{"id":219164,"date":"2022-09-30T07:42:36","date_gmt":"2022-09-30T11:42:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=219164"},"modified":"2022-09-30T07:42:36","modified_gmt":"2022-09-30T11:42:36","slug":"ampla-visao-as-opcoes-do-eleitor-abracos-ou-propostas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=219164","title":{"rendered":"AMPLA VIS\u00c3O: As op\u00e7\u00f5es do eleitor: abra\u00e7os ou propostas?"},"content":{"rendered":"<p><strong><u>A CHEGADA:<\/u><\/strong> Os \u00faltimos dias de campanha ocorrendo no campo digital. Se o abra\u00e7o n\u00e3o resolveu, nem as visitas de sempre, essa \u00e9 a \u00faltima a chance de influenciar o vizinho, colega de trabalho e parentes. Afinal, as redes sociais s\u00e3o armas poderosas, cada vez mais usuais, do gari da limpeza ao rico empres\u00e1rio. O brasileiro curte a internet por duas horas di\u00e1rias.<\/p>\n<p><strong><u>ELEI\u00c7\u00d5ES:<\/u><\/strong> H\u00e1 quem sustente de que elas deveriam ocorrer todos os anos. No fundo elas alimentam sonhos de idealistas e oportunistas, melhoram a economia gerando emprego e o dinheiro circulando mais \u2013 ainda que temporariamente. Mas tamb\u00e9m provocam consequ\u00eancias danosas: o aumento do \u00edndice de natalidade e at\u00e9 de div\u00f3rcios.<\/p>\n<div id=\"taboola-mid-article\" class=\"d-print-none my-3 trc_related_container trc_spotlight_widget trc_elastic trc_elastic_alternating-thumbnails-a-mid-article \" data-placement-name=\"Mid Article\">\n<div class=\"trc_rbox_container\">\n<div>\n<div id=\"trc_wrapper_55515\" class=\"trc_rbox alternating-thumbnails-a-mid-article trc-content-hybrid \">\n<div class=\"trc_clearer\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong><u>PESQUISAS:<\/u><\/strong> Comparadas ironicamente ao biqu\u00edni; <strong>mostram o principal, mas escondem<\/strong> <strong>o essencial<\/strong>. Mas a fun\u00e7\u00e3o delas n\u00e3o \u00e9 projetar o futuro e sim permitir que o eleitorado tenha uma vis\u00e3o do quadro e qual seria o leque de op\u00e7\u00f5es. Com elas, os candidatos podem avaliar melhor o eleitor, como atingi-lo e tamb\u00e9m convenc\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong><u>EXPECTATIVAS:<\/u><\/strong> A maior delas \u00e9 para saber quem disputar\u00e1 com Andr\u00e9 Puccinelli\u00a0 (MDB) o Governo. Pelas pesquisas Marquinhos Trad (PSD) e Eduardo Ridel (PSDB) seriam os candidatos mais bem posicionados. Rose Modesto (Uni\u00e3o Brasil) e Capit\u00e3o Contar (PRTB) correriam por fora. Tranquila a situa\u00e7\u00e3o de Tereza Cristina candidata ao Senado (Progressistas).<\/p>\n<p><strong><u>SOBREVIVENTE:\u00a0<\/u><\/strong> Precavendo-se da natural vulnerabilidade pelas den\u00fancias e pris\u00f5es, habilmente Puccinelli limitou-se a apresentar propostas, evitando entrar em temas pol\u00eamicos e criar atritos com os concorrentes. Mesmo nos debates o que se viu foi um postulante comedido j\u00e1 pensando em atrair apoios no 2\u00ba turno. At\u00e9 aqui surpreendeu pela mansid\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><u>MARCOS TRAD:<\/u><\/strong> Um in\u00edcio de campanha fulminante, mas seu voo foi interceptado\u00a0 pelo \u2018missil\u2019 de den\u00fancias por abusos sexuais. Epis\u00f3dio desgastante que o obrigou a mudar de estrat\u00e9gia e discurso. Desde o come\u00e7o elegeu como alvos Riedel e seu fiador pol\u00edtico Reinaldo Azambuja. Apesar de tudo, exibe f\u00f4lego na busca da vaga ao 2\u00ba turno.<\/p>\n<p><strong><u>EDUARDO RIEDEL:<\/u><\/strong> Pouco \u00e0 vontade nos eventos e na TV e discurso t\u00e9cnico de dif\u00edcil penetra\u00e7\u00e3o nas camadas inferiores da popula\u00e7\u00e3o. Razo\u00e1vel nos debates, criticado por a\u00e7\u00f5es na gest\u00e3o estadual e pelas b\u00ean\u00e7\u00e3os recebidas do governador Reinaldo. Lenta sua ascens\u00e3o nas pesquisas, apesar da estrutura de campanha. A associou seu projeto a Bolsonaro e Tereza Cristina.