\u00e3o de focos e conten\u00e7\u00e3o da praga\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO entendimento e a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre as amea\u00e7as que as pragas quarenten\u00e1rias representam s\u00e3o primordiais. Precisamos saber quais pragas est\u00e3o por vir e por onde podem ingressar e se estabelecer nos nossos campos. A caracteriza\u00e7\u00e3o e o detalhamento das poss\u00edveis vias de acesso de pragas, concomitantemente com a localiza\u00e7\u00e3o das lavouras amea\u00e7adas, s\u00e3o subs\u00eddios aos programas governamentais de defesa vegetal, ainda mais num pa\u00eds com territ\u00f3rio amplo e diversificado, com extensas fronteiras e com intensas rela\u00e7\u00f5es comerciais, como o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTemos que racionalizar e otimizar as a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia fitossanit\u00e1ria, considerando a distribui\u00e7\u00e3o e a din\u00e2mica da agricultura no territ\u00f3rio e ao longo do tempo. A gest\u00e3o dos riscos fitossanit\u00e1rios em base territorial \u00e9 imprescind\u00edvel, pois aprimora a nossa capacidade de antever e agir pr\u00f3-ativamente. A incorpora\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia territorial para fornecer dados e informa\u00e7\u00f5es consistentes, que auxiliem o controle do ingresso, do estabelecimento e da dissemina\u00e7\u00e3o de pragas, doen\u00e7as e plantas daninhas, traz a possibilidade de vis\u00f5es inusitadas e abordagens inovadoras na defesa sanit\u00e1ria vegetal\u201d, explica Spadotto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O especialista cita o exemplo do trabalho realizado pela Embrapa na regi\u00e3o dos Cerrados, que definiu 141 munic\u00edpios que devem ser priorizados para o monitoramento de Helicoverpa armigera. \u201cOutro exemplo \u00e9 um estudo, tamb\u00e9m da Embrapa, com Chilo partellus, que \u00e9 praga quarenten\u00e1ria ausente no Brasil. Essa mariposa apresenta potencial para atacar v\u00e1rios cultivos, entre eles milho, arroz e cana-de-a\u00e7\u00facar. Os resultados mostraram que \u00e1reas em Roraima (arroz), S\u00e3o Paulo (cana), Paran\u00e1 e Mato Grosso do Sul (milho e cana) devem ser priorizadas nas a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia fitossanit\u00e1ria\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOutra praga quarenten\u00e1ria ausente no Brasil, mas que j\u00e1 est\u00e1 presente em pa\u00edses vizinhos (Col\u00f4mbia, Equador e Peru) \u00e9 a Prodiplosis longifila. Essa mosca tem causado s\u00e9rios danos em \u00e1reas com produ\u00e7\u00e3o de abacate, alcachofra, algod\u00e3o, batata, feij\u00e3o, laranja, lim\u00e3o, tangerina e tomate em outros pa\u00edses. O estudo da Embrapa permitiu a identifica\u00e7\u00e3o de oito munic\u00edpios priorit\u00e1rios para a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia fitossanit\u00e1rias para essa praga\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAssim, as an\u00e1lises geoespaciais podem apoiar a preven\u00e7\u00e3o da entrada e do estabelecimento de pragas quarenten\u00e1rias no Brasil, assim como subsidiar o planejamento das medidas de conten\u00e7\u00e3o e controle, utilizando dados georreferenciados e ferramentas de Sistemas de Informa\u00e7\u00f5es Geogr\u00e1ficas (SIG)\u201d, conclui.<\/p>\n<div class=\"data cor\"><strong>Agrolink<\/strong><\/div>\n<div class=\"data cor\"><strong>Autor: Leonardo Gottems<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPelo menos 35 novas pragas foram detectadas nas nossas lavouras nos \u00faltimos 10 anos e recentemente tr\u00eas novas pragas agr\u00edcolas foram detectadas no Pa\u00eds\u201d. 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