{"id":222959,"date":"2022-11-16T14:02:46","date_gmt":"2022-11-16T18:02:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=222959"},"modified":"2022-11-16T16:06:27","modified_gmt":"2022-11-16T20:06:27","slug":"durante-manifestacao-marcha-das-mulheres-cobra-posicionamento-de-parlamentares-de-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=222959","title":{"rendered":"Durante manifesta\u00e7\u00e3o, marcha das mulheres cobra posicionamento de parlamentares de MS"},"content":{"rendered":"<p>Durante protesto feito majoritariamente por mulheres na ter\u00e7a-feira (15), em Campo Grande, manifestantes cobraram que parlamentares se posicionassem sobre o movimento h\u00e1 mais de duas semanas em frente aos quart\u00e9is. Na Capital, o grupo se instalou em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste), na Avenida Duque de Caxias. Deputados federais sul-mato-grossenses se dividem entre os favor\u00e1veis e contr\u00e1rios a tais atos.<\/p>\n<p>\u201cPessoal, n\u00f3s precisamos tamb\u00e9m cobrar, nesse momento t\u00e3o importante, aqueles deputados e senadores, para que eles se posicionem. Eles est\u00e3o acovardados, eles precisam se posicionar a favor da maioria do povo de bem, que somos n\u00f3s. Eles est\u00e3o se escondendo, est\u00e3o se omitindo, se acovardando, e eles precisam sim, eles t\u00eam o dever de nos dar uma resposta\u201d, disse uma das manifestantes ao microfone que n\u00e3o quis se identificar.<\/p>\n<p>Nesta manh\u00e3, o Campo Grande News tentou contato com deputados federais eleitos neste pleito para repercutir o assunto. Luiz Ovando (PP), reeleito para o pr\u00f3ximo mandato, afirmou que apoia as manifesta\u00e7\u00f5es e que \u00e9 favor\u00e1vel ao voto impresso. \u201cN\u00e3o estou \u00e0 frente das manifesta\u00e7\u00f5es, mas apoio a manifesta\u00e7\u00e3o popular. Inclusive, estive visitando, principalmente, em frente ao CMO\u201d, disse o deputado.<\/p>\n<p>Eleito com 45.491 votos nas elei\u00e7\u00f5es de 2022, ele afirma, sem que apresente provas, que \u201ch\u00e1 fortes ind\u00edcios de fraude nas elei\u00e7\u00f5es\u201d. Segundo ele, at\u00e9 que sejam comprovadas, a responsabilidade \u00e9 da Justi\u00e7a Eleitoral. Ele menciona que o voto impresso j\u00e1 foi colocado em pr\u00e1tica em 2002, em algumas cidades, mas que a medida foi vetada \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>Ele se refere a Lei 10.408, feita h\u00e1 20 anos, que instituiu o voto impresso para sete milh\u00f5es de eleitores em 150 munic\u00edpios no pleito daquele ano. A legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 mais em vigor, j\u00e1 que foi revogada em 2003. Conforme relat\u00f3rio elaborado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), naquele ano, a experi\u00eancia revelou que a impress\u00e3o do voto n\u00e3o trouxe maior seguran\u00e7a ou transpar\u00eancia ao processo de vota\u00e7\u00e3o, mas sim aumento de filas, atrasos na vota\u00e7\u00e3o, falhas nas impressoras e maior percentual de urnas eletr\u00f4nicas com defeito.<\/p>\n<p>\u201cA pergunta que se coloca \u00e9: \u2018por que tanto medo do voto impresso?