<\/p>\n<p><strong><u>ROSE MODESTO:<\/u><\/strong> As pesquisas mostram suas dificuldades de inser\u00e7\u00e3o em certos segmentos sociais. Seu apelo feminista circunscrito a nichos de influ\u00eancia limitada. A escolha do empres\u00e1rio rural Alberto Schlatter como vice n\u00e3o trouxe \u00a0dividendos eleitorais esperados. Mas \u00e9 sens\u00edvel e articulada para futuros voos. Ela continua na \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong><u>CAPIT\u00c3O CONTAR:<\/u><\/strong> Candidatura surpresa. A forma\u00e7\u00e3o militar (Agulhas Negras) deu-lhe embasamento patri\u00f3tico definido e identificado com\u00a0 Bolsonaro. \u00a0Prejudicado na escolha do partido no final do prazo eleitoral, teve pouco tempo no hor\u00e1rio gratuito. Imposs\u00edvel prever o crescimento de sua candidatura na reta final. Mas segue vivo.<\/p>\n<p><strong><u>DESAFIO:<\/u><\/strong> O pol\u00edtico seria mesmo dono do eleitor que o obedece cegamente como um teleguiado? Elei\u00e7\u00f5es nacionais, estaduais e municipais demonstram que o poder de transferir votos \u00e9 complicado e relativo. Projetando o 2\u00ba turno na sucess\u00e3o estadual a expectativa\u00a0 \u00e9 sobre a possibilidade do eleitorado seguir ou n\u00e3o como manada obediente ao sinal de seu candidato que sucumbiu no 1\u00ba turno.<\/p>\n<p><strong><u>PURA ILUS\u00c3O:<\/u><\/strong> Aqui as elei\u00e7\u00f5es presidenciais e parlamentares s\u00e3o paralelas. O eleitor n\u00e3o consegue aferir os perfis e propostas dos candidatos ao Congresso. Nos \u2018USA\u2019 parte do Senado e C\u00e2mara s\u00e3o eleitos na metade do mandato presidencial. Na Fran\u00e7a se escolhe primeiro o Presidente e s\u00f3 depois vem as elei\u00e7\u00f5es parlamentares. Nos dois pa\u00edses o eleitor decide em dar ou n\u00e3o maioria aos governantes, ou seja, fortalecendo-os ou obrigando-os a modera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><u>ENTENDEU?<\/u><\/strong>\u00a0 Aqui elegemos e s\u00f3 depois vamos conferir o perfil do presidente da rep\u00fablica e dos \u2018nobres\u2019 congressistas. A\u00ed \u00e9 tarde demais! O\u00a0 Mensal\u00e3o e o Centr\u00e3o provam de que o Executivo, pode conduzir\u00a0 livremente a administra\u00e7\u00e3o com barganhas e manobras . Da\u00ed n\u00e3o h\u00e1 interesse em copiar os modelos da Fran\u00e7a e Estados Unidos numa reforma pol\u00edtica de verdade.<\/p>\n<p><strong><u>ROBERTO BRANT: <\/u><\/strong>\u201c As elei\u00e7\u00f5es de outubro, parecem um jogo de vida e morte para todos n\u00f3s, mas no fundo n\u00e3o passam de uma pura luta pelo poder. Todos sabemos, ou dever\u00edamos saber, que o poder pol\u00edtico entre n\u00f3s \u00e9 reserva de grupos e interesses muito restritos e passa muito longe de quase toda a popula\u00e7\u00e3o. Vamos \u00e0s urnas, at\u00e9 por uma absurda obriga\u00e7\u00e3o legal, que n\u00e3o deveria existir numa sociedade civilizada e\u00a0 livre\u2026\u201d (Ex-deputado federal(MG) e ex-ministro da Previd\u00eancia social)<\/p>\n<p><strong><u>VERDADES:\u00a0<\/u><\/strong> \u201c O brasileiro quer um pa\u00eds diferente desde que n\u00e3o envolva sacrif\u00edcios pessoais. Quer mais Estado e menos impostos. N\u00e3o \u00e9 genial? Quer que as coisas mudem, que a corrup\u00e7\u00e3o acabe, mas sem mudar o pr\u00f3prio comportamento. A gente se acha malandro tirando onda de gringo ot\u00e1rio. Quem s\u00e3o mesmo os ot\u00e1rios? \u201d (Mariliz Pereira Jorge \u2013 de \u2018O pior do Brasil \u00e9 o brasileiro\u2019)<\/p>\n<p><strong><u>NA MOSCA:<\/u><\/strong> \u00a0Em 1932 o jornal \u2018Libert Digest\u2019, enviou 20 milh\u00f5es de c\u00e9dulas eleitorais \u00e0 casa de eleitores e recebeu de volta 3 milh\u00f5es delas preenchidas. O jornal queria saber a tend\u00eancia do eleitorado americano nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais daquele ano. \u00a0Franklin D. Roosevel foi o prefeito, eleito e reeleito por mais 3 vezes (1936\/40\/44) e falecendo em janeiro de 1945.