{"id":239720,"date":"2023-05-14T07:50:44","date_gmt":"2023-05-14T11:50:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=239720"},"modified":"2023-05-14T07:50:44","modified_gmt":"2023-05-14T11:50:44","slug":"por-que-a-produtividade-de-soja-da-bahia-e-a-maior-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=239720","title":{"rendered":"Por que a produtividade de soja da Bahia \u00e9 a maior do Brasil?"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><strong>Produtores do estado foram os primeiros a romper a m\u00e9dia de 4 mil kg por hectare. Agr\u00f4nomos e produtor destacam os diferenciais do cultivo<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais sacas de soja por hectare. Esse \u00e9 o objetivo de todo produtor rural que se dedica \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da oleaginosa.<\/p>\n<p>Combinar as melhores t\u00e9cnicas de manejo, manter-se atualizado com as \u00faltimas tecnologias e, sobretudo, contar com clima favor\u00e1vel s\u00e3o indicativos de safra cheia. No entanto, lavouras com condi\u00e7\u00f5es similares n\u00e3o t\u00eam, necessariamente, o mesmo desempenho.<\/p>\n<p>Ainda que a produtividade m\u00e9dia brasileira esteja crescendo a cada safra, quem mais tem se sobressa\u00eddo quando o assunto \u00e9 rendimento m\u00e9dio de soja colhida \u00e9 a Bahia.<\/p>\n<p>De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento <strong><a href=\"https:\/\/www.conab.gov.br\/\">(Conab)<\/a><\/strong>, desde a <strong>safra 2020\/21<\/strong> o estado est\u00e1 \u00e0 frente dos demais nesse quesito.<\/p>\n<h2>Marca hist\u00f3rica<\/h2>\n<p>Na temporada retrasada, ali\u00e1s, os produtores baianos conseguiram romper uma importante marca nacional: m\u00e9dia de quatro mil quilos de soja por hectare:<\/p>\n<ul>\n<li>Foram 4.020 kg\/ha, o equivalente a 67 sacas por hectare. Essa foi a primeira vez que o \u00edndice foi alcan\u00e7ado no Brasil desde quando se come\u00e7ou a computar dados agr\u00edcolas, no ciclo 1976\/77.<\/li>\n<\/ul>\n<p>J\u00e1 na safra 2021\/22, os sojicultores do estado ganharam por muito pouco dos mineiros:<\/p>\n<ul>\n<li>Placar de 3.847 kg\/ha (64,1 sacas) a 3.828 kg\/ha (63,8 sacas).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Contudo, na temporada atual, as proje\u00e7\u00f5es apontam os nordestinos com mais \u201cfolga\u201d na lideran\u00e7a:<\/p>\n<ul>\n<li>A previs\u00e3o \u00e9 que a Bahia colha, em m\u00e9dia, 4.121 kg\/ha (68,6 sacas), enquanto em Minas Gerais o projetado \u00e9 uma repeti\u00e7\u00e3o do desempenho de 2021\/22.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A respeito da \u00e1rea plantada e da produ\u00e7\u00e3o na atual temporada, os n\u00fameros da Bahia s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<ul>\n<li>Semeadura em 1.919 milh\u00e3o de hectares, incremento de 1,3% sobre o registrado em 2021\/22<\/li>\n<li>Produ\u00e7\u00e3o apontada em 7.911 milh\u00f5es de toneladas, 8,6% a mais do que o atingido na temporada passada<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os n\u00fameros apontam que, realmente, os produtores baianos de soja est\u00e3o sendo bem-sucedidos. Por\u00e9m, de que forma?<\/p>\n<h2>O que a Bahia tem de especial?<\/h2>\n<div id=\"attachment_2937936\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2937936 size-large entered lazyloaded\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-5-640x426.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-5-150x100.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-5-320x213.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-5-640x426.jpg 640w\" alt=\"m\u00e3os segurando gr\u00e3os de soja\" width=\"640\" height=\"426\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-5-150x100.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-5-320x213.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-5-640x426.jpg 640w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" aria-describedby=\"caption-attachment-2937936\" data-lazy-src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-5-640x426.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-2937936\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Envato<\/p>\n<\/div>\n<p>Se hoje os \u00edndices de produtividade de soja na Bahia s\u00e3o superiores aos dos outros estados brasileiros, foi preciso muita resili\u00eancia dos agricultores que iniciaram o cultivo da oleaginosa h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. Nem todos seguiram em frente.