{"id":25671,"date":"2016-04-19T08:50:28","date_gmt":"2016-04-19T12:50:28","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=25671"},"modified":"2016-04-19T08:50:28","modified_gmt":"2016-04-19T12:50:28","slug":"milho-mercado-opera-em-campo-positivo-na-cbot-e-tenta-consolidar-6o-pregao-consecutivo-de-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=25671","title":{"rendered":"Milho: Mercado opera em campo positivo na CBOT e tenta consolidar 6\u00ba preg\u00e3o consecutivo de alta"},"content":{"rendered":"<div class=\"materia\">\n<p style=\"text-align: justify;\">No preg\u00e3o desta ter\u00e7a-feira (19), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham do lado positivo da tabela. As principais posi\u00e7\u00f5es do cereal exibiam ganhos entre 1,00 e 1,50 pontos, por volta das 7h36 (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia). O vencimento maio\/16 era cotado a US$ 3,82 por bushel, enquanto o dezembro\/16 era negociado a US$ 3,91 por bushel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mercado opera em alta e tenta consolidar a 6\u00aa sess\u00e3o consecutiva de valoriza\u00e7\u00e3o. Os analistas refor\u00e7am que os investidores seguem atentos \u00e0s informa\u00e7\u00f5es da safra norte-americana e tamb\u00e9m do encaminhamento da oferta vinda da Am\u00e9rica do Sul. Ainda no final da tarde de ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que at\u00e9 o \u00faltimo domingo (17) cerca de 13% da \u00e1rea projetada para essa temporada j\u00e1 havia sido cultivada com o cereal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O percentual est\u00e1 bem acima do registrado no mesmo per\u00edodo do ano anterior, de 7%. Por\u00e9m, ficou ligeiramente abaixo das expectativas dos participantes do mercado, entre 14% e 15%. &#8220;O com\u00e9rcio estava olhando para o plantio do milho e esperava algo pr\u00f3ximo de 15%&#8221;, disse Benson Quinn Commodities, em entrevista ao site internacional Agrimoney.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paralelamente, a safra da Am\u00e9rica do Sul continua sendo observada pelos investidores. E o tempo seco e as altas temperaturas registradas na faixa central do Brasil tamb\u00e9m d\u00e3o apoio aos pre\u00e7os da commodity no mercado internacional. &#8220;O com\u00e9rcio est\u00e1 considerando ativamente o potencial negativo para a cultura de milho safrinha do Brasil&#8221;, disse Richard Feltes no RJ O&#8217;Brien, sinalizando uma estimativa da Commodity Weather Group, que divulgou que, caso o clima seco permane\u00e7a em maio &#8220;poderia cortar a colheita em 15%, ou cerca de 8,6 milh\u00f5es de toneladas&#8221;, informou o Agrimoney.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Milho: Na CBOT, mercado tem nova alta e encerra preg\u00e3o nos patamares mais altos desde outubro\/15<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho encerraram o preg\u00e3o desta segunda-feira (18) em campo positivo. Ao longo do dia, as principais posi\u00e7\u00f5es do cereal consolidaram os ganhos e fecharam em alta pelo 5\u00ba preg\u00e3o consecutivo, com valoriza\u00e7\u00f5es entre 2,00 e 3,00 pontos. O vencimento maio\/16 era cotado a US$ 3,81 por bushel, enquanto o dezembro\/16 era negociado a US$ 3,90 por bushel. De acordo com informa\u00e7\u00f5es do site internacional Farm Futures, as cota\u00e7\u00f5es finalizaram a sess\u00e3o nos patamares mais altos desde outubro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os participantes do mercado ainda seguem acompanhando as informa\u00e7\u00f5es sobre a evolu\u00e7\u00e3o da safra americana e tamb\u00e9m do comportamento clim\u00e1tico na Am\u00e9rica do Sul. No caso dos EUA, a perspectiva \u00e9 que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indique a \u00e1rea semeada com o cereal entre 14% a 15% em seu relat\u00f3rio de evolu\u00e7\u00e3o de plantio, que ser\u00e1 divulgado no final da tarde de hoje. A m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos \u00e9 de 11% e na semana anterior, o percentual era de 4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os produtores americanos avan\u00e7aram com os trabalhos nos campos no final de semana, embora a chuva desta semana poderia retardar esse processo&#8221;, disse Bob Burgdorfer, analista e editor do site Farm Futures. Entre os dias 23 a 27 de abril, a previs\u00e3o \u00e9 que haja chuvas no cintur\u00e3o produtor de milho dos EUA e as temperaturas dever\u00e3o ficar acima da m\u00e9dia para o per\u00edodo, segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pelo NOAA &#8211; Servi\u00e7o Oficial de Meteorologia do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, no Brasil, a preocupa\u00e7\u00e3o se d\u00e1 por conta da falta de chuvas e das altas temperaturas registradas na faixa central do pa\u00eds. O cen\u00e1rio \u00e9 decorrente da continuidade do bloqueio atmosf\u00e9rico registrado nas regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, de acordo com o agrometeorologista da Somar Meteorologia, Marco Ant\u00f4nio dos Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;E a previs\u00e3o para essa semana n\u00e3o muda, o bloqueio ainda se manter\u00e1 ativo sobre a regi\u00e3o central e sul do Brasil, impedindo que as frentes frias consigam avan\u00e7ar pelo interior do Pa\u00eds e com isso, o tempo seguir\u00e1 firme, sem previs\u00f5es para chuvas e com temperaturas bem acima da m\u00e9dia para essa \u00e9poca do ano em todas as regi\u00f5es produtoras de Santa Catarina, Paran\u00e1, Mato Grosso do Sul, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Mato