{"id":37819,"date":"2016-10-24T16:21:15","date_gmt":"2016-10-24T19:21:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=37819"},"modified":"2016-10-24T16:21:15","modified_gmt":"2016-10-24T19:21:15","slug":"milho-pesquisa-identifica-que-regioes-de-ms-sao-suscetiveis-a-nova-praga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=37819","title":{"rendered":"Milho: Pesquisa identifica que regi\u00f5es de MS s\u00e3o suscet\u00edveis \u00e0 nova praga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00c1reas dos estados de Mato Grosso do Sul, Roraima, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, \u00a0S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul foram priorizadas em estudo da Embrapa como as de maior probabilidade de a lagarta Chilo partellus entrar e se estabelecer no Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O inseto foi catalogado pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) como praga quarenten\u00e1ria A1, categoria que engloba amea\u00e7as de import\u00e2ncia econ\u00f4mica potencial para cultivos nacionais e que ainda n\u00e3o est\u00e3o presentes no territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo \u201cIdentifica\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es brasileiras suscet\u00edveis ao ingresso e estabelecimento de Chilo partellus\u201d foi realizado por pesquisadores da Embrapa Gest\u00e3o Territorial e do laborat\u00f3rio de quarentena \u201cCosta Lima\u201d (LQC) da Embrapa Meio Ambiente e cruzou informa\u00e7\u00f5es como rotas de transporte, poss\u00edveis pontos de entrada, culturas hospedeiras da praga, portos, fronteiras, aeroportos e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas prop\u00edcias para que o inseto entre e se estabele\u00e7a no Pa\u00eds. O resultado pode subsidiar o servi\u00e7o de Vigil\u00e2ncia do Mapa, respons\u00e1vel por fiscalizar as entradas de novas pragas quarenten\u00e1rias no Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lagarta \u00e9 origin\u00e1ria do continente asi\u00e1tico, onde est\u00e1 presente em v\u00e1rios pa\u00edses, e j\u00e1 se encontra em \u00e1reas do Oriente M\u00e9dio e da costa Leste da \u00c1frica, com uma ocorr\u00eancia na Austr\u00e1lia. Embora a fase adulta do inseto seja uma mariposa, os danos da praga s\u00e3o reportados principalmente na sua fase jovem, como lagarta, em cultivos de milho, sorgo, arroz, trigo, cana-de-a\u00e7\u00facar, milheto e gram\u00edneas silvestres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs ataques mais severos ocorrem em cultivos de milho e sorgo, variando de acordo com o local\u201d, conta a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Maria Concei\u00e7\u00e3o Pessoa, uma das autoras do trabalho. Como exemplo do potencial da praga, na \u00c1frica do Sul h\u00e1 ocorr\u00eancias de danos nessas duas culturas que provocaram perdas de mais da metade da produ\u00e7\u00e3o. Em Mo\u00e7ambique, infesta\u00e7\u00f5es em milho tardio atingiram 87% das lavouras e geraram estragos em 70% dos gr\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis para a entrada da praga est\u00e1 uma extensa \u00e1rea que vai desde a fronteira do Brasil com o Paraguai (Mato Grosso do Sul) at\u00e9 a regi\u00e3o de Sorocaba no meio do Estado de S\u00e3o Paulo. \u201cEssa \u00e1rea \u00e9 importante, pois concentra lavouras de cana-de-a\u00e7\u00facar, cultura atacada pela praga\u201d, explica Rafael Mingoti, analista da Embrapa Gest\u00e3o Territorial que participou do estudo. Ele explica que as regi\u00f5es mais prop\u00edcias para a ocorr\u00eancia e prolifera\u00e7\u00e3o do inseto apresentam clima favor\u00e1vel, presen\u00e7a de culturas-alvo da praga, proximidade de fronteiras ou pontos de passagem, como vias e estradas, ou em \u00e1reas pr\u00f3ximas a portos ou aeroportos. \u201cA regi\u00e3o re\u00fane essas condi\u00e7\u00f5es, pois, al\u00e9m do clima prop\u00edcio para a praga e a presen\u00e7a das culturas, h\u00e1 o porto de Santos em S\u00e3o Paulo, aeroportos e a oeste h\u00e1 uma grande fronteira com o Paraguai\u201d, conta o especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com os resultados, outra \u00e1rea que merece aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o sul do Estado do Rio Grande do Sul. Embora a regi\u00e3o possua pastagens e uma variedade de planta\u00e7\u00f5es, a principal preocupa\u00e7\u00e3o concentrou-se nas lavouras de arroz, caracter\u00edstica que pode agravar o quadro, pois a \u00e1rea engloba uma enorme faixa de fronteira seca com o Uruguai. Na regi\u00e3o Nordeste h\u00e1 uma estreita faixa litor\u00e2nea entre Sergipe e Rio Grande do Norte que re\u00fane lavouras e clima prop\u00edcios para a praga. A \u00e1rea ainda congrega grandes portos e aeroportos internacionais que s\u00e3o pontos de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lagarta tamb\u00e9m poderia se estabelecer no Norte do Pa\u00eds, de acordo com os dados observados. Ela encontraria condi\u00e7\u00f5es ideais para proliferar em \u00e1reas ao Norte e Leste de Roraima, regi\u00f5es fronteiri\u00e7as com Venezuela e Guiana, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo tamb\u00e9m considerou as prov\u00e1veis