{"id":2360,"date":"2015-05-27T09:15:01","date_gmt":"2015-05-27T13:15:01","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=2360"},"modified":"2015-05-27T09:15:01","modified_gmt":"2015-05-27T13:15:01","slug":"soja-mercado-tenta-manter-ligeiras-altas-na-manha-desta-4a-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=2360","title":{"rendered":"Soja: Mercado tenta manter ligeiras altas na manh\u00e3 desta 4\u00aa feira"},"content":{"rendered":"<div class=\"materia\">\n<p>Os futuros da soja, na manh\u00e3 desta quarta-feira (27), operam em campo positivo na Bolsa de Chicago. O mercado tenta uma recupera\u00e7\u00e3o depois das ligeiras baixas registradas na sess\u00e3o anterior e parece ter recebido sem muito p\u00e2nico os \u00faltimos n\u00fameros do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre o plantio da nova safra de soja no pa\u00eds, segundo explicam analistas.<\/p>\n<p>Assim, por volta das 7h30 (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia), os principais vencimentos subiam pouco mais de 3 pontos, com o julho\/15 &#8211; a primeira posi\u00e7\u00e3o nesse momento &#8211; valendo US$ 9,26 por bushel, enquanto o novembro\/15, refer\u00eancia para a safra 2015\/16 dos EUA, cotado a US$ 9,07.<\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo reporte do departamento, a semeadura da soja dos Estados Unidos evoluiu, at\u00e9 o \u00faltimo domingo (24), para 61% da \u00e1rea, contra 45% da semana passada e 55% do registrado no mesmo per\u00edodo do ano anterior. A m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos para esse intervalo tamb\u00e9m \u00e9 de 55% e as expectativas do mercado variavam entre 60 e 65%.<\/p>\n<p>O USDA informou ainda que 32% das lavouras de soja j\u00e1 emergiram, contra o n\u00famero de 13% da semana anterior, de 23% do ano passado e de 25% da m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>Esses n\u00fameros foram reportados antes do fechamento do preg\u00e3o desta ter\u00e7a-feira (26), por\u00e9m, \u00e9 opini\u00e3o comum entre os analistas que nesse momento o foco do mercado internacional de gr\u00e3o continua sendo o desenvolvimento da safra americana e, ao mesmo tempo, o impacto sobre as atuais condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas sobre as lavouras.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, nenhuma surpresa clim\u00e1tica est\u00e1 prevista para as principais regi\u00f5es produtoras, com exce\u00e7\u00e3o de uma ligeira preocupa\u00e7\u00e3o com o frio nas \u00e1reas mais ao norte e o excesso de chuvas no sul. No entanto, problemas maiores com o impacto desse cen\u00e1rio ainda n\u00e3o foram reportados.<\/p>\n<p>Para Fernando Pimentel, analista da Agrosecurity, com as expectativas de uma safra cheia nos Estados Unidos, o mercado poderia testar o patamar dos US$ 9,00 por bushel nos pr\u00f3ximos dias, principalmente nas posi\u00e7\u00f5es mais distantes. J\u00e1 as posi\u00e7\u00f5es mais pr\u00f3ximas, ainda de acordo com analsitas, seguem encontrando um leve suporte nos n\u00fameros da safra 2014\/15, principalmente os de indica\u00e7\u00e3o da demanda.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Soja: Pre\u00e7os sobem nos portos brasileiros e batem em R$ 67,00 com d\u00f3lar alto e pr\u00eamios<\/strong><\/p>\n<p>Os pre\u00e7os da soja praticados nos portos brasileiros subiram de forma expressiva nesta ter\u00e7a-feira (26). Em Paranagu\u00e1, o produto dispon\u00edvel subiu 1,52% para R$ 67,00 por saca, enquanto em Rio Grande a alta foi de 0,90% para R$ 67,50. E a soja da safra nova, no terminal ga\u00facho, subiu mais de 2% para encerrar o dia com R$ 73,00 por saca.<\/p>\n<p>No interior do pa\u00eds, a maior parte das principais pra\u00e7as de comercializa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m atuaram em campo negativo e registraram valoriza\u00e7\u00f5es no final do dia. Em Jata\u00ed, Goi\u00e1s, por exemplo, a alta foi de 1,3% para R$ 54,70 por saca. No sul do Brasil, alta de 0,9% para a soja de Ubirat\u00e3 e Londrina, ambas no Paran\u00e1, com R$ 56,00. A exce\u00e7\u00e3o foi o estado de Mato Grosso, onde foi registrada uma baixa de 1,85 e 1,89%, respectivamente, para Tangar\u00e1 da Serra e Campo Novo do Parecis.<\/p>\n<p>Como explicaram os analistas, o principal fator positivo para as cota\u00e7\u00f5es no mercado brasileiro foi essa nova sess\u00e3o de alta do d\u00f3lar frente ao real. Motivado, no cen\u00e1rio dom\u00e9stico, pela instabilidade pol\u00edtica e econ\u00f4mica, a moeda norte-americana subiu fechou com alta de mais de 1,5% e recuperando o patamar dos R$ 3,15, registrando a m\u00e1xima em quase dois meses. Somente neste m\u00eas de maio, a divisa americana j\u00e1 acumula uma alta de quase 3% frente \u00e0 brasileira.