{"id":37131,"date":"2016-10-12T18:04:07","date_gmt":"2016-10-12T22:04:07","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=37131"},"modified":"2016-10-12T18:06:01","modified_gmt":"2016-10-12T22:06:01","slug":"entenda-o-que-e-a-pec-241-e-como-ela-pode-afetar-sua-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=37131","title":{"rendered":"Entenda o que \u00e9 a PEC 241 e como ela pode afetar sua vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A C\u00e2mara dos Deputados passou em primeira vota\u00e7\u00e3o nesta segunda-feira a proposta de emenda constitucional que cria um teto para os gastos p\u00fablicos, a PEC 241, que congela as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas pela infla\u00e7\u00e3o, por at\u00e9 20 anos. Com as contas no vermelho, o presidente Michel Temer v\u00ea na medida, considerada umas das maiores mudan\u00e7as fiscais em d\u00e9cadas, uma sa\u00edda para sinalizar a conten\u00e7\u00e3o do rombo nas contas p\u00fablicas e tentar superar a crise econ\u00f4mica. O mecanismo enfrenta severas cr\u00edticas da nova oposi\u00e7\u00e3o, liderada pelo PT, pelo PSOL e pelo PCdoB, mas tamb\u00e9m vindas de parte dos especialistas, que veem na f\u00f3rmula um freio no investimento em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o previstos na Constitui\u00e7\u00e3o. O texto da emenda, que precisa ser aprovado em uma segunda vota\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara e mais duas no Senado, tamb\u00e9m tem potencial para afetar a regra de reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo oficial. Entenda o que \u00e9 a proposta e suas principais consequ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que \u00e9 a PEC do teto de gastos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A PEC, a iniciativa para modificar a Constitui\u00e7\u00e3o proposta pelo Governo, tem como objetivo frear a trajet\u00f3ria de crescimento dos gastos p\u00fablicos e tenta equilibrar as contas p\u00fablicas. A ideia \u00e9 fixar por at\u00e9 20 anos, podendo ser revisado depois dos primeiros dez anos, um limite para as despesas: ser\u00e1 o gasto realizado no ano anterior corrigido pela infla\u00e7\u00e3o (na pr\u00e1tica, em termos reais &#8211; na compara\u00e7\u00e3o do que o dinheiro \u00e9 capaz de comprar em dado momento &#8211; fica praticamente congelado). Se entrar em vigor em 2017, portanto, o Or\u00e7amento dispon\u00edvel para gastos ser\u00e1 o mesmo de 2016, acrescido da infla\u00e7\u00e3o daquele ano. A medida ir\u00e1 valer para os tr\u00eas Poderes \u2013 Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio. Pela proposta atual, os limites em sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7ar\u00e3o a valer em 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que o Governo diz que ela \u00e9 necess\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de prosseguir economicamente no Brasil gastando muito mais do que a sociedade pode pagar. Este n\u00e3o \u00e9 um plano meramente fiscal.&#8221; Para a equipe econ\u00f4mica, mesmo sem atacar frontalmente outros problemas cr\u00f4nicos das contas, como a Previd\u00eancia, o mecanismo vai ajudar &#8220;a recuperar a confian\u00e7a do mercado, a gerar emprego e renda&#8221; ao mesmo tempo em que conter\u00e1 os gastos p\u00fablicos, que est\u00e3o crescendo ano a ano, sem serem acompanhados pela arrecada\u00e7\u00e3o de impostos. Para uma parte dos especialistas, pela primeira vez o Governo est\u00e1 atacando os gastos, e n\u00e3o apenas pensando em aumentar as receitas. O Governo Temer n\u00e3o cogita, no momento, lan\u00e7ar m\u00e3o de outras estrat\u00e9gias, como aumento de impostos ou mesmo uma reforma tribut\u00e1ria, para ajudar a sanar o problema do aumento de gasto p\u00fablico no tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que dizem os cr\u00edticos da PEC?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista de atacar o problema do aumento anual dos gastos p\u00fablicos, uma das principais cr\u00edticas \u00e9 que uma conta importante ficou de fora do pacote de congelamento: os gastos com a Previd\u00eancia. \u00c9 um segmento que abocanha mais de 40% dos gastos p\u00fablicos obrigat\u00f3rios. Logo, a PEC colocaria freios em pouco mais de 50% do Or\u00e7amento, enquanto que o restante ficaria fora dos limites impostos &#8211; s\u00f3 a regra sobre o sal\u00e1rio m\u00ednimo tem consequ\u00eancias na quest\u00e3o da Previd\u00eancia. A Fazenda afirmou, de todo modo, que a quest\u00e3o da Previd\u00eancia ser\u00e1 tratada de forma separada mais \u00e0 frente. &#8220;Se n\u00e3o aprovar mudan\u00e7as