{"id":220144,"date":"2022-10-12T08:46:46","date_gmt":"2022-10-12T12:46:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=220144"},"modified":"2022-10-13T15:02:59","modified_gmt":"2022-10-13T19:02:59","slug":"ms-se-destaca-com-13-municipios-entre-os-mais-ricos-do-agro-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=220144","title":{"rendered":"Chapad\u00e3o do Sul e Costa Rica est\u00e3o entre os 100 munic\u00edpios mais ricos do agro no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Com 13 munic\u00edpios entre os 100 mais ricos do Brasil e uma agricultura na vanguarda da expans\u00e3o tecnol\u00f3gica, Mato Grosso do Sul atingiu R$ 44,99 bilh\u00f5es em 2021 em valor de produ\u00e7\u00e3o das culturas. \u00c9 o que aponta a Pesquisa Agr\u00edcola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>O valor de produ\u00e7\u00e3o das culturas cresceu 60,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Baseado na pesquisa do \u00faltimo ano, o Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa) classificou tr\u00eas munic\u00edpios do Estado entre os 20 primeiros colocados. Primeira cidade sul-mato-grossense, Maracaju figura em 8\u00ba, com valor auferido de R$ 3,4 bilh\u00f5es em produ\u00e7\u00e3o em 2020.<\/p>\n<figure id=\"attachment_101384\" class=\"wp-caption alignleft\" aria-describedby=\"caption-attachment-101384\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-101384\" src=\"https:\/\/coximagora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/111005a_1.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 286px) 100vw, 286px\" srcset=\"https:\/\/coximagora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/111005a_1.jpg 286w, https:\/\/coximagora.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/111005a_1-247x300.jpg 247w\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"348\" data-pin-no-hover=\"true\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-101384\" class=\"wp-caption-text\">(PAM\/IBGE)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Outras municipalidades que fecham a parte alta do ranking s\u00e3o Ponta Por\u00e3, que ficou em 16\u00ba, e Sidrol\u00e2ndia, em 20\u00ba, com 2,4 bilh\u00f5es e R$ 2 bilh\u00f5es em produ\u00e7\u00e3o, respectivamente.<\/p>\n<p>Principal motor da produ\u00e7\u00e3o, os tr\u00eas munic\u00edpios tamb\u00e9m s\u00e3o impulsionados majoritariamente pela produ\u00e7\u00e3o de soja. De acordo com a PAM, a oleaginosa ocupou 565 mil hectares de \u00e1rea plantada em Maracaju em 2021, seguido por 490 mil em Ponta Por\u00e3 e 453 mil em Sidrol\u00e2ndia.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Produ\u00e7\u00e3o e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, explica que o Estado passou por uma grande transforma\u00e7\u00e3o, aumentando e tecnificando a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTemos 13 munic\u00edpios ranqueados entre os de maior crescimento do agro e de representatividade em termos nacional. Mato Grosso do Sul, comemorando seus 45 anos, teve um processo de transforma\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 10 anos, do seu pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio, voc\u00ea tinha uma discuss\u00e3o muito forte do bin\u00f4mio soja e boi\u201d.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o secret\u00e1rio, a ado\u00e7\u00e3o de tecnologia ajudou o Estado a consolidar duas safras integradas e a chegar aos 6 milh\u00f5es de hectares plantados somente somando as lavouras de soja e milho.