<\/p>\n<p>O engenheiro agr\u00f4nomo e pesquisador Luis Kasuya, que trabalha no oeste baiano h\u00e1 30 anos, conta que no final da d\u00e9cada de 1980 e in\u00edcio dos anos 1990, os primeiros produtores come\u00e7aram a chegar na Bahia.<\/p>\n<p>\u201cNosso solo sempre foi muito pobre e extremamente arenoso, mas tem um agravante ainda maior: a regi\u00e3o passa por veranicos, geralmente entre janeiro e fevereiro\u201d, conta.<\/p>\n<p>Segundo ele, devido a essas condi\u00e7\u00f5es e por ainda n\u00e3o existir, \u00e0 \u00e9poca, tecnologias de mitiga\u00e7\u00e3o, muitos produtores voltaram para tr\u00e1s. No entanto, com o passar do tempo, os primeiros consultores e engenheiros agr\u00f4nomos chegaram na regi\u00e3o para tecnificar a agricultura do estado.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEsses profissionais perceberam que para suportar os veranicos e as altas temperaturas, associado com a pouca chuva registrada em alguns per\u00edodos do ano, era preciso fazer perfil de solo\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Desta forma, come\u00e7ou-se a colocar em profundidade ingredientes ben\u00e9ficos \u00e0s plantas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTemos \u00e1reas na Bahia cujas an\u00e1lises de solo mostram n\u00edveis bons de nutrientes, principalmente c\u00e1lcio e boro, em at\u00e9 80 cm de profundidade. Desta forma, a planta n\u00e3o busca somente \u00e1gua, mas tamb\u00e9m nutrientes fundamentais que conseguimos disponibilizar \u00e0s ra\u00edzes mais para baixo\u201d, explica o engenheiro.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Outros fatores positivos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de soja<\/h2>\n<div id=\"attachment_2939231\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2939231 size-large entered lazyloaded\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/cobertura-de-solo-640x475.png\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/cobertura-de-solo-150x111.png 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/cobertura-de-solo-320x238.png 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/cobertura-de-solo-640x475.png 640w\" alt=\"cobertura de solo \" width=\"640\" height=\"475\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/cobertura-de-solo-150x111.png 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/cobertura-de-solo-320x238.png 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/cobertura-de-solo-640x475.png 640w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" aria-describedby=\"caption-attachment-2939231\" data-lazy-src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/cobertura-de-solo-640x475.png\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-2939231\" class=\"wp-caption-text\">Cobertura de solo. Foto: Joseani Antunes\/ Embrapa<\/p>\n<\/div>\n<p>O foco em cobertura de solo com gram\u00edneas \u00e9 outro ponto essencial \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da fertilidade do solo, avalia Kasuya. \u201cFazemos isso muito bem aqui na Bahia\u201d. Para ele, outro ponto que beneficia a regi\u00e3o oeste do estado, onde a quase totalidade da produ\u00e7\u00e3o de soja \u00e9 concentrada, \u00e9 a altitude.<\/p>\n<p>\u201cA regi\u00e3o est\u00e1 situada entre 750 a 1.000 metros de altitude. Isso significa que de manh\u00e3 a temperatura \u00e9 alta e \u00e0 noite, esfria. Assim, a planta trabalha de dia e metaboliza o que ingere \u00e0 noite. Como chove pouco, temos muita luz. Como passamos por muitas dificuldades, fomos aperfei\u00e7oando o manejo\u201d, considera.<\/p>\n<ul>\n<li><strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/projeto-soja-brasil\/pib-da-cadeia-de-soja-e-biodiesel-representa-27-do-pib-total-do-agro\/\">PIB da cadeia de soja e biodiesel representa 27% do PIB total do agro<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>De acordo com o engenheiro, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente da Kasuya Intelig\u00eancia Agron\u00f4mica e presta consultoria a produtores da regi\u00e3o, o manejo integrado de pragas, doen\u00e7as e ervas daninhas, bem como o de plantas de cobertura e a aduba\u00e7\u00e3o de sistema s\u00e3o outras t\u00e9cnicas bastante exploradas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO manejo fitossanit\u00e1rio feito na Bahia \u00e9 muito intenso. Tamb\u00e9m estudamos muito a quest\u00e3o dos nematoides\u201d.<\/p>\n<h3>O estado continuar\u00e1 na lideran\u00e7a?