{"id":252486,"date":"2023-09-25T09:13:26","date_gmt":"2023-09-25T13:13:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=252486"},"modified":"2023-09-25T09:20:55","modified_gmt":"2023-09-25T13:20:55","slug":"pesquisadores-de-chapadao-do-sul-estudam-emissao-de-carbono-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=252486","title":{"rendered":"Pesquisadores de Chapad\u00e3o do Sul estudam emiss\u00e3o de carbono em MS"},"content":{"rendered":"<p>Para entender e controlar as emiss\u00f5es de carbono no Estado, pesquisadores de Chapad\u00e3o do Sul est\u00e3o realizando um estudo in\u00e9dito em tr\u00eas ambientes diferentes: Pantanal, Mata Atl\u00e2ntica e Cerrado.<\/p>\n<p>Diante do desequil\u00edbrio clim\u00e1tico mundial, governos e representantes do setor produtivo, especialmente, s\u00e3o cobrados sobre medida chamadas &#8220;carbono neutro&#8221;, por meio de estrat\u00e9gias de compensa\u00e7\u00e3o que promovam a absor\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o do g\u00e1s carb\u00f4nico da atmosfera.<\/p>\n<p>Em Mato Grosso do Sul, esses estudos est\u00e3o sendo financiados pela Fundect-MS (Funda\u00e7\u00e3o de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ci\u00eancia e Tecnologia) e pelo Governo do Estado. O projeto recebeu quase R$ 1 milh\u00e3o da Fundect-MS e mais de R$ 20.000,00 da Unemat (Universidade Estadual de Mato Grosso), campus de Sinop, para as despesas de coleta de dados.<\/p>\n<figure style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn6.campograndenews.com.br\/uploads\/noticias\/2023\/09\/22\/77d49a22efc80f5e40724f299533da857f40a49f.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"224\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pesquisadores Paulo Eduardo Teodoro e Carlos Antonio da Silva Junior em coleta de dados na \u00e1rea de eucalipto<\/figcaption><\/figure>\n<p>A pesquisa est\u00e1 sob coordena\u00e7\u00e3o de Paulo Eduardo Teodoro, do campus de Chapad\u00e3o do Sul da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em conjunto com Carlos Ant\u00f4nio da Silva J\u00fanior, da Unemat. O trabalho dos pesquisadores visa avaliar como o carbono se comporta em quatro tipos de \u00e1reas: florestas naturais, pastagens, planta\u00e7\u00f5es de soja e eucalipto. Eles querem saber se essas \u00e1reas emitem ou absorvem carbono.<\/p>\n<p>De acordo com Paulo Teodoro, o solo tem grande import\u00e2ncia no ciclo do carbono porque \u00e9 tido como seu maior reservat\u00f3rio, mas isso depende de fatores como a cobertura vegetal, tipos e pr\u00e1ticas de manejo.<\/p>\n<p>\u201cOs estoques de carbono no solo s\u00e3o indicadores-chave em termos de mudan\u00e7a clim\u00e1tica, por isso \u00e9 importante termos estudos cient\u00edficos de como acontece o fluxo de CO2 em cada um dos nossos biomas e nas principais culturas econ\u00f4micas do nosso Estado\u201d, detalha.<\/p>\n<p>A professora do CPCS Larissa Pereira Ribeiro Teodoro explica que geralmente a vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e9 vista como um sumidouro de CO2 por ser um solo que nunca foi mexido, com uma microbiota muito rica que contribui para absor\u00e7\u00e3o de carbono pelo solo. \u201cQuando h\u00e1 a\u00e7\u00e3o humana, quando o solo \u00e9 revolvido, fica mais exposto e libera mais di\u00f3xido de carbono para a atmosfera, por isso, teoricamente, a agricultura e a pastagem s\u00e3o as atividades agr\u00edcolas que mais liberam CO2. O objetivo da nossa pesquisa \u00e9 quantificar isso nos biomas Cerrado, Pantanal e Mata Atl\u00e2ntica\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 importante porque o carbono no solo tem um grande impacto no clima. Dependendo de como a terra \u00e9 usada, ela pode ser uma fonte de emiss\u00f5es de carbono ou ajudar a retir\u00e1-lo da atmosfera.<\/p>\n<p><strong>Coleta de dados\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho de coleta de dados e amostras de solo a campo contou com uma equipe de 15 pessoas, entre pesquisadores e estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Durante 13 dias seguidos, eles fizeram uma jornada a tr\u00eas munic\u00edpios: Deod\u00e1polis, regi\u00e3o sul do Estado, onde h\u00e1 resqu\u00edcios de Mata Atl\u00e2ntica; Aquidauana, in\u00edcio do Pantanal; e Chapad\u00e3o do Sul, com sua extensa \u00e1rea de Cerrado. Em cada um destes locais foram selecionadas \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, de pastagem e eucalipto que tinham o mesmo uso e ocupa\u00e7\u00e3o de solo por pelo menos quatro anos.<\/p>\n<p>No caso da agricultura, foram escolhidas \u00e1reas com cultivo de soja durante a safra com hist\u00f3rico de pelo menos quatro anos safras. Nestas \u00e1reas, as avalia\u00e7\u00f5es ocorreram durante o pico vegetativo da cultura, aproximadamente 60 dias ap\u00f3s a emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>O objetivo final da pesquisa \u00e9 criar um modelo matem\u00e1tico preciso usando dados de sat\u00e9lite. Isso ajudar\u00e1 a entender melhor as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a tomada de decis\u00f5es mais inteligentes sobre como cuidar do ambiente. Para os pesquisadores \u00e9 um passo importante para proteger o planeta.<\/p>\n<p>Por Rayani Santa Cruz &#8211; Campo Grande News<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para entender e controlar as emiss\u00f5es de carbono no Estado, pesquisadores de Chapad\u00e3o do Sul est\u00e3o realizando um estudo in\u00e9dito em tr\u00eas ambientes diferentes: Pantanal, Mata Atl\u00e2ntica e Cerrado. 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