{"id":242963,"date":"2023-06-20T07:50:55","date_gmt":"2023-06-20T11:50:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=242963"},"modified":"2023-06-20T07:50:55","modified_gmt":"2023-06-20T11:50:55","slug":"el-nino-deve-devastar-economia-mundial-diz-agencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=242963","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o deve \u201cdevastar economia mundial\u201d, diz ag\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>A volta do fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o ap\u00f3s quase quatro anos deve El Ni\u00f1o deve trazer \u201cdevasta\u00e7\u00e3o sem precedentes para economia mundial\u201d, aponta a Bloomberg Economics. De acordo com a modelagem da ag\u00eancia internacional, a mudan\u00e7a da fase mais fria do La Ni\u00f1a para uma fase de aquecimento pode \u201cgerar o caos, principalmente nas economias emergentes que crescem rapidamente\u201d.<\/p>\n<div id=\"agk_14000_pos_3_sidebar_mobile\" class=\"mb-4\"><\/div>\n<div id=\"agk_14000_pos_4_conteudo_desktop\" class=\"mb-4\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A previs\u00e3o vem em um momento no qual a economia global j\u00e1 est\u00e1 fr\u00e1gil, ainda lutando para se recuperar da Covid-19 e a guerra da R\u00fassia na Ucr\u00e2nia. \u201cAs redes el\u00e9tricas sofrem tens\u00f5es e os apag\u00f5es se tornam mais frequentes. O calor extremo cria emerg\u00eancias de sa\u00fade p\u00fablica, enquanto a seca aumenta os riscos de inc\u00eandio. As colheitas estragam, as estradas s\u00e3o inundadas e as casas s\u00e3o destru\u00eddas\u201d, aponta a Bloomberg.<\/p>\n<p>Os analistas lembram que os anos de El Ni\u00f1o anteriores resultaram em um impacto marcante na infla\u00e7\u00e3o global, acrescentando 3,9 pontos percentuais aos pre\u00e7os das commodities n\u00e3o energ\u00e9ticas e 3,5 pontos percentuais ao petr\u00f3leo. O fen\u00f4meno tamb\u00e9m afetou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), principalmente no Brasil, na Austr\u00e1lia, na \u00cdndia e em outros pa\u00edses vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cCom o mundo lutando contra a infla\u00e7\u00e3o alta e o risco de recess\u00e3o, o El Ni\u00f1o chega exatamente no momento errado. Os bancos centrais t\u00eam poder mais limitado\u201d, disse Bhargavi Sakthivel, economista da Bloomberg Economics. Segundo ele, enquanto as interven\u00e7\u00f5es pol\u00edticas tendem a manipular a demanda, o El Ni\u00f1o normalmente afeta a oferta.<\/p>\n<div id=\"agk_14000_pos_4_conteudo_mobile\" class=\"mb-4\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a ag\u00eancia, na \u00cdndia, por exemplo, a \u201credu\u00e7\u00e3o das mon\u00e7\u00f5es pode afetar as colheitas de arroz, algod\u00e3o, milho e soja. Os Estados Unidos voltar\u00e3o a ver tempestades de inverno mortais, embora haja uma queda geral no n\u00famero de furac\u00f5es. Partes do oeste e do sul da \u00c1frica poder\u00e3o ser atingidas pela seca, afetando a produ\u00e7\u00e3o de cacau e milho\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA Austr\u00e1lia pode sofrer com secas severas e inc\u00eandios florestais, o que prejudicaria a produ\u00e7\u00e3o de trigo e outras culturas. No Brasil e na Col\u00f4mbia, a vil\u00e3 ser\u00e1 a seca, que pode afetar a produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9, mas o contr\u00e1rio acontece no Peru: enchentes generalizadas e redu\u00e7\u00e3o na pesca de anchovas. Na China, as temperaturas j\u00e1 est\u00e3o matando o gado e sobrecarregando as redes de energi\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>\u201cQuando ocorre um El Ni\u00f1o al\u00e9m da tend\u00eancia de aquecimento de longo prazo, \u00e9 como um choque duplo\u201d, disse Katharine Hayhoe, cientista-chefe da The Nature Conservancy. Os riscos s\u00e3o mais graves nos tr\u00f3picos e no Hemisf\u00e9rio Sul. O El Ni\u00f1o pode cortar quase meio ponto percentual do crescimento anual do PIB na \u00cdndia e na Argentina, de acordo com o modelo da Bloomberg Economics.<\/p>\n<div id=\"agk_14000_pos_5_sidebar_mobile\" class=\"mb-4\"><\/div>\n<div id=\"agk_14000_pos_6_conteudo_desktop\" class=\"mb-4\"><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O aumento geral das temperaturas amplifica os efeitos dos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos. Os \u00faltimos tr\u00eas anos de La Ni\u00f1a \u2013 2020 a 2023 \u2013 foram mais quentes do que todos os anos de El Ni\u00f1o antes de 2015. A Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial calcula que h\u00e1 uma chance de 98% de que a combina\u00e7\u00e3o do ac\u00famulo de gases de efeito estufa e o retorno do El Ni\u00f1o far\u00e1 com que o pr\u00f3ximo per\u00edodo de cinco anos seja o mais quente at\u00e9 agora, levando as temperaturas globais a um territ\u00f3rio desconhecido.<\/p>\n<p>\u201cO El Ni\u00f1o s\u00f3 vai piorar os impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica que j\u00e1 estamos vivenciando \u2013 ondas de calor mais quentes, secas mais severas e inc\u00eandios florestais mais extremos\u201d, disse Friederike Otto, professora s\u00eanior do Grantham Institute for Climate Change and the Environment.<\/p>\n<p>Agrolink Leonardo G<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A volta do fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o ap\u00f3s quase quatro anos deve El Ni\u00f1o deve trazer \u201cdevasta\u00e7\u00e3o sem precedentes para economia mundial\u201d, aponta a Bloomberg Economics. 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