{"id":25555,"date":"2016-04-17T22:12:08","date_gmt":"2016-04-18T02:12:08","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=25555"},"modified":"2016-04-18T06:54:00","modified_gmt":"2016-04-18T10:54:00","slug":"camara-diz-sim-ao-impeachment-de-dilma-pedido-vai-agora-ao-senado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=25555","title":{"rendered":"C\u00e2mara diz sim ao impeachment de Dilma; pedido vai agora ao Senado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) acaba de obter a quantidade m\u00ednima necess\u00e1ria de votos para sua aprova\u00e7\u00e3o. A aprova\u00e7\u00e3o, contudo, n\u00e3o afasta Dilma imediatamente da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Isso s\u00f3 pode ocorrer ap\u00f3s a an\u00e1lise do Senado. Para ser aprovado na C\u00e2mara, o processo dependia do voto de no m\u00ednimo 342 dos 513 deputados, ou dois ter\u00e7os do total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hist\u00f3ria pol\u00edtica brasileira, \u00e9 a segunda vez que o processo de impedimento de um presidente da Rep\u00fablica recebe o aval da C\u00e2mara dos Deputados. A primeira foi em 29 de setembro de 1992, quando o ent\u00e3o presidente Fernando Collor de Mello, do PRN, teve seu pedido de afastamento acolhido com o voto de 441 deputados (outros 38 votaram contra, um se absteve e 23 n\u00e3o compareceram \u00e0 sess\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sess\u00e3o deste domingo (17) come\u00e7ou com confus\u00e3o &#8211;os parlamentares contra o impeachment reclamaram ao presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que havia colegas se manifestando a favor do impedimento atr\u00e1s da mesa da Casa. Houve gritaria e empurra-empurra. Ap\u00f3s as orienta\u00e7\u00f5es de voto das lideran\u00e7as dos partidos, a vota\u00e7\u00e3o come\u00e7ou por\u00a0volta das 17h45.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>primeiro deputado a votar<\/strong> foi Washington Reis (PMDB-RJ), que estava de cadeira de rodas e, por quest\u00f5es de sa\u00fade, passou na frente da bancada do Estado de\u00a0Roraima. \u00a0Ele votou sim, pelo impeachment.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Senado deve come\u00e7ar ainda neste m\u00eas a apreciar a den\u00fancia apresentada contra Dilma. Em linhas gerais, os senadores votar\u00e3o primeiro para dizer se concordam ou n\u00e3o com a instaura\u00e7\u00e3o do processo. Para avan\u00e7ar, o impeachment precisar\u00e1 do voto da maioria, isto \u00e9, de pelo menos 41 dos 81 senadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o processo for de fato aberto, a presidente se afastar\u00e1 do cargo por um per\u00edodo de seis meses (180 dias). Ter\u00e1 in\u00edcio, ent\u00e3o, a discuss\u00e3o e an\u00e1lise da den\u00fancia, com apresenta\u00e7\u00f5es da acusa\u00e7\u00e3o e da defesa, sob o comando do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse processo culminar\u00e1 com o julgamento final dos senadores, em vota\u00e7\u00e3o nominal e aberta no plen\u00e1rio: Dilma ser\u00e1 afastada definitivamente da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica se dois ter\u00e7os do Senado (54 dos 81 senadores) julgarem que ela cometeu crime. Nesse caso, o vice-presidente da Rep\u00fablica, Michel Temer (PMDB), assume, com a miss\u00e3o de cumprir o mandato restante at\u00e9 o fim, no dia 31 de dezembro de 2018.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Oferta de cargos e abandono da base<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que o processo de impeachment foi aceito pelo presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governo iniciou uma corrida contra o tempo em busca de negociar com os partidos da base aliada, prometendo cargos e outros benef\u00edcios pol\u00edticos em troca do apoio na vota\u00e7\u00e3o. Num processo chamado de &#8220;repactua\u00e7\u00e3o&#8221; pela base do governo e de &#8220;balc\u00e3o de neg\u00f3cios&#8221; pela oposi\u00e7\u00e3o, as mudan\u00e7as no segundo escal\u00e3o do governo em busca de votos para brecar o impeachment envolveram a negocia\u00e7\u00e3o de cargos que poderiam movimentar at\u00e9 <strong>R$ 38 bilh\u00f5es<\/strong> em recursos do Or\u00e7amento deste ano. Este processo se acelerou ap\u00f3s rompimento oficial do PMDB com Dilma no final de mar\u00e7o e \u00e0s v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o do afastamento da petista pelo plen\u00e1rio da C\u00e2mara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva\u00a0<strong>improvisou um &#8220;gabinete de crise&#8221; no hotel onde se hospedava em Bras\u00edlia<\/strong>. Segundo relatos de pessoas que participaram das conversas na su\u00edte, Lula recebeu ministros e dirigentes de partidos, al\u00e9m de deputados e senadores da base de sustenta\u00e7\u00e3o do governo no Congresso. As negocia\u00e7\u00f5es n\u00e3o evitaram, no entanto, o &#8220;efeito manada&#8221; que levou PP, PRB, PSD e PTB a seguirem o PMDB no desembarque da base governista. Em meio a essas negocia\u00e7\u00f5es, especula\u00e7\u00f5es e levantamentos sobre a quantidade de votos de cada lado mudavam todo dia.<\/p>\n<div class=\"info-header\">\n<p class=\"pg-color10\">Do UOL, em Bras\u00edlia<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) acaba de obter a quantidade m\u00ednima necess\u00e1ria de votos para sua aprova\u00e7\u00e3o. A aprova\u00e7\u00e3o, contudo, n\u00e3o afasta Dilma imediatamente da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Isso s\u00f3 pode ocorrer ap\u00f3s a an\u00e1lise do Senado. 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