{"id":4269,"date":"2015-06-20T08:11:13","date_gmt":"2015-06-20T12:11:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ocorreionews.com.br\/?p=4269"},"modified":"2015-06-20T08:11:13","modified_gmt":"2015-06-20T12:11:13","slug":"ameaca-planta-daninha-de-algodao-comum-nos-eua-e-encontrada-em-mato-grosso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ocorreionews.com.br\/acervo-correio\/?p=4269","title":{"rendered":"Amea\u00e7a: Planta daninha de algod\u00e3o comum nos EUA \u00e9 encontrada em Mato Grosso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A principal planta daninha dos algodoais nos Estados Unidos, com o nome cient\u00edfico de Amaranthus palmeri, foi identificada em lavouras da regi\u00e3o Centro-Norte, que abrange os munic\u00edpios de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato e Tapurah, em Mato Grosso. As \u00e1reas s\u00e3o normalmente cultivadas com rota\u00e7\u00e3o das culturas de algod\u00e3o, soja e milho. A planta daninha \u00e9 um tipo de caruru, origin\u00e1rio de regi\u00f5es \u00e1ridas do Centro Sul dos Estados Unidos (EUA) e Norte do M\u00e9xico e que est\u00e1 presente em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa esp\u00e9cie \u00e9 ex\u00f3tica o primeiro relato do seu surgimento no Brasil foi feito pelo pesquisador Edson Ricardo de Andrade Junior, do Instituto Mato-Grossense do Algod\u00e3o (IMAmt), e pelos professores Anderson Lu\u00eds Cavenaghi, do Centro Universit\u00e1rio de V\u00e1rzea Grande (Univag), Sebasti\u00e3o Carneiro Guimar\u00e3es, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Saul Jorge Pinto de Carvalho, do Instituto Federal do Sul de Minas \u2013 Machado\/MG. A divulga\u00e7\u00e3o foi realizada na circular t\u00e9cnica n\u00ba 19, do IMAmt, instituto respons\u00e1vel pelas pesquisas na Associa\u00e7\u00e3o Mato-grossense dos Produtores de Algod\u00e3o (Ampa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A identifica\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie de planta daninha em lavouras de Mato Grosso \u00e9 extremamente relevante, conforme o pesquisador Edson Ricardo Andrade Junior. &#8220;Nos \u00faltimos anos, esta esp\u00e9cie se tornou a principal planta daninha do algodoeiro nos Estados Unidos, em fun\u00e7\u00e3o de suas caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas e da resist\u00eancia a herbicidas de diferentes s\u00edtios de a\u00e7\u00e3o&#8221;, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo os autores, em 2014, durante atividades de um projeto realizado pelo IMAmt, em parceria com o Univag e a UFMT (com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algod\u00e3o \u2013 IBA), plantas de caruru que n\u00e3o foram controladas por herbicidas aos quais s\u00e3o suscet\u00edveis tiveram suas sementes coletadas e enviadas ao instituto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nestas amostras, algumas plantas do g\u00eanero Amaranthus analisadas chamaram a aten\u00e7\u00e3o por n\u00e3o manifestarem qualquer sintoma de fitotoxicidade ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do herbicida glyphosate e por possu\u00edrem caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas de Amaranthus palmeri&#8221;, relatam os pesquisadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Em anos anteriores, segundo eles, v\u00e1rias amostras de popula\u00e7\u00f5es de plantas do g\u00eanero Amaranthus j\u00e1 haviam sido constatadas como resistentes a herbicidas inibidores da ALS, mas foram adequadamente controladas pelo glyphosate e devidamente identificadas como A. deflexus e A. retroflexus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Em 2014, al\u00e9m da resist\u00eancia aos herbicidas inibidores da ALS, algumas plantas tamb\u00e9m n\u00e3o foram controladas pelo glyphosate e permaneceram nos vasos at\u00e9 a fase adulta. Essas plantas foram avaliadas e, com suporte em literatura especializada, confirmadas como sendo da esp\u00e9cie Amaranthus palmeri S.Watson&#8221;, informam os autores da circular t\u00e9cnica.<\/p>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Preocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Algumas caracter\u00edsticas de A. palmeri tornam sua presen\u00e7a em lavouras mais preocupante, j\u00e1 que as flores femininas podem produzir sementes mesmo sem a ocorr\u00eancia de poliniza\u00e7\u00e3o. Outra caracter\u00edstica \u00e9 que seu desenvolvimento apresenta vantagens competitivas em regi\u00f5es de clima quente.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Seu crescimento \u00e9 muito r\u00e1pido (m\u00e9dias de 2 a 3 cm por dia), o que exige muita aten\u00e7\u00e3o para que as aplica\u00e7\u00f5es de herbicidas em p\u00f3s-emerg\u00eancia sejam realizadas dentro do est\u00e1dio ideal. \u201cQuando a popula\u00e7\u00e3o de A. palmeri n\u00e3o \u00e9 controlada, perdas no rendimento das culturas podem atingir 91% em milho, 79% em soja e 77% em algodoeiro, segundo bibliografia norte-americana&#8221;, alertam os pesquisadores.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto que preocupa os pesquisadores \u00e9 a resist\u00eancia de A. palmeri a herbicidas, tanto \u00e9 que fazem algumas recomenda\u00e7\u00f5es aos produtores em caso de suspeita ou confirma\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie em sua fazenda. Como a \u00e1rea atingida ainda \u00e9 pequena, os resultados das medidas para conten\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ser mais r\u00e1pidos e, como eles, o retorno econ\u00f4mico, uma vez que tratamentos para controle de A. palmeri com resist\u00eancia m\u00faltipla possuem custos bem mais elevados.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo eles, estrat\u00e9gias m\u00faltiplas de controle de A. palmeri no mesmo talh\u00e3o, utilizando m\u00e9todos preventivos, qu\u00edmicos, mec\u00e2nicos e culturais, s\u00e3o fundamentais para conseguir um manejo eficaz dessa planta daninha. &#8220;Vale ressaltar que herbicidas \u00e0 base de glyphosate e inibidores da ALS n\u00e3o ser\u00e3o efetivos sobre essa popula\u00e7\u00e3o de A. palmeri&#8221;, advertem os autores do estudo, que prop\u00f5em uma pol\u00edtica de &#8220;Toler\u00e2ncia zero&#8221; contra essa planta daninha, a exemplo do que ocorre nos Estados Unidos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Cen\u00e1rio Agr\u00edcola<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A principal planta daninha dos algodoais nos Estados Unidos, com o nome cient\u00edfico de Amaranthus palmeri, foi identificada em lavouras da regi\u00e3o Centro-Norte, que abrange os munic\u00edpios de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato e Tapurah, em Mato Grosso. 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