<\/h3>\n<p>Com toda essa metodologia de trabalho voltada ao aumento de produtividade, Kasuya acredita que os \u00edndices de rendimento m\u00e9dio de sacas de soja do estado continuar\u00e3o os maiores do pa\u00eds.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cLogicamente que por termos uma \u00e1rea menor dedicada \u00e0 cultura em compara\u00e7\u00e3o aos maiores produtores, como o Mato Grosso, \u00e9 mais f\u00e1cil liderar nesse quesito. Ao mesmo tempo, estados como S\u00e3o Paulo, Santa Catarina e os demais do Matopiba t\u00eam \u00e1rea menor e, mesmo assim, n\u00e3o possuem os mesmos \u00edndices da Bahia\u201d, considera.<\/p><\/blockquote>\n<p>Mesmo com a prov\u00e1vel incid\u00eancia de El Ni\u00f1o na pr\u00f3xima safra, que costuma trazer tempo mais seco para o Norte e Nordeste do Brasil, o engenheiro acredita que a Bahia n\u00e3o ser\u00e1 afetada a ponto de a produtividade ser comprometida.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 estamos nos preparando para esse El Ni\u00f1o fazendo perfil de solo, colocando palhada no sistema, escolhendo variedades que tenham maior toler\u00e2ncia a estresse e, tamb\u00e9m, selecionando o ciclo dessa variedade. Todas essas a\u00e7\u00f5es nos fazem, teoricamente, ter um ambiente mais prop\u00edcio \u00e0 alta produtividade\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ele, pelo fato de os estados do Centro-Oeste serem mais beneficiados pela chuva, n\u00e3o focam tanto em perfil de solo. \u201cE \u00e9 isso o que tem feito a diferen\u00e7a aqui\u201d, conclui.<\/p>\n<h2>Crescimento de \u00e1rea, produ\u00e7\u00e3o e produtividade<\/h2>\n<div id=\"attachment_2923691\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2923691 size-large entered lazyloaded\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-lavoura-640x418.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-lavoura-150x98.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-lavoura-320x209.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-lavoura-640x418.jpg 640w\" alt=\"lavoura de soja\" width=\"640\" height=\"418\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-lavoura-150x98.jpg 150w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-lavoura-320x209.jpg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-lavoura-640x418.jpg 640w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" aria-describedby=\"caption-attachment-2923691\" data-lazy-src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/soja-lavoura-640x418.jpg\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-2923691\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Wenderson Araujo\/Trilux\/CNA<\/p>\n<\/div>\n<p>Nas \u00faltimas 30 safras, de 1992\/93 para 2022\/23, o estado atingiu os seguintes aumentos de \u00e1rea, produ\u00e7\u00e3o e produtividade, conforme a Conab:<\/p>\n<ul>\n<li>\u00c1rea: aumento de 405% (380 mil hectares para 1.919,7 milh\u00e3o de hectares)<\/li>\n<li>Produ\u00e7\u00e3o: incremento de 1.239% (590,9 mil toneladas para 7.911,1 milh\u00f5es de toneladas)<\/li>\n<li>Produtividade: eleva\u00e7\u00e3o de 165% (1.555 kg\/ha para 4.121 kg\/ha)<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cPodemos observar que a rela\u00e7\u00e3o \u00e1rea x produ\u00e7\u00e3o x produtividade n\u00e3o caminha de forma diretamente proporcional. Crescemos em \u00e1rea a cada nova safra, assim como todo o pa\u00eds, mas n\u00e3o \u00e9 um aumento t\u00e3o pujante, como ocorre em alguns outros estados\u201d, considera o gerente de Agroneg\u00f3cio da Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia <strong><a href=\"https:\/\/aiba.org.br\/\">(Aiba)<\/a><\/strong>, Alo\u00edsio J\u00fanior.<\/p>\n<p>Para ele, o produtor baiano incorporou pr\u00e1ticas que tamb\u00e9m foram assimiladas pelos agricultores dos demais estados, que \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de pacotes tecnol\u00f3gicos, como biotecnologia, insumos com qualidade, agricultura de precis\u00e3o e t\u00e9cnicas conservacionistas, como o plantio direto.<\/p>\n<p>Segundo o gerente, as restri\u00e7\u00f5es impostas pela natureza tamb\u00e9m servem como impulsionador para o crescimento da produtividade dos gr\u00e3os no estado.<\/p>\n<p>\u201cInfelizmente, por quest\u00f5es clim\u00e1ticas, s\u00f3 podemos realizar uma safra cheia porque a maior parte de nossas \u00e1reas \u00e9 em regime de sequeiro. Temos poqu\u00edssimas \u00e1reas irrigadas\u201d.