{"id":246889,"date":"2023-07-29T07:44:03","date_gmt":"2023-07-29T11:44:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=246889"},"modified":"2023-07-29T07:44:03","modified_gmt":"2023-07-29T11:44:03","slug":"leucena-planta-invasora-ameaca-o-pantanal-e-ja-esconde-as-belezas-naturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=246889","title":{"rendered":"Leucena- planta invasora amea\u00e7a o Pantanal e j\u00e1 esconde as belezas naturais"},"content":{"rendered":"<p>Quem costuma cruzar pela BR-262, principalmente entre o Buraco das Piranhas e a ponte sobre o Rio Paraguai, certamente j\u00e1 percebeu a presen\u00e7a de milhares de arbustos da esp\u00e9cie leucena nas margens da pista. \u00c9 uma planta ex\u00f3tica e que representa s\u00e9rio risco \u00e0 flora nativa da regi\u00e3o, segundo a superintendente estadual do Ibama, Joanice Lube Battilani.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-246891\" src=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Leucena-3.jpg\" alt=\"\" width=\"399\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Leucena-3.jpg 399w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Leucena-3-300x213.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><\/p>\n<p>Considerada uma das cem piores pragas do mundo, ela tomou conta das duas margens da rodovia em um trecho de cerca de 50 quil\u00f4metros e praticamente n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel ver o Pantanal original nesta regi\u00e3o, a mais bonita exatamente porque \u00e9 neste trecho que ocorrem as inunda\u00e7\u00f5es provocadas pelo transbordamento dos rios Miranda e Paraguai, ressalta a superintendente.<\/p>\n<p>A planta, origin\u00e1ria da Am\u00e9rica Central e que tamb\u00e9m virou praga e tomou conta das margens de praticamente todos os c\u00f3rregos de Campo Grande, chegou \u00e0quela regi\u00e3o do Pantanal h\u00e1 cerca de dez anos durante trabalhos de recupera\u00e7\u00e3o da rodovia e dos acostamentos, acredita Joanice. Possivelmente, segundo ela,\u00a0a terra levada \u00e0 regi\u00e3o estava repleta de sementes.<\/p>\n<p>E o problema aumentou depois das queimadas dos \u00faltimos anos. Por ser uma planta de crescimento mais r\u00e1pido do que as esp\u00e9cies nativas, depois das queimadas ela germinou e rebrotou rapidamente e acabou sufocando o restante da vegeta\u00e7\u00e3o, explica a superintendente do Ibama, que \u00e9 servidora de carreira e doutora em Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTem trechos que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel visualizar o Pantanal, ela fechou a rodovia. Descaracteriza a paisagem e \u00e9 muito agressiva\u201d, lamenta Joanice. Segundo ela, por enquanto elas est\u00e3o praticamente restritas \u00e0s margens da rodovia, mas se alguma medida urgente n\u00e3o for adotada, ela vai colocar em risco todo o bioma pantaneiro. (O v\u00eddeo feito pelo Ibama mostra a parte do problema)<\/p>\n<p>O Dnit j\u00e1 se comprometeu a cortar todas as leucenas em uma faixa de sete metros ao longo da pista, em uma medida que prev\u00ea a retirada de toda a vegeta\u00e7\u00e3o das margens da rodovia ao longo de 284 quil\u00f4metros entre Anast\u00e1cio e Corumb\u00e1 e assim reduzir o atropelamento de animais silvestres.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, al\u00e9m de rebrotar semanas depois do corte, a semente da leucena resiste por anos no solo e ao longo deste per\u00edodo devem germinar novas mudas, lembra Joanice. Ou seja, se n\u00e3o houver uma a\u00e7\u00e3o permanente durante anos seguidos, a planta invasora vai continuar se alastrando pela plan\u00edcie pantaneira e amea\u00e7ando a flora nativa, explica ela.<\/p>\n<p>Em Campo Grande, a prefeitura vem fazendo cortes de leucena nas margens dos c\u00f3rregos h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada. Por\u00e9m, como n\u00e3o existe um trabalho permanente, logo elas voltam a dominar o cen\u00e1rio. O C\u00f3rrego Caba\u00e7a, entre as Ruas Spipe Calarge e Rui Barbosa, onde os cortes foram retomados na semana passado, \u00e9 um dos exemplos.<\/p>\n<h2>AMEA\u00c7A \u00c0 FAUNA<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de amea\u00e7ar a flora, a leucena, segundo Joanice, tamb\u00e9m tem contribu\u00eddo para aumentar o atropelamento de animais silvestres no Pantanal. Por ter uma sombra muito densa, certas esp\u00e9cies se abrigam sob os arbustos e atraem\u00a0predadores, os quais acabam sendo atropelados ao cruzarem a\u00a0rodovia.<\/p>\n<p>\u201cAvistamentos de bandos de queixadas na rodovia pode estar relacionado \u00e0s leucenas, j\u00e1 que sementes e plantas jovens servem de alimento para animais. Na vistoria da semana passada foram identificados dois indiv\u00edduos de queixada mortos bem pr\u00f3ximos e em \u00e1rea com leucenas\u201d, relata Joanice.<\/p>\n<p>Em um levantamento realizado em 2021, quando 3.833 carca\u00e7as de animais foram localizadas entre Anast\u00e1cio e Aquidauana, foi constatado o atropelamento de alguns exemplares de papagaio verdadeiro, algo muito raro anteriormente. Joanice acredita que a semente das leucenas atrai estas aves e elas acabam morrendo atropeladas.<\/p>\n<p>Mas, o mais grave disso \u00e9 que as aves que consomem estas sementes tendem tendem a alastrar esta vegeta\u00e7\u00e3o invasora por toda a plan\u00edcie pantaneira.<\/p>\n<p><em>Fonte: Correio do Estado<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem costuma cruzar pela BR-262, principalmente entre o Buraco das Piranhas e a ponte sobre o Rio Paraguai, certamente j\u00e1 percebeu a presen\u00e7a de milhares de arbustos da esp\u00e9cie leucena nas margens da pista. \u00c9 uma planta ex\u00f3tica e que representa s\u00e9rio risco \u00e0 flora nativa da regi\u00e3o, segundo a superintendente estadual do Ibama, Joanice [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":246892,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-246889","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agropecuaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/246889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=246889"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/246889\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":246894,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/246889\/revisions\/246894"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/246892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=246889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=246889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=246889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}