<\/p>\n<p><strong><u>PADRE KELMON:<\/u><\/strong> Puxando pelo fio da hist\u00f3ria lembro de personagens religiosas que marcaram. Entre eles o Frei Caneca, dom Evaristo Arns, padre Anchieta,\u00a0 padre Vieira e o padre Regente Feij\u00f3. \u00a0Nestas elei\u00e7\u00f5es, a vingan\u00e7a do ex-deputado Roberto Jeferson foi inventar o tal Kelmon (ET?) lembrando figuras folcl\u00f3ricas de pleitos anteriores como o cabo Daciolo.\u00a0 Valei-me S\u00e3o Benedito!<\/p>\n<p><strong><u>RUBEM ALVES:<\/u><\/strong> \u201cA presen\u00e7a de ratos na vida p\u00fablica brasileira \u00e9 evid\u00eancia que o nosso povo n\u00e3o soube pensar, n\u00e3o sabe identificar os ratos. E n\u00e3o sabendo, o povo inocentemente abre os buracos pelos quais os ratos entrar\u00e3o. Uma sociedade democr\u00e1tica entre lobos \u00e9 poss\u00edvel <strong>porque existe equil\u00edbrio de poder<\/strong> entre os lobos. Mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a sociedade democr\u00e1tica onde haja lobos e cordeiros\u2026\u201d<\/p>\n<p><strong><u>CONCORDA?\u00a0<\/u><\/strong> \u201cA esquerda n\u00e3o acredita num mundo em que os pobres odeiam os ricos. Os exclu\u00eddos <strong>odeiam<\/strong> n\u00e3o ter as mesmas chances dos ricos. Isso \u00e9 diferente da velha luta de classes. \u201d (Thomas Friedman). \u201cO problema da extrema esquerda \u00e9 que ela nunca esteve preocupada em ajudar os pobres, <strong>mas apenas<\/strong> em prejudicar os ricos. \u201d (J\u00falio B\u00e1rbaro) \u201cO comunismo \u00e9 uma esp\u00e9cie de alfaiate; quando a roupa n\u00e3o fica boa <strong>faz altera\u00e7\u00f5es<\/strong> no cliente.\u201d <strong>(Mill\u00f4r Fernandes)<\/strong><\/p>\n<p><strong><u>MANCADA:\u00a0<\/u><\/strong> Todos os candidatos ao Planalto tratando o pa\u00eds como jovem sem atentar para detalhes:\u00a0 Pelo IBGE a popula\u00e7\u00e3o acima de 50 anos supera o grupo com menos de 30 anos. Cerca de 18,6% do eleitorado tem mais de 60 anos de idade e foram ignorados nas pautas dos programas dos postulantes. O Brasil envelheceu e os pol\u00edticos n\u00e3o perceberam. Esse pessoal produz e vota!<\/p>\n<p><strong><u>ATUAL\u00cdSSIMA:\u00a0<\/u><\/strong> \u201c ( )\u2026Um pa\u00eds n\u00e3o vai para o brejo de um momento para outro \u2026um pa\u00eds\u00a0 vai para o brejo aos poucos, construindo sua desgra\u00e7a ponto por ponto, um tanto de corrup\u00e7\u00e3o aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de m\u00e3os dadas. H\u00e1 sinais constantes de perigo, h\u00e1 abundantes evidencias de crime por toda parte, mas a sociedade d\u00e1 de ombros, <strong>vencida pela in\u00e9rcia e pela aud\u00e1cia dos canalhas<\/strong>\u2026\u201d (trecho do texto \u2018<strong>A caminho do Brejo\u2019<\/strong>, de Cora Ronai em 2016.<\/p>\n<p><strong><u>PONTO FINAL:<\/u><\/strong><\/p>\n<p>\u201cQuando os homens s\u00e3o \u00e9ticos, as leis s\u00e3o desnecess\u00e1rias; quando os homens s\u00e3o corruptos as leis s\u00e3o in\u00fateis\u201d.\u00a0 <strong>( Thomas Jefferson<\/strong>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CHEGADA: Os \u00faltimos dias de campanha ocorrendo no campo digital. Se o abra\u00e7o n\u00e3o resolveu, nem as visitas de sempre, essa \u00e9 a \u00faltima a chance de influenciar o vizinho, colega de trabalho e parentes. Afinal, as redes sociais s\u00e3o armas poderosas, cada vez mais usuais, do gari da limpeza ao rico empres\u00e1rio. 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