{"id":235513,"date":"2023-03-28T16:27:11","date_gmt":"2023-03-28T20:27:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=235513"},"modified":"2023-03-28T16:27:11","modified_gmt":"2023-03-28T20:27:11","slug":"ms-sera-primeiro-estado-do-pais-a-ter-mapas-detalhados-para-orientar-atividades-agropecuarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=235513","title":{"rendered":"MS ser\u00e1 primeiro Estado do Pa\u00eds a ter mapas detalhados para orientar atividades agropecu\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<div class=\"post-conteudo\">\n<p>Mato Grosso do Sul desenvolve um extenso estudo para orientar o plantio de culturas em cada munic\u00edpio, reduzindo as possibilidades de perdas em decorr\u00eancia de problemas clim\u00e1ticos ou inadequa\u00e7\u00e3o do solo e aumentando consideravelmente a quantidade e qualidade dos produtos colhidos. Um dos produtos j\u00e1 entregue \u00e9 o Mapa que mostra a capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de cada solo. O Zoneamento Agroecol\u00f3gico de Mato Grosso do Sul ser\u00e1 o primeiro do Brasil nesse n\u00edvel de detalhamento, assegura o secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Semadesc), Jaime Verruck, o que coloca o Estado na vanguarda do uso da tecnologia como parceira da agroecologia.<\/p>\n<p>\u201cO Zoneamento Agroecol\u00f3gico vai permitir que o agricultor saiba em que \u00e9poca do ano e em qual localidade o solo \u00e9 apropriado para plantar algod\u00e3o, ou melancia, ou ainda frutas, considerando n\u00e3o s\u00f3 as caracter\u00edsticas do solo, mas a capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, a distribui\u00e7\u00e3o de chuvas durante o ano. Isso aumenta muito a chance de acertar. Ou seja: permite estimar o risco clim\u00e1tico e otimizar o plantio das diferentes culturas agr\u00edcolas. O Estado ter\u00e1 um calend\u00e1rio agr\u00edcola de alta precis\u00e3o\u201d, ponderou Verruck.<\/p>\n<p>O Governo do Estado, atrav\u00e9s da Semadesc, firmou conv\u00eanio com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria) para realizar as an\u00e1lises de solo, fazer o cruzamento de informa\u00e7\u00f5es e desenvolver as ferramentas para disponibilizar esses dados ao p\u00fablico. Esse conv\u00eanio \u00e9 de 2016 e compreende a segunda parte do estudo que abrange a Bacia do Rio Paran\u00e1. Na Bacia do Rio Paraguai o trabalho de campo j\u00e1 havia sido feito entre os anos de 2004 e 2008, mas n\u00e3o teve prosseguimento, sendo retomado oito anos depois.<\/p>\n<p>Para se chegar a essa gama de informa\u00e7\u00f5es, o territ\u00f3rio sul-mato-grossense foi dividido pelo tipo de solo predominante e indicado locais onde deveria ser feita coleta de amostras para submeter a an\u00e1lises. Na Bacia do Rio Paraguai foram feitas coletas em 1.160 pontos e na Bacia do Rio Paran\u00e1, outras 1.400 coletas, conta o engenheiro agr\u00f4nomo Carlos Henrique Lemos Lopes, respons\u00e1vel t\u00e9cnico pelo projeto na Semadesc. Todo material coletado foi encaminhado ao Laborat\u00f3rio de Solos da Faculdade de Agronomia da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP de Piracicaba (SP) para se definir as caracter\u00edsticas f\u00edsicas e qu\u00edmicas de cada solo.<\/p>\n<p>As coletas foram feitas por meio de trado, uma ferramenta espec\u00edfica para perfura\u00e7\u00e3o manual, e retiradas amostras de v\u00e1rias camadas at\u00e9 a profundidade de 1,5 metros. Para se ter uma ideia da complexidade do estudo, al\u00e9m desses pontos de coletas, em espa\u00e7os maiores foram abertas trincheiras medindo 2 metros de comprimento, 1,5 metro de largura por 2 metros de profundidade, que possibilitam uma an\u00e1lise mais aprofundada do solo. Nessas amostras \u2013 que s\u00e3o analisadas no Laborat\u00f3rio da Embrapa Solos do Rio de Janeiro \u2013 s\u00e3o verificadas a densidade, permeabilidade e capacidade de infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e tamb\u00e9m o estoque de carbono org\u00e2nico existente no solo. \u00a0Na Bacia do Rio Paraguai foram abertas 250 trincheiras e na Bacia do Rio Paran\u00e1 est\u00e3o sendo abertas outras 300. Cabe ressaltar que n\u00e3o foram coletadas amostras do solo da plan\u00edcie pantaneira, que \u00e9 \u00c1rea de Uso Restrito estipulada por lei, sendo proibida a explora\u00e7\u00e3o de diversas atividades econ\u00f4micas \u2013 inclusive agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da Embrapa Solos juntar\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es das caracter\u00edsticas do solo e capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua com outros dados j\u00e1 dispon\u00edveis sobre condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, temperaturas, risco de geadas, etc, e desenvolver\u00e3o estudos indicando quais as culturas s\u00e3o indicadas em cada munic\u00edpio e as melhores datas para plantio. Esse conjunto de dados t\u00e9cnicos forma o Zoneamento Agroecol\u00f3gico, por\u00e9m para o p\u00fablico estar\u00e3o dispon\u00edveis em ambiente virtual, num Portal da Internet com livre acesso.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio executivo de Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel da Semadesc, Rog\u00e9rio Beretta, chama a aten\u00e7\u00e3o para a magnitude e import\u00e2ncia do estudo. \u201cO Zoneamento Agroecol\u00f3gico vai resultar em uma s\u00e9rie de produtos essenciais para o desenvolvimento de uma agricultura tecnol\u00f3gica, din\u00e2mica, moderna, como \u00e9 a proposta do Governo do Estado. Teremos o mapa de solos e de culturas em escala 1:100.000 (cada cent\u00edmetro de mapa corresponde a 1 quil\u00f4metro linear de territ\u00f3rio); o mapa de \u00e1gua dispon\u00edvel no solo; o mapa de estoque de carbono org\u00e2nico no solo; o mapa de susceptibilidade \u00e0 eros\u00e3o; mapa de classe de terras para irriga\u00e7\u00e3o; e um banco de dados georreferenciados\u00a0com os dados do projeto\u201d, disse.<\/p>\n<p>Os trabalhos de campo s\u00e3o desenvolvidos pela equipe t\u00e9cnica pr\u00f3pria Semadesc, em parcerias com a Agraer (Ag\u00eancia de Desenvolvimento Agr\u00e1rio e Extens\u00e3o Rural), prefeituras e sindicatos rurais. A previs\u00e3o \u00e9 de que at\u00e9 setembro os trabalhos de coleta de amostras e an\u00e1lises de solo sejam conclu\u00eddos, devendo em seguida serem finalizados os estudos e elaborada a vers\u00e3o final do Zoneamento Agroecol\u00f3gico, que estar\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"publicacao\"><em>Texto: Jo\u00e3o Prestes, Semadesc<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mato Grosso do Sul desenvolve um extenso estudo para orientar o plantio de culturas em cada munic\u00edpio, reduzindo as possibilidades de perdas em decorr\u00eancia de problemas clim\u00e1ticos ou inadequa\u00e7\u00e3o do solo e aumentando consideravelmente a quantidade e qualidade dos produtos colhidos. 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