<\/p>\n<p>Assim, Alo\u00edsio J\u00fanior enfatiza que a janela clim\u00e1tica do per\u00edodo chuvoso na Bahia, de novembro at\u00e9 meados de abril, precisa ser muito bem aproveitada.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO produtor se agarra a essa \u00fanica oportunidade que tem e se esfor\u00e7a ao m\u00e1ximo para fazer o seu dever de casa muito bem feito\u201d, destaca.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Cuidados no plantio garantem bom desempenho<\/h2>\n<div id=\"attachment_2770808\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2770808 size-large entered lazyloaded\" src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-14.02.34-640x428.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-14.02.34-320x214.jpeg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-14.02.34-640x428.jpeg 640w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"428\" data-lazy-srcset=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-14.02.34-320x214.jpeg 320w, https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-14.02.34-640x428.jpeg 640w\" data-lazy-sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" aria-describedby=\"caption-attachment-2770808\" data-lazy-src=\"https:\/\/imagens-cdn.canalrural.com.br\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2020-09-24-at-14.02.34-640x428.jpeg\" data-ll-status=\"loaded\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-2770808\" class=\"wp-caption-text\">Plantio de soja. Foto: Canal Rural\/ Arquivo<\/p>\n<\/div>\n<p>O produtor e sementeiro do munic\u00edpio de Luiz Eduardo Magalh\u00e3es, no oeste da Bahia, Celito Missio, acredita que a biotecnologia \u00e9 uma grande aliada do produtor do estado. \u201cPor\u00e9m, uma semente de boa qualidade, por si s\u00f3, n\u00e3o garante nenhum sucesso no campo\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com ele, o produtor necessita ter preocupa\u00e7\u00f5es muito antes de colocar as plantadeiras para operar em sua \u00e1rea. \u201cRevisar as m\u00e1quinas \u00e9 fundamental. Hoje em dia existem empresas que fazem certifica\u00e7\u00e3o de linhas de plantio, sendo que uma m\u00e1quina possui mais de 25 pontos sens\u00edveis que precisam ser ajustados para que ela possa funcionar corretamente\u201d.<\/p>\n<p>Missio acredita que a produtividade de soja na Bahia tamb\u00e9m se deve \u00e0 aten\u00e7\u00e3o que o produtor do estado tem desde a colheita da \u00faltima safra, distribuindo a palhada de forma correta.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuanto mais mat\u00e9ria org\u00e2nica e palhada tiver e que possa ser dessecada a tempo e que seja muito bem preparada para o plantio, melhor\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para o produtor, campo em ordem, plantadeira ajustada e monitoramento da semeadura s\u00e3o a chave para instalar uma safra de sucesso.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso saber o que est\u00e1 acontecendo no campo naquele momento do plantio, como a quest\u00e3o da disposi\u00e7\u00e3o horizontal das sementes. Se vou colocar dez sementes por metro, \u00e9 preciso que cada uma esteja a dez cent\u00edmetros de dist\u00e2ncia uma da outra\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo ele, tamb\u00e9m n\u00e3o pode haver semente exposta, sem cobertura. \u201cSemente muito profunda \u00e9 outra quest\u00e3o que n\u00e3o pode acontecer em uma lavoura, j\u00e1 que ela demora muito a crescer nessa condi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o atinge a emerg\u00eancia necess\u00e1ria. \u00c9 preciso ter plantas fortes, vigorosas e nascidas ao mesmo tempo\u201d, contextualiza.<\/p>\n<h2>Exporta\u00e7\u00e3o e volume negociado de soja<\/h2>\n<p>Em 2022, o complexo soja respondeu por 53% das exporta\u00e7\u00f5es do agro baiano, de acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Irriga\u00e7\u00e3o, Pesca e Aquicultura do estado.<\/p>\n<p>Assim, os neg\u00f3cios envolvendo a commodity renderam US$ 3,42 bilh\u00f5es, crescimento de 40,52% em rela\u00e7\u00e3o a 2021.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros de produ\u00e7\u00e3o e produtividade de soja na Bahia s\u00e3o quase que totalmente vinculados ao oeste do estado, regi\u00e3o que responde por mais de 99% da oleaginosa baiana.<\/p>\n<p>Por Victor Faverin, de S\u00e3o Paulo Canal Rural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtores do estado foram os primeiros a romper a m\u00e9dia de 4 mil kg por hectare. 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