{"id":2430,"date":"2015-05-28T08:03:06","date_gmt":"2015-05-28T12:03:06","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=2430"},"modified":"2015-05-28T08:03:06","modified_gmt":"2015-05-28T12:03:06","slug":"reforma-politica-aprovado-doacoes-de-empresas-para-partidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=2430","title":{"rendered":"Reforma pol\u00edtica: aprovado doa\u00e7\u00f5es de empresas para partidos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, por 330 votos a 141 e 1 absten\u00e7\u00e3o, o financiamento privado de campanhas com doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas para os partidos pol\u00edticos e com doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas para candidatos. O texto aprovado \u00e9 uma emenda \u00e0 reforma pol\u00edtica (PEC 182\/07) apresentada pelo l\u00edder do PRB, deputado Celso Russomanno (SP), que atribui a uma lei futura a defini\u00e7\u00e3o de limites m\u00e1ximos de arrecada\u00e7\u00e3o e dos gastos de recursos para cada cargo eletivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela emenda, o sistema permanece misto \u2013 com dinheiro p\u00fablico do Fundo Partid\u00e1rio e do hor\u00e1rio eleitoral gratuito \u2013 e privado, com doa\u00e7\u00f5es de pessoas e empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aprova\u00e7\u00e3o da emenda ocorreu em meio a protestos de deputados do PCdoB, do PT, do Psol e do PSB. Esses partidos avaliaram que houve uma manobra para reverter a derrota imposta na ter\u00e7a-feira pelo Plen\u00e1rio \u00e0s doa\u00e7\u00f5es de empresas \u00e0s campanhas. Os deputados rejeitaram a emenda que autorizava as doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas para candidatos e partidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sess\u00e3o desta quarta-feira chegou a ser suspensa para uma conversa reservada entre os l\u00edderes partid\u00e1rios e o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha. Houve momentos de tens\u00e3o, com bate-boca entre deputados do PMDB e do PT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cunha decidiu colocar a emenda de Russomanno em vota\u00e7\u00e3o por considerar que esse era o rito regimental. Ele disse ainda que, caso a emenda fosse rejeitada, o Plen\u00e1rio deveria votar o texto do relator da proposta, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tinha teor semelhante \u00e0 emenda aprovada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acordo entre l\u00edderes<br \/>\nA cr\u00edtica dos descontentes se baseou no fato de Cunha ter dito na sess\u00e3o da noite anterior, antes da derrota da primeira emenda sobre o financiamento privado, que o texto principal n\u00e3o iria a voto, conforme o acordo de procedimento firmado entre os l\u00edderes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da C\u00e2mara esclareceu que fez \u201cum coment\u00e1rio talvez equivocado\u201d. &#8220;A Presid\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 descumprindo acordo feito com os l\u00edderes. Na medida em que nenhuma emenda for aprovada, n\u00e3o restar\u00e1 outra alternativa que submeter a voto o texto do relat\u00f3rio e n\u00e3o posso impedir que sejam votadas as emendas apresentadas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apoio do PMDB<br \/>\nA decis\u00e3o teve o apoio dos l\u00edderes de PSDB, Pros, DEM, PR, PRB e de outras legendas menores. O l\u00edder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), argumentou que n\u00e3o houve tentativa de se votar o tema derrotado por se tratar de textos diferentes. O texto que perdeu autorizava doa\u00e7\u00f5es de empresas a candidatos e partidos, enquanto o aprovado nesta quarta-feira permite as doa\u00e7\u00f5es empresariais apenas aos partidos. &#8220;H\u00e1 uma diferen\u00e7a substancial no m\u00e9rito&#8221;, disse Picciani.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celso Russomano explicou que os deputados derrotaram o texto na ter\u00e7a por n\u00e3o concordar com doa\u00e7\u00f5es de empresas diretamente a candidatos. \u201cMuitos achavam que n\u00e3o estava certo o financiamento direto, que ele cria compromisso do candidato com a empresa, o que n\u00e3o \u00e9 claro&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o foi criticada pelo deputado Glauber Braga (PSB-RJ). &#8220;Naquele momento [quando Cunha disse que n\u00e3o iria colocar o texto-base sobre financiamento em vota\u00e7\u00e3o] n\u00e3o houve reclama\u00e7\u00e3o porque os deputados achavam que eram vitoriosos. O Plen\u00e1rio n\u00e3o pode voltar a deliberar&#8221;, disse. Segundo ele, a nova vota\u00e7\u00e3o traz inseguran\u00e7a para os parlamentares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o l\u00edder do PT, deputado Sib\u00e1 Machado (AC), disse que a bancada rejeita o resultado da vota\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o soube afirmar se h\u00e1 possibilidade de ir \u00e0 Justi\u00e7a contra a decis\u00e3o. \u201cN\u00f3s ganhamos ontem [ter\u00e7a]. O que houve aqui n\u00e3o est\u00e1 acobertado pelo acordo, inclusive para n\u00e3o obstruir. Como n\u00f3s ganhamos, n\u00e3o podemos compactuar com o que foi feito aqui. Deram um jeito de voltar a um assunto derrotado&#8221;, reclamou o l\u00edder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O deputado J\u00falio Delgado (PSB-MG) comparou a sess\u00e3o a um jogo de futebol. &#8220;Estamos vivendo um jogo de futebol. O dono da bola perdeu o jogo e est\u00e1 tentando fazer o jogo de novo&#8221;, comentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">STF e financiamento<br \/>\nAo colocar na Constitui\u00e7\u00e3o a permiss\u00e3o para doa\u00e7\u00e3o de empresas a partidos, a inten\u00e7\u00e3o dos deputados \u00e9 impedir que esse modelo de financiamento seja colocado na ilegalidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A doa\u00e7\u00e3o de empresas, autorizada por lei, \u00e9 questionada por uma a\u00e7\u00e3o proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Seis ministros do STF j\u00e1 votaram contra o modelo de financiamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O Parlamento teve consci\u00eancia de que n\u00e3o pode abrir m\u00e3o da sua prerrogativa de legislar&#8221;, disse o l\u00edder do PMDB, deputado Leonardo Picciani. Ele avaliou que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o aceitaria apenas o financiamento p\u00fablico, como defende o PT. &#8220;No Brasil, haveria um preju\u00edzo grande de se tirar dinheiro do caixa do governo para financiar elei\u00e7\u00e3o, a sociedade n\u00e3o reagiria bem a isso&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o deputado Rubens Pereira J\u00fanior (PCdoB-MA), o \u00fanico objetivo da reforma pol\u00edtica pautada pela C\u00e2mara \u00e9 resolver a pol\u00eamica com o STF. &#8220;Mudan\u00e7a de sistema, fim da reelei\u00e7\u00e3o, \u00e9 tudo cortina de fuma\u00e7a. O objetivo \u00e9 colocar na Constitui\u00e7\u00e3o o financiamento empresarial. Essa vota\u00e7\u00e3o \u00e9 uma colet\u00e2nea de votos perdidos no Supremo. Perderam no Supremo e agora querem aprovar&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Plen\u00e1rio continua a vota\u00e7\u00e3o de outros temas da reforma pol\u00edtica nesta quinta-feira (28), a partir do meio-dia.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">Portal C\u00e2mara<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, por 330 votos a 141 e 1 absten\u00e7\u00e3o, o financiamento privado de campanhas com doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas para os partidos pol\u00edticos e com doa\u00e7\u00f5es de pessoas f\u00edsicas para candidatos. 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