{"id":37125,"date":"2016-10-12T07:47:59","date_gmt":"2016-10-12T11:47:59","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=37125"},"modified":"2016-10-12T07:47:59","modified_gmt":"2016-10-12T11:47:59","slug":"reporter-que-mostrou-ms-para-o-mundo-fala-do-cupim-luminoso-de-costa-rica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=37125","title":{"rendered":"Rep\u00f3rter que mostrou MS para o mundo fala do cupim luminoso de Costa Rica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Do Pantanal \u00e0s \u00e1guas cristalinas de Bonito, at\u00e9 os \u00edndios kadiw\u00e9u, com a palavra, Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, o primeiro jornalista a transformar o Pantanal em not\u00edcia e quem mais levou o nome e as belezas de Mato Grosso do Sul para todo Pa\u00eds. Por telefone, o rep\u00f3rter bate um papo sobre o Estado, relembrando da primeira at\u00e9 a \u00faltima visita, ao longo de quase quatro d\u00e9cadas completas.<\/p>\n<p>&#8220;A primeira vez que fui a Campo Grande, a cidade n\u00e3o tinha rua asfaltada ainda, era tudo um barro s\u00f3&#8221;, recorda. Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro \u00e9 rep\u00f3rter do Globo Rural desde os primeiros anos do programa, tem 81 anos de vida, 60 deles dedicados a descobrir e contar hist\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDa divis\u00e3o do Estado, ocorrida h\u00e1 exatos 39 anos, ele tem uma avalia\u00e7\u00e3o de peso, de quem conhece c\u00e1 e l\u00e1. &#8220;Permitiu que se criasse um estado, de Mato Grosso do Sul, muito moderno, muito avan\u00e7ado e j\u00e1 com uma consci\u00eancia de preservar a natureza, a fauna e a flora e se tornou um Estado assim: exemplo, ao lado de Mato Grosso&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;Mas parece que j\u00e1 nasceu pronto. Mato Grosso do Sul com suas maravilhas naturais: Pantanal, Bonito, outras regi\u00f5es e seus fen\u00f4menos muito curiosos, como os cupins iluminados da regi\u00e3o de Costa Rica, os vagalumes&#8221;, enumera.<br \/>\nDe elogios, Jos\u00e9 Hamilton t\u00eam v\u00e1rios ao Estado. &#8220;Sou apaixonado pelo Mato Grosso do Sul. Come\u00e7o a falar e fico entusiasmado. Estou falando mais do que voc\u00ea, pode perguntar&#8221;, diz a quem lhe faz a entrevista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/jose-hamilton.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-37127 size-full\" src=\"https:\/\/ocorreionews.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/jose-hamilton.jpg\" alt=\"jose-hamilton\" width=\"640\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/jose-hamilton.jpg 640w, https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/jose-hamilton-300x167.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nMas \u00e9 claro que a gente ligou para ouvi-lo contar a hist\u00f3ria de uma vida. Mato Grosso do Sul tem, de nascen\u00e7a, menos que Jos\u00e9 Hamilton tem de profiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA primeira visita ao Estado foi ainda como rep\u00f3rter da Folha de S\u00e3o Paulo e para uma descoberta curiosa para um Mato Grosso do Sul que sempre foi propagado pela natureza. &#8220;Era sobre um cientista amador, autodidata, que tinha descoberto umas pedras preciosas diferentes e muito interessantes e que tinham a possibilidade de fun\u00e7\u00e3o nuclear. Era uma pesquisa meio mirabolante, muito vision\u00e1ria&#8221;, lembra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDos 35 anos de programa rural, foi logo nos primeiros 12 meses, que o jornalista recebeu o convite para gravar o Pantanal e Bonito. &#8220;Com \u00eanfase no Pantanal e nos rios de \u00e1guas cristalinas. Aquilo era uma descoberta para o Brasil, esses rios s\u00e3o uma riqueza nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nEra para comemorar um ano de programa e me convidaram para fazer uma reportagem sobre o Pantanal. Foi a primeira vez que o Pantanal entrou no Globo Rural e sen\u00e3o me engano, foi a primeira vez que entrou na TV Globo. Depois, Mato Grosso do Sul foi sendo descoberto pelos jornalistas e valorizado pelas coisas t\u00e3o bonitas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nE n\u00e3o foi s\u00f3 na TV que Jos\u00e9 Hamilton levou um pouquinho do Estado para o p\u00fablico. Nos livros, tamb\u00e9m. &#8220;Tem Mato Grosso do Sul no livro da m\u00fasica caipira, mas tamb\u00e9m tem no Pantanal Amor Bagu\u00e1. Um livro infanto juvenil que j\u00e1 tem 42 edi\u00e7\u00f5es. Todo ano ele tem uma roda de gente procurando para ler&#8221;, se gaba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA hist\u00f3ria \u00e9 de um garoto da cidade grande que viaja de avi\u00e3o com o amigo pantaneiro para o nosso Pantanal. Da Editora Moderna, a primeira publica\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1975, quando ainda \u00e9ramos um s\u00f3 Mato Grosso. &#8220;Um livro escrito h\u00e1 mais de 20 anos, mas que continua vivo e ativo no mercado bibliogr\u00e1fico brasileiro. Tem tamb\u00e9m o livro dos \u00edndios kadiw\u00e9u, &#8220;A vingan\u00e7a do \u00edndio cavaleiro&#8221;, completa Jos\u00e9 Hamilton.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nO mais recente, foi escrito em parceria com a jornalista de Mato Grosso, Eunice Ramos. A s\u00e9rie feita para a TV sobre o Rio Paraguai trouxe \u00e0s p\u00e1ginas detalhes que a TV n\u00e3o mostrou, mas que os olhos de Z\u00e9 Hamilton guardaram. &#8220;\u00c9 um rio de muita hist\u00f3ria, teve a guerra do Paraguai, que foi toda em fun\u00e7\u00e3o dele&#8221;, contextualiza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as mem\u00f3rias do rep\u00f3rter, de trilha sonora est\u00e1 o hino do Pantanal. &#8220;Chalana&#8221; e o primeiro encontro do autor, Mario Zan, com o Pantanal descrito na letra. Acompanhado de Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, o m\u00fasico esteve em Mato Grosso do Sul, onde encontrou tamb\u00e9m pela primeira vez, Almir Sater, que eternizou a can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;Oh! Chalana sem querer<br \/>\nTu aumentas minha dor<br \/>\nNessas \u00e1guas t\u00e3o serenas<br \/>\nVai levando meu amor<br \/>\nE assim ela se foi<br \/>\nNem de mim se despediu<br \/>\nA chalana vai sumindo<br \/>\nNa curva l\u00e1 do rio&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;Foi uma grande revela\u00e7\u00e3o. Mario Zan s\u00f3 conhecia Campo Grande e Corumb\u00e1. O que ele conhecia do Pantanal era de ouvir dizer e aquele Pantanal que a gente via dali, de Corumb\u00e1, nunca tinha entrado Pantanal adentro&#8221;, recorda. A reportagem tinha esse objetivo, de mostrar a regi\u00e3o ao autor de duas das mais conhecidas e lembradas can\u00e7\u00f5es &#8220;Chalana&#8221; e &#8220;Seriema&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;Ele ficou entusiasmado com as araras, as seriemas e a gente at\u00e9 pegou uma cantando. Ele ficou envolvido e muito emocionado&#8221;, descreve. Isso, claro, al\u00e9m de Mario Zan cantar, junto de Almir, &#8220;l\u00e1 vai uma chalana&#8230;&#8221; na fazenda do m\u00fasico em Rio Negro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nDas reportagens que marcaram, s\u00e3o tr\u00eas linhas nas quais ele sempre se pautou: dos rios cristalinos, nas cidades de Bonito e Jardim, descrevendo em imagens e palavras o curso do Rio da Prata, Formoso e Mimoso, al\u00e9m das s\u00e9ries que abordou diferentes aspectos do Pantanal. &#8220;E tamb\u00e9m desse cupim luminoso de Costa Rica, que se ilumina \u00e0 noite e fica parecendo assim, uma coisa de outro mundo, que a gente encontra \u00e0 noite no Cerrado&#8221;, narra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n&#8220;Se eu fosse falar, t\u00eam esses tr\u00eas grupos de mat\u00e9rias que eu teria que revis\u00e1-las uma a uma para fazer um ranking. Mas Mato Grosso do Sul \u00e9 um estado produtivo de gr\u00e3os e pecu\u00e1ria muito boas e de ponta, sem destruir a natureza. Em geral, as pessoas e as autoridades tem consci\u00eancia da import\u00e2ncia que \u00e9 a natureza para o Estado e para o Brasil&#8221;, elogia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nA \u00faltima visita do jornalista foi no meio do ano passado, na fazenda de Almir Sater em Maracaju. &#8220;Depois disso, n\u00e3o voltei mais, se tem programado? Tem sim, acho que mais para o fim do ano&#8221;, espera. Em breve, Mato Grosso do Sul deve entrar, mais uma vez em rede nacional, pela voz e pelo texto de quem tanto admira o Pantanal.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">Paula Maciulevicius, Campo Grande News<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do Pantanal \u00e0s \u00e1guas cristalinas de Bonito, at\u00e9 os \u00edndios kadiw\u00e9u, com a palavra, Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, o primeiro jornalista a transformar o Pantanal em not\u00edcia e quem mais levou o nome e as belezas de Mato Grosso do Sul para todo Pa\u00eds. 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