&#8217;, j\u00e1 que foi aprovado em lei [em 2002 e revogado no ano seguinte]\u201d, declarou Ovando. Ele tamb\u00e9m citou a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 135, de 2019, que tornaria o voto impresso obrigat\u00f3rio. A proposta recebeu parecer contr\u00e1rio elaborado pela comiss\u00e3o especial da C\u00e2mara dos Deputados. Segundo o deputado, houve, \u00e0 \u00e9poca, campanha contr\u00e1ria feita por ministros. \u201cEles t\u00eam que vir a p\u00fablico para justificar essa limita\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas no c\u00f3digo-fonte e n\u00e3o se pode admitir o cerceamento de tamanha magnitude&#8221;.<\/p>\n<p>Sou favor\u00e1vel \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o, o TSE tem que vir a p\u00fablico para dizer se h\u00e1, ou n\u00e3o, seguran\u00e7a nisso e, at\u00e9 que isso n\u00e3o aconte\u00e7a, o povo tem que ficar nas ruas&#8221;, disse Luiz Ovando.<\/p>\n<p>Deputado federal com 103.111 votos, maior n\u00famero de eleitores neste pleito, Marcos Pollon (PL) afirma que &#8220;o grande diferencial dessas manifesta\u00e7\u00f5es \u00e9 que elas acontecem de forma espont\u00e2nea sem qualquer lideran\u00e7a ou direcionamento \u00e9 a insatisfa\u00e7\u00e3o do povo por conta das incertezas que foram alimentadas at\u00e9 o momento&#8221;, diz ele ao contr\u00e1rio do que aponta o relat\u00f3rio de v\u00e1rias secretarias de seguran\u00e7a, que identificou l\u00edderes do movimento.<\/p>\n<p>Ele ressalta que as &#8220;manifesta\u00e7\u00f5es pac\u00edficas e ordeiras s\u00e3o constitucionais e as pessoas t\u00eam o direito de exerc\u00ea-los&#8221;. O futuro parlamentar tamb\u00e9m comenta que manifestantes t\u00eam &#8220;se posicionado na frente dos quart\u00e9is pois at\u00e9 1.320 metros (no entorno) consiste em \u00e1rea militar&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ou seja, \u00e9 um local seguro e as pr\u00f3prias For\u00e7as Armadas j\u00e1 se pronunciaram a favor do direito das pessoas de se manifestar. Acredito que o fato de n\u00e3o ter nenhum pol\u00edtico envolvido abrilhanta o movimento, de forma que ningu\u00e9m tem o direito de fazer uso pol\u00edtico de algo t\u00e3o genu\u00edno e importante quanto as presentes manifesta\u00e7\u00f5es. Confio no presidente e acredito que ele est\u00e1 imbu\u00eddo em sempre fazer o necess\u00e1rio para melhorar o Brasil&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Contr\u00e1rios &#8211; O deputado eleito Dagoberto Nogueira (PSDB) reafirmou seu posicionamento quanto \u00e0 seguran\u00e7a das urnas eletr\u00f4nicas. &#8220;Eu respeito essas manifesta\u00e7\u00f5es, mas as elei\u00e7\u00f5es j\u00e1 passaram. Ent\u00e3o, queiram eles ou n\u00e3o, o presidente Lula ganhou e temos de respeitar o processo&#8221;.<\/p>\n<p>As urnas j\u00e1 foram atestadas, j\u00e1 vieram representantes do mundo inteiro para acompanhar as elei\u00e7\u00f5es. Apesar de n\u00e3o ser papel das For\u00e7as Armadas, eles atestaram que as urnas s\u00e3o confi\u00e1veis. Ent\u00e3o, n\u00e3o tem o que discutir. Elas sempre foram confi\u00e1veis, o pr\u00f3prio Bolsonaro foi eleito muitas vezes deputado e tamb\u00e9m como presidente&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Eleita deputada federal para assumir a partir de fevereiro, a vereadora da Capital Camila Jara (PT) ressaltou direito de manifesta\u00e7\u00e3o, garantido na democracia brasileira, mas questionou as motiva\u00e7\u00f5es de certos grupos. \u201cManifesta\u00e7\u00f5es que pedem interven\u00e7\u00e3o militar v\u00e3o contra o pr\u00f3prio sistema democr\u00e1tico. Algumas dessas pautas e reivindica\u00e7\u00f5es deveriam ser revistas, tendo em vista que a Garantia da Lei e da Ordem \u00e9 justamente para garantir que o presidente eleito possa assumir o seu mandato\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA cada quatro anos tem elei\u00e7\u00e3o novamente e toda aquela energia poderia ser canalizada para garantir, inclusive, que a PEC de Transi\u00e7\u00e3o passe. Ela visa, inclusive, fazer com que propostas apresentadas por Bolsonaro na elei\u00e7\u00e3o sejam cumpridas, como aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo e aux\u00edlio de R$ 600&#8243;.