<\/p>\n<p>No quadro internacional, as altas, de acordo com especialistas, s\u00e3o justificadas pela cena incerta na Europa e foco na situa\u00e7\u00e3o da economia da Gr\u00e9cia e, principalmente, pelas expectativas da eleva\u00e7\u00e3o das taxas de juros nos Estados Unidos ainda neste ano. Assim, a moeda americana mostrou amplas altas n\u00e3o s\u00f3 frente ao real, mas diante da cesta das principais moedas mundiais nesta ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>&#8220;Essa semana ser\u00e1 de um d\u00f3lar nervoso, vai subir R$ 0,10 em um dia e cair R$ 0,10 no outro. Depois, se as medidas foram tomadas na dire\u00e7\u00e3o certa, tem todas as condi\u00e7\u00f5es para o d\u00f3lar se estabilizar. Acredito que o d\u00f3lar neste ano vai oscilar e estabilizar no patamar de R$ 3,10 a R$ 3,20&#8221;, avaliou o economista Roberto Troster, em entrevista ao Not\u00edcias Agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Paralelamente, o que se observou nesta ter\u00e7a-feira, complementando o quadro positivo para a forma\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os no Brasil, foi uma nova e forte alta para os pr\u00eamios nos portos. Os ganhos para as principais posi\u00e7\u00f5es de entrega, as quais t\u00eam variado de 54 a 96 cents de d\u00f3lar sobre os valores praticados em Chicago, ficaram entre 3,23 e 6,67%.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, o Brasil ainda possui cerca de 30% da safra 2014\/15 de soja para ser comercializada e a tend\u00eancia, segundo explica o consultor de mercado \u00canio Fernandes, \u00e9 de que os produtores aproveitem os rallies &#8211; seja em Chicago ou seja no d\u00f3lar &#8211; para realizar neg\u00f3cios pontuais e criar boas e novas oportunidades de comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Bolsa de Chicago<\/strong><\/p>\n<p>No mercado internacional, \u00e0 espera dos novos n\u00fameros de acompanhamento de safras divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta ter\u00e7a, o mercado fechou pr\u00f3ximo da estabilidade e em campo negativo depois de uma sess\u00e3o de volatilidade.<\/p>\n<p>Entre os principais vencimentos, as baixas foram de de 1,75 a 3 pontos, com o contrato novembro\/15, refer\u00eancia para a safra norte-americana, valendo US$ 9,04 por bushel. Para Fernando Pimentel, analista da Agrosecurity, com as expectativas de uma safra cheia nos Estados Unidos, o mercado poderia testar o patamar dos US$ 9,00 por bushel nos pr\u00f3ximos dias. O foco do mercado internacional continua mantido no desenvolvimento do clima nos Estados Unidos e o impacto que exerce sobre o andamento da nova safra do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da press\u00e3o das boas not\u00edcias sobre a nova safra dos EUA, o mercado foi pressionado ainda pela &#8220;for\u00e7a do d\u00f3lar e das baixas do petr\u00f3leo nesta ter\u00e7a-feira&#8221;, explicou Bob Burgdorfer, analista do site norte-americano Farm Futures.<\/p>\n<p>Nas previs\u00f5es clim\u00e1ticas mais alongadas divulgadas nesta ter\u00e7a-feira pelo departamento oficial de clima do governo dos EUA, o NOAA, o foco est\u00e1 nas chuvas mais pesadas que podem chegar ao sudoeste das Grandes Plan\u00edcies, na regi\u00e3o central do Meio-Oeste e no leste do pa\u00eds nos pr\u00f3ximos sete dias. J\u00e1 os boletins com as proje\u00e7\u00f5es para os per\u00edodos dos pr\u00f3ximos 6 a 10 dias e de 8 a 14 indicam condi\u00e7\u00f5es de tempo mais \u00famido e temperaturas mais elevadas se desenvolvendo a partir da primeira semana de junho.<\/p>\n<p>No mercado internacional, chegaram ainda, tamb\u00e9m nesta ter\u00e7a-feira, os n\u00fameros dos embarques semanais de gr\u00e3os dos EUA e os n\u00fameros para a soja superaram as expectativas do mercado.<\/p>\n<p>Na semana que terminou em 21 de maio, os embarques norte-americanos de soja somaram 291,192 mil toneladas, enquanto o mercado apostava em algo entre 80 mil e 240 mil toneladas. No acumulado do ano, o total embarcado j\u00e1 soma 46.870,988 milh\u00f5es de toneladas, contra 41.960,880 milh\u00f5es do mesmo per\u00edodo da safra anterior. O USDA ainda projeta que as exporta\u00e7\u00f5es totais da safra 2014\/15 somem 48,99 milh\u00f5es de toneladas. E o ano comercial s\u00f3 se encerra em 31 de agosto.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"autor\">Por: <a class=\"author\" href=\"https:\/\/plus.google.com\/104854541050342292722?rel=author\" target=\"_blank\" rel=\"author\">Carla Mendes<\/a><\/div>\n<div class=\"fonte\">Fonte: Not\u00edcias Agr\u00edcolas<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os futuros da soja, na manh\u00e3 desta quarta-feira (27), operam em campo positivo na Bolsa de Chicago. 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