{"id":31704,"date":"2016-07-14T09:42:27","date_gmt":"2016-07-14T13:42:27","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=31704"},"modified":"2016-07-14T09:42:27","modified_gmt":"2016-07-14T13:42:27","slug":"dos-86-doentes-que-a-gripe-matou-no-estado-9-ja-tinham-sido-vacinados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=31704","title":{"rendered":"Dos 86 doentes que a gripe matou no Estado, 9% j\u00e1 tinham sido vacinados"},"content":{"rendered":"<div>A gripe A (H1N1) matou oito pessoas que j\u00e1 haviam tomado a vacina contra a doen\u00e7a em 2016 \u2013 n\u00famero que representa 9,3% das 86 mortes registradas em Mato Grosso do Sul at\u00e9 esta quarta-feira (13). Segundo L\u00edvia Mello, gerente-t\u00e9cnica de doen\u00e7as end\u00eamicas da SES (Secretaria de Estado de Sa\u00fade), as doses n\u00e3o protegem 100% e, fora isso, pacientes que t\u00eam outros problemas de sa\u00fade correm mais risco de morrer se infectados pelos v\u00edrus influenza, principalmente se n\u00e3o procurarem socorro em at\u00e9 48 horas ap\u00f3s o aparecimento dos sintomas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cQuem recebe a vacina n\u00e3o fica 100% imune aos v\u00edrus. A pessoa tem menos chances de ter a doen\u00e7a e menos chances de se tornar um paciente grave\u201d, explica L\u00edvia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Das oito pessoas mortas mesmo depois de terem recebido a dose contra a gripe, todas faziam parte de um ou mais grupos de risco \u2013 idosos, crian\u00e7as, gestantes, doentes cr\u00f4nicos, dentre outros, conforme classifica\u00e7\u00e3o feita pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. De acordo com os registros da SES, seis pacientes eram idosos e quatro tinham um ou mais doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No dia 5 de junho, uma menina de 1 ano, que estava \u201cimunizada\u201d, morreu em Caarap\u00f3 \u2013 a 283 km de Campo Grande.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>As mortes de pacientes vacinados aconteceram tamb\u00e9m em Campo Grande, Ant\u00f4nio Jo\u00e3o, Ivinhema, Navira\u00ed, Rio Brilhante e Tr\u00eas Lagoas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u00c9 epidemia? \u2013 Depois de dar \u201ctr\u00e9gua\u201d, o v\u00edrus H1N1 matou mais 14 pessoas. Entre os dias 21 e 28 de junho, nenhum \u00f3bito por H1N1 foi registrado, mas tr\u00eas pacientes que tinham o v\u00edrus influenza B morreram. J\u00e1 na semana seguinte, entre 28 de junho e 5 deste m\u00eas, cinco mortes de pessoas que haviam contra\u00eddo a gripe A foram notificadas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Conforme o boletim epidemiol\u00f3gico, divulgado hoje pela SES, at\u00e9 agora, 86 pacientes morreram por conta da gripe em Mato Grosso do Sul \u2013 82 pessoas tinham o v\u00edrus A H1N1, uma teve o influenza A n\u00e3o subtipado e tr\u00eas a influenza tipo B.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Desde 2009, quando houve a pandemia de gripe A, 2016 foi o ano que a doen\u00e7a mais matou no Estado. O maior n\u00famero de \u00f3bitos anterior havia sido registrado em 2014, quando o v\u00edrus influenza fez 29 v\u00edtimas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apesar da disparada no n\u00famero de mortes, a secretaria ainda n\u00e3o considera que Mato Grosso do Sul esteja passando por epidemia. \u201cO n\u00famero de casos notificados [1.389 no total] ainda est\u00e1 dentro do esperado. Para ser considerada epidemia, temos de levar em conta v\u00e1rios outros crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, porque a gripe na verdade \u00e9 uma doen\u00e7a sazonal\u201d, esclarece L\u00edvia Mello.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A gerente-t\u00e9cnica de doen\u00e7as end\u00eamicas da SES afirma que o ano de 2016 realmente foi at\u00edpico, por conta da quantidade de mortes. \u201cA explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que neste ano o v\u00edrus come\u00e7ou a circular em janeiro, antes da sazonalidade. Muitas pessoas ainda n\u00e3o haviam tomado a vacina, que s\u00f3 chegou no fim de abril\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>L\u00edvia acrescenta que a maior parte dos pacientes que morreram ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de gripe tinha doen\u00e7as cr\u00f4nicas. \u201cO certo \u00e9 dizer que a pessoa morreu com gripe e n\u00e3o de gripe\u201d, ressalta.<\/div>\n<div>Neste ano, a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 menos resistente ao v\u00edrus H1N1. Isso tamb\u00e9m \u00e9 um dos fatores que fez aumentar o n\u00famero de notifica\u00e7\u00f5es. \u201cNo ano passado, o v\u00edrus de maior circula\u00e7\u00e3o foi o H3N2 e o influenza gera resist\u00eancia de at\u00e9 dez meses ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o. Por isso, neste ano, quando H1N1 voltou a circular, mais pessoas foram contaminadas\u201d, completou a t\u00e9cnica da SES.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Nos \u00faltimos sete dias, a secretaria notificou 91 casos de gripe, sendo 395 de H1N1.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: CG News<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gripe A (H1N1) matou oito pessoas que j\u00e1 haviam tomado a vacina contra a doen\u00e7a em 2016 \u2013 n\u00famero que representa 9,3% das 86 mortes registradas em Mato Grosso do Sul at\u00e9 esta quarta-feira (13). 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