<\/p>\n<p>Jara comenta que outras transi\u00e7\u00f5es, como a de Michel Temer (MDB) para a gest\u00e3o Bolsonaro, foram pac\u00edficas. &#8220;O governo de transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 acontecendo, em Bras\u00edlia, e discutindo como garantir que Mato Grosso do Sul e o Brasil sejam destaque, principalmente, na parte ambiental, para que a gente consiga preservar nossa natureza, gerar emprego e renda e fazer com que nosso Pa\u00eds seja protagonista, novamente, nas rela\u00e7\u00f5es internacionais&#8221;.<\/p>\n<p>Deputado federal eleito em 2018 e que n\u00e3o conseguiu reelei\u00e7\u00e3o, F\u00e1bio Trad (PSD) criticou manifesta\u00e7\u00f5es realizadas desde o resultado do segundo turno, em 30 de outubro. Segundo ele, \u201cmanifestantes que pregam a interven\u00e7\u00e3o federal pelos militares incorrem na pr\u00e1tica de crime previsto no artigo 286\u201d, que prescreve \u201cincita\u00e7\u00e3o ao crime\u201d.<\/p>\n<p>O parlamentar afirma se basear no par\u00e1grafo que diz que a pr\u00e1tica \u201cincorre na mesma pena quem incita, publicamente, animosidade entre as For\u00e7as Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as institui\u00e7\u00f5es civis ou a sociedade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cLogo, n\u00e3o h\u00e1 liberdade de express\u00e3o quando o que se expressa \u00e9 a defesa da pr\u00e1tica de uma conduta prevista como crime pela legisla\u00e7\u00e3o. Por isso, estas manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o antidemocr\u00e1ticas e n\u00e3o devem contar com o apoio da sociedade. Ganhar e perder faz parte da democracia\u201d, declarou Trad.<\/p>\n<p>N\u00e3o se posicionaram &#8211; Rodolfo Nogueira (PL) n\u00e3o atendeu \u00e0s liga\u00e7\u00f5es e nem respondeu aos questionamentos feitos por mensagem. Vander Loubet (PT), Beto Pereira (PSDB) e Loester Trutis (PL) n\u00e3o atenderam liga\u00e7\u00f5es ou responderam mensagens.<\/p>\n<p>O deputado eleito neste ano Geraldo Resende (PSDB) afirmou que n\u00e3o se posicionar\u00e1 antes de assumir o mandato, em fevereiro do ano que vem.<\/p>\n<p>Na C\u00e2mara dos Deputados at\u00e9 o final do ano, a senadora eleita Tereza Cristina (PP) foi procurada, por meio de sua assessoria, mas a reportagem n\u00e3o obteve resposta. Tamb\u00e9m na Casa de Leis por mais algumas semanas, Rose Modesto n\u00e3o respondeu questionamentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por Guilherme Correia &#8211; CAMPO GRANDE NEWS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante protesto feito majoritariamente por mulheres na ter\u00e7a-feira (15), em Campo Grande, manifestantes cobraram que parlamentares se posicionassem sobre o movimento h\u00e1 mais de duas semanas em frente aos quart\u00e9is. Na Capital, o grupo se instalou em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste), na Avenida Duque de Caxias. 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