{"id":229120,"date":"2023-01-24T07:55:20","date_gmt":"2023-01-24T11:55:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=229120"},"modified":"2023-01-24T07:55:20","modified_gmt":"2023-01-24T11:55:20","slug":"rio-grande-do-sul-enfrenta-a-estiagem-mais-severa-em-4-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=229120","title":{"rendered":"Rio Grande do Sul enfrenta a estiagem mais severa em 4 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-noticia\">\n<p>O Rio Grande do Sul enfrenta novamente uma estiagem nesta safra. S\u00e3o registradas perdas em milho sequeiro, falta de \u00e1gua para os animais e abastecimento de pessoas, baixas no leite e j\u00e1 se notam os primeiros impactos na soja. A situa\u00e7\u00e3o varia bastante entre as regi\u00f5es do estado. Na regi\u00e3o central e no noroeste ga\u00facho, produtores mostram que a condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil para a lida no campo.<\/p>\n<p>Na propriedade da familia Ceolin, em Tupanciret\u00e3, na regi\u00e3o central do estado, a imagem da lavoura de cima parece indicar que a palha secando \u00e9 colheita pr\u00f3xima, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim. No local, est\u00e3o plantados 167 hectares que renderam espigas pequenas e mal formadas.<\/p>\n<p>\u201cA gente voltou a plantar tem uns cinco anos e j\u00e1 colhemos bem o milho nessas condi\u00e7\u00f5es, a gente s\u00f3 planta sequeiro\u201d, diz a produtora rural Graciane Ceolin. \u201cNo ano passado, j\u00e1 perdemos com a estiagem, mas neste ano est\u00e1 ainda pior\u201d, prossegue a agricultora.<\/p>\n<p>Em alguns casos, as lavouras ficaram sem chuva bem na fase mais critica, que \u00e9 quando o milho come\u00e7a o pendoamento e a colocar as espigas. Com isso, todo um plantio \u00e9 perdido. \u00c9 palha seca que n\u00e3o serve nem para a alimenta\u00e7\u00e3o animal. E os dias em determinados pontos do Rio Grande do Sul t\u00eam sido assim: quentes e com bastante vento, o que agrava ainda mais a situa\u00e7\u00e3o da estiagem.<\/p>\n<h2>Exemplos do impacto da estiagem no RS<\/h2>\n<div id=\"attachment_2925006\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2925006 size-full\" title=\"seca no rs\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/seca-no-rs.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/seca-no-rs-150x88.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/seca-no-rs-320x189.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/seca-no-rs.jpg 640w\" alt=\"seca no rs\" width=\"640\" height=\"377\" aria-describedby=\"caption-attachment-2925006\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-2925006\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Canal Rural\/reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p>Muitos meses com o mesmo cen\u00e1rio. No munic\u00edpio de Tupanciret\u00e3 deveria ter chovido uma m\u00e9dia de 172 mil\u00edmetros por m\u00eas desde agosto de 2022. A m\u00e9dia, contudo, ficou em somente 55 mil\u00edmetros. Isso fez Egl\u00eanio Basso, que nasceu na agropecu\u00e1ria, ter que cortar a silagem mais cedo. \u201cAl\u00e9m da qualidade ser baixa, o volume foi muito baixo. Eu era acostumado a colher 23 toneladas por hectare e hoje deu duas ou tr\u00eas toneladas por hectare\u201d, lamenta o produtor.<\/p>\n<p>Na propriedade de Egl\u00eanio, a renda vem das vacas leiteiras. E al\u00e9m da alimenta\u00e7\u00e3o, outro problema est\u00e1 na \u00e1gua para os animais. Um a\u00e7ude j\u00e1 foi isolado porque s\u00f3 tem lodo e os outros tr\u00eas est\u00e3o com n\u00edvel baixo. Para a produ\u00e7\u00e3o compensar, o produtor precisaria vender o leite a no m\u00ednimo R$ 2,80. Hoje, no entanto, <strong>o litro sai da fazenda por pouco mais de R$ 2,00<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cOs animais est\u00e3o muito deficientes, magros e a\u00ed temos que suplementar com bastante ra\u00e7\u00e3o, feno, silagem de baixa qualidade\u201d, diz o produtor rural. \u201cDesanima\u201d, admite Egl\u00eanio.<\/p>\n<h2>A situa\u00e7\u00e3o de Tupanciret\u00e3<\/h2>\n<div id=\"attachment_2925008\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2925008 size-large\" title=\"Tupanciret\u00e3\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/Tupancireta-640x401.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/Tupancireta-150x94.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/Tupancireta-320x200.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/Tupancireta-640x401.jpg 640w\" alt=\"Tupanciret\u00e3\" width=\"640\" height=\"401\" aria-describedby=\"caption-attachment-2925008\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-2925008\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Canal Rural\/reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p>Tupanciret\u00e3 foi o primeiro munic\u00edpio ga\u00facho a decretar emerg\u00eancia por causa da estiagem desta temporada. E o n\u00famero de cidades que seguiram o mesmo caminho cresce a cada dia. Com os decretos, as administra\u00e7\u00f5es locais podem tomar medidas emergenciais para tentar amenizar as perdas. Al\u00e9m disso, produtores podem acionar o seguro.