{"id":29570,"date":"2016-06-10T07:41:17","date_gmt":"2016-06-10T11:41:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=29570"},"modified":"2016-06-10T07:41:17","modified_gmt":"2016-06-10T11:41:17","slug":"prefeitura-de-chapadao-do-ceu-e-destaque-nacional-no-portal-do-professor-pelas-aulas-de-xadrez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=29570","title":{"rendered":"Prefeitura de Chapad\u00e3o do C\u00e9u \u00e9 destaque nacional no portal do professor pelas aulas de xadrez."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Desde o in\u00edcio do ano letivo, alunos das duas escolas p\u00fablicas municipais de Chapad\u00e3o do C\u00e9u, cidade de 15 mil habitantes, a 489 quil\u00f4metros de Goi\u00e2nia, aprendem as estrat\u00e9gias para chegar ao xeque-mate, em diferentes jogadas. A ideia da secretaria municipal de educa\u00e7\u00e3o \u00e9 levar adiante projeto de ensino de xadrez capaz de aliar os benef\u00edcios desse milenar jogo de tabuleiro como recurso pedag\u00f3gico educativo ao resgate da tradi\u00e7\u00e3o da cidade em participar de competi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNossa cidade j\u00e1 teve grande prest\u00edgio nos campeonatos de xadrez, e precisamos trazer esse reconhecimento de volta\u201d, explica \u00c1lvaro Barbosa Damacena, um campe\u00e3o da cidade, e de Goi\u00e1s, contratado pela secretaria para ensinar xadrez nas duas escolas e tamb\u00e9m na biblioteca municipal. \u201cEu participava de uma equipe e sempre viajava pelas cidades de Goi\u00e1s para competir, e \u00e9 isso que queremos para nossos alunos\u201d, diz o professor, que aprendeu a jogar xadrez aos 12 anos, quando era aluno da Escola Municipal Flores do Cerrado. Naquela \u00e9poca, o jogo fazia parte das atividades da aula de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, al\u00e9m dos alunos da escola onde estudou, \u00c1lvaro ensina tamb\u00e9m os estudantes da Escola Municipal Dona Am\u00e9lia Garcia Cunha. Assim que os alunos estiverem prontos, o professor pretende programar uma competi\u00e7\u00e3o entre as duas unidades de ensino. Depois, eles ser\u00e3o incentivados a participar dos campeonatos regionais. O xadrez est\u00e1 t\u00e3o incorporado \u00e0 cultura da cidade que, no ano passado, os alunos do turno integral da escola Flores do Cerrado levaram o jogo para o desfile c\u00edvico de 21 de agosto, quando se comemora a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Chapad\u00e3o do C\u00e9u \u2014 em 1991, passou de povoado a munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rotina<\/strong>\u00a0\u2014 Os tabuleiros de xadrez fazem parte da rotina escolar h\u00e1 dez anos, mas at\u00e9 o ano passado, somente os 300 alunos do turno integral, oriundos das fazendas de milho, soja e cana-de-a\u00e7\u00facar da regi\u00e3o, podiam participar da oficina, na hora do recreio. \u201cAgora, com a contrata\u00e7\u00e3o do professor pela secretaria de educa\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, os alunos do regular tamb\u00e9m podem participar\u201d, explica a diretora, Rozane Pelisson Filipin. \u201cIsso \u00e9 importante porque o xadrez ajuda muito no racioc\u00ednio l\u00f3gico exigido pela matem\u00e1tica.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hora do recreio, a professora de matem\u00e1tica Edj\u00e2nia Rodrigues Sousa Alves acompanha e joga com os alunos que participam das oficinas. \u201cDepois que come\u00e7aram a jogar, eles passaram a ver os problemas da matem\u00e1tica como desafios que precisam ser vencidos\u201d, diz a professora. \u201cEles persistem mais em resolv\u00ea-los.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edj\u00e2nia aprendeu a jogar xadrez durante o curso de licenciatura em matem\u00e1tica na Universidade Estadual de Goi\u00e1s (UEG), campus de Santa Helena de Goi\u00e1s, a 345 quil\u00f4metros de Chapad\u00e3o do C\u00e9u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na escola Dona Am\u00e9lia Garcia Cunha, o xadrez \u00e9 oferecido aos estudantes no contraturno, duas vezes por semana. \u201cTemos 30 alunos participando e 12 na fila de espera\u201d, afirma a diretora, Cleci Filipin. \u201cInfelizmente, n\u00e3o podemos abrir mais vagas, pois queremos que o professor possa atender a todos com qualidade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cleci tamb\u00e9m elogia a iniciativa da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Chapad\u00e3o do C\u00e9u de recuperar uma tradi\u00e7\u00e3o da cidade. \u201c\u00c9 uma atividade que vai ajudar muito na disciplina e na sociabilidade dos alunos porque cria o h\u00e1bito da concentra\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor \u00c1lvaro Damacena, respons\u00e1vel por ensinar a arte milenar do xadrez a estudantes do ensino fundamental das duas escolas municipais, nota mudan\u00e7as positivas no comportamento das crian\u00e7as e adolescentes: \u201cOs alunos hiperativos j\u00e1 est\u00e3o mais calmos e percebem que \u00e9 preciso deixar o impulso de lado e ter paci\u00eancia para entender a jogada e o advers\u00e1rio\u201d, explica. \u201cE isso \u00e9 um aprendizado que serve para as demais atividades da escola e para as decis\u00f5es da vida.\u201d (Rov\u00eania Amorim)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio do ano letivo, alunos das duas escolas p\u00fablicas municipais de Chapad\u00e3o do C\u00e9u, cidade de 15 mil habitantes, a 489 quil\u00f4metros de Goi\u00e2nia, aprendem as estrat\u00e9gias para chegar ao xeque-mate, em diferentes jogadas. 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