vias de ingresso terrestres e mar\u00edtimas, al\u00e9m de rotas com acesso \u00e0s \u00e1reas de pa\u00edses j\u00e1 infestados pelo inseto. Ainda contemplou a proximidade a diferentes tipos de fronteiras (urbanas, rurais, florestas) e o potencial de adapta\u00e7\u00e3o e estabelecimento mundial do inseto, prospectado por meio de informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas pelo simulador Climex, software que vem sendo utilizado em v\u00e1rios pa\u00edses para estudos do potencial de estabelecimento de pragas ex\u00f3ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cruzamento das diferentes informa\u00e7\u00f5es, foram utilizadas ferramentas de Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (SIG). Desse modo, os trabalhos identificaram \u00a0munic\u00edpios e microrregi\u00f5es mais prop\u00edcios para a entrada e o estabelecimento de C. partellus, indicando \u00e1reas para a realiza\u00e7\u00e3o de monitoramento local. Al\u00e9m disso, sinalizaram a capacidade de defesa agropecu\u00e1ria brasileira j\u00e1 instalada em \u00e1reas de potencial entrada do inseto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PARCERIA COM\u00a0A VIGIL\u00c2NCIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisas como essa subsidiam a\u00e7\u00f5es da Secretaria de Defesa Agropecu\u00e1ria (SDA) do Minist\u00e9rio da Agricultura. Em parceria com a Embrapa, o Minist\u00e9rio pretende priorizar at\u00e9 o fim deste ano as 20 pragas quarenten\u00e1rias ausentes no Pa\u00eds com maior potencial de impacto para o setor produtivo. \u201cPara cada uma delas, pretendemos coordenar a elabora\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de planos de conting\u00eancia visando a a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o nos pontos de entrada do Pa\u00eds, levantamentos fitossanit\u00e1rios, al\u00e9m de procedimentos de controle e erradica\u00e7\u00e3o, caso a praga entre no Brasil\u201d, informa o coordenador geral de Prote\u00e7\u00e3o de Plantas do Departamento de Seguran\u00e7a Vegetal da SDA\/Mapa, Paulo Parizzi. Para ele, a parceria com a pesquisa \u00e9 fundamental nas a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle. \u201cInforma\u00e7\u00f5es como os pontos vulner\u00e1veis de entrada de pragas e diagn\u00f3sticos fitossanit\u00e1rios de pragas ausentes subsidiam as a\u00e7\u00f5es dos planos de conting\u00eancia de cada uma das amea\u00e7as priorizadas\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados s\u00e3o utilizados em capacita\u00e7\u00f5es dos auditores federais agropecu\u00e1rios respons\u00e1veis pela vigil\u00e2ncia das fronteiras, portos e aeroportos. O estabelecimento de m\u00e9todos diagn\u00f3sticos fitossanit\u00e1rios espec\u00edficos facilita a identifica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da praga ao deixar os laborat\u00f3rios credenciados no Pa\u00eds aptos a reconhecer esp\u00e9cies ainda n\u00e3o encontradas por aqui. \u201cO objetivo \u00e9 antever essas pragas e deixar o Pa\u00eds preparado para barr\u00e1-las ou control\u00e1-las com rapidez e efic\u00e1cia, caso elas se estabele\u00e7am. Nesse sentido, o trabalho conjunto entre o Mapa e Embrapa \u00e9 fundamental\u201d, conta Parizzi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados tamb\u00e9m subsidiaram outros trabalhos, em continuidade \u00e0 parceria da Embrapa Meio Ambiente e Embrapa Gest\u00e3o Territorial, objetivando estimar o tempo de desenvolvimento de C. partellus e de potenciais bioagentes de controle nas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas das microrregi\u00f5es municipais priorizadas por estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Jeanne Marinho Prado explica que essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para a defesa agropecu\u00e1ria nacional. \u201cO ingresso da praga, sem o conhecimento pr\u00e9vio de sua biologia, comportamento ou de alternativas para a correta detec\u00e7\u00e3o, conten\u00e7\u00e3o e controle inicial, poderia causar danos significativos, inclusive pela demora na sua identifica\u00e7\u00e3o de presen\u00e7a nos cultivos, podendo causar s\u00e9rios problemas locais de ordem econ\u00f4mica\u201d, declara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora Maria Concei\u00e7\u00e3o Pessoa acrescenta que prospectar a adaptabilidade dos potenciais bioagentes ex\u00f3ticos de controle biol\u00f3gico de C. partellus nas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas das \u00e1reas priorizadas \u00e9 fundamental para subsidiar as estrat\u00e9gias de sele\u00e7\u00e3o de alternativas mais vi\u00e1veis para o controle biol\u00f3gico da praga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Informa\u00e7\u00f5es das unidades de Gest\u00e3o Territorial e Meio Ambiente, da Embrapa)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1reas dos estados de Mato Grosso do Sul, Roraima, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, \u00a0S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul foram priorizadas em estudo da Embrapa como as de maior probabilidade de a lagarta Chilo partellus entrar e se estabelecer no Pa\u00eds. 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