<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cN\u00f3s j\u00e1 temos uma perda aproximada de R$ 200 milh\u00f5es\u201d \u2014 Gustavo Herter Terra<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cO nosso inverno foi seco. A primavera foi seca e, agora, n\u00f3s estamos entrando em um ver\u00e3o seco\u201d, diz o prefeito de Tupanciret\u00e3, Gustavo Herter Terra (PP). \u201cNo ano passado, a estiagem come\u00e7ou em janeiro, quando n\u00e3o t\u00ednhamos perdas e depois colecionamos uma perda de aproximadamente R$ 1 bilh\u00e3o em commodities no munic\u00edpio\u201d, prossegue o pol\u00edtico. \u201cHoje, na mesma data do inicio da estiagem do ano passado, n\u00f3s j\u00e1 temos uma perda aproximada de R$ 200 milh\u00f5es\u201d, observa o prefeito.<\/p>\n<h2>Problema tamb\u00e9m em J\u00falio de Castilhos<\/h2>\n<div id=\"attachment_2925005\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2925005 size-full\" title=\"estiagem no rio grande do sul\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/estiagem-no-rio-grande-do-sul.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/estiagem-no-rio-grande-do-sul-150x92.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/estiagem-no-rio-grande-do-sul-320x196.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/estiagem-no-rio-grande-do-sul.jpg 640w\" alt=\"estiagem no rio grande do sul\" width=\"640\" height=\"391\" aria-describedby=\"caption-attachment-2925005\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-2925005\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Canal Rural\/reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p>Em J\u00falio de Castilhos, o gado do Moacir da Silva busca \u00e1gua no a\u00e7ude, que j\u00e1 est\u00e1 pela metade. As vacas n\u00e3o querem comer pasto seco, mas o sorgo forrageiro nem nasceu. \u201cJ\u00e1 estamos 40 dias mais ou menos sem uma chuva boa. Choveu 5, 7 mil\u00edmetros, mas isso ajuda muito pouco. Assim, ficamos naquela expectativa de vir chuva e n\u00e3o vem, no dia a dia vai secando mais e da agonia sempre bate.\u201d<\/p>\n<p>Ainda em J\u00falio de Castilhos, em uma propriedade, a soja foi plantada no final de novembro e replantada em janeiro. Deveria estar com 25 cent\u00edmetros, fechando as linhas. Mas o que se v\u00ea s\u00e3o plantas pequenas, murchas e sofrendo com o sol. Mas ainda h\u00e1 esperan\u00e7a: se vier uma chuva nos pr\u00f3ximos dias, a lavoura pode se recuperar.<\/p>\n<h2>Mapeamento das perdas com a estiagem<\/h2>\n<div id=\"attachment_2925010\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2925010 size-full\" title=\"plantio lavoura\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/plantacao-plantio-terra-planta-lavoura-agricultura-semear-semeadura.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/plantacao-plantio-terra-planta-lavoura-agricultura-semear-semeadura-150x94.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/plantacao-plantio-terra-planta-lavoura-agricultura-semear-semeadura-320x200.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/plantacao-plantio-terra-planta-lavoura-agricultura-semear-semeadura.jpg 640w\" alt=\"plantio lavoura\" width=\"640\" height=\"400\" aria-describedby=\"caption-attachment-2925010\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-2925010\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Canal Rural\/reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<p>O cen\u00e1rio na soja \u00e9 bem desigual no Rio Grande do Sul. Na terra, sementes que mofaram e n\u00e3o nasceram e ra\u00edzes sem vigor. Poucos metros separaram, por exemplo, lavouras bem secas de outras com bom desenvolvimento. A Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (Emater-RS) <strong>projeta as perdas entre 30 e 70% no milho<\/strong>. Al\u00e9m disso, h\u00e1 casos de 25% na soja.<\/p>\n<p>\u201cO grande produtor consegue remanejar as contas, negociar, tem poder de negocia\u00e7\u00e3o melhor. N\u00e3o que ele n\u00e3o tenha, obviamente, problemas, mas o pequeno produtor, muitas vezes, acaba tendo que abandonar a atividade\u201d, diz Fabiano Santos, engenheiro agr\u00f4nomo da Emater-RS em J\u00falio de Castilhos.<\/p>\n<p>O Rio Grande do Sul esperava recuperar as perdas da safra de ver\u00e3o passada. Por enquanto, entretanto, amarga as mesmas cenas j\u00e1 conhecidas. Mas a cada dia que o sol se p\u00f5e, a esperan\u00e7a \u00e9 de dias melhores e de tentar de novo.<\/p>\n<p>_____________<\/p>\n<p><em>Saiba em primeira m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo. <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?ceid=BR:pt-419&amp;oc=3&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR\"><strong>Clique aqui<\/strong><\/a> e siga o Canal Rural no Google News.<\/em><\/p>\n<div class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"attachment-640x480 size-640x480\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/estiagem-severa-no-rs.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/estiagem-severa-no-rs-320x162.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/estiagem-severa-no-rs-640x325.jpg 640w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/estiagem-severa-no-rs-150x76.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/estiagem-severa-no-rs.jpg 940w\" alt=\"estiagem severa no rs\" width=\"640\" height=\"325\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Foto: Canal Rural\/reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul enfrenta novamente uma estiagem nesta safra. 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