{"id":3681,"date":"2015-06-12T09:36:47","date_gmt":"2015-06-12T13:36:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=3681"},"modified":"2015-06-12T09:36:47","modified_gmt":"2015-06-12T13:36:47","slug":"china-pode-usar-brasil-como-laranja-por-meio-de-ferrovia-inviavel-de-r-40-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=3681","title":{"rendered":"China pode usar Brasil como laranja por meio de ferrovia &#8220;invi\u00e1vel&#8221; de R$ 40 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Segundo colunista, ministros desconfiam que projeto possa ser usado pela China para pressionar a Nicar\u00e1gua para construir canal ligando o Mar do Caribe; de acordo com estudo revelado pelo Estad\u00e3o, ferrovia \u00e9 invi\u00e1vel<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos pontos de destaque do plano de concess\u00f5es de R$ 198,4 bilh\u00f5es anunciado ontem pelo governo para reativar a economia foi o projeto de R$ 40 bilh\u00f5es da Ferrovia Bioce\u00e2nica, que ligar\u00e1 o Brasil e o Peru e tem o apoio dos chineses.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, muitas pol\u00eamicas cercam o plano desta obra gigante e bilion\u00e1ria. Segundo informa\u00e7\u00f5es do jornal O Estado de S. Paulo citando um estudo realizado pela se\u00e7\u00e3o latino-americana da Uni\u00e3o Internacional de Ferrovias, o projeto \u00e9 economicamente invi\u00e1vel.<\/p>\n<p>O custo do transporte de uma tonelada de soja de Lucas do Rio Verde at\u00e9 Xangai, na China, sai por US$ 120,43 se a mercadoria for embarcada no porto de Santos (SP). Pelo porto de Ilo, no Peru, o frete sai a US$ 166,92. Uma diferen\u00e7a de US$ 46,49 por tonelada. E o c\u00e1lculo ainda n\u00e3o leva em conta o custo da constru\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>E, por sua grandiosidade e sustentabilidade econ\u00f4mica duvidosa, o projeto est\u00e1 sendo comparado por empres\u00e1rios ao TAV (Trem de Alta Velocidade) que ligaria o Rio a Campinas, em S\u00e3o Paulo. O projeto foi menina dos olhos de Dilma Rousseff no governo de Lula, quando ela era ministra e hoje est\u00e1 engavetado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, uma coluna do jornalista Kennedy Alencar destacou que a Ferrovia Bioce\u00e2nica foi inclu\u00edda no pacote de concess\u00f5es a pedido das autoridades chinesas que estiveram em Bras\u00edlia recentemente.<\/p>\n<p>Segundo informa Alencar, ministros desconfiam que esse projeto possa ser usado pela China para pressionar a Nicar\u00e1gua, onde h\u00e1 resist\u00eancias ambientais e dificuldade de desapropria\u00e7\u00e3o de terras, a liberar a constru\u00e7\u00e3o de um canal ligando o Mar do Caribe, no Atl\u00e2ntico, ao Oceano Pac\u00edfico. &#8220;Ou seja, h\u00e1 risco de o Brasil acabar sendo usado como laranja&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Como foi um pedido da China, que firmou acordos de cerca de US$ 50 bilh\u00f5es com o Brasil no m\u00eas passado, a presidente avaliou que n\u00e3o havia alternativa e colocou a obra no plano. Por\u00e9m, a China j\u00e1 deixou de cumprir algumas promessas de investimentos no Brasil, destaca o colunista.<\/p>\n<p>Contudo, afirma Alencar, o novo pacote de concess\u00f5es lan\u00e7ado ontem pelo governo tem mais pontos positivos do que negativos.<\/p>\n<p>Defesa do ministro<br \/>\nNo Senado, o ministro do Planejamento Nelson Barbosa procurou rejeitar a ideia de que a ferrovia Bioce\u00e2nica pode ter o mesmo fim do trem-bala. &#8220;Trem-bala s\u00f3 faz sentido se fizer todo tra\u00e7ado, a ferrovia Bioce\u00e2nica pode ser feita em partes, come\u00e7ando pelas que s\u00e3o mais vi\u00e1veis comercialmente&#8221;, disse ele nesta quarta-feira, ap\u00f3s ser questionado sobre a real viabilidade do projeto, citando os trechos de Sapezal (MT) a Porto Velho (RO) e de \u00c1gua Boa (MT) at\u00e9 Campinorte (GO).<\/p>\n<p>Durante audi\u00eancia nesta quarta, Barbosa afirmou que uma s\u00e9rie de defini\u00e7\u00f5es para a Bioce\u00e2nica ainda dependem da conclus\u00e3o dos estudos pela China, o que deve ocorrer em maio de 2016, mas defendeu que a ferrovia j\u00e1 se justifica s\u00f3 pelo lado brasileiro no trecho at\u00e9 Porto Velho, para escoamento da produ\u00e7\u00e3o via rio Madeira, melhorando a infraestrutura para transporte de gr\u00e3os.<\/p>\n<p>O ministro tamb\u00e9m afirmou que j\u00e1 h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o por parte de investidores chineses que &#8220;t\u00eam grande grande interesse em participar e v\u00e3o fazer lances competitivos&#8221; pela concess\u00e3o da Bioce\u00e2nica.<\/p>\n<p>Segundo Barbosa, ainda n\u00e3o foi definido se o modelo de concess\u00e3o ser\u00e1 por outorga ou compartilhamento de investimentos, nem tampouco se todo o trecho da ferrovia no Brasil, de cerca de 3,5 mil quil\u00f4metros, ser\u00e1 concessionado na \u00edntegra ou se ser\u00e1 segmentado.<\/p>\n<p>Barbosa, afirmou nesta quarta-feira que o projeto da ferrovia j\u00e1 se justifica s\u00f3 pelo lado brasileiro no trecho at\u00e9 Porto Velho, em Rond\u00f4nia. Isso porque a ferrovia deve melhorar a infraestrutura para transporte de gr\u00e3os no pa\u00eds, disse Barbosa durante apresenta\u00e7\u00e3o em audi\u00eancia p\u00fablica no Senado. O projeto da ferrovia foi apresentado na v\u00e9spera dentro do Plano de Investimento em Log\u00edstica. Segundo Barbosa, a expectativa do governo \u00e9 que as obras sejam iniciadas at\u00e9 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autoria: Lara Riz\u00e9rio \/ Info Money e Reuters<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo colunista, ministros desconfiam que projeto possa ser usado pela China para pressionar a Nicar\u00e1gua para construir canal ligando o Mar do Caribe; de acordo com estudo revelado pelo Estad\u00e3o, ferrovia \u00e9 invi\u00e1vel Um dos pontos de destaque do plano de concess\u00f5es de R$ 198,4 bilh\u00f5es anunciado ontem pelo governo para reativar a economia foi [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3710,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-3681","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3681","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3681"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3681\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}