Grosso e no Matopiba. Sendo que poder\u00e3o vir a ocorrer algumas pancadas de chuvas isoladas sobre Rond\u00f4nia e noroeste do Mato Grosso&#8221;, informou o agrometeorologista em seu \u00faltimo boletim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em S\u00e3o Gabriel do Oeste (MS), importante regi\u00e3o produtora de milho no norte do estado, as lavouras j\u00e1 est\u00e3o sentindo os efeitos da aus\u00eancia de precipita\u00e7\u00f5es, que j\u00e1 dura mais de 20 dias. Com isso, o presidente do Sindicato rural do munic\u00edpio, Julio C\u00e9sar Bortolini, destaca que a situa\u00e7\u00e3o se agrava a cada dia. \u201cE mesmo que chova nesse momento j\u00e1 temos perdas, pois o milho \u00e9 uma planta diferenciada, com 45 dias j\u00e1 define a forma\u00e7\u00e3o das espigas. Em 2015, colhemos em torno de 116 sacas por hectare, quase 7 mil quilos por hectare e esse ano n\u00e3o iremos atingir a metade\u201d, explica a lideran\u00e7a sindical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em contrapartida, na Argentina, as apreens\u00f5es s\u00e3o decorrentes das chuvas que n\u00e3o d\u00e3o tr\u00e9gua aos produtores rurais. &#8220;Lavouras de soja e milho da Argentina tamb\u00e9m est\u00e3o sendo prejudicadas e com perdas j\u00e1 significativas por causa das chuvas ininterruptas que vem sendo registradas nos \u00faltimos 15 dias&#8221;, reportou o agrometeorologista da Somar Meteorologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda nesta segunda-feira, o USDA trouxe os novos n\u00fameros, em seu boletim de embarques semanais. Na semana encerrada no dia 14 de abril, os EUA embarcaram 1.088,552 milh\u00e3o de toneladas do cereal. As proje\u00e7\u00f5es dos investidores estavam entre 850 mil toneladas e 1,1 milh\u00e3o de toneladas. J\u00e1 na semana anterior, o volume total ficou levemente acima, em 1.133,271 milh\u00e3o de toneladas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No acumulado da temporada, os embarques de milho norte-americanos totalizam 21.871,918 milh\u00f5es de toneladas. O volume ainda est\u00e1 abaixo do registrado no mesmo per\u00edodo do ciclo anterior, de 25.241,904 milh\u00f5es de toneladas do cereal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>BM&amp;F Bovespa<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A alta o d\u00f3lar registrada nesta segunda-feira (18) movimentou os pre\u00e7os do milho praticados na BM&amp;F Bovespa. As principais posi\u00e7\u00f5es do cereal exibiram valoriza\u00e7\u00f5es entre 0,13% e 1,57%. O contrato maio\/16 era cotado a R$ 47,51 a saca, enquanto o setembro\/16, refer\u00eancia para a safrinha brasileira, era negociado a R$ 37,80 a saca. Apenas o contrato janeiro\/17 registrou ligeira queda, de 0,17%, cotado a R$ 40,00 a saca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sua vez, a moeda norte-americana encerrou o preg\u00e3o a R$ 3,5972 na venda, com alta de 2,08%, o maior ganho di\u00e1rio desde 23 de mar\u00e7o, quando o d\u00f3lar subiu 2,11%. Na m\u00e1xima do dia, o c\u00e2mbio tocou o patamar de R$ 3,6210. Conforme dados divulgados pela ag\u00eancia Reuters, a movimenta\u00e7\u00e3o positiva foi uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 interven\u00e7\u00e3o do Banco Central e a realiza\u00e7\u00e3o de lucros depois da aprova\u00e7\u00e3o do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, aprovado na C\u00e2mara dos Deputados, neste domingo (17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Mercado interno<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no Porto de Paranagu\u00e1, a saca do milho para entrega setembro\/16 fechou est\u00e1vel a R$ 34,00 a saca. Em Ponta Grossa (PR), a saca do cereal subiu 2,04%, cotada a R$ 50,00. Na contram\u00e3o desse cen\u00e1rio, em Sorriso (MT), a cota\u00e7\u00e3o caiu 11,43% nesta segunda-feira e voltou ao n\u00edvel de R$ 31,00, em Itapeva (SP), a queda ficou em 11,10%, com a saca a R$ 39,08. Nas demais pra\u00e7as pesquisadas pela equipe do Not\u00edcias Agr\u00edcolas o dia foi de estabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cota\u00e7\u00f5es ainda encontram suporte no quadro ajustado entre oferta e demanda no mercado interno, formado pelos bons volumes embarcados desde o ano passado. Outro fator que tamb\u00e9m ganhou a aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas tamb\u00e9m no cen\u00e1rio internacional \u00e9 a falta de chuvas aliada \u00e0s altas temperaturas observadas na faixa central do pa\u00eds. H\u00e1 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o e incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao real tamanho da safrinha brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;No geral, considerando-se todas as regi\u00f5es acompanhadas pelo Cepea, os valores registram pequenas altas. Nesse ambiente, houve diminui\u00e7\u00e3o no ritmo de neg\u00f3cios antecipados&#8221;, informou o Cepea (Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada) nesta segunda-feira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"autor\" style=\"text-align: justify;\">Por: Fernanda Cust\u00f3dio<\/div>\n<div class=\"fonte\" style=\"text-align: justify;\">Fonte: Not\u00edcias Agr\u00edcolas<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No preg\u00e3o desta ter\u00e7a-feira (19), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham do lado positivo da tabela. As principais posi\u00e7\u00f5es do cereal exibiam ganhos entre 1,00 e 1,50 pontos, por volta das 7h36 (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia). 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