na Previd\u00eancia, um gasto que cresce acima da infla\u00e7\u00e3o todos os anos, vai ter de cortar de outras \u00e1reas, como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz M\u00e1rcio Holland, ex-secret\u00e1rio de pol\u00edtica econ\u00f4mica da Fazenda. &#8220;Nesse sentido, a PEC deixa para a sociedade, por meio do Congresso, escolher com o que quer gastar&#8221;, complementa. H\u00e1 v\u00e1rios especialistas que dizem que, na pr\u00e1tica, o texto determina uma diminui\u00e7\u00e3o de investimento em \u00e1reas como sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, para as quais h\u00e1 regras constitucionais. Os cr\u00edticos argumentam que, na melhor das hip\u00f3teses, o teto cria um horizonte de tempo grande demais (ao menos dez anos) para tomar decis\u00f5es sobre toda a forma de gasto do Estado brasileiro, ainda mais para um Governo que chegou ao poder sem ratifica\u00e7\u00e3o de seu programa nas urnas. Eles dizem ainda que, mesmo que a economia volte a crescer, o Estado j\u00e1 vai ter decidido congelar a aplica\u00e7\u00e3o de recursos em setores considerados cr\u00edticos e que j\u00e1 n\u00e3o atendem a popula\u00e7\u00e3o como deveriam e muito menos no n\u00edvel dos pa\u00edses desenvolvidos. Se a economia crescer, e o teto seguir corrigido apenas de acordo com a infla\u00e7\u00e3o, na pr\u00e1tica, o investido nestas \u00e1reas vai ser menor em termos de porcentagem do PIB (toda a riqueza produzida pelo pa\u00eds). O investimento em educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9 tido como um dos motores para diminuir a desigualdade brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando a PEC come\u00e7a a valer?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprovada na C\u00e2mara e no Senado, come\u00e7a a valer a partir de 2017. No caso das \u00e1reas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, as mudan\u00e7as s\u00f3 passariam a valer ap\u00f3s 2018, quanto Temer n\u00e3o ser\u00e1 mais o presidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual o impacto da PEC no sal\u00e1rio m\u00ednimo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta tamb\u00e9m inclui um mecanismo que pode levar ao congelamento do valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que seria reajustado apenas segundo a infla\u00e7\u00e3o. O texto prev\u00ea que, se o Estado n\u00e3o cumprir o teto de gastos da PEC, fica vetado a dar aumento acima da infla\u00e7\u00e3o com impacto nas despesas obrigat\u00f3rias. Como o sal\u00e1rio m\u00ednimo est\u00e1 vinculado atualmente a benef\u00edcios da Previd\u00eancia, o aumento real ficaria proibido. O Governo tem dito que na pr\u00e1tica nada deve mudar at\u00e9 2019, data formal em que fica valendo a regra atual para o c\u00e1lculo deste valor, soma a infla\u00e7\u00e3o \u00e0 varia\u00e7\u00e3o (percentual de crescimento real) do PIB de dois anos antes. A regra em vigor possibilitou aumento real (acima da infla\u00e7\u00e3o), um fator que ajudou a reduzir o n\u00edvel de desigualdade dos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A PEC do teto vale para os Estados tamb\u00e9m?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A PEC se aplicar\u00e1 apenas aos gastos do Governo Federal. No entanto, a secret\u00e1ria do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, j\u00e1 sinalizou que o Planalto deve encaminhar em breve uma segunda PEC que limita os gastos estaduais. Por enquanto n\u00e3o h\u00e1 consenso entre o Executivo Federal e os governadores sobre o assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais impactos a PEC pode ter nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cr\u00edticos afirmam que a PEC ir\u00e1 colocar limites em gastos que historicamente crescem todos os anos em um ritmo acima da infla\u00e7\u00e3o, como educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Al\u00e9m disso, gastos com programas sociais tamb\u00e9m podem ser afetados pelo congelamento. Segundo especialistas e entidades setoriais, esta medida prejudicaria o alcance e a qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos oferecidos. Especialistas apontam problemas para cumprir mecanismos j\u00e1 em vigor, como os investimentos do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o. Aprovado em 2014, o PNE tem metas de universaliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e cria um plano de carreira para professores da rede p\u00fablica, uma das categorias mais mal pagas do pa\u00eds. &#8220;A popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 envelhecendo. Deixar de investir na educa\u00e7\u00e3o