<\/p>\n<p>\u201cEssa pujan\u00e7a do agro se deu em fun\u00e7\u00e3o do aumento da \u00e1rea plantada, no caso de Mato Grosso do Sul, mas tamb\u00e9m pela eleva\u00e7\u00e3o da produtividade. Economizamos muito a expans\u00e3o de \u00e1rea decorrente dessa eleva\u00e7\u00e3o da produtividade. Mas o agro sul-mato-grossense obviamente que \u00e9 muito mais amplo, hoje o Estado \u00e9 multiprote\u00edna. Quer dizer, tem uma base de produ\u00e7\u00e3o da prote\u00edna vegetal [e animal] e transformando essa prote\u00edna com a industrializa\u00e7\u00e3o\u201d, analisa Verruck.<\/p>\n<p>Conforme o doutor em economia Michel Constantino, a economia agr\u00edcola de Mato Grosso do Sul multiplicou seu potencial a cada novo ciclo de produ\u00e7\u00e3o. \u201cPor um lado, puxado por um mercado demandante de alimentos, e, por outro lado, por empreendedores que acreditaram no desenvolvimento do Estado\u201d, define.<\/p>\n<p>Para ele, o ranking \u00e9 o resultado de uma economia baseada em recursos naturais e produtivos. \u201cAmbos em conson\u00e2ncia com as melhores pr\u00e1ticas produtivas e um comportamento cada vez mais profissional dos empres\u00e1rios do setor\u201d, analisa.<\/p>\n<p>O mestre em economia Eug\u00eanio Pav\u00e3o relata que a moderniza\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria de MS vem desde a d\u00e9cada de 1970. \u201cHoje, temos uma pol\u00edtica de governo para o crescimento e o incentivo da produ\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, com atividades capitalistas modernas e desenvolvidas\u201d.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio da Semagro ainda frisa que, nos \u00faltimos cinco anos, Mato Grosso do Sul ampliou a agroindustrializa\u00e7\u00e3o focando principalmente em agregar valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cUm Estado que neste momento mostra a sua intensividade no processamento destes produtos oriundos do agroneg\u00f3cio. Seja o eucalipto para transformar em celulose e posteriormente em papel; seja bovinocultura para transformar em carne desossada, processada, hoje n\u00f3s temos at\u00e9 f\u00e1brica de hamb\u00farguer. A suinocultura da mesma forma com a expans\u00e3o da base de matrizes, adensamento da cadeia produtiva, aumento da industrializa\u00e7\u00e3o, abate e industrializa\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio territ\u00f3rio sul mato-grossense. Isso vem tamb\u00e9m na avicultura e piscicultura\u201d, frisa Verruck.<\/p>\n<h2>PESQUISA<\/h2>\n<p>Segundo n\u00fameros da PAM de setembro, ao todo, MS fechou o \u00faltimo ano com produ\u00e7\u00e3o recorde de 12,23 milh\u00f5es de toneladas e teve aumento de 110% no valor da produ\u00e7\u00e3o, se comparado a 2020 (R$ 14,30 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>O milho teve produ\u00e7\u00e3o reduzida em 40,3%. Isso tudo por causa das secas e geadas que atingiram o Estado e as principais zonas produtoras, na regi\u00e3o centro-sul de MS.<\/p>\n<p>No entanto, o pre\u00e7o compensou os produtores: o valor de produ\u00e7\u00e3o atingiu o recorde de R$ 8,03 bilh\u00f5es, registrando alta de 7,88%, mesmo com as produtividades em baixa.<\/p>\n<p>Outra cultura de alta produtividade e intensa nos campos do Estado \u00e9 a cana-de-a\u00e7\u00facar. Foram colhidas 44,29 milh\u00f5es de toneladas, 1,1% inferior ao ano anterior, com um valor de produ\u00e7\u00e3o de R$ 5,49 bilh\u00f5es, alta de 9,2%.<\/p>\n<p>Em \u00e1rea plantada total, MS apresentou 6,4 milh\u00f5es de hectares, crescimento de 7,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2020. Entre os principais produtos, obtiveram aumento de \u00e1rea plantada as culturas de soja (8,1%), milho (8,9%), cana-de-a\u00e7\u00facar (1,0%) e mandioca (9,7%).<\/p>\n<p>\u201cTemos novos munic\u00edpios entrando na agropecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em \u00e1reas menos f\u00e9rteis, expans\u00e3o do eucalipto e avan\u00e7o das multiprote\u00ednas, quer dizer, com a transforma\u00e7\u00e3o disso em prote\u00edna animal, e essas prote\u00ednas animais por sua vez caminhando para a agroindustrializa\u00e7\u00e3o\u201d, diz o titular da Semagro sobre a diversifica\u00e7\u00e3o da base produtiva.<\/p>\n<p>Verruck destaca tamb\u00e9m que o Estado quer intensificar ainda mais as mudan\u00e7as j\u00e1 adotadas. \u201cEstamos em uma busca de retornar a produ\u00e7\u00e3o de trigo, Mato Grosso do Sul j\u00e1 teve produ\u00e7\u00e3o significativa, outras culturas, substituindo at\u00e9 o milho, por exemplo, pelo sorgo, que \u00e9 mais resistente e outras culturas como amendoim para fazer reforma de pasto e reforma de cana\u201d.<\/p>\n<h2>FUTURO<\/h2>\n<p>Para o futuro, o secret\u00e1rio ainda aponta que a meta \u00e9 de que o Estado se posicione cada vez mais no topo entre os maiores produtores e continue gerando emprego e renda para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cExiste um posicionamento muito claro como meta, a partir desses 45 anos, que Mato Grosso do Sul consiga fazer um caminho e se posicionar entre os cinco maiores produtores do Pa\u00eds, seja na \u00e1rea do rebanho ou na suinocultura, seja na piscicultura ou na avicultura. Esse \u00e9 um caminho natural que vem ocorrendo com a transforma\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios. Onde a agricultura chegou h\u00e1 uma intensifica\u00e7\u00e3o de investimento, do com\u00e9rcio, uma intensifica\u00e7\u00e3o da estrutura de armazenagem. Ent\u00e3o esse \u00e9 o caminho\u201d.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 noticiado pelo Correio do Estado, atualmente, o maior desafio para os pr\u00f3ximos anos \u00e9 a recomposi\u00e7\u00e3o e a consolida\u00e7\u00e3o da infraestrutura log\u00edstica de Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>O Estado sofre com a sobrecarga em rodovias, o sucateamento de ferrovias e hidrovias. De acordo com o secret\u00e1rio, essas s\u00e3o as principais prioridades para que MS siga rumo ao desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>\u201cTemos de consolidar a quest\u00e3o ferrovi\u00e1ria no Estado, com duas licita\u00e7\u00f5es que em breve v\u00e3o ocorrer, implantar a rota bioce\u00e2nica daqui a dois anos e qualificar melhor a exporta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, temos de ter um agro sustent\u00e1vel, com novos mercados e tamb\u00e9m quando a gente pensa na pecu\u00e1ria a partir do pr\u00f3ximo ano livre de febre aftosa, sem vacina\u00e7\u00e3o\u201d, analisa Verruck.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio ressalta que o conjunto sanidade, diversifica\u00e7\u00e3o de mercado e agrega\u00e7\u00e3o de valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o fazem com que o Estado esteja no melhor momento em termos de indicadores econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>\u201cE com as principais diretrizes estrat\u00e9gicas consolidadas para realmente se tornar um Estado do agroneg\u00f3cio e da agroindustrializa\u00e7\u00e3o e exportador. Com uma base econ\u00f4mica diversificada e com caminhos log\u00edsticos para atingir esses mercados mais eficientes e mais competitivos\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><strong>Ordem, por Valor da produ\u00e7\u00e3o, dos 100 munic\u00edpio mais ricos do Agro. <\/strong><\/p>\n<p>Correio do Estado, S\u00fazan Benites; Rodrigo Almeida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com 13 munic\u00edpios entre os 100 mais ricos do Brasil e uma agricultura na vanguarda da expans\u00e3o tecnol\u00f3gica, Mato Grosso do Sul atingiu R$ 44,99 bilh\u00f5es em 2021 em valor de produ\u00e7\u00e3o das culturas. \u00c9 o que aponta a Pesquisa Agr\u00edcola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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