nos patamares necess\u00e1rios, como identificados no PNE, nos vinte anos de vig\u00eancia da emenda proposta \u2013 tempo de dois PNEs -, \u00e9 condenar as gera\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa daqui vinte anos, a terem uma baixa qualifica\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o consultor legislativo da C\u00e2mara dos Deputados, Paulo Sena, ao site Anped, que re\u00fane especialistas em educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que mais importante do que o valor despendido com \u00e1reas como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a, \u00e9 a qualidade desses gastos. &#8220;Dados da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade hoje mostram que a aloca\u00e7\u00e3o de recursos n\u00e3o \u00e9 o problema. \u00c9 preciso melhorar a qualidade do servi\u00e7o prestado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o&#8221;, disse. &#8220;Teremos muito trabalho. O principal deles ser\u00e1 o de mostrar que a sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter\u00e3o cortes, como a oposi\u00e7\u00e3o tenta fazer a popula\u00e7\u00e3o acreditar&#8221;, afirmou a l\u00edder do Governo no Congresso, a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A PEC do teto atingir\u00e1 de maneira igual ricos e pobres?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A popula\u00e7\u00e3o mais pobre, que depende do sistema p\u00fablico de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, tende a ser mais prejudicada com o congelamento dos gastos do Governo do que as classes mais abastadas. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade P\u00fablica, por exemplo, divulgou carta aberta criticando a PEC. No documento a entidade afirma que a proposta pode sucatear o Sistema \u00danico de Sa\u00fade, utilizado principalmente pela popula\u00e7\u00e3o de baixa renda que n\u00e3o disp\u00f5e de plano de sa\u00fade. Al\u00e9m disso, de acordo com o texto da proposta, o reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo s\u00f3 poder\u00e1 ser feito com base na infla\u00e7\u00e3o &#8211; e n\u00e3o pela f\u00f3rmula antiga que somava a infla\u00e7\u00e3o ao percentual de crescimento do PIB. Isso atingir\u00e1 diretamente o bolso de quem tem o seu ganho atrelado ao m\u00ednimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que a Procuradoria Geral da Rep\u00fablica diz que \u00e9 inconstitucional?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nota t\u00e9cnica divulgada em 7 de outubro o \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal afirmou que a PEC \u00e9 inconstitucional. De acordo com o documento, &#8220;as altera\u00e7\u00f5es por ela pretendidas s\u00e3o flagrantemente inconstitucionais, por ofenderem a independ\u00eancia e a autonomia dos Poderes Legislativo e Judici\u00e1rio e por ofenderem a autonomia do Minist\u00e9rio P\u00fablico e demais institui\u00e7\u00f5es constitucionais do Sistema de Justi\u00e7a [&#8230;] e, por consequ\u00eancia, o princ\u00edpio constitucional da separa\u00e7\u00e3o dos poderes, o que justifica seu arquivamento&#8221;. A cr\u00edtica vem pela cria\u00e7\u00e3o de regras de gastos para os demais Poderes. Na nota, a procuradoria argumenta que, caso aprovada, a PEC ir\u00e1 prejudicar a \u201catua\u00e7\u00e3o estatal no combate \u00e0s demandas de que necessita a sociedade, entre as quais: o combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o; o combate ao crime; a atua\u00e7\u00e3o na tutela coletiva; e a defesa do interesse p\u00fablico&#8221;. A Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Presid\u00eancia rebateu a PGR, afirmando que na proposta n\u00e3o existe \u201cqualquer tratamento discriminat\u00f3rio que possa configurar viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos poderes&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que vem depois da PEC, se ela for aprovada tal como est\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A PEC \u00e9 a prioridade da equipe econ\u00f4mica do Governo Temer, que vai pressionar por outras reformas nos pr\u00f3ximos meses, como a Reforma da Previd\u00eancia e Reforma Trabalhista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: El Pa\u00eds<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara dos Deputados passou em primeira vota\u00e7\u00e3o nesta segunda-feira a proposta de emenda constitucional que cria um teto para os gastos p\u00fablicos, a PEC 241, que congela as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas pela infla\u00e7\u00e3o, por